terça-feira, 26 de abril de 2022

Personagens do Sítio do picapau amarelo


 

Performance Sitio do Picapau Amarelo

                                                                          Tia Nastácia

Visconde de Sabugosa

Boneca Emília

 

 

Tia Nastácia: Bom dia Crianças, que bom que vocês chegaram, com você aí eu já não fico tão sozinha.  eu já estava ia começar a preparar o desjejum dos moradores do sitio, Dona Benta adora comer cuscuz, Pedrinho gosta de mesmo é de sanduiche de pão de forma e a Narizinho se perde no bolo de aipim, aliás, daqui a pouco eles aparecem por aqui.

Visconde de Sabugosa: Nastácia minha velha amiga, quais são as novidades do seu fogão nesta manhã de segunda-feira?

Tia Nastácia; Senhor Visconde de Sabugosa sentiu o cheirinho do meu tempero e veio logo me visitar.

Visconde de Sabugosa: Cheiro nenhum minha amiga, cheiro nenhum. O que vi e ainda estou vendo são livros por toda a parte. Meu tempero preferido são as virgulas, as exclamações e o delicioso abre aspas.

Tia Nastácia: (risada) Lá vem o Visconde falar difícil.

Visconde de Sabugosa: Mas eu não falo, eu viajo pelas entrelinhas, qual traça esfomeada que devora cada pedacinho das obras de uma biblioteca.

Tia Nastácia: Que conversa é essa seu maroto, experimente devorar os livros da Dona Benta e ela lhe arranca cada palha de milho que fizeram seu corpinho.

Visconde de Sabugosa: Eufemismo minha cara, hipérboles e metáforas. Mas hoje a estou achando tristonha.

Tia Nastácia: Não é nada, não é nada, apenas devaneios de cozinheira.

Visconde de Sabugosa: Fale-me mais, divida cá com este amigo.

Tia Nastácia: Às vezes me sinto um pouco sozinha, as crianças vão ao Ateneu e eu passo o dia na cozinha.

Visconde de Sabugosa: Você precisa de uma companhia, vejamos, quem sabe uma Auxiliar de cozinha.

Tia Nastácia: Cruz credo! Mexendo em minhas panelas? Nem pensar, nessa cozinha mando eu.

Visconde de Sabugosa: Quem sabe um animalzinho?

Tia Nastácia: Não, não, não. Cruz credo, fazem sujeiras e são barulhentos, e além do mais, de animalzinho basta o Rabicó.

Visconde de Sabugosa: Certo, certo. Ocorreu-me agora uma linda história que deve estar perdida pelas estantes dessa biblioteca, escrita pelo Florentino Carlo Collodi, sobre um menino de madeira que ganha vida. Pinóquio!

Tia Nastácia: Vai querer que eu traga para a minha cozinha um boneco de madeira? Cruz Credo, que ideia Visconde, que ideia.

Visconde de Sabugosa: Não minha cara, referia-me ao velho baú de costura e seus talentos com retalhos e agulhas.

Tia Nastácia: O senhor quer dizer que do meu baú de costuras vá surgir uma criatura para me fazer companhia?

Visconde de Sabugosa: Elementar minha velha amiga, mas não uma criatura qualquer, que tal uma boneca muito especifica, de nome Emília.

 

Nastácia costura, Nastácia costura

Boneca de pano, boneca de pano,

Nastácia costura, Nastácia costura

Boneca de pano, boneca de pano.

 

 Boneca Emília: Quem é você, minha mãe?

Tia Nastácia: Não, sou sua tia Nastácia.

Boneca Emília: Se não tenho mãe, não tenho tia.

Visconde de Sabugosa: Uma boneca bem sabida.

Boneca Emília: E quem é este todo verde?

Tia Nastácia: É o Visconde de Sabugosa, um autêntico Catedrático.

Boneca Emília: Para mim tem cara de aspargo.

Visconde d Sabugosa: Levemente petulante.

Boneca Emília: Petu... O que? Olha como fala comigo, ou esparramo tuas espigas.

Visconde de Sabugosa: Vejo que está bem acompanhada tia Nastácia.

Boneca Emília: Acompanhada coisa alguma, não fico aqui nem mais um segundo, vou é correr pelo mundo.

Tia Nastácia: Mas que menina atrevida, mal lhe dei a vida e já quer correr o mundo. 

