sábado, 27 de maio de 2017

Encenação I - ESMATE - O SEGREDO DE MADAME

O Segredo da Madame
(rua perto do shopping)
Uma mendiga e sua filha estão sentadas na calçada,
quando uma Perua e sua filha aparecem...

Carmem – Vamos Letícia, ainda tenho que passar no Salão
para retocar o esmalte...
Letícia – Mas mãe, eu estou com fome.
Carmem – Fome? Mas você acabou de comer duas,
 DUAS folhas de alface no restaurante do Shopping!
Letícia – Por isso mesmo, estou com muita fome...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Exercício Teatral - ESMATE A- ENCENAÇÃO I

Exercício teatral – ESMATE 2017 – criação coletiva de uma cena

Personagens: Perua 1 (Clara)
                       Perua 2 (Maria Eduarda)
                       Mendigo 1 (Alessandro)
                       Mendigo 2 (Cristiano)
                       Mendiga (Raquel)
                       Policial (Pedro Lucas)

Local: Rua de trás de um shopping center, onde ficam os containers de lixo.

(Mendigos sentados próximo aos containers, disputando restos de comida)

MENDIGA – Chegaaa! Essa área aqui é minha! Quem manda aqui sou eu, tá ligado? Deixa que a mamãe aqui distribui a comida direitinho. Só ficar com o bico caladinho pra não vim mais gente ciscá no nosso lixo.
MENDIGO 2 – (cochicha para mendigo 1) – Aí, esse povo riquinho sai do shopping e põe só coisa da boa fora. Ôtro dia comi quase um subiuê inteirinho!
MENDIGO 1 – É hoje que nós tira a barriga da miséria! (bebe um gole de cachaça e cutuca o mendigo 2). É só a gente não irritá a madame ali que ela divide a bóia com a gente.
Mendiga esconde comida, mendigo 2 vê e mostra para mendigo 1.
Mendigo 1 faz sinal para mendigo 2 ficar quieto.
MENDIGO 2 – (exaltado tentando pegar a comida da Mendiga) – Ei, ei...sua trapaceira, eu vi, pode devolver!
Mendiga empurra mendigo 2.
Entram as duas peruas conversando.
PERUA 1 – Ai amiga, tô só por aquela bota preta que te falei!
PERUA 2 – E eu sonhando com aquelas bolsas da nova coleção da Vitor Hugo!
MENDIGO 2 – (mexendo com as peruas) - Aí tia, chega mais, tem um trocado aí?
Peruas reagem enojadas.
PERUA 1 – Não sou tua tia moleque! Vai trabalhar!
MENDIGO 2(irritado) – Vai trabalhá tu sua desocupada!!
Mendigos riem.
Peruas apressam o passo assustadas e saem.
Mendigo 1 e Mendigo 2 ficam rindo das peruas.
MENDIGA – (ameaçando) Aqui seus enxeridos, vieram aqui pela minha comida, então vão ter que colaborar.
MENDIGO 1 – Mas o que que tu vai inventá  agora?
MENDIGO 2 – (nervoso) Colaborá contigo o cassete!  Ou tu divide direito essa comida ou, ou, ou... (se encolhe quando a mendiga o enfrenta)
MENDIGA – Ou o quê? (ri e continua em tom de segredo) – Quando as madame ali voltarem cheia das compra, eu passo a conversa nelas enquanto vocês pegam as sacolas e jogam aqui dentro.
MENDIGO 1 – Pódexá!
MENDIGO 2 – (ainda emburrado) – Tá bem.
MENDIGA – (catando no contêiner) Toma isso pra ti, isso pra ti... (distribuindo as coisas pros mendigos)
Risinhos e barulho de passos.
MENDIGO 2 – Shhh! São elas voltando.
Peruas entram.
PERUA 2 – Amei nossas compras amiga! Temos que vir mais vezes.
PERUA 1 – Mas é claro! Nada como um banho de loja para lavar a alma! (peruas riem)
Mendiga se aproxima das madames, que se sobressaltam.
MENDIGA – Ô belezinha, não tem nada pra mim aqui não? (se aproxima das sacolas e cheira o pescoço da p1, que tenta se afastar) Cheirinho bom de gente rica!
Enquanto isso os mendigos passam correndo, roubam as peruas e escondem as sacolas no meio do lixo.
Perua 2 sai correndo até a beira da coxia, gritando por ajuda e pela polícia.
Perua 1 empurra a mendiga no chão e vai atrás dos mendigos, batendo neles com a bolsa.
O policial chega.
POLICIAL – O que está acontecendo aqui?
Peruas exaltadas tentam explicar.
PERUA 1 – Essa mulher imunda encostou na gente.
PERUA 2 – E aqueles maltrapilhos ali nos roubaram.
Mendiga fica caída no chão, os mendigos colocam-se em posição de vítimas.
POLICIAL analisa a situação - Não vejo nada com esses pobres coitados que pareça pertencer às senhoras. (olha desconfiado para elas)
PERUA 1 – (exaltada) Mas seu guardinha incompetente, olhe bem pra nós e olhe pra essa gente!
PERUA 2 – Anda, prende logo esses imundos! (grita empurrando o guarda na direção dos mendigos)
POLICIAL – (furioso) Pois eu vou é prender vocês! (vai algemando as duas e levando). Por desacato à autoridade, calúnia contra os moradores de rua, agressão física...
Madames ficam desesperadas e imploram para serem soltas, enquanto são levadas.
Mendigos caem na gargalhada e logo começam e se estapear pelas compras.
MENDIGA: Chegaaaa! (congela a cena)


