quinta-feira, 30 de maio de 2013

Breve Currículo

-O Santo e a Porca - 2012 Direção Cléber Lorenzoni Texto de Ariano Suassuna
-Os Saltimbancos - 2012 Direção Cléber Lorenzoni Texto de Chico Buarque
-Deu a Louca no Ator - 2011 Direção Cléber Lorenzoni Texto de Antonio Fagundes
-As Balzaquianas - 2011  Direção Cléber Lorenzoni e Angelica Hertel
-A Maldição do Vale Negro -2009 Direção Cléber Lorenzoni Texto Caio Fernando Abreu
-Ed Mort - 2008 Direção Cléber Lorenzoni Texto Luis Fernando Verissimo
-Um Inimigo do Povo 2007 Direção Cléber Lorenzoni Texto Ibsen
-Romeu e Julieta 2006 Direção Cleber Lorenzoni Texto Shakespeare
-Lili Inventa o Mundo Direção Cléber Lorenzoni Texto Adaptação da obra infantil de Mario Quintana
- Esconderijos do Tempo 2006 Direção Cléber Lorenzoni Texto Adaptação da Obra de Mário Quintana
-O Castelo Encantado 2005 Direção Cléber Lorenzoni Texto Adaptação das obras infantis de Erico Vertissimo
-O Incidente 2005 Direção Cléber Lorenzoni Texto Adaptação da obra Incidente em Antares
-Bodas de Sangue 2003 Direção Cléber Lorenzoni Texto Federico Garcia Lorca
-Feriadão 2002 Direção Cléber Lorenzoni Texto HErcules Grecco
-Macbeth 2002 Direção Cléber Lorenzoni Texto Shakespeare
-Tartufo 2001 Direção Cléber Lorenzoni Texto Molière
-Antígona 2000 Direção Cléber Lorenzoni Texto Sófocl
-O Conto da Carrocinha 1999 Direção Dulce Jorge Texto: Adaptação dos contos de Andersen
-Dorotéia 1998 Direção Helquer Paez Texto : NElson Rodrigues
-Bulunga O Rei Azul 1997 Direção: Dulce Jorge Texto Pedro
-Cordélia Brasil 1995 Direção Cezar Dors Texto Antonio Bivar
-Um dia a Casa Cai 1992 Direção Giane Ries Texto Ivo Bender

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ed Mort, conversa com o público


Historia do Máschara Parte 1

1992

-Giane Ries promove oficina na Adágio Academia, logo depois os participantes decidem criar um grupo. Entre eles Nádia Régia, Vera Porto, Dulce Jorge, Dudu Gonçalves, Eduardo Dill;
-O Grupo participa da 3ª Edição do Arte Viva e das comemorações alusivas ao aniversário do município. 
-Os Sombras participa da 12 ª Coxilha Nativista.
-O Grupo participa do Suíte Cruzaltense, por ocasião da FENATRIGO e da Noite do Folclore com as performances BIBIANA DO PORTO e OS SOMBRAS.
-Em agosto estreia a Sketh Doce Quente da dor de barriga na gente.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Rito de Passagem - Ed Mort no 59º Cena às 7

