quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Histórico de troféus para melhor Atriz

2019

Kauane Silva como Makabéa em A Hora da Estrela - Festival Estudantil de Paim Filho - 2º troféu

Alessandra Souza como Lady Zuzu em A roupa Nova- 4º Cena Viva- Santa Rosa - 3º Troféu


Dulce Jorge como Leninha - As Balzaquianas- 4º Cena Viva - Santa Rosa- 20ª Indicação


2018


Kauane Silva como Anahy em Lendas - Melhores do Ano- 1º Troféu


2017


Dulce Jorge como Maria - Paixão de Cristo- Melhores do Ano - 8º Troféu



2016

Alessandra Souza como Olivia em Olhai -2º Cena Viva - 1º Troféu


2012


Dulce Jorge como Caroba em O Santo e a Porca - Ar tin Vento 7º Troféu



2008


Angélica Ertel como Lili em Esconderijos – 1º FETTEN – 7ª Indicação


Angélica Ertel como Glorinha em Esconderijos – 1º FETTEN – 5º Troféu

Angélica Ertel como Lili em Lili – 15º ERECHIN 4º Troféu


Angélica Ertel como Glorinha em Esconderijos – 15º ERECHIN 3º Troféu


Angélica Ertel como Lili em Lili – 10º DOMPA 2º Troféu


Angélica Ertel como Glorinha em Esconderijos- 10º DOMPA 1º Troféu



2006

Angélica Ertel como Glorinha em Esconderijos- 5º FESTSALTO 1º Indicação


2002

Dulce Jorge por Lady MacBeth em MacBeth-XIIIº FETARGS final 6º Troféu

Dulce Jorge por Lady MacBeth em MacBeth-XIIIº FETARGS semifinal 16ª Indicação

Dulce Jorge como Lady MacBeth em MacBeth- 16ºCANELA- 15ª Indicação


Dulce Jorge como Lady MacBeth em MacBeth -9º FERTAI- 14º Indicação


2001

Simone De Dordi como Dorina em Tartufo – VIº Santiago em cena- 1º Troféu

Dulce Jorge como Elmira em Tartufo- 8º FESTVALE – 13ª Indicação

Dulce Jorge como Elmira em Tartufo- 3º URUGUAIANA- 5º Troféu

Dulce Jorge como Elmira em Tartufo- VIIIº FERTAI – 12ª Indicação


2000

Dulce Jorge como Antígona em Antígona – XIº FETARGS-final 11ª Indicação

Dulce Jorge como Antígona em Antígona –Iº FESTSALTO – 10ª Indicação


Ariane Pedrotti como Coro em Antígona- XIº FETARGS-semifinal- 2ª Indicação


Dulce Jorge como Antígona em Antígona – XIº FETARGS – semifinal- 9º Indicação


Dulce Jorge como Antígona em Antígona – IVº Santiago em cena – 8ª Indicação


Dulce Jorge como Antígona em Antígona – 2º URUGUAIANA – 4º Troféu

Dulce Jorge como Antígona em Antígona – 2º ROSÀRIO EM CENA – 3º Troféu


1999

Simone De Dordi como Palhacinha em Carrocinha – 1º URUGUAIANA – 1ª Indicação

Ariane Pedrotii como Espanhola por Carrocinha -9º GUAÌBA – 1ª Indicação


1998

Dulce Jorge como Dorotéia em Dorotéia – Vº FERTAI - 5ª Indicação

1997

Dulce Jorge como Magnólia por Vulunga – VIIIº FETARGS semifinal 4ª Indicação

Carolina Monteiro como Mimi por Bulunga- 7º Guaíba – 1ª Indicação


Zenaide Perez como Mimi por Bulunga – IVº FERTAI – 1ª Indicação


Dulce Jorge como Bárbara por Um dia a casa cai- IVº FERTAI – 3ª Indicação


1996

Dulce Jorge como Cordélia por Cordélia Brasil- IIIº Fertai 2º Troféu

1994

Dulce Jorge como Bárbara em Um dia a casa cai- Vº FETARGS semifinal 1º Troféu

Troféus de Paim Filho no Palacinho do Máschara

Melhor Espettáculo
Melhor Direção
Melhor Ator - Douglas Maldaner
Melhor Atriz - Kauane Silva
Melhor Ator Coadjuvante - Renato Casagrande
Melhor Atriz Coadjuvante - Eliani Aléssio
Melhor Iluminação  - Stalin Ciotti e Cléber Lorenzoni
Melhor Trilha Sonora - Clara Devi e Cléber Lorenzoni
Melhor Figurino - Renato Casagrande
Melhor Texto Adaptado - Cléber Lorenzoni
Indicações  Melhor Ator Coadjuvante - Cléber Lorenzoni
Melhor Atriz COadjuvante - Leonir Batista

