quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

ANGÉLICA ERTEL E ALUNOS DA ESMATE


LAURA HOOVER EXERCÍCIOS PARA LABAN - POR ANGÉLICA ERTEL


COMMEDIA DELL'ARTE

Oficina 2019 - Martha Medeiro, Stalin Ciotti, Laura Hoover, Ellen Faccin, Caroline Guma, Laura Heger, Ricardo Fenner, Renato Casagrande, Lavínia Antonelly, Clara Devi, Vagner Nardes, Lú Maicá

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A FALSA ACUSAÇÃO

A máscara do Arlecchino é resultado do incesto do Zanni da região de Bérgamo com personagens diabólicos farsescos da tradição popular francesa. O termo Arlecchino nasce de um personagem medieval: Hellequin ou Helleken, que se torna, posteriormente , Harlek-Arlekin. Um mesmo demônio também citado por Dante: Ellechino.

Dona Pantaleona e o golpe dos burocratas

A grande diferença - com e sem máscara - é determinada por uma particular atitude psicológica imposta ao espectador, de vez em vez, para que ele enquadre diferentemente as imagens produzidas pelo ator (...) Tudo acontece próximo ao rosto...

Momentos de cena

Laura Hoover, Clara Devi, Caroline Guma e Vagner nardes
O Golpe da senhora


(...)Eram mais ou menos vinte e mil pessoas invadindo Veneza. Os empregados, zanni, não tinham mais como sobreviver, as pessoas se prostituíam pelas ruas, roubavam descaradamente. E isso era material ótimo para a sátira(...)

Elenco da oficina sobre Commedia dell'arte

Dia de conclusão de oficina
...Durante o século XVII os cômicos foram expulsos da frança, por causa de seus gracejos, em geral obscenos. Na realidade, o que não se pôde mais suportar foi a crítica satírica contra os maus costumes, as hipocrisias e o jogo sujo da política. O poder não resiste à risada... dos outros... daqueles que não possuem poder.


domingo, 26 de janeiro de 2020

Commedia Dell' Arte

Ricardo Fenner (Galinha), Ellen Faccin (Coala), Laura Heger (Chimpanzé), Martha Medeiro (Colibri)

Commedia Dell' Arte

Laura Hoover, Vagner Nardes, Caroline Guma, e Clara Devi
Rato, Urso, Urso e Cachorro São Bernardo

Commedia Dell" Arte - montagem de cena

Porco, Hipopótamo, Leão Marinho, Hipopótamo, 
Construções e composições para o uso da mascara

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

sobre diálogos e debates necessários

Por Cléber Lorenzoni


                É preciso falar, falar sobre muitas coisas que foram sendo silenciadas em nós. É preciso refletir o mundo, pensá-lo para o amanhã. Durante muito tempo passou-se a diante a imagem/ideia de que o teatro é uma brincadeira, algo bonitinho, para ganhar aplausos e preencher carências. O teatro é uma arma, eis aí o motivo de tantos pais não quererem que seus filhos participem. O teatro liberta, transgride, questiona. Mas no ano em que o Máschara completa vinte oito anos, foi preciso perguntar. O que estamos transgredindo? Muito pouco. Um personagem ali, uma frase mais ousada acolá. Muito pouco. 
                         Quando abrimos nossa boca para dizer que estamos mudando o mundo, o que realmente estamos mudando? Sendo bonzinhos e dizendo obrigado? Dizendo bom dia e ajudando uma idosa a atravessar a rua? Dando um pratinho de sobra do almoço para o morador de rua? É até aí que vai nossa vontade de mudar a sociedade? 
                             Bertoldt Brecht (1898-1956), poeta e dramaturgo alemão do século vinte passeia por ideias ousadas de um teatro que  precisa refletir  o mundo a sua volta, que precisa educar os "culinários", precisa questionar a sociedade. 
                                   Durante sua curta passagem pela terra, Brecht criou um legado de ensaios, prosas, poemas, textos que juntos são uma verdadeira bomba relógio no pensamento atual. Claro que não é todo o artista que se deixa tocar pelas ideias do bardo alemão. No mundo atual onde todos buscam likes e curtidas nas redes sociais, ninguém quer ser o corajoso a dar um passo na direção contrária. Marquise, atriz do século dezessete, dizia que atuar é aceitar morrer; talvez ousar interpretar Brecht seja ter coragem para arriscar-se a perder o público. 
                            Uma semana de Brecht na ESMATE não nos transforma a ponto de sermos outros artistas, ou mesmo de mudarmos totalmente nossa ideologia, mas ao menos nos da a chance de repensarmos o que estamos fazendo com nossa arte. Enquanto diretor/professor, procuro cobrir o ator de ideias novas, emparedá-lo para obrigá-lo a pensar. 
                                      Assim chegamos à Mãe coragem e seus filhos. Nós estamos em guerra, guerras diárias, de um lado as religiões parecem querer nos reger, do outro as leis atuais impostas por homens que não se transformam e não olham para o futuro. Dentro do meu olhar tentei pegar códigos musicais e cênicos que ajudassem o elenco a compreender a fundo minha ideia. Assim surge um teatro provocativo para os próprios atores. Nessa vanguarda que o Máschara propõe, aqueles que participaram dessa oficina, conseguirão compreender muito mais os caminhos que o grupo irá traçar no futuro. 
                            Mas não se confundam, Stanislavski continuará em seu trono, porém o dividirá com Brecht, para que percebamos a diversidade do teatro. 
                                 A evolução dos atores é muito importante. É a busca pela transformação e o ato de se reinventar que fazem evoluir os atores. Alcançarem a capacidade de tocar todo o tipo de público. Durante anos quando perguntava sobre Brecht ouvia meus alunos falarem: Alemão que nasceu em tal ano... Não suportava mais ouvir isso. 
                               A dialética, o épico, o distanciamento/estranhamento, está aí e funciona. Percebi isso enquanto observava as reações da pequena plateia presente. Romeu Waier trouxe muita coisa, Martha Malheiros evoluiu e conseguiu trazer uma neutralidade necessária. Laura Heger a cada dia nos deixa vermos o quanto ela percebe o teatro, e isso é ótimo. Stalin Ciotti apropria-se muito rápido do que vamos aprendendo e isso só traz orgulho a quem ensina ou mostra caminhos. 
                                   Eliani Aléssio sempre surpreende no palco, seja quem for o teórico. Todos cresceram Kauane Silva, Douglas Maldaner e Clara Devi foram alunos muito dedicados nesses seis dias. 
                                          Os anciãos da ESMATE são os que talvez tenham tido mais reviravoltas em suas observações, afinal caminharam por muito tempo pelo teatro um tanto restrito de Stanislavski que por alguns é colocado como chefe supremo, como guardião do teatro. O que não é verdade. 
                                       Mas Ricardo Fenner, Renato Casagrande, Alessandra Souza e Dulce Jorge se permitiram rever o teatro. No fim todos ganhamos e o Máschara subiu mais degraus. 
                                        Ninguém precisa focar sua carreira em um único ponto de vista, mas pode escolher com mais sabedoria quando tem todas as opções na mesa.  Brecht foi certamente uma das oficinas de maior repercussão na ESMATE.
                                 Em fevereiro nos reuniremos para formar o elenco final de Mãe Coragem!