               O Rito de Passagem, é um importante momento na vida daqueles que estão mudando um ciclo, recomeçando algo, finalizando uma etapa de algo e indo supostamente para um nível maio, melhor, evoluído... Mas o mais importante, não se deve esquecer o rito, o ritual em si. Um desses ritos no teatro pode muito bem ser o espetáculo em si. Onde um ator ou atriz passa a ter um reconhecimento maior, ou passa a fazer um papel que exige-lhe maior dedicação e do qual se espera mais retorno, esforço... No grupo Máschara existem duas fórmulas criadas por sua direção. Tresloucadas em um primeiro momento, mas muito sagazes e de importante ação. Primeiro a distinção dos atores entre Status, a seguir, sua análise em cena com o reconhecimento dividido entre céu, terra e inferno. Pode parecer, como já disse, algo meio cômico, meio bobo para outros atores, outras cias., no entanto, Cléber Lorenzoni mais do que um diretor, foi sempre um preparador, um professor de teatro, e suas fórmulas para preparar seu grupo tornam-se muito eficientes.
                  O Status de cada membro tem a ver com sua dedicação, com a valorização que dá ao ofício, com sua evolução como ator em prol dos espetáculos e do trabalho em grupo. Status A, são atores que já estão há mais de dez anos no Máschara e que já se consolidaram como grandes atores. Status 1, 2 e 3, são membros do grupo capacitados, com técnica e prontos para a cena. Status 4 e 5 são entusiastas da arte, aprendizes e iniciantes. 
               Céu, terra e inferno poderiam muito bem ser 1, 2 e 3, ou ainda qualquer outra fórmula decrescente, distingue atores que criaram algo muito marcante, atores que fizeram sua parte ou atores que deixaram a desejar em algo. Poderia ser questionado "Ora, será que alguém pode julgar o que foi um bom trabalho, ou o que foi pouco?"  A arte de cada um, não pode ser analisada, afinal tem mais a ver com vivências, com a sensibilidade, vivência e possibilidades semióticas e estéticas de cada um. No entanto não é a questão artística que é analisada, mas sim o grau de profissionalismo de cada um.
                      Já falei em outras críticas que o que acontece nos bastidores renderia outro espetáculo. A correria, o aperto, a preocupação em ser perfeito em cena. Os atores na coxia assistindo os colegas, os improvisos, aquela sensação deliciosa de contar uma historia na caixa preta, o espetáculo acontecendo enquanto você troca de roupas no camarim. O teatro é algo incrível, de prazer indizível, com seus próprios dogmas. Outro prazer imensurável é estar na platéia e poder viajar pela mente criativa dos artistas, desses destaco Tatiana Quadros que nesta apresentação retornou ao palco, e com praticamente quatro meses de gravidez deu um show de interpretação. Ed Mort é uma historia policial, uma crônica de Luis Fernando Verissimo, diverte sem preocupação de fazer algo mais, no entanto por ser uma historia a ser contada, tem  a obrigação de se fazer compreender. E aí entram as bases Aristotélicas e Stanislavskianas, que alguns atores se esmeram em reproduzir e que outros por incapacidade ou despreparo não alcançam.  Sendo assim o espetáculo torna-se um pouco frio as vezes, sem ritmo. Por ser uma crônica, carrega em cada cena um olhar emocional, um colorido diferente da vida e suas idiossincrasias. 
                         Esse olhar precisa cativar, tocar todo o elenco. Evaldo Goullart e Alessandra Souza precisam sorver melhor a compreensão técnica de suas personagens. Fernanda Peres e Ricardo Fenner precisam de mais jogo, de melhor triangulação. As vezes alguns atores colocam uma quarta parede em volta de suas ações e não vêem direito os colegas de cena e suas criações vivas!
                                Renato Casagrande interpreta três personagens no espetáculo, o que o destaca não é o fato de ser versátil, ou a criação dos tipos que são de construção de atores antigos e já substituídos (Marcele Franco e Gabriel Wink), mas a organicidade com que veste  a roupagem física dessas personagens, e a forma como apodera-se e vivencia-os. Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge abrem e fecham o espetáculo, estiveram completos em cena, mas as vezes aceleraram o ritmo não aproveitando as cenas tanto quanto podiam. A escolha por cabelo natural em Penelope, trouxe verdade e mais humanidade a personagem. 
                                 Quanto a sonoplastia e iluminação, falta aos técnicos do Máschara assumirem-nas com a mesma dedicação que assumem papéis nas cenas, ou seja viver a luz, viver o som, como viver Ed, viver Penélope ou outro papel qualquer...
                                  O grande rito de passagem do Máschara começou há muito tempo, repete-se a cada noite de espetáculo, quando cada ator dá ou deveria dar um passo em sua caminhada pelo alto conhecimento e pelo aprendizado técnico. O Máschara e seus integrantes devem observar como uma passagem cada vez que entram em cena, isso os tornaria mais profissionais em seu grupo de já mais de vinte anos.

***
Destaque para Tatiana Quadros por sua capacidade ainda que afastada dos palcos em ser tão verdadeira e capaz em cena.
Destaque para Renato Casagrande por sua dedicação ímpar no palco do que tange o momento de montar o aparato até a hora dos aplausos.

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Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge, Alessandra Souza, Ricardo Fenner, Fernanda Peres.

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Gabriela Oliveira, Evaldo Goullart, Luis Fernando Lara.
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Mérito Cena às 7
Cléber Lorenzoni por conseguir adaptar o espaço, adaptando em um espaço nem um pouco adequado, iluminação razoavelmente capacitada e adequando ainda entradas e saídas de cena em um espaço físico pequeno, sem rotundas e de medidas restritas.
                      