Uma noite de brilho e sucesso- Rede Super Sul


As ninfas do Máschara - Kauane Silva, Laura Hoover e Clara Devi


Kauane Silva como Marilyn Monroe


terça-feira, 29 de outubro de 2019

A noiva das trevas ao lado de Lenir Guimarães e Lima do CCAA de ijui


Os zumbis do Máscara no CCAA - ijuí


Noite de sucesso em lançamento da rede super sul


Lançamento da campanha Rede Super Sul -


A hora da estrela - Paim Filho

Nasce uma estrela de mil pontas...


                                O tempo todo morrem e nascem estrelas, elas vivem há milhares de kilometros, mas nós vemos seu brilho, as vezes muito depois que já morreram, pois sua luz continua brilhando por milhões de anos. 
                                 No palco de Paim Filho brilhou uma constelação de estrelas. Algumas estão brilhando há muito tempo, algumas estão começando a emanar sua luz, algumas infelizmente já se ausentaram mas sua luz tão intensa permanece brilhando. 
                                   O palco além de ser egoísta, é extremamente poderoso. Ele descobre seu talento e vai te sugando, e vai colocando as plateias a seus pés, mas ele não aceita ser trocado, esquecido. E dificilmente ele da uma chance duas vezes. Na última sexta feira- sentado na sala de operação, observava cada gesto e movimento dos meus atores, sempre pronto a chamar-lhes a atenção quando necessário, sempre pronto a ouvi-los e compreendê-los. Eu sei que alguns estão ali como um passatempo, que precisam preencher alguma necessidade momentânea e que logo partirão, mas há outros que vieram para marcar, para deixar seu brilho de estrela aceso durante anos. 
                                    Não sabemos quais serão as estrelas permanentes, os segredos não nos são revelados. O máschara, grande estrela da noite à altos custos de lutas e anos de trabalho, brilhou sim como estrela incandescente de luz, e que luz. Uma luz que se deve às minhas mãos, às mãos de Stalin Ciotti e às mãos de Evaldo Goulart. Eu, aprendi a fazer luz no grito, abaixo de pancada, durante anos mal sabíamos o que era um fresnel, a luz tinha muito a ver com "quando acendemos e quando apagamos?", aos poucos fui pesquisando, observando grandes mestres para desenvolver um pouco do que vemos hoje sobre o palco. Teatro tem muito a ver com prática, com erro e acerto, com teimosia e treino. A luz sobre o palco em A hora da Estrela era o oposto de qualquer outra luz do festival, mas não por que somos melhores do que outrem, e sim por que queremos cada dia mais, aprender, crescer, ousar, vencer. E com esse espirito levamos nossa própria luz, com esse espirito nos arriscamos em escadas que ninguém quer subir. Aos poucos Stalin Ciotti vai observando e aprendendo, ainda precisa de mais coragem, estar pronto é tudo! Saber o que vão pedir, antes que a pessoa abra a boca. Sejamos claros: Cadernos, caneta, prancheta para um iluminador não é coisa que um diretor tenha que lembrar! Quanto a Evaldo Goulart, esse ator que caiu para o Status VI em 2018, parece estar se reinventando, preocupado, decidido a ajudar, voltado para a técnica, e cheio de disposição, anima a todos. Felizmente fomos sábios e não o deixamos para traz. Faria falta em Paim Filho. 
                                       A trilha sonora foi premiada, afinal de contas é de uma elegância e valor esplendidos. Há nela uma versatilidade dinâmica, musicas que sublinham, musicas que contam e trilhas que localizam épocas. A operação de Clara Devi, é bastante insegura para quem está perto dela, observando-a a agir, mas cumpre-se, talvez com um misto de humildade e talento. No fim do espetáculo quando estava em cena eu pedi luz à Stalin Ciotti e som mais baixo à Clara Devi, não fui atendido. Falta percepção dos colegas em entender os códigos que lhes são emanados do palco. Mas eu espero e todo o Máschara espera, que Ciotti e Devi tornem-se grandes técnicos. Torçamos.
                                             Os Deuses deram à Kauane Silva seu primeiro grande papel, deram-lhe o poder de falar através dele, deram-lhe os dons, a aceitação e a confiança de equipe. Kauane aceitou, mergulhou, e doou muito de si à jovem Macabea. Como disse um dos jurados, a Macabea de Clarice é feia, mas o que é feio? O feio dos outros? Por isso talvez eu como diretor tenha optado pelo grotesco nas outras personagens. Quase todos tem suas feiuras expostas, com penteados estranhos e maquiagens pesadas. (Poderiam ser ainda mais feios). Kauane Silva não é apenas a Macabea de Lispector, ela é a Macabea de Lorenzoni. O que isso quer dizer? Ora, no momento em que vemos no palco uma obra fechada, ela passa a ter seus próprios princípios e sua forma de ser contada. Enquanto diretor de TEATRO, precisei dar à minha Macabea uma vivacidade, uma capacidade de transformação muito rápidas, que a Macabea do livro certamente não tem. Mas Kauane parece compreender a voluptuosa curva que empurra sua macabea para a apoteose final. Agora torço com todas as minhas forças que Kauane Silva mantenha-se atenta, intensa em sua carreira, não importa o quanto ela dure, mas que seja recheada de altos picos como nesses últimos meses, onde a atriz ainda brilhou como Marcy em A noviça rebelde e como a boneca de Infância Roubada.