                      Namastê/Esmatê



                                        
                                     

domingo, 19 de janeiro de 2020

Stalin Ciotti e mais uma de suas marcantes composições


Alessandra Souza dando voz a moral cristã


Romeu Waier interpretando Mãe Coragem


Conclusão de oficina -Brrcht


Marli Guma e Caroline Guma, mãe e filha contracenando em oficina


Alunos da oficina de iniciação infantil interagindo com o instrutor Cléber Lorenzoni


Reunião sobre Paixão de Cristo

As coisas acontecem quando grandes forças se unem. SESC, Secretaria de Cultura e Grupo Máschara começam a organizar mais uma edição de A paixão de Cristo

Oficina de iniciação - Caroline mergulhada em sua leitura


Oficina Diálogos sobre o Teatro Épico (Brecht)

Entre quatorze e 20 de janeiro acontece no palacinho do Máschara a oficina sobre a dialética Brechtiana, o teatro didático, o teatro épico, as formas de distanciamento. Uma oficina importantíssima para o crescimento da Cia.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Oficina iniciação infantil 2020


A cigana Izabelitta

Cléber Lorenzoni volta a interpretar a cigana Izabelitta que oferece dicas de astrologia. A personagem criada em 2015 tem muito a dizer. A personagem retornou para falar da festa do zodíaco organizada pela atriz Alessandra Souza, que acontece no Mr. Jack de Cruz Alta às 23 horas do diz 18 de janeiro e faz parte das comemorações de aniversário da atriz.

Yerma

Caroline Guma e Martha Medeiro - o universo feminino

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Alessandra Souza

A atriz Alessandra Souza é uma atriz do Grupo Teatral Máschara desde 2009, (onze anos). Foi aluna do diretor Cléber Lorenzoni auxiliado por Gabriel Wink durante o núcleo de teatro da casa de cultura Justino Martins de Cruz Alta. Desfilou em agremiações carnavalescas e participou de inúmeras performances. No palco interpretou grandes personagens, como Olívia de Olhai os Lírios do Campo e Margarida de O Santo e a Porca. Atualmente é a Rosa Maria de O Castelo encantado. No último ano ganhou o troféu de homenagem por sua carreira no Máscara e melhor atriz infantil no festival Cena Viva interpretando Lady Zuzu em A Roupa Nova do Rei.
Parabéns a essa grande atriz do Máschara