                        
               

sábado, 18 de maio de 2013

domingo, 12 de maio de 2013

O que nos move são os desafios... Matinê do Máschara IIIª Edição

               Desafios são para os fortes...
          

              Já sabemos que o teatro no interior é deveras complicado, que os espetáculos são montados com pouco tempo, e por isso as vezes a pesquisa é burilada. No interior os atores abandonam os trabalhos com maior regularidade. Isso torna o mesmo incerto, e por tanto o trabalho acaba tendo sempre aparência de amador. Essa realidade complexa persegue o Grupo Máschara, que embora cheio de dificuldades tenta sempre manter sua fidelidade com o público e ainda um bom trabalho.
A Matinê do Máschara que começou em março desse ano o espetáculo Feriadão, é uma iniciativa que tenta aproximar as crianças do teatro. O que é um intento louvável. As maiores dificuldades são a falta de patrocínio, os espaços alternativos, as dificuldades em se divulgar um trabalho a altura da quantidade de divulgação que o público precisa. Em meio a tudo isso, atores indecisos abandonando papéis, a dança da cadeira na fogueira das vaidades que é o teatro, e a imaturidade cênica de alguns jovens. 
No espetáculo desse sábado, 11/05/2013 Os Saltimbancos, tendo no elenco Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande, Alessandra Souza e a revelação no teatro infantil Ricardo Fenner. Em um espetáculo de 47 minutos, canto, dança e interpretação. Diversão para os pequenos, mensagens positivas sobre amizade, união, proteção aos animais, respeito as diferenças... Renato, Alessandra e Cléber nos envolvem com grande intimidade, domínio do espetáculo, há muita improvisação, não apenas para salvar algum resbalão no texto, mas mesmo por diversão. Cléber Lorenzoni brinca com o texto da forma que mais admiro, apropriando-se do texto, esparramando-se pelo palco. Alessandra Souza é uma atriz mais madura atualmente, com mais profundidade, noção espacial, falta-lhe o domínio da dança e da música. Renato Casagrande compõe maravilhosamente seu cãozinho, provavelmente a melhor composição animal do espetáculo. E certamente seu melhor papel teatral até hoje. Ricardo Fenner é uma agradável revelação. Já om conhecemos da cigana Jezebel em A Maldição do Vale Negro e do Coronel Tibério Vacariano em O Incidente. Mas não o imaginávamos compondo um animal em um espetáculo infantil. Ricardo traz para a cena grande parte da partitura criada pelo intérprete que substitui, mas com um tempo diferente, seu tempo, sua verdade e isso colabora muito para um espetáculo mais calmo, onde por muitas vezes as cosias podem ser melhor digeridas. Percebe-se um pouco de insegurança, nervosismo, mas sempre gostei dessas emoções em cena, elas mostram o respeito do ator pelo seu público. Dava para perceber a equipe toda entrosada, e isso chega no público em forma de união, de talento. Ricardo precisa melhorar muito o trabalho, precisa de repetições, a técnica nasce da aprimoração que vem com o  tempo. Espero que essa nova equipe aprofunde seu trabalho, e que o espetáculo Os Saltimbancos conclua uma longa jornada de apresentações. 
Na contra-regragem, Dulce Jorge, Fernanda Peres, Luis Fernando Lara e Diego Pedroso, que exerceram bom trabalho devido ao pouco tempo para por o espetáculo no palco. 
Atores, teatro é coletividade, teatro é alma, devido aos problemas enfrentados pelo teatro cruzaltense, não havia iluminação adequada, pouco público, a sonoplasta do espetáculo estava ausente, foram apenas três ensaios e ainda assim "Aconteceu".