Visconde de Sabugosa: vejo que tem fome de vida, por isso vou lhe dar uma dica, para conhecer o mundo não precisa avançar uma única esquina, nem em um ônibus embarcar ou em um barco velejar. Olhe ao seu redor, está no melhor lugar para sonhar, descobrir e conquistar.

Boneca Emília: Mas que lugar e este afinal?

Visconde de Sabugosa: Aqui vivem Reis, princesas e heróis. Aqui apaixonam-se, lutam e conquistam, aqui chove, faz calor brotam as videiras e gale-se a coluna, mas logo se aquece o coração com palavras de acalento e gratidão. 

Tia Nastácia: Puxa vida, o senhor falou bonito.

Boneca Emília: Vejo que o Sabugo é bem sabido.

Visconde de Sabugosa: Hoje é dia do Livro.

Tia Nastácia: e de Monteiro Lobato.

Visconde de Sabugosa: Em qualquer situação difícil o melhor lugar para se estar é em uma...

Todos: Biblioteca! 

terça-feira, 19 de abril de 2022

As crianças


 

1005 - -Paixão de Cristo (tomo 9) Crítica da Rainha

                    O encerramento de uma tournée como a Paixão de Cristo, abre novos olhares sobre o teatro, possibilita recomeços e incentiva novos artistas. Vamos então falar sobre a arte do ator, que é o teatro e como ela se divide em arte do dramaturgo, quando falamos do texto e arte do diretor, quando falamos de espetáculo. Até meados do século XX, somente André Antoine, aquele da quarta parede, havia realmente ocupado um espaço próximo ao que conhecemos como diretor. O encenador afastava-se da figura do ensaiador, já que aquele era apenas o agente criativo que, juntamente com o cenógrafo ou o músico, “planejava, organizava e executava o espetáculo teatral orientando os atores de acordo com uma tipologia de papéis. O encenador é que passou a pensar o espetáculo como algo que falaria ao público não só através do texto. O advento da cena naturalista, no final do século XIX, impulsionada pelo surgimento da fotografia, da luz elétrica, do desenvolvimento das ciências e o otimismo ideológico – para citar alguns fatores – favorece uma teoria mimética da representação. Esta teoria se funda na dialética da representação: há, de um lado, a aspiração à reprodução idêntica do real, e, de outro, as convenções sem as quais a reprodução não existiria (que devem ser transformadas, não ignoradas).

                    O diretor/encenador surge realmente com Artaud no século XX, e é uma figura importante no teatro moderno por interferir no modo como o espetáculo é concebido e na atuação dos demais integrantes do processo de criação. Ele pode assinar a concepção estética de um espetáculo e conduzir o processo ou pode intervir em questões pontuais como a direção dos atores ou, até mesmo, conversar com diferentes setores criativos, como a iluminadores, e cenógrafos. Contudo, um consenso encontrado e que determinará o uso da nomenclatura diretor/encenador ou somente diretor ou encenador, é que o encenador possui a função de conceber o espetáculo pensando na sua totalidade, unindo todos os participantes e suas criações, que podem ou não estarem subordinadas a ele, a fim de construir um todo que seja uma obra única. O encenador pode se deixar influenciar pelas criações dos demais integrantes do processo, quando possuírem uma autonomia para isso, modificando a sua concepção ou pode restringir os demais a alcançarem o seu ideal concebido.

                          Durante muito tempo viu-se o dramaturgo, como o maior merecedor da glória, O ‘textocentrismo’ fazia com que o dramaturgo fosse o principal componente do processo de criação, cabendo ao diretor e aos atores interpretarem da melhor maneira possível os elementos presentes na peça, transmitindo a intenção do dramaturgo. 

                              Em a Paixão de Cristo, Cléber Lorenzoni é dramaturgo, diretor, ator, e capacitadamente envovle-se em todos os setores, e ainda prepara os atores que em sua quase totalidade são seus alunos. Somando-se a isso, o olhar de Lorenzoni sobre cada trecho do trabalho, eu diria que ele passeia por formas já buscadas por Meyerhold e Peter Brook. Ambos para suas experiências, precisaram de atores-criadores; ou como diria a atriz Angelica Ertel atores-pensante-atores. E é por isso que o "mestre" Lorenzoni desafia, testa, força, incentiva... Para que os atuais atores da Companhia emanem sua arte. Ora, o ensaiador e o encenador dos séculos anteriores, não importava-se nem um pouco com a arte dos atores. Queria apenas que cada um pronuncia-se com clareza o texto, e preenche-se visualmente os tipos necessários para os papéis, exemplo: Julieta jovenzinha, branca, delicada etc... Kaifaz, velho, levemente gordo, branco, etc... Lady Macbeth, branca, levemente jovem, sedutora, linda, etc... 

