sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

Tournê Máschara

714- O Castelo Encantado (tomo 99) 17ªMatinê
11/10/15 Grêmio de Subtenentes

713- Os Saltimbancos (tomo 30) Colégio Santíssima Trindade 08/10/15

711/712- Os Saltimbancos (tomo 28/29) Colégio Santíssima Trindade 07/10/15

711-O Incidente (tomo 80) Feira de Livros de Carlos Barbosa 06/10/15

710-O Castelo Encantado (tomo 98) Feira de Livros de Carlos Barbosa 06/10/15

709-O Castelo Encantado (tomo 97) 16ªMatinê 04/10/15 Grêmio de Subtenentes

707/708-O Incidente (tomo 78/79) Colégio Santíssima Trindade 28/09/2015

706- O Castelo Encantado (tomo 96) 15ªMatinê 27/09/15 Grêmio de Subtenentes

702- O Castelo Encantado  (tomo 94) Escola Cooperação 25/09/2015

705- O Castelo Encantado (tomo 95) 14ªMatinê 20/09/15 Grêmio de Subtenentes

Performance / Parada Gay / 704

Performance / Balanchine e o Cisne 703


701- Esconderijos do Tempo (tomo 85) Ielb Cruz Alta 11/09/15

700- O Castelo Encantado(tomo 93) Escolinha Anjo da Guarda 10/09/15

699-Performance Estátuas Vivas no IIIº Superação Social com Cléber Lorenzoni e Renato asagrande

698-Os Saltimbancos (tomo 27) 13ª Matinê 02/08/15

697- Os Saltimbancos (tomo 26) 12ª Matinê 26/07/15

696- Os Saltimbancos (tomo 25) 11ª Matinê 19/07/15

695- O Castelo Encantado (tomo 92) Escolinha Arco Íris 16/07/2015


694- Os Saltimbancos (tomo 24) 10ª Matinê 12/07/15 Clube Internacional


693-OLHAI OS LÍRIOS DO TEMPO Estréia Anes Dias 21/06/15


692- Esconderijos do Tempo (tomo 84) Frag. Seminário Ed. Mercosul 17/06/15

691- A Maldição do Vale Negro (tomo 26) Festival Santo Angelo 03/06/15 

690- Ed Mort (tomo 15) Santíssima 22/05/15

689- Lili Inventa o Mundo (tomo 105) 9ª Matinê

688- Lili Inventa o Mundo (tomo 104) 8ª Matinê 26/04/15

687- Lili Inventa o Mundo (tomo 103) 7ª Matinê 19/04/15

686- Lili Inventa o Mundo (tomo 102) 6ª matinê 12/04/15

685- Esconderijos do Tempo (tomo 83) Ijuí 23/03/15

684- As Balzaquianas (tomo 10) Vacaria 7/03/15

683- Lili Inventa o Mundo (tomo 101) Aniver. Janeiro 2015

682- Esconderijos do Tempo (tomo 82) UNICRUZ Frag. 

681- Feriadão (tomo 107) Vista Alegre do Prata

680-Esconderijos do Tempo (tomo 81) Boa Vista do Sul 14/10/2014

679-Lili Inventa o Mundo (tomo 100) Boa Vista do Sul 14/10/2014

677/678-O Castelo Encantado (tomos  90/91) Veranópolis 08/10/2014

675/676-A maldição do Vale Negro (tomos 25/26) Veranópolis 08/10/2014

674-A Maldição do Vale Negro (tomo 24) Guaporé 9/09/2014

672/673- O Castelo Encantado (tomos 88/89 ) Guaporé 09/09/2014

671-A Maldição do Vale Negro (tomo 23) Guaporé 9/09/2014

670- O Castelo Encantado (tomo 87 ) Apresentação de rua - Cruz Alta 6/09/2014

669- Ed Mort (tomo 14) Nova Bassano 12/08/2-14

668-Lili Inventa o Mundo (tomo 99) Nova Bassano 12/08/2014

667-Esconderijos do Tempo (tomo 80) Nova Bassano 11/08/2014

666-O Incidente (tomo 77) 4/08/2014 Unicruz

665- O Santo e a Porca 64º Cena às 7 (tomo 08)

663/664- A Maldição do Vale Negro Tomos 21/22) Marau -22/07/2014

661/662-Esconderijos do Tempo (tomo 78/79) -Marau 21/07/2014 

660- Os Saltimbancos(tomo 23) - 5ª Matinê do Máschara  8/06/2014

659- Feriadão (tomo 106) Festvale- Rolante - 30/05/2014

658-Os Saltimbancos (tomo 22) André da Rocha/RS com Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande 08/05

657-Os Saltimbancos -Fragmento-(tomo 21) com Ricardo Fenner e Alessandra Souza 27/04

655/656-Esconderijos do Tempo (tomos 76/77) Lajeado/RS com Dulce Jorge e Alessandra Souza

654- Esconderijos do Tempo (tomo 75) Ijuí com Fábio Novello e Cléber Lorenzoni


653 - Feriadão (tomo 105) Ibirubá com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goullart

651/652- Lili Inventa o Mundo - (tomo 97 e 98) Horizontina comFernanda Peres e Renato Casagrande

650-A Maldição do vale Negro (tomo 20) UNICRUZ -26/02

647/648/649-Esconderijos do Tempo (tomos 72/73 e 74) Porto Verão Alegre com Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni

646-Esconderijos do Tempo (tomo 71) Santa Rosa com Cléber Lorenzoni, e Dulce Jorge

645- Feriadão - 63º Cena às 7 (tomo 104) Clube Internacional

644-Lili especial de natal (tomo 3) Cruz Alta 23/12/2013 com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goulart

643-Lili especial de natal (tomo 2) Ibirubá 21/12/2013 com Alessandra Souza e Renato Casagrande

642- Performance vitrine viva em Cruz Alta com Cléber Lorenzoni

641-Lili especial de natal (tomo 1) Boa Vista do Cadeado 11/12/2013 com Tatiana Quadros e Fernanda Peres-

640-Os Saltimbancos (tomo 20) no estádio Guaraní- 08/12/2013 comRicardo Fenner e Cléber Lorenzoni