Por Raquel Arigony


terça-feira, 23 de maio de 2017

Cena Esmate B - Encenação 1

Eu quero ser criança

-Cena 1



Crianças brincam na boca de cena... Canção de roda sentados...
Entra pai pela direita do palco e avança sobre as crianças. Elas amedrontam-se.
Weslei -Que tão fazendo aí? Vão já pra rua...
Pituto-A gente ta brincando...
Weslei-Cala a boca, eu vou dormir, não quero barulho nessa casa... Vão arrumar dinheiro pra casa!
Pituto-Vai, vai, corre, antes que ele bata na gente...
Weslei -Onde você pensa que vai?
Laura-Me solta...
Weslei-Vem comigo!

Cena 2-
Kauane entra sorridente e um pouco impaciente tentando falar com seu pai, ele fala ao telefone
Kau – Pai fala comigo
Ricardo-Espera filha...
Kau- Não pai, hoje o senhor tem que brincar comigo...
Ricardo- Eu estou no telefone
Kau-Mas pai você prometeu...
Ricardo – Sim sim, eu vou nessa reunião. Fica quieta Kau o pai está no telefone... Olha sua mãe ali...
Raquel entrando na cena pintando as unhas...
Kau- Mãe, mãe... vem comigo...
Raquel- Menina fica quieta... a mãe está ocupada...
Kau- Mas mãe, eu quero muito,...
Raquel –Minina paaara! Olha o que você fez com meu esmalte. Está de castigo!
Pais se cruzam, dão um beijinho bem robótico e saem de cena; Gabriel entra brincando de carrinho
Gabriel-Que aconteceu Kau
Kau-Ah, ninguém me da atenção nessa casa...
Gabriel-Eu dou...                                                                                                     
Kau-Ah eu sei, mas to falando do papai e da mamãe...
Gabriel- Eles vivem ocupados, também nunca falam comigo...Não olham nem meus cadernos... Mas para de chorar, vamos brincar nós dois?
Gabriel e Kau saem brincando


-Cena 3
Entra Isa (modelo famosa) olhando vitrines
Douglas aparece lendo jornal e para a um canto do palco
Pitutinho – eu quero ir pra casa
Pituto- fica quieto... A gente precisa de dinheiro, senão a gente apanha... Olha la, olha lá.. Vai, vai!
Pitutinho- Tia da um troquinho...
Isa- Ai não tenho dinheiro, vai pra la vai sujinho...
Menino percebe a presença de Douglas.
Pituto-Olha ali... (ambos cochicham)
Menino pequeno se aproxima.
Pitutinho- Tio, tio, tio, olha tio...
Menino maior aproxima-se por traz enquanto estabelece-se uma pequena confusão.
Douglas- Ei, o que é isso, vai pra la guri!
Isa- Um assalto! (modelo sai de cena)
Pituto- Perdeu plaiboy
Douglas corre para fora de cena atrás de meninos...


Cena 4

Renato entra de dentro da cena falando alto com menina
Renna-Limpa logo essa sala que eu to cansada!
Laura-Mas eu já limpei,
Renna-Limpou nada, menina respondona. Olha esse chão sujo como a sua cara...
Laura-Mas lugar de criança é na escola...
Renna-Você já está adulta, eu na tua idade já era dona de casa...
Entram correndo os Pitutos
-Renna-E vocês, sujando toda a casa
Pitutinho-Desuclpe mãe
Renna-Trouxeram a grana?
Pituto-Sim, mas só conseguimos isso
Renna-Mentiroso, tem mais... malandros. Já lavar aquela roupa juja e vc... trata de passar uma vassoura na cozinha.
Pitutinho-Mãe eu queria brincar
Renna-Cala a boca, já falei...
Weslei-Que gritaria é essa?!
Renna-São os pia...
Weslei-Essa menina tem que limpar meu quarto!
Renna-Já te disse pra deixar minha filha em paz...
Weslei-To educando!
Renna-Tu não é pai dela, deixa que eu educo...
Weslei-E a grana do cigarro?
Renna-Só deu isso, agora vem, vamos la no boteco que eu penduro...
Entram Gabriel e Kau brincando
Kau-Ei venham brincar com a gente
Pitutinhoi-Não posso tenho que limpar a casa.
Kau-Lugar de criança é brincando...
Pitutinho-Ei posso chamar meu irmão também?
Kau-Claro, vamos todos brincar...
Gabriel-E a sua irmã também. Vem!
Laura- -Não psso tenho que limpar...