                                          Outra estrela que começa a despontar, é Douglas Maldaner, nos últimos tempos o ator começou a ter mais seriedade no palco, aprofundando-se mais e prova disso é o alcance de seu Olimpico, que infelizmente teima em dizer Olimpi'o.  Mas o que vence é o jogo, os detalhes cênicos, a composição física muito simples mas que alcança de forma perfeita o espirito da personagem. Eu acho que Maldaner quer ser uma estrela, mas precisa lembrar que o teatro é egoísta!
                                          Ao contrário dos espetáculos do Máschara,  A Hora da Estrela é um espetáculo que se permite erros, e tentativas... Desde o principio eu sabia que essa obra não poderia ser realista, no mínimo o "fantástico" precisava estar envolvido. E assim foi. A cena do hospital mostra a necessidade que temos em compor algo que transcenda e faça o público pensar. Pensar com exaustão, pensar com questionamento e incerteza. A equipe debateu-se para compor e assim chegamos à uma cena antológica do teatro do Máschara. No futuro falaremos "a cena do hospital"...
                                        O céu de A hora da Estrela esteve iluminado por um conjunto de atrizes muito capazes. Atrizes com tempo de teatro como Alessandra Souza e atrizes novas como Ana Claudia Schuh. Mas eis aí o mérito da ESMATE, quem assiste não sabe dizer com certeza quem está começando. Afinal a direção cabe descobrir os méritos e realça-los, compreender as fraquezas e maquiá-las.  Leonir Batista consegue bons frutos como a tia da protagonista, emociona e pisa no palco com passos de atriz segura, um talento reverenciado com uma indicação logo no primeiro festival. As três Marias são a força do espetáculo, Martha Medeiro compôs uma Maria divertida, leve, e por que não dizer ousada para a obra. Laura Hoover substitui Eveline Drescher como se tivesse participado da montagem desde o inicio, méritos de uma atriz cheia de força em cena. Só precisa de mais disciplina. Alessandra Souza tem força, presença e triangulação, mas infelizmente não nos deu a Maria José que esperávamos. Ana Claudia Schuh é perfeita como a dona da pensão, sua figura fala por si própria, claro que se quisesse ser atriz teria que estudar muito, mas certamente capacidade não lhe falta. Para encerrar o nucelo de atrizes, Eliani Aléssio rouba a cena. Sua interpretação é estonteante, divertida e grotesca. A Gloria é uma gloria! Torço, eu Cléber Lorenzoni, que Eliani queira um dia ser uma atriz do Máschara. 
                                         No panorama de atores masculinos, Gabriel Giacomini, Roque Artemi, Ricardo Fenner e Vagner Nardes, fazem pequenas participações, não por escolha minha, mas por que a dramaturgia de A Hora da Estrela envolve muitas figuras com cenas curtas. Todos cumprem de forma muito profissional, e capaz, mas Vagner Nardes se destaca quando coloca sobre o palco a ideia da direção, dando vida a figura de Marilyn Monroe. "Ser ator, ter a compreensão dessa profissão, é saber que as vezes não haverá falas, as vezes será personagem, as vezes tipos, as vezes apenas cruzará o palco. Ser ator, é aceitar ser dirigido. 
                                              Romeu Waier nos da um seu Raimundo que parece uma continuidade de dona Gloria, um casal que por si só daria um outro espetáculo. Grotesco, rude, estereótipo, cômico. Outro achado da ESMATE. Renato Casagrande é além de grande companheiro de palco, um colega de cena maravilhoso. Seu Rodrigo S.M é outra criação dramatúrgica de Cléber Lorenzoni, e certamente compor algo que está apenas na cabeça do diretor não é fácil. Mas o radialista de A hora da Estrela torna-se inesquecível! Quem é Rodrigo S. M? É Clarice? É a percepção de Cléber Lorenzoni sobre o espetáculo? Rodrigo S. M. é um dos ícones da ESMATE que ficarão apra a historia. 
                                            A hora da estrela cumpre sua função de espetáculo de estudantes de teatro. Que aprendem o melhor da arte que a ESMATE e o Máschara podem oferecer. Alguns subiram degraus, outros talvez estejam estagnados. Enquanto diretor não posso fazer nada, apenas oferecer a todos as mesmas cotas de teatro. Cada um vai sentir dentro de si o teatro conforme busca. 
                                                A intenção inicial da ESMATE é oferecer técnicas, propor diálogos, criticar e incitar. Dali sairão atores aptos à qualquer grupo e alguns aptos às necessidades do Máschara. Vocês sabem quais as necessidades do Máschara?