638/639-Feriadão (tomos 102/103) Vila Nova do Sul com Cléber Lorenzoni e Fernanda Peres -19/11/2013

637-62ºCena às 7 A Maldição do Vale Negro- Annes Dias- (tomo 19) com Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner e Renato Casagrande - 8/11/2013

636- Performance com Personagens de Os Saltimbancos (tomo 19) com Alessandra Souza e Ricardo Fenner -Festival do Guaraná- 12/10/2013

635- O Incidente em Vacaria/RS (tomo 76) com Gelton Quadros e Cristiano Albuquerque -05/10/2013

633/634 - Feriadão (tomos 100 e 101) Vacaria -05/10/2013 comCléber Lorenzoni e Fernanda Peres

632- Performance de danças dos anos 60 no clube Arranca com os Atores Alessandra Souza e Fernanda Peres em 28 de Setembro de 2013

631- Ed Mort -(tomo 13) UNICRUZ 08/08/2013

629/630- A Serpente - 61º Cena às 7 (tomo 02/03) 13 e 14/07/2013

628-A Serpente - 60º Cena às 7 (estréia) 23/06/2013


627- Lili Inventa o Mundo - 4º Matinê do Máschara 08/06/2013 (tomo 96)

626 - Ed Mort - 07/06/2013 (tomo 12)

625 - Esconderijos do Tempo - 07/06/2013 (tomo 70)

624 - ´Lili Inventa o Mundo - 07/06/2013 (tomo 95 )

623 - Ed Mort - 59º Cena às 7 26/05/2013 (tomo 11)

Auditório de Vista Alegre do Prata


sábado, 25 de outubro de 2014

Esconderijos do Tempo em Boa Vista do Sul Tomo 81

Esforços desvalorizados.

               Esconderijos do Tempo é sem dúvidas o espetáculo mais redondo do Máschara, seus méritos se estendem de seus atores principais à seu visual, de seu texto à sua trilha sonora. No entanto o que foi construído la no inicio  da montagem, veio se perdendo aos poucos, logicamente por vários motivos que já foram mencionados em outras analises nesse mesmo blog. 
                 Esconderijos do tempo começou como um espetáculo nobre, a ser apresentado em um teatro com todo o aparato necessário para a encenação. Porém foi se adaptando aos palcos mais simples, e também a espaços sem palcos. Tudo isso porque a arte não deve ficar restrita à grandes teatros, ou a elites. 
                     Boa Vista do Sul recebeu de braços abertos o Máschara e pela idade do público formado principalmente  por estudantes, certamente pouco aproveitou-se do espetáculo já que sua linguagem é direcionada a adultos. No entanto as professoras e os alunos apreciadores de poesia aprovaram e plaudiram eloquentemente. Há também de se mencionar que em cidades pequenas as pessoas são muito educadas, o que fez com que mesmo alguns alunos desinteressados, mantivessem-se em profundo silêncio. 
                           Como de praxe o espetáculo iniciou após uma animação de Roger Castro, e algumas palestras de escritores, o que foi prejudicial, a mente voa e para se assistir um espetáculo teatral é preciso concentração. Ora estamos falando de um espetáculo para palco italiano, que foi apresentado em um palco de madeira pequeno com interferência solar por todos os lados.  A sensação de dever cumprido ficou a cargo do elenco que entre erros e acertos conseguiu contar a belíssima historia de Esconderijos do Tempo. Vamos portanto analisar suas interpretações. 
                            Cléber Lorenzoni (**) consegue atrair para si a atenção do público de forma exemplar. Com a força da pronuncia de suas palavras, seu texto elegante e sua postura, o ator vai preenchendo os silêncios, pintando no ar a poesia quintana. Aliás os outros atores deveriam espelhar-se em Cléber para as suas interpretações. Claro que Cléber Lorenzoni é ator como qualquer outro e portanto sofre as dificuldades no palco também como qualquer outro. O que mais me faz admirá-lo é sempre a capacidade de dirigir em cena sem que isso prejudique ou atrapalhe a encenação. 
                                 Nesse dia, dois atores estrearam em novos papéis. Renato Casagrande (**) assumiu o Sr. Gouvarinho. e Evaldo Goulart surgiu em cena como Mario jovem ou anjo. Na primeira situação, uma agradável cena desencadeou-se, com comicidade, jogo e presença. Deixando a desejar um pouco ainda o soneto do menino. Algo perfeitamente natural se levarmos em conta que não houveram ensaios para essa apresentação. Evaldo Goulart (**) fez o que lhe foi pedido. Estava inteiro, no entanto precisa correr atrás de mais bagagem, um elenco precisa ser equilibrado. Os dois Marios foram de uma delicadeza profunda quando cruzaram o palco. Só há de se dedicar mais a partitura do mais jovem para que a conexão não seja dada apenas pelo figurino. 
                                      Fernanda Peres estava bem(**), nem para mais, nem para menos. Estava básica e isso me preocupa, atores não devem entrar no palco para serem básicos. Principalmente protagonistas. Fernanda Peres alcançou há pouco o que entendo por ápice da personagem, mas agora parece distante, quase fria. Alessandra Souza e Dulce Jorge foram prejudicadas, senão pelo local, pela situação. Dulce Jorge (**) é profissional sempre, não lembro de ter visto a atriz entrar para perder. Mas Cléber cortou sua cena levando em conta a dificuldade em os alunos se interessarem por espetáculo tão complexo para mentes infantis. Ainda assim a atriz entrou e saiu digna como é de seu feitio. Alessandra Souza (*) é uma atriz complexa, as vezes emerge com grande talento, depois passa por fazes técnicas, aí sucumbe a indagações internas, debate-se entre o erro e o acerto. Falta a atriz a calma, e a tri dimensionalidade. O ator deve mais do que talento ter compreensão espacial, compreensão do mundo a sua volta e de seu lugar nele. Um pequeno deslize e sua participação foi prejudicada. Ainda que sua interpretação tenha sido ótima, o acaso a falta de jogo de cintura causaram um clima desnecessário após o espetáculo. É só teatro, sua profissão, e o teatro tem dias de acertos e dias de erros, simples assim. 
                                             Foi um dia básico, uma apresentação esquecível. O que me preocupa é que todos, se incluirmos a bela interpretação de La Souza em Lili, receberam terra, ou seja, ficaram no meio termo. Ficaram básicos. O Teatro não pode ser básico. O teatro é o estouro, é o clímax, é a catarse. Se o teatro fica no meio termo, perde-se em meio ao vão...