                                    O diretor contemporâneo busca talento,  atração, força, mordida, garra, frieza (em alguns aspectos), respeito e amor pelo teatro, compreensão de hierarquia. Além disso, algo a dizer, é imprescindível que atores tenham algo a dizer. O problema é que alguns confundem o espaço de fala, acreditando que é somente através do texto que se fala. Não esqueçamos que muito é dito em um olhar, em uma composição corporal, em uma coreografia, em uma maquiagem...

                     

Cléber Lorenzoni esteve durante essa turnée tão corajosa para um grupo do interior, cercado por artistas corajosos, Renato Casagrande, ator e aspirante a diretor, figurinista e encenador. Em sua função trabalhou com muita entrega e somente em alguns momentos pareceu bater de frente, é preciso nunca esquecer que só há um diretor. Mesmo assim, vem seguindo a escola de Lorenzoni com muito sucesso, aprendendo a dirigir enquanto atua e nos dando grandes personagens(***), o demônio com o qual Jesus se depara ainda jovem é de uma corporeidade brilhante.

Clara Devi vem também seguindo os paços de Cléber Lorenzoni e a metodologia do "palacinho", as vezes prejudica seu trabalho de atriz, colocando a parte técnica a frente. É preciso atuar e ambicionar aquilo que se busca, sem arriscar a vida no palco. A palheta de cores sobre o palco tem muito a ver com sua disponibilidade de dias e dias elencando tecidos e peças que estavam guardadas ou esquecidas. Na apresentação de ontem via-se seu amor e dedicação, em cada cena, quando tirava adereços, apoiava os colegas e brilhava (***).

Laura Heger sobe de status, mostrou que tem muito a dar ao teatro, um olhar doce para com todos, uma gigante em cena. As responsabilidades que assumiu poderiam colcoar em risco suas cenas, no entanto fluiu ainda mais (***).

Douglas Maldaner fez certamente um de seus maiores trabalhos em Paixões de Cristo. Cléber Lorenzoni exigiu-lhe muito e seu sacrifício teve sucesso, ao lado de Romeu, Eliani e Laura, fizeram a corte de Herodes mais poderosa das quatro edições(***). Ellen Faccin é o tipo de contrarregra que um grupo precisa. E embora alguém tenha me dito que ela está prestes a dar um tempo, eu aconselho-a a lutar. O Máschara passa por grandes transformações, é onde eu estaria se pudesse viver de teatro(***). A maneira como a profissional interage, fixando o olhar no diretor. De onde eu estava sentada nem via ela se mexer. Uma profissional.
                           Fabio Novello também diz muito com sua arte, diz por exemplo que o teatro é eterno e colorido, ainda que ele não veja as cores todas. Ele emana cor, e isso me emociona muito, acho que todos os colegas veem assim, Fabio tem consigo o poder das matizes, a sutileza dos tons... Em cena seu Kaifaz deixará saudades e eu o repetiria em 2023 (***), Fabio tem uma percepção que as artes plásticas lhe agregam, de saber como parar, como criar figuras lindíssimas em cena. Outro elogio que preciso dar e que ficou muito claro na tournée, é o amor pelo Máschara, pela instituição que o acolhe, o respeito com seu diretor, ainda que sejam contemporâneos um do outro. 
                                   Raquel Arigony recebeu um papel pequeno, quase uma figuração, e transformou em algo tão lindo, tão necessário, tão expressivo. Uma atriz com coração enorme, capaz de sempre colcoar os outros à frente, (***).   
                              Antonia Serquevittio se joga literalmente, se entrega explosivamente, precisa sim estudar mais, compreender mais os dogmas do teatro. Mas a lealdade para com a direção e  a equipe lhe concedem uma admiração louvável (**), precisa apenas controlar algumas posturas que não combinam com o profissionalismo da equipe. 
                                A ultima encenação da Paixão de Cristo, teve diretor saindo de cena para ajeitar holofote, teve barro no chão do palco, teve banner que ficou para traz, teve emoção, teve figuras dignas de quadros. Teve desentendimento entre colegas, pressão, lágrimas em camarins. Teve planos, novos projetos, debates, surpresas. Enfim, tudo o que o bom teatro traz. Teve pouco público, adaptação, mudança de marca. Foi o bom e velho teatro do Máschara.
                                  Vi quando Cléber se irritou por estar na sombra, uma falha da equipe de luz, percebi quando Cléber abriu a cena, mas Nicolas Miranda como Judas não foi ao seu encontro. Ricardo Fenner vomitando exatamente onde Jesus mais tarde passaria com as mulheres, o que preciso tomar cuidado, principalmente para não causar resbalões. A forma como a quadra foi usada foi uma certo para a equipe e o jogo com o público, foi um dos maiores da tournée. As atrizes Dulce Jorge e Carol Guma, arrancaram lágrimas do público em vários momentos, garantindo cenas inesqueciveis.