Kau-Larga isso, teu único trabalho tem que ser o estudo!



Por Cléber Lorenzoni

Cena encenação 1 - Esmate - A joia Perdida

A joia perdida
Cândida – Maria Antônia        Aurora – Luiza         Zélaz – Alessandra       Z éluz – Stalin
Zélão – Felipe       Policial – Laura
Em um lixão tranquilo se encontra Zelaz e zéluz sentados confortavelmente, com uma garrafa de cachaça mexendo com quem passa pela rua.


Zelaz: Ma olha que homi feioso, que que ta oiando, maaaa me da um dinheiro que eu digo que tu é bunito kkkkkk. Por grana fazemo qualquer coisa né zéluz...
Zéluz: Ma não é amor ! oia oia oia que coisa mas linda que ta passando!
Zelaz: Para de oia zeluz para para para... Tu que se um omi morto?
Zeluz: Tu não me ameaça muie, eu olho pra ondi eu quis é e vai procura comida pra eu come!
Zelaz: Eu não vou a lugar nunhum o Zelão ta procurandu pra nóis... Zelão, zelão zelão (entra Zelão)
Zelão: OOOOOOOia mãe, oooooooia pai o que eu achei é muito bunito...
Zélaz: Mas que boniteza eu vo fica tão bunita com ele...
Zeluz: Que nada muie, vamu vende praa pode come...
Zélaz: Não agora é meu
(Os dois começam  a discutir, até que Zelão pega o colar e sai correndo, os dois continuam a discutir até que entram duas mulheres e começam a revirar o lixo)
Cândida: Aquela empregada incompetente jogou meu colar no lixo, e me disseram que veio parar  aqui, que lugar nojento!
Aurora: você tem certeza de que quer continuar procurando aqui? O cheiro é horrível!
Cândida: Ma é claro que tenho, além de ser caríssimo é herança de família.
( continuam procurando , quando de repente entra Zelão usando o colar, elas enxergam e seguram a criança)
Zéluz: Larguem o meu fio agora...
Candida: Eu só quero o meu colar
Zelaz: Nada disso agora o colar é nosso.
Aurora; Mas isso é roubo...
Zéluz e Zelaz: Achado não é roubado quem perdeu é relaxado
Candida e Aurora: Pega ladrão
(Enquanto as mulheres gritam a familia corre em volta delas jogando o colar um para o outro, fazendo s duas de bobas. Entra uma policial)
Policial: O que está acontecendo aqui?
Candida: (chorando) Eles acharam o meu colar e não querem devolver...
Policial: achado não é roubado quem perdeu é relaxado!
Candida e Aurora: Nããããoooo!

Policial: E vocês vão ser presas por perturbação da ordem! Vamos!


Por Alessandra SOuza

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Maquiagem, etapa fundamental na vida do ator


Momento de descontração entre o elenco do Máschara


A atriz Raquel Arigony em sua expressividade no corpo em ação


Encenação 1- ESMATE


ensaio O mistério da madame - encenação 1 - ESMATE


Exercício de criação - ESMATE


Laura Costa, Maria Antonia, Stalin e Alessandra em montagem 1 na esmate


Renato Casagrande trabalhando a musicalidade com alunos da escola Hildebrando Westhalen


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Texto teatral - O Rei Lear - Shakespeare

O REI LEAR



William Shakespeare
Tradução: Millôr Fernandes


PERSONAGENS
LEAR – rei da Bretanha
REI DA FRANÇA
DUQUE DE BORGONHA
DUQUE DE CORNUALHA
DUQUE DE ALBÂNIA – marido de Goneril
CONDE DE KENT
CONDE DE GLOUCESTER
EDGAR – filho de Gloucester
EDMUNDO – filho bastardo de Gloucester
CURAN – um cortesão
VELHO – rendeiro de Gloucester
MÉDICO
BOBO DE LEAR
OSVALDO – mordomo de Goneril
CAPITÃO – às ordens de Edmundo
Fidalgos a serviço de Lear
Um fidalgo a serviço de Cordélia
ARAUTO
Criados do Duque de Cornualha
GONERIL – filha de Lear
REGANA – filha de Lear
CORDÉLIA – filha de Lear
Cavaleiros do séquito de Lear, capitães, mensageiros, soldados e serviçais