A rainha
                                       
                               

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Cidades Visitadas pela Caravana Máschara


  1. -Arroio do Meio (Oficina)
  2. -Alegrete ( O Incidente - O Castelo Encantado)
  3. -Alto Alegre (Lili Inventa o Mundo)
  4. -Antonio Prado (Feriadão, Lili Inventa o Mundo)
  5. -Andre da Rocha
  6. -Aratiba
  7. -Bagé (O Castelo Encantado - O Incidente)
  8. -Barão (O Castelo Encantado, O Incidente, Lili Inventa o Mundo, Esconderijos do Tempo).
  9. -Bento Gonçalves(A maldição do Vale Negro, Lili inventa o Mundo, O Incidente)
  10. -Boa Vista do Cadeado (O Incidente, Feriadão, O castelo Encantado)
  11. -Boa Vista do Incra ( Feriadão, A valsa)
  12. -Boa Vista do Sul ( Lili inventa o Mundo, Esconderijos do Tempo)
  13. Boa Vista do Butiá - (Feriadão)
  14. Bossoroca (Lili Inventa o Mundo, Esconderijos do tempo)
  15. -Caçapava do Sul ( Antígona, Tartufo, Macbeth, O Incidente, O Castelo Encantado)
  16. -Campos Borges (O Castelo Encantado)
  17. - Canela ( Macbeth)
  18.  Capão da Canoa ( Feriadão, Esconderijos do Tempo, Lili Inventa o Mundo, O Incidente, O Castelo Encantado)
  19. - Catuípe (Feriadão, tartufo, Lili Inventa o Mundo, O Castelo Encantado, O Incidente, Esconderijos do Tempo)
  20.  Caxias do Sul ( Tartufo, Antígona, O Incidente, Lili Inventa o Mundo, O Castelo Encantado)
  21. Carlos Barbosa - (O Incidente, O Castelo Encantado)
  22.  Dom Pedrito ( Lili Inventa o Mundo, Esconderijos do Tempo, O Incidente, Oficina)
  23. Erechim (Bulunga o Rei Azul, Macbeth, Lili Inventa o Mundo, Esconderijos do Tempo)
  24. -Espumoso (O incidente, Feriadão, Lili Inventa o Mundo)
  25. -Estância Velha (Feriadão)
  26. -Estrela Velha (Lili Inventa o Mundo)
  27. -Fortaleza dos Valos (Feriadão, O Incidente, Lili Inventa o Mundo, O Castelo Encantado, Esconderijos do tempo)
  28. Frederico Westphalen ( Feriadão, Lili Inventa O Mundo)
  29. Garibaldi (Os Saltimbancos, Lili Inventa o Mundo, O Santo e a Porca)
  30. Guaíba (O Conto da Carrocinha, Bulunga o Rei Azul)
  31. Guaporé ( O castelo Encantado - A Maldição do Vale Negro)
  32. Horizontina ( Esconderijos do Tempo, Lili Inventa o Mundo)
  33. Ibirubá (Antígona, Macbeth, Tartufo, Dorotéia, Bulunga o Rei Azul, o Incidente, Lili Inventa o Mundo, O Castelo Encantado, Feriadão, Corelia Brasil, Um dia a casa cai, O Conto da carrocinha, Bodas de Sangue)
  34. Ijui (A Maldição do Vale Negro, Tartufo, Esconderijos do tempo)
  35. Iraí ( Lili Inventa o Mundo)
  36. Itaqui ( A Maldição do Vale Negro)
  37. Jari ( Feriadão, Lili Inventa o Mundo, O Castelo Encantado, Esconderijos do Tempo, O Incidente)
  38.  Júlio de Castilhos (Lili Inventa o Mundo, O Incidente)
  39.  Lagoa Vermelha ( O Incidente, O Castelo Encantado)
  40. Marau ( O Feriadão, A Maldição do vale negro, Lili Inventa o Mundo, Esconderijos do Tempo)
  41. Maximiliano de Almeida ( O conto da Carrocinha)
  42. Montenegro ( Cordelia Brasil)
  43. Novo Hamburgo (Bulunga o Rei Azul)
  44. Nova Prata (O incidente, O Castelo Encantado )
  45. Nova Bassano (Esconderijos do Tempo, Ed Mort, Lili Inventa o Mundo)
  46. Osório (A Maldição do Vale Negro)
  47. Panambí ( Feriadão, O Incidente, O Castelo Encantado)
  48. Pejuçara (O Incidente, O Castelo Encantado)
  49. Porto Alegre (O Incidente, O Castelo Encantado, Tartufo, Um dia a casa cai, Antígona)
  50. Progresso
  51. Roca Sales ( Dorotéia, O Conto da Carrocinha)
  52. Rolante (Tartufo, Antígona, Macbeth, Bodas de Sangue, Esconderijos do Tempo)
  53. Rosario do Sul (Antígona)
  54. Salto do Jacuí
  55. Salvador do Sul
  56. Santa Barbara do Sul
  57. Santa Clara do Sul
  58. Santa Cruz do Sul (O Castelo Encantado)
  59. Santa Maria
  60. Santa Rosa (Esconderijos do Tempo, Ed Mort)
  61. Santiago
  62. Santo Angelo
  63. São Luís Gonzaga
  64. São Pedro do Butiá
  65. São Pedro do Sul
  66. Sarandi
  67. Selbach
  68. Serafina Corrêa
  69. Sinimbú (Lili Inventa o Mundo, Esconderijos do Tempo)
  70. Soledade (Esconderijos do Tempo, Ed Mort, 2 -Lili Inventa o Mundo, O Castelo Encantado, Ed Mort)
  71. Tapera
  72. Taquaruçu do Sul
  73. Teutônia (Esconderijos do Tempo, Lili inventa o Mundo)
  74. Três de Maio (Lili Inventa o Mundo)
  75. Três Coroas (Esconderijos do Tempo)
  76. Tupanciretã (Feriadão, Tartufo, Esconderijos do Tempo, Lili Inventa o Mundo, O Incidente, O Castelo Encantado)
  77. Uruguaiana (Tartufo, Antígona, O Conto da Carrocinha)
  78. Vacaria (O castelo encantado, O Incidente)
  79. Veranópolis ( Esconderijos do tempo, Lili Inventa o Mundo)
  80. Vicente Dutra (Lili Inventa o mundo)
  81. Vista Alegre do Sul
  82. Vila Nova do Sul -(Feriadão)