           Paixão de Cristo, o Menino entre o Bem e o Mal.
                                Sessão Final
Direção Cléber Lorenzoni
Dramaturgia Cléber Lorenzoni
Assistência Técnica- Renato Casagrande, Clara Devi, Laura Heger, Douglas MAldaner, Fabio Novello, Ellen Faccin, Raquel Arigony, Antonia Serquevitio.
Apoio- Ricardo Fenner e Vitoria Ramos (***)
Elenco:
Dulce Jorge
Stalin Ciotti (**)
Carol Guma (***)
Eliani Alessio (***)
Romeu Waier (***)
Henrique Lanes (**)
Leonardo Georgelewitz (**)
Maria Eduarda (**)
Anita Coelho (**)
Henrique Arigony (**)
Bibi Prates (**)
Allana Ramos (***)
Jesmar Peixoto (**)
Marcel Prates (**)
Nicolas Miranda (**)
Laura Hoover (**)
Eduardo Fernandes (**)
Pedro Henrique (**)


                      Arte é Vida


 A Rainha

sábado, 16 de abril de 2022

1004-Paixão de Cristo (tomo 08)

             Em 1615, no norte de Pádua, um grupo de artistas mambembes partiu em suas carroças para levar sua arte às províncias vizinhas e distritos ao norte do país. O comboio continha três carroças, na primeira viajavam as crianças Lili, Atita e Lhana e idosos da trupe, esses, fundadores da pequena Cia. Na segunda, viajava  o guarda-roupa, Mme Oona e Tuuglas organizavam adereços e cenários, construídos em sistema de cooperativa, onde todos trabalhavam juntos. Dom Eulálio havia criado peças lindíssimas, que deveriam ser valorizadas e protegidas, a trupe era pobre e não poderia se dar ao luxo de  estragar nada. Ainda na mesma carroça Ereato e Claudia levavam com "amor" e apreço: roupas, perucas feitas de algodão desfiado, e bijuterias, herdadas algumas de reis e príncipes italianos.  

              Na terceira  carroça, chamada de carruagem, uma brincadeira dos contrarregras para com grandes estrelas da Cia.  que não costumavam ajudar muito na parte braçal do trabalho. Mas eram grandes atores com grandes personagens, levavam junto um pintor, que nas horas vagas fazia imagens a óleo desses grandes interpretes, que tamanho era seu auto fascínio, que negavam-se a serem esquecidos, e portanto imortalizavam nos quadros, cada gesto ou expressão que faziam. 

                  Montados em jumentos lentos, e outros em cavalos velozes que seguiam as carroças, os outros artistas da trupe seguiam empolgados, algumas vezes brigando quais crianças, em outras se amando e dividindo chás e especiarias que compravam em armarinhos pelo caminho. 

                        Visitaram grandes cidades históricas ou lugares desconhecidos, alguns expressaram-se mais nas cidades históricas, outros valorizaram tanto as históricas quanto os pequenos povoados esquecidos e quase perdidos entre os alpes suíços. A energia era de alegria, salvo algum momento em que Sr. Ereato ou mesmo Flaber, o regente da Cia. explodiam em pequenos brilhantismos autoritários. Havia também os estrelismos das grandes Primas-Donnas da companhia, que acabavam irritando os que as cercavam. Mas eles as perdoavam, afinal as amavam muito e sabiam que talvez algum dia eles também pudessem cair nesse erro.