AÇÃO: Bretanha

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Atores do Máschara recebem do presidente da Câmara de Vereadores o titulo Distinção Comunitária 2017

Ricardo Fenner, Renato Casagrande, Raquel Prates, Alessandra Souza, Dione Silva, Dulce Jorge, Cléber Lorenzoni e Douglas Maldaner ao lado do presidente da Câmara, Ubiraci Marques


domingo, 14 de maio de 2017

Mais uma homenagem ao Grupo Teatral Máschara oferecida pela câmara de vereadores


Capa da revista "A voz da Diocese"




Atores Bailarinos do Grupo Máschara em apresentação na escola Carlos Gomes para o dia das mães


Trabalho feito para a oficina da ESMATE - A esfera do Ator


O Ator Renato Casagrande ministrando oficina de técnica circense na escola Angelo Furian


Momento Stund-ap


Composição coreográfica 2


Alunos da Esmate em Composição coreográfica


terça-feira, 9 de maio de 2017

breve historia do Máschara

Grupo Máschara


Fundado em 13 de Janeiro de 1992 por Giane Ries e Dulce Jorge, sob produção de Jorge e Dione Silva, o grupo montou na década de 90 sete espetáculos, dentre eles Bulunga, o Rei Azul; com músicas de Leonardo Diaz Morales. Destacaram-se nesses primeiros anos os atores: Ariane Pedrotti, Diulio Penna, Diva Soares, Marcele Franco, Nádia Régia, Vera Porto que mais tarde ficou conhecida como a Bruxa da hora do conto; além de  Alexandre Dill e Simone De Dordi que prosseguiram sua carreira artística na capital. Em 1996 Cléber Lorenzoni veio somar-se à direção da Cia, e na década seguinte dirigiu 13 espetáculos, dentre eles O Incidente e Esconderijos do Tempo que homenagearam respectivamente Erico Verissimo e Mario Quintana, conquistando o Troféu Cultura Gaúcha e quatro vezes o Troféu de Melhor Espetáculo pela Federação de Teatro Gaúcho. Em parcerias com o Detran, no projeto Trânsito em Cena e mais tarde com o SESC em feiras de livros, os teatreiros ficaram conhecidos por levar teatro à cidades que anteriormente não tinham contato com essa arte.  Destancaram-se nessa época Kelem Padilha, Lauanda Varone, Miriam Kempfer, Tatiana e Gelton Quadros, Em 2005 O Máschara criou o Cena às 7, programa de teatro aos domingos aproximando a comunidade às Arte Cênicas ainda mais. O grupo ainda participou de vários acontecimentos do município: Coxilha Nativista, FENATRIGO, Natal Luz, e comissão de frente de três agremiações carnavalescas. Em 2008 o Bic Banco apoiou os atores de Cruz Alta, divulgando o Máschara em outras partes do país, destacando-se aí Ricardo Fenner, Gabriel Wink e Angélica Ertel. Atualmente o Máschara reside no antigo prédio da Unicruz centro, onde oferece aulas de teatro na ESMATE- Espaço Máschara de Teatro, uma escola para trabalhar o teatro como fonte de pesquisa e descoberta de talentos em Cruz Alta e região. O espetáculo de maior sucesso atualmente é Olhai os Lirios do Campo que  homenageia mais uma vez Erico Verissimo. Destacam-se aí Alessandra Souza, Renato Casagrande, Evaldo Goulart e Fernanda Peres. O Máschara continua presente também nas ruas de Cruz Alta com o projeto Corpo em Ação, que aproxima os cruz-altenses dos atores todos os ´sábados pela manhã e conta com  a participação dos bailarinos e atores Douglas Maldaner e Raquel Prates.  Ao completar vinte e cinco anos, a companhia presenteou o município com a encenação da Paixão de Cristo que atraiu mais de três mil pessoas, e reuniu no palco atores e voluntários, lançando aí um evento de tradição para a fé e o turismo da região. O Grupo Máschara sem duvida é um dos maiores bens artísticos dessa comunidade pois é formado por talentosos atores que permanecem lutando em prol da arte.

domingo, 7 de maio de 2017

Esmate - ano V

Teatro Imagem

Na década de 70, enquanto desenvolvia suas técnicas do teatro do Oprimido, Augusto Boal chegou ao que chamou de teatro imagem, onde os alunos, esculpiam com seus corpos e objetos do local, um grupo de estátuas, isto é, imagens que mostrassem visualmente um pensamento coletivo, uma opinião generalizada, sobre um tema dado.


Na foto, os alunos: Patricia, Felipe, Vitoria e Maria Eduarda

Técnica circense com alunas da escola Carlos Gomes