                                        Cléber Lorenzoni, um diretor grato à sua trupe
                                            
                                        
                                      

O encerramento de um grande festival - No palco toda a equipe do Máschara e a organização do Festival Estudantil de Paim Filho


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Historia dos premios de Melhor Ator

2019

Douglas Maldaner como Olimpico em A hora da Estrela-Festial Estudantil de Paim Filho - Iº Troféu


Cléber Lorenzoni por seu trabalho como Adelaide Fontana - 4º Cena viva - Santa Rosa - 40ª Indicação

Cléber Lorenzoni - por seu trabalho como Reizinho - 4º Cena Viva- Santa Rosa - 23º Troféu

2018


Cléber Lorenzoni como João Fernandes em Lendas - Melhores do ano - 38º Indicação

Renato Casagrande- por seu trabalho como Kaifaz- Melhores do Ano 2018 - 2º troféu


2017


Cléber Lorenzoni como Jesus em Paixão de Cristo - Melhores do Ano 2017 - 22º Troféu


Cléber Lorenzoni por seu trabalho em Castelo Encantado - 3º Cena Viva - Santa Rosa  - 21º Troféu


2016

Renato Casagrande por seu trabalho como Babah em Zahzuuu - Melhores do Ano 2016 - 1º Troféu

Cléber Lorenzoni como Dr.Eugênio Fontes no 2º Cena Viva - Santa Rosa -21º Troféu


2015

Cléber Lorenzoni como Rosalinda no 1º Festival da Cidade dos Anjos (Santo Angelo) 34ª Indicação


2014


Cléber Lorenzoni como Fred em Feriadão no FESTVALE (Rolante) 33ª Indicação


2012

Cléber Lorenzoni como Euricão - no Art in Vento de Osório 19º Troféu


Cléber Lorenzoni como Gata  no Art in vento de Osório - 31ª Indicação.


2010



Cléber Lorenzoni como Rosalinda - no Art in Vento de Osório 18º Troféu

Gabriel Wink como Ágatha,`Vassili e Rafael no Art in Vento de Osório -1ª Indiação

Cléber Lorenzoni como Rosalinda e Úrsula - 11ºFestival de Itaqui- 29ª Indicação

2008

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – 1º FETTEN – 28ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 1º FETTEN- 17º Troféu

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – XVº Erechin – 16º Troféu

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – XVº Erechin – 15º Troféu

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – 10º DOMPA – 14º Troféu

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 10º DOMPA – 13º Troféu

2007

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 14º FERTAI – 12º Troféu

2006
Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 5º FESTSALTO – 11º Troféu

2003

Cléber Lorenzoni por Noivo em Bodas de Sangue –Xº FERTAI – 20ª Indicação

2002


Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth – XIIIº FETARGS – final 10º Troféu

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth – XIIIº FETARGS – 18ª Indicação

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth- 16º CANELA – 9º Troféu

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo- 2º FESTSALTO – 8º Troféu

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth –9º FERTAI – 7º Troféu

2001

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo –XIIº FETARGS final – 6º Troféu

Alexandre Dill por Orgon em Tartufo –VIº Santiago em cena- 1º Troféu

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo – VIº Santiago em cena – 13º Indicação

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo – XIIº FETARGS – semifinal -12º Indicação

2000

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – XIº FETARGS –Final 11ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – Iº FESTSALTO – 10