Alessandra Souza  e Ricardo Fenner +
Cléber lorenzoni e Renato Casagrande C
Equipe Técnica +




Com Jane Machado, em Os Saltimbancos


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Incidente em Antares em Tupanciretã

                   Como diz Bibi Ferreria, você não dirige um ator, você dirige um carro, dirige um ônibus, atores são seres, com livre arbítrio, com seus talentos, personalidades. Você apenas guia atores, auxilia-os a compreenderem seu ponto de vista (de diretor) sobre um espetáculo. Os atores gentilmente acrescentam ao seu espetáculo suas vivências, suas potencialidades quanto àquela historia que se está contando.
                  No Máschara existe atores, e existem alunos. Atores são aqueles que tem ideologias formadas ou em encaminhamento. São aqueles que tem instinto, que são capazes de improvisar coerentemente sobre algo do espetáculo. Atores, compreendem sua historia, de onde vieram e para onde vão. Atores tem noção da concepção do espetáculo, opinam e sabem aceitar seu espaço. Alunos são aqueles que ainda não aprenderam toda a organização teatral. Alunos são aqueles que tem preguiça de ler, ou mesmo pouco tempo para isso. Alunos não se importam muito com o público, pois estão mais preocupados em brilhar, em estar bonitos em cena. Alunos não leram o espetáculo do qual fazem parte, ainda são pouco observadores, não tem horário, tem pouca responsabilidade. Não dominam a técnica, são bons em um dia e no outro não conseguem repetir nem 20 % da interpretação anterior. Alunos não tem noção da inter-relação de sua personagem com as que o cercam. Alunos faltam ensaios, alunos não lembram de suas maquiagens, pois não se lembraram de tirar um retrato quando acertaram para depois repetir a mesma maquiagem. Alunos estão aprendendo e precisam que alguém lhes chame a atenção. Que alguém repreenda-os e exija para que se desenvolvam e tornem-se grandes atores... A pergunta é, quais de vós do Máschara, sois alunos e quais, sois atores...
                    Um espetáculo deve ser analisado a partir do que se vê pelo público em determinada apresentação, da repercussão naquela determinada situação. De como toca a platéia e da capacidade em ser verdadeiramente uma obra artística. 
                        Cada apresentação é uma apresentação, e o bom ator sabe adaptar-se a situação, triangular não só com o público, mas com todo o ambiente ao seu redor. O Incidente é o espetáculo mais chocante do Máschara, o que mais chega na platéia. Ofende, choca, surpreenda, agride, diverte. O Incidente completou hoje sua 75ª apresentação, e foi uma das mais incríveis. Na rua, com sol alto, em meio a uma platéia de mais de quinhentas pessoas. Entre um show musical e uma apresentação de CTG. Quando atores tem que fazer seu trabalho em condições precárias, é impossível não sentir pena, mas o que mais admiro no Máschara é essa capacidade louca, doida de adaptar-se aos espaços, solucionar rapidamente, abrir mão do que não é tão importante assim. 
                               Dava para perceber que a platéia estava muito interessada, que o teatro tem o poder de   
 realmente interessar, atrair. Afinal são os atores ali, vivos, próximos passando por algo interno. No elenco Cléber Lorenzoni  3º Cícero, Dulce jorge 1ª de três Quitérias, Ricardo Fenner 4º Menandro, Alessandra Souza 3ª Erotildes , Luis Fernando Lara 3º Barcelona, Diego Pedroso 5º Pudim  e Renato Casagrande 2º João Paz. Sete mortos, sete cadáveres, sete úteros abertos. Mesmo depois de tantas substituições o espetáculo continua firme, mérito de um grupo que trabalha detalhadamente cada construção, Cléber Lorenzoni continua debochado e pontual em seu Cícero Branco. Outro destaque vai para Dulce Jroge sempre muito inteira como Dona Quitéria e Diego Pedroso que mesmo depois de uma temporada afastado volta com presença muito eficaz. 
                                Visualmente Ricardo Fenner e Diego Pedroso compõe muito bem, provavelmente pela proximidade de uma imagem que muito se assemelha a ideia de Pudim e Menandro. Alessandra Souza peca na maquiagem, como se estivesse maquiada para o programa "Pequenos Heróis". Luis Fernando com boa energia mas com dicção prejudicada. As cenas também tiveram o ritmo prejudicado pelos microfones. "Senhores promotores de eventos" Teatro de rua e teatro de palco na rua, não são a mesma coisa! Cícero Branco e Menandro Olinda não chegam a nos dar muito de sua historia, embora claro seja apenas um fragmento do espetáculo, mas sinto falta de conhecer mais e de ver mais do talento de Renato Casagrande. 
                                  Para encerrar o que fica é o visual, o escracho, e a marcha dos mortos. E a pergunta quais são os alunos e quais são os atores?

Conjunto de atores +
Destaque Dulce Jorge e Diego pedroso C

               







E o Cena às 7 continua