Cléber Lorenzoni como o Elefante que vira uma Borboleta


Lili Inventa o Mundo em Boa Vista do Sul - tomo 681 -102/

Quintana para crianças

                      Quem são as crianças? Que seres são esses? Nós fomos crianças, mas duvido que saibamos responder a essa pergunta. A infância vem sendo espremida pela adolescência e cada vez fica mais difícil encontrar formas de poder manter por um tempo satisfatório o espirito infantil. A adultês que vai nos transformando rapidamente, nos enrijecendo, e afastando do espirito infantil, nos torna as vezes insensíveis, práticos em demasia. Mas o universo que nos separa é muito grande, por exemplo, as crianças são desprovidas de capacidade de julgar. A criança descobre, não julga. Ela experimenta, sente, vive. Lili Inventa o Mundo é um espetáculo formidável no ato da descoberta, as crianças recebem várias informações diferentes e agradáveis. As personagens do mundo da poesia são fantásticas, coloridas, e por que não dizer complexas. 
                             Para alguns adultos, em cena está um grupo de palhacinhos, mas para as crianças há no palco heróis, vilões, bonecos, criaturas mil que não precisam ter necessariamente logica para li estar. Lili Inventa o Mundo fala de amizade, fala de sonhos, de acreditar, de enxergar as coisas com "outros olhos". 
                              No palco os atores Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Alessandra Souza, são veteranos em Mario Quintana. Os três já fazem parte do projeto centenário de Mario Quintana há mais de três anos. Cléber por exemplo, leva Quintana ao público desde 2006. Os três já aprenderam muito a dizer. A poesia está não só em seu texto, mas em todo o seu corpo. Renato Casagrande começou um tanto tenso, tensão essa que trouxe do camarim, tensão que possui o poder de desconcentrar a equipe. O teatro é um espaço para união, trabalho de equipe, principalmente esse "terceiro teatro" que o Grupo Máschara faz. Ora, o estres tem efeito dominó, e rapidamente contagia todo mundo, assim como a negatividade e a preguiça.  Apesar disso Renato Casagrande esteve bem em cena, embora houvesse no ator um distanciamento, sem falar no efeito geleia que o mesmo vem colocando em suas cenas.
                                 La Souza anda atucanada, acelerada em excesso, o conselho é: respire e faça as coisas no tempo delas, não no tempo em que você supões que os outros atores esperam de ti. Existe uma única certeza, um bom senso que perpassa por toda a platéia e os colegas de palco. Aconteceu ou não? A cena de Rainha das Rainhas definitivamente não aconteceu. Por que? Não foi por que o texto não foi pronunciado corretamente, mas por que a atriz não fez o que se propôs a fazer. Convencer de que era uma "fada divina" trazendo bons conselhos. O público nem ao menos percebeu que havia nos braços da atriz um suposto bebê. 
                                 Já elogiei o máschara por sua versatilidade, no entanto, há de se compreender que não são semideuses, que é necessário ensaiar sim, o que não vem ocorrendo. Por isso da confusão em algumas cenas. Da correria dos atores, da preocupação. Preocupação essa que a sequencia de apresentações ou ensaios bem seguidos aniquila. 
                                        Fernanda Peres e Evaldo Goulart são propensos atores. Fernanda fez substituições em sua breve carreira. Evaldo entrou no Máschara em 2012. Atores são atores quando dedicam-se a vida teatral, quando descobrem, buscam, treinam, pesquisam. Atores precisam estar em constante busca. São operários artesãos de seu talento e de sua técnica. Sendo assim, as vezes algumas cenas correm riscos em suas mãos. Fernanda Peres anda enferrujada. A equipe deve chegar a um consenso para o melhor do todo. Evaldo vem se esforçando. E é difícil para um jovem ator,  tenho certeza, encontrar motivação diariamente. 
                                        Alguma coisa aconteceu na cena da Fada Mascarada adormecida, Cléber Lroenzoni e Renato Casagrande se entreolharam tensos,  a canção parou. Enfim, um disritmia surgiu. Falta de ensaios. 
                                      A trilha foi bem operada, ainda que por um não sonoplasta. E vou aconselhar ao Máschara que reveja o velhinho cenário de Lili Inventa o Mundo, penso que é hora de uma renovação.
                                         Lili inventa o Mundo era um dos melhores espetáculos infantis do Máschara e entendo das dificuldades que a Cia. vem passando, já que tão poucos atores profissionais temos no interior, mas é hora de guardar um pouco esse belíssimo espetáculo.