                         Não havia competição, cada um lutava para fazer sua parte bem feita, alguns confundiam-se em suas ambições e chegavam a crer que Sr. Flaber valorizaria bajulações. Ele era muito, muito velho, ninguém sabia sua idade, mas ele tinha o mérito desagradável de ler as pessoas e muitas vezes desvendar segredos que elas mesmas ainda não compreendiam, tamanha a complexidade de humores entre os artistas. As vezes era percebido qual alquimista e tinha em sua sala vidros repletos de líquidos e vapores. Dividia os atores segundo a teoria dos humores: Fleumáticos: tímidos, apáticos, lerdos, sempre cansados e coerentes;  Coléricos: intensos, irritadiços, impulsivos e rápidos;  Sanguíneos: extrovertidos, confiantes, otimistas, alegres; Melancólicos: tristes, medrosos, dramáticos, introvertidos. Sr. Flaber levava sempre todos a exaustão, sabia que dali nasceriam grandes interpretes. 

                          Eram tempos difíceis,  quase irracionais, guerras, impostos altos, brigas de religiões. Para a trupe, o teatro deveria mudar as pessoas, abrir suas mentes...

                             O espetáculo apresentado era de cunho religioso e levemente satírico. Propunha ideias transloucadas. Todos serem iguais, mulheres empoderadas e o fim do mal... 

                               A "mambenjada" viajou durante dias, e como era de se esperar, fez sucesso em algumas vilas e pequenos fracassos em outras. Até que retornou a sua cidade e ali deu-se um lindo momento de vigor. A cidadela ocorreu para a frente da pequena igreja para assistir as dores e alegrias de Nosso Senhor Jesus Cristo. O figurino de ordem medieval, o bem e o mal, estavam extremamente coerentes com a época da encenação. A sagrada família foi aplaudida em cena aberta, bem como o momento do clímax. O profano e o sacro se misturaram em lindas cenas. Consegui ver ali os entremezes com uma linda cena de danças, os Soties, já que o rei de Judá parecia um tolo. As moralidades e os milagres. Ao Fim uma plateia em pé, aplaudiu com intensidade ao momento especifico em que a catarse se cumpriu. A purgação de todos os males e por que não dizer, quando a fé se renovou. 

                                Obrigada aos atores que mantém viva a chama do teatro de carroças, levando grandes historias aos públicos que de outra forma jamais experimentariam essas emoções. 

                                     O melhor: -A triangulação da jovem ambiciosa Colérica atriz que corria de um palco para outro e se esmerava pela rua, provocando os velhos e carregando a cabeça do "homem que grita nas montanhas".

                                                        -A concentração do ator principal, que misturando com perfeição os quatro humores, como costuma fazer,  conseguiu finalmente alcançar um poderoso grau de concentração.

                                                       - O ancião, que interpretando o pai do salvador, emocionou a todos e ainda se esmera em um poderoso sepulcro caiado e nos da uma deliciosa escatologia.

                                                             

                                           O Pior: - Os estrelismos, a luz de relâmpagos que a meu ver deveria piscar desde o primeiro trovão, quando a cruz sobe. - Os colegas que quando a apresentação se encerra, ficam conversando ou olhando para as estrelas enquanto outros se matam para carregar rapidamente tudo.


Raquel Arigony (***)

Douglas MAldaner (**)

Laura Hoover (***)

Clara Devi (**)

Laura Heger (**)

Stalin Ciotti (**)

Nicolas Miranda (**)

Caroline Guma (**)

Antonia Serquevittio (**)

Ellen Faccin (**)

Vitoria Ramos (**)

Romeu Waier (**)

Rick Artemi (**)

Eliane Alésio (**)

Eduardo Fernandes (**)

Jesmar Peixoto (**)

Anita Coelho (**)

Allana Ramos (**)

BiBY Prates (**)

Henrique Arigony (***)

Maria Eduarda Martins (***)

Pedro Henrique (***)

Alessandro Padilha (**)

Marcel Prates (***)

Leonardo Georgelewitz (***)




A Rainha