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Oficina de Iniciação

                     Quando mergulhamos em uma oficina, nunca sabemos para onde ela irá nos levar, qual embarcação, nau em mar aberto. Claro que o oficineiro leva com ele um roteiro, uma ideia. No entanto imaginar que aquilo que você construiu em casa, irá nortear toda a oficina é no mínimo ingenuidade ou desconhecimento das infindáveis possibilidades humano-artísticas. A equipe foi formada por alunos da ESMATE e duas visitantes que não eram exatamente desconhecedoras da arte da interpretação. Sendo assim, pude exigir um pouco mais dentro das capacidades. Optei por um ritmo explosivo, sem dar muito espaço para os alunos ficarem cheios de dúvidas. Quis obrigá-los a criar rapidamente, Gosto de atores pensantes, mas também gosto de atores que em oficinas mergulham sem se preocupar com as cartas nas mangas, com as ditas zonas de conforto. 
                    Na terceira aula comecei a mergulhar em uma linguagem simbolista inspirada em pequenas cenas do teatro de Lorca. Os alunos compraram a ideia e produziram coisas muito interessantes. Ellen Faccin traz os pés no chão de uma forma bastante técnica, prática nas escolhas, matemática. Laura Heger e Martha Medeiro são ansiosas, uma mais poética, a outra mais meninota. Caroline Guma também traz uma meninice gostosa de contracenar e ao mesmo tempo uma entrega seria e concentrada. 
                              Marli Guma rouba a cena com uma coragem de quem não tem medo de errar, o que é ótimo. Rauhei ainda é bastante introspectiva, mas foi quebrando a casca e em seu tempo certamente fará grandes evoluções na ESMATE. Clara Devi tem um olhar cuidoso com tudo e com todos, o que credita confiança entre a turma. Alessandra Souza também é bastante matemática, mas está nadando para novos olhares... Para encerrar Renato Casagrande acelerado e entregue... Um ator bom de dirigir. 
                                  Ergueu-se rapidamente uma pequena proposta alegórica de Yerma, um texto escrito há mais de um século. Uma tragédia moderna, ao contrário da tragédia clássica, o homem é o seu próprio motivador trágico. A mesma algema que te aprisiona é a algema que te liberta. 
                                 Yerma deseja um filho e isso a afasta da convivência social, traz uma angustia e dor muito grande a ponto de pensar em trair seu esposo. A personagem e depara com uma mulher do presente. Caroline (os nomes dos atores foram mantidos para aproximá-los da narrativa) , deseja mais que tudo ter um filho, mas seu marido deseja ter uma vida de casal tranquila, sem crianças por perto. Os conflitos internos que perpassam por cenas simbólicas, contrapontos de épocas e uma pequena pincelada poética, acaba por criando um universo lúdico e fantasioso. 
                                          Caroline leva a extremos seu desejo de ser mãe e inspirada pela Yerma da obra, acaba matando seu companheiro. Não há deuses malvados e geniosos, Há apenas os conflitos humanos alcançando extremos... 
                                          Para concluir, a tradicional oficina de iniciação cumpriu sua função promovendo a discussão, o debate e os pensares dos quais a arte se alimenta. 
                                                Enfim uma oficina de sucesso!!!
                           

Oficina

Martha Medeiro e Caroline Guma - Yerma ontem e hoje


Cigana Izabellita divulgando festa caprica


28 anos de luta

O Máschara criado em janeiro de 1992 por Dulce Jorge, Jederson Dill, Dudu, Vera Porto, Jorge Silva e Dione Jorge, continua lutando pela arte em todos os seus expoentes, descobrindo talentos e buscando o aperfeiçoamento da técnica.
Vida longa ao Máschara!

Destroços de Candura - o filme

Na sua sétima investida pela linguagem do cinema, Cléber Lorenzoni participa do curta Destroços de Candura, do diretor estreante Bruno Barassuol. Em parceria com a Cult Cinemas, o Máschara foi parceiro nessa grande iniciativa pela sétima arte.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Turma que prefere o teatro...

Momento final da oficina de Iniciação de 2020 - Na equipe nove alunos, duas revelações: Caroline  Guma e Marli Guma. Alunos da Esmate também se fizeram presentes, Martha medeiro, Ellen Faccin, Clara Devi, Laura Heger e Rauhei Bonapaz. Além dos anciãos Alessandra Souza e Renato Casagrande

Talentos da ESMATE em 2020


Ellen Faccin e Caroline Guma em "Yerma - Ontem e hoje"


O pragmatismo de Yerma

Clara Devi, Alessandra Souza e Marli Guma incorporam três velhas ancestrais, simbolizando as três parkas, três feiticeiras ou benzedeiras...


Martha Medeiro e Laura Heger-mulheres de Lorca

Lorca nos dá um panorama de pensares em suas mulheres tão bem construídas. Laura Heger incorpora maria, mulher jovem e realizada que faz aflorar ainda mais a dor de Yerma

Yerma entre dois leões...


Oficina infantil 2020

As crianças tem a capacidade de sonhar, mergulhar na imaginação.  Em cena, O patinho feio

Formatura oficina de iniciação 2020

No palco da ESMATE os atores constroem uma convenção que une a Yerma escrita no século passado por García lorca à algo atual. Ou seja, mantêm-se o mito, o âmago, mas atualiza-o e questiona-se a mulher atual