Alessandra Souza (*)
Cléber Lorenzoni (**)
Renato Casagrande (**)
Fernanda Peres (*)
Evaldo Goulart (**)
Leonardo Suscheller (**)

                                                          A Rainha

                          
                                

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Atores do Máschara em performance

Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande fazendo estátua viva no aniversário de 15 anos de Greici Lovato

O 5º Gouvarinho de Esconderijos do Tempo, o ator Renato Casagrande


Mario Quintana e Mario Quintana


O Castelo Encantado 89/90 - tomo 680/681

Teatro com sacrifícios

                  Apesar de uma noite péssima, atores cansados e uma viagem longa, os atores do Máschara apresentaram dois espetáculos infantis para uma platéia de mais de mil crianças. Ambos os espetáculos foram divertidos, vivos, cheios de interação e lúdicos. Aliás eu diria que é o espetáculo mais lúdico dos criados pelo Máschara. As coisas tomam forma de uma maneira simples, bonita e funcional como por exemplo o corpo do Elefante Basílio, criado a partir de um ator montado sobre os ombros de outro. 
                    A atriz Alessandra Souza entrega uma docilidade muito verdadeira à sua personagem, embora as vezes soe um tanto repetitiva em suas improvisações. Carregar um espetáculo infantil não é das tarefas mais difíceis no teatro, afinal a agilidade da narrativa, os personagens que surgem rapidamente, auxiliam a protagonista. Não há bifes, não há solilóquios. Ainda assim a atriz têm aperfeiçoado em cada apresentação suas técnicas para o teatro infantil. O ator vai somando a cada apresentação, a cada ensaio, novos conhecimentos, novas técnicas. Infeliz do ator que não tem sagacidade para aprender algo novo em cada oportunidade. 
                       O Castelo Encantado carrega uma gama de figuras, heróis e mocinhos. Cada cena faz parte de um livro infantil de Erico Verissimo, ao final não sei se as crianças sentem vontade de ler o livro, o que seria ótimo, mas a peça é tão completa, tão redonda que por um lado não parece uma homenagem a Erico ou uma tentativa de incentivar crianças a leitura, ela incentiva sim a quererem mais teatro.      
                         Evaldo Goulart é um jovem ator, cheio de vida, mas ainda muito no inicio, há muito que aprender e mais ainda que buscar. Trabalhar a potencia vocal, as intenções e as nuances e principalmente, trabalhar o "cênico". Teatro não é para ser gostado, é para ser apreciado, e isso depende do cênico, do artístico. Algo aliás que tanto Casagrande quanto Lorenzoni propõe em seu jogo e em seus improvisos. Renato precisa apenas tomar cuidado com suas improvisações letárgicas, demoradas. Os atores, tanto jovens quanto maduros correm o risco de cair no efeito geleia depois de um tempo, devido a sua intenção de dar profundidade à suas falas. Cléber Lorenzoni esteve muito intenso na primeira inserção do espetáculo, na segunda sua energia parecia mais lenta. Ainda assim o espetáculo rendeu e envolveu crianças e adultos. 
                       No decorrer do espetáculo a atenção era intensa por parte da assistência, uma pena a sonoplastia do espetáculo ter sido novamente prejudicada pela má execução. As musicas não podem entrar após, nem antes do momento para o qual foram elencadas. A sonoplastia tem que ser executada com perícia matemática. 
                           O Castelo Encantado segue levando para o palco um belo trabalho do Máschara sempre com suas releituras e suas adaptações para que o teatro permaneça.



Alessandra Souza(**)(**)
Cléber Lorenzoni (**)(*)
Evaldo Goulart (**)(**)
Renato Casagrande (**)(**)
Ricardo Fenner(*)(**)


                                           A Rainha 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A Maldição do Vale Negro - 678/679

                  O teatro do interior é feito muito mais como evento comunitário do que como acontecimento profissional. Não que não aja dedicação e profissionalismo, pelo contrário, as vezes há ainda mais que nos grandes centros. No entanto o que move o teatro no interior é quase sempre um clima de amizade, uma disposição para o trabalho de equipe. Esse trabalho de equipe no entanto está ficando a desejar no Máschara, uns poucos carregam nas costas o peso de outros tantos. A Maldição do Vale Negro entrou em cena no palco de Veranópolis às 9 e 10 da manhã, e trouxe para o público um elenco afiado, cenas cortadas e energia deliciosa de se ver. Havia no palco uma energia de sobrevivência, de garra em querer continuar. Os cortes perigosos feitos no texto ajudaram e muito a dar um ritmo novo, ainda mais melodramático; as trocas de roupa foram mais marcantes, surpreendentes por sua velocidade. 
                               No entanto, onde estão todos os integrantes do Máschara? Aquela equipe inteira que chegava nas cidades, trazendo na bagagem uma variedade de pontos de vista, de talentos, e de impressões. 
                              ALGUNS ATORES NASCERAM PARA O TEATRO, outros apenas foram tocados pelo teatro. O teatro é a vida sendo representada no palco, é o grito contra a injustiça, é diversão, é pensar, é arte unindo dança, canto e interpretação. 
                                O teatro muda as pessoas, as melhora, prepara para a vida. O teatro faz pensar, o teatro tira o ser humano de sua posição acomodada e o catapulta para um plano de compreensão de sua existência, onde não haverá espaço para a dominação e a segregação. Mas o teatro também é sacrifício, generosidade, dedicação em prol do outro. E poucos nessa sociedade atual estão tão dispostos a dedicar-se pelo outro. 
                             O público formado por mais de 500 jovens entre as duas apresentações curtiu e aplaudiu em pé o espetáculo, interagindo nas piadas e tramas da narrativa. Conseguir manter tantos jovens concentrados, interessados em uma peça de teatro dentro de uma lona, desconfortável em meio a rua deve ser considerado um grande mérito, se não apenas do grupo teatral, principalmente do fazer teatral. 
                                  A Maldição do Vale Negro é atualmente um dos melhores espetáculos do Máschara, provavelmente por que tem o elenco mais dedicado e coeso atualmente na companhia. Teatro e técnica, além de esforço, sacrifício e dedicação em prol do todo.

Cléber Lorenzoni (***)(**)
Renato Casagrande (***)(**)
Ricardo Fenner (***)(**)
Alessandra Souza (***) (**)
Evaldo Goulart (**)(**)




                                 

domingo, 14 de setembro de 2014

O castelo Encantado 677 -88 apresentações

Bons atores...

                      O que é um bom ator? Quem sou eu para ditar o que qualificaria um bom interprete. Mas ouso questionar, isso sim eu me acho no direito de fazer. Um bom ator seria talvez um ator versátil?  Mas aí um ator que passou uma vida inteira interpretando com perfeição um único papel, não seria um bom ator? Talvez um ator com uma expressividade eloquente? Ou com um capacidades vocais marcantes? Ou com nuances? Ou com técnica? Ou com talento desde a tenra infância? O que seria um bom ator?
                      Um ator dedicado, com 24 horas disponibilizadas ao teatro? Ou um interprete que em poucas visitas ao palco e sem tempo para ensaios chegue e brilhe indizivelmente? O que é um grande ator?
                         Para mim são atores de raciocínio rápido, de capacidade intelectual, de versatilidade, capacidade vocal, técnica e emoção somadas, ou seja, uma colcha de retalhos, com humildade para aprender, personalidade para dizer "não", generosidade para com os colegas de profissão e público. Bons atores são aqueles que mais se importam em dar continuidade aos alicerces do teatro do que em bem atuar propriamente dito. 
                           Hoje vi vários tipos de atores em cena, em um espetáculo que já assisti com sete atores, e que agora vejo com quatro atores. Algumas coisas se perderam juntamente com esse corte de elenco, por outro lado, pareceu-me mais concentrado, coerente e pontual. Cléber Lorenzoni pareceu preocupado em cena, mas arrancou boas risadas, a agilidade com que compõe suas personagens é marcante. O personagem do Ursinho que toca musica é visivelmente um clown e certamente foi o que mais chegou na platéia. Alessandra Souza consegue compor sua protagonista infantil, Passeia pelo palco com agilidade e domínio. Seu jogo foi intenso principalmente com os colegas mais antigos de palco. Evaldo Goullart não se destaca muito. Faz bem feitinha a sua parte, mas com pouca personalidade. Ator tem que se destacar, suas personagens tem que romper a barreira do palco, chegarem ao público. A melhor interpretação de Evaldo em Castelo é Rafael, embora sua interpretação de bonequinho ruivo tenha sido razoável. Porém todas as personagens de O Castelo Encantado são pratos cheios para qualquer ator. 
                                   Renato Casagrande domina a cena e conduz muito do ritmo do espetáculo, sem falar que sua compreensão de cena foi quem o ajudou a bem aconselhar na escolha do cenário. Outra dica importante que Evaldo Goullart deve aprender com Renato Casagrande é cuidar proteger e auxiliar os colegas atrás das coxias. O Teatro, principalmente em palcos adaptados carece de uma disponibilidade e coleguismo. O Castelo Encantado estava no grupo das peças mais fracas do Máschara mas elogiavelmente subiu muito em meu conceito após agradáveis momentos de interação com o público de Guaporé.  O Teatro sempre deve surpreender!
                                        Quanto a trilha sonora do espetáculo, para mim é equivocada e na ocasião, mal operada. Ricardo Fenner não é o sonoplasta do espetáculo, ok, mas então a equipe deveria ter encontrado outra solução. O Público não deve sofrer com por um problema técnico interno da equipe. Os erros de operação foram causados pela falta de uma adequação ao computador do local, o que poderia ter sido solucionado em questão de minutos.


Cláber Lorenzoni (**)
Renato Casagrande (**)
Alessandra Souza (**)
Evaldo Goullart (**)
Ricardo Fenner(*)



                    A Rainha
                           

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Maldição do Vale Negro - 676 Tomo/23

                Sempre que um espetáculo do porte de A Maldição do Vale Negro é apresentado dentro de uma lona de feira de livros, sinto uma aperto no peito, uma compaixão pelos artistas e um respeito profundo por sua profissão.  Nesse tipo de situação não estou vendo um espetáculo de rua, nem mesmo um espetáculo de palco italiano. O que estou vendo? Estou vendo um esforço mútuo em adaptar um espetáculo de grande porte à um espaço complexo, difícil e meio desajeitado, para que o público saia ganhando. Como não dizer que essa é uma profissão que exige estrema generosidade? Há maior generosidade do que prejudicar seu espetáculo, abrir mão de engrenagens importantíssimas, de camarins e até mesmo de banheiros, para que o público possa assistir o teatro? Em cena três atores corajosos, dispostos há tudo, em um calor de quase 40 graus. Lorenzoni, Fenner e Casagrande vem se acostumando com o uso dos auriculares e conseguem um bom efeito em um espetáculo com tantos altos e baixos em sua sonoridade. O Máschara como sempre levantou rotundas, coxias e cenários com sua agilidade peculiar e conseguiu envolver uma grande plateia de adolescentes, sempre tão interessada em celulares e outras futilidades, em setenta minutos de interpretação. 
                 Cléber Lorenzoni (***) vem tirando a cada dia mais graça da personagem Rosalinda e sabe do que abrir mão e o que é imprescindível. Sua triangulação com o público e tudo o que acontece a sua volta é o que mais me chama a atenção. Renato Casagrande (**) as vezes fala muito alto, quando se está fazendo uso de microfones é preciso compreender que os volumes são função do sonoplasta. Ricardo Fenner (***) esteve muito bem como conde e vem melhorando sua impostação melodramática a cada apresentação do espetáculo.
                 Não foi porém, um bom dia para a contra-regragem. A mão de Ágatha aparecendo antes da mesma cair pela janela. As trocas emboladas e não ágeis e ainda o descuido com a cortina preta transparente revelam um trabalho pouco dedicado de Alessandra Souza (*) no espetáculo da manhã. Evaldo Goullart (**) opera bem a sonoplastia, mas as vezes parece um pouco avoado o que pode por em risco sua função.
                  Uma situação muito interessante e no mínimo mencionável, foi a invasão de um dos sonorizadores  da feira. Sem o mínimo tabu, ele adentrou na sala do palácio dos Belmont na segunda cena do espetáculo, há ponto dos atores Cléber Lorenzoni e Ricardo Fenner precisarem expulsá-lo. Foi um arrojo! Gostei muito, faz a gente perceber o quanto o teatro é vivo, o quanto os atores tem domínio do palco, e o quanto os leigos não compreendem a complexa visão que os atores tem do "palco sagrado".

A Rainha

Superação 2014


Grupo Máschara em três opções-O Castelo Encantado e Performances no Superação 2014

Self Service

                  Nas últimas semanas o Grupo Máschara fez de palco as ruas de Cruz Alta e apresentou-se em três situações. A primeira em frente ao calçadão com o infantil O Castelo Encantado. Animador, divertido e ágil. No entanto carente de técnica de teatro de rua. Claro que a maturidade da Cia., o longo trabalho frente à todo tipo de plateias, e a busca pelo novo, causou uma ótima impressão frente as pessoas que foram pararam para assistir. A técnica vocal também é um mérito que deve ser mencionado. principalmente em Lorenzoni, Casagrande e Souza. A entrada e a saída, as cores, e a escolha das historias, colaboraram para o entretenimento do público. O máschara devia investir mais no teatro de rua, principalmente como forma de envolver ainda mais o público cruzaltense nas ações teatrais da cidade. 
                Com Os Saltimbancos na semana seguinte faltou ensaios, a escolha do espaço foi confusa, Ricardo Fenner precisa saber que os "sacos coloridos" servem para delimitar o espaço cênico da narrativa. Alessandra, Cléber e Renato precisam saber que os "sacos coloridos" servem para delimitar o espaço da narrativa. A trilha foi toda boicotada, com todos os finais das canções sendo extirpados. Se o sonoplasta era Evaldo Goullart, deveria ter detectado o problema o quanto antes e impedido que o problema se repetisse musica à musica. 
                  Na mesma tarde atores do Máschara e alunos da ESMATE promoveram uma performance com musicas do ABBA, a meu olhar um fiasco dos mais perturbadores dos últimos anos no que diz respeito a iniciativas do Máschara. Dancing Queen e Mamma Mia, tão conhecidos pelos atores conseguiram causar equívocos. Fernanda Peres deveria aprender as coreografias, Evaldo Goullart ainda não aprendeu a diferença entre dançar em uma festa e dançar cenicamente. Foi certamente a pior das três iniciativas junto ao público.


A Rainha



Cléber Lorenzoni **
Renato Casagrande ***
Alessandra Souza **
Evaldo Goullart *
Fernanda Peres *
Ricardo Fenner **
Lucas Nunes **
Amanda Oliveira ***
               

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Calçadão de Cruz Alta


O castelo encantado-Teatro de rua 672 -tomo 87

Esse é o meu grupo...                                                                                   Por Cléber Lorenzoni

   hoje não quis esperar por críticas da rainha, quis eu mesmo dar meu ponto de vista sobre os últimos acontecimentos. Será que as pessoas percebem o que vem acontecendo? Será que nesse ano de eleições as pessoas estão olhando para nossa realidade, será que as pessoas estão vendo que as coisas estão complicadas, será que alguém pretende fazer algo? A hecatombe que está prestes a acontecer, enquanto você se deixa levar por conversas e promessas politicas, nossas crianças, nossos adolescentes estão expostos a todo o tipo de bobagens, de incertezas, de descuidados. Como vai nossa educação? Como vai nossa preocupação com o futuro?
   Não sei, o que sei é que o Máschara vem há anos lutando com o que melhor sabe fazer, arte. Mais que simplesmente montar bons espetáculos, o Máschara tenta tocar as pessoas, emocioná-las, tirá-las de sua zona de conforto. Atraí-las para algo que as inspire. 
   Nas ultimas semanas o máschara esteve nas ruas de Cruz Alta com intervenções, esteve apresentando-se perante alunos da UNICRUZ e ainda levou um espetáculo infantil à rua, na intenção de "sacudir" as pessoas.
    Ao menos foi isso que eu, Cléber Lorenzoni, pretendi em cada uma dessas iniciativas. Certamente o que consegui foi muito pouco, mas se uma pessoa, uma única alma, viu a arte com outros olhos, ou se emocionou, ou se divertiu; Já terei cumprido minha intenção. 
     Nessa semana dei também algumas entrevistas, todas com a tentativa profunda de abrir os olhos de quem acompanhá-las e talvez melhorar o futuro de quem escolher fazer arte no interior assim como eu. Na UNICRUZ me senti muito respeitado por alunos, não eu, mas minha profissão, meu trabalho, minha colega atriz Alessandra Souza, que tanto esmerou-se para fazer algo bonito e digno. Como estátua viva no calçadão dois alguns dias atrás, percebi que para alguns aquilo nada mais era do que um transloucado ímpeto de um excêntrico. Para outros, algo bonito, emocionante. A sequência de ações terminou com a apresentação de O Castelo Encantado, com o ator Evaldo Goulart, de quem me orgulho muito, pois começou sua curta carreira em uma cidade muito pequena, e apesar de muitas dificuldades e ainda que tão jovem, parece contrariar felizmente todas as superficialidades típicas dos jovens atuais. Ainda o colega de vida e de palco, Renato Casagrande, que dedica-se para me auxiliar em todas as iniciativas malucas. Um jovem com seis anos de palco que rapidamente vem alcançado uma maturidade cênica capaz de fazer coisas incríveis. E Alessandra Souza, uma atriz muito dedicada que busca a cada instante vencer seus próprios limites.
        Em cena, no meio do calçadão, me senti desprotegido, frágil, quase que incapaz. Não tinha em meu socorro as coxias acolhedoras, camarim, a rotunda para onde fugir. Não havia a engrenagem teatral. Havia meu três colegas que nas ultimas semanas me ajudaram a solucionar, a "arredondar" um espetáculo tão versátil, tão vivo e tão mutável. Poucos pararam para nos ver, alguns passavam rápidos, fugiam talvez. O novo assusta. Em cena, cada colega usou suas cartas trazidas nas mangas, e a meu ver seria difícil criticar algo que é novo para o Máschara, tomar assim de assalto a rua, atrair a atenção de uma platéia tão pouco acostumada ao teatro. 
            Não sei até onde iremos, não sei por quanto tempo ainda o Máschara aguentará. Mas me orgulho de estar em cena com jovens tão esforçados e corajosos.

sábado, 16 de agosto de 2014

Vem aí, O Castelo Encantado


Lili Inventa o Mundo 101-Nova Bassano 669

Outra vez a peça de palhacinhos...

                   O que mais irrita é essa patifaria que pareça ser proposital para com os artistas de teatro. Essa eterna sensação de ter que estar sempre explicando nossa profissão, explicando como organizar um palco, explicando as necessidades lógicas e mínimas para se por um espetáculo sobre o palco. Por favor não coloque um espetáculo concebido para palco italiano, no chão, ele no mínimo perderá 30% do seu efeito. Não tente colocar mais de duzentas pessoas assistindo um espetáculo muito longo e com muitos atores em um palco com menos de 10 metros quadrados. Não organize um espetáculo para a noite sem pensar em uma  iluminação. Não coloque um ator para se apresentar se ele tem que competir com barraquinhas de comida, bancas de livros ou musicas provindas de outros ambientes. Por favor organize uma sala com banheiros para que o ator não tenha que largar seus figurinos sagrados no chão. Por favor, um banheiro, o ator não pode atravessar pela platéia e queimar toda surpresa do espetáculo. Água por favor. Uma sala limpa por gentileza. Que os sonorizadores compreendam que a estrela não são eles e sim o artista, ou então o ator terá que adequar-se a pouca vontade de sonorizadores cheios de má vontade. Não coloque crianças para ver espetáculos pensados para os adultos. Não insulte os adultos oferecendo-lhes espetáculos para alunos do maternal. E por favor não nos peça para apresentar um espetáculo de mais de 30 minutos de graça. 
                       Estou usando esse espaço para dar esse grito, para pedir socorro a todos aqueles que amam o teatro, isso nada tem a ver com Nova Bassano e ao mesmo tempo tem a ver com todos os não iniciados. O teatro é a arte mais linda do mundo, pois acontece ao vivo, e envolve a assistência. Mas tem necessidades básicas para que aconteça. O mérito dos atores do Máschara é baterem o pé até conseguirem deixar as coisas como devem ser para o teatro. Na ultima ocasião um sonorizador reclamava de ter que tirar uma caixa de som do lugar três horas antes da apresentação. Dizendo que o tempo seria muito curto e o cansaço extenuante. Ora quantas vezes os atores do Máschara com tempo curto, antes do espetáculo carregaram dezenas de cadeiras, colocaram tapumes em janelas para escurecer o ambiente, carregaram goleiras. O teatro, a arte em nosso país de terceiro mundo exige sacrifícios de todos. Do varredor do palco ao ator. Todos artesãos da arte cênica. O grande mérito do Máschara é realmente "fazer" seu teatro, prova disso é o Cena às 7.
                   Há poucos dias uma menina muito humildemente perguntou-me. "como é o teatro do Máschara". Fiquei em dúvida a que ela se referia. Enfim, filigranas.
                             Em Nova Bassano, Fabio Novello, Cléber Lorenzoni, Alessandra Souza e Ricardo Fenner quebraram cabeça para erguer o mundo de Lili Inventa o Mundo. Não sei Mario Quintana aprovaria essa visão máschara de sua personagem infantil mais querida, e nem me importo; me importa se a historia contada conseguiu estabelecer uma ponte entre a proposta de Mario Quintana e o que havia no palco. 
                               Cléber Lorenzoni, Fernanda Peres, Renato Casagrande, Alessandra Souza e Evaldo Goullart adentram a cena com um visual muito atraente para as crianças. Meio poluído por certo ângulo, ao mesmo tempo muito coeso com o que propõe. Alessandra Souza fazia dois papéis bastante distintos, mas perece que lhe falta uma certa "cara de pau", um permitir-se ridicularizar-se em cena. O Cômico nasce daquilo que mais preservamos, daquilo que muitas vezes temos vergonha de revelarmos. Por exemplo, um sujeito que já é engraçado no dia a dia, que quase sempre está contando piadas, dificilmente será engraçado quando em um palco. Pois sua comicidade já é sua máscara, no palco as mascaras caem, e aí vai-se a graça desse criatura. Os atores quase sempre são tímidos, inseguros, e usam como máscara a elegância, a presença eloquente, etc. Quando vão fazer humor, ele só será brilhante se permitirem que suas mascaras caiam. Alessandra Souza tem muito receio de derrubar sua mascara. Renato Casagrande carrega nos ombros o peso positivo de ser o segundo ator do Máschara, espera-se dele muito e as vezes, como todo ator ele se atrapalha. Seu domínio da platéia beirou o fracasso, essa linha tênue entre quebrar a quarta parede e perder o jogo, depende muito de quem está conosco em cena. Fernanda Peres ainda não te domínio sobre a platéia, por isso é importante cautela.  Cléber Lorenzoni e Evaldo Goullart jogam muito bem, embora o mérito da "compreensão do outro" esteja em Lorenzoni, Evaldo improvisa muito, mas quase sempre de forma empírica. E a pergunta é, e no dia em que o instinto falha? O ator deve ter a técnica na manga. 
                                           Fernanda peres anda muito ansiosa em cena, e as vezes precisa confiar mais no colegas em cena, ao mesmo tempo precisa permitir quando há necessidade de extirpar trechos de sua cena. O teatro depende do ambiente, do dia, do clima, da platéia, há dias em que uma cena torna-se barriga no ato. Quanto ao interprete de Malaquias é importante mencionar que sua técnica vocal é quase nula, há em seu falsete um risco para suas cordas vocais mal aquecidas. Aquele escape de som que afina o final das frases pode causar um calo nas cordas vocais ou fissuras. é preciso tomar cuidado.
                                        Onde está o climax de Lili Inventa o Mundo? A Rainha das Rainhas? A catarse da Fada mascarada? Ou a transformação de Mathias? Ou ainda o "Pra sempre crianças"! 
                                          Os atores pareciam cansados, Lili passou sem ritmo, e isso aparecia em pequeninos detalhes. A trilha estava confusa, havia resvalos de sonoridades. 
                                           Apesar disso tudo as crianças levaram para casa uma linda mensagem, cabe ao ator querer ser melhor, querer crescer a cada apresentação, criar desafios. 
                                            Cléber Lorenzoni(**)  Alessandra Souza (**) Fernanda Peres (*) Renato Casagrande (**) Evaldo Goullart (**) Fabio Novello (**)




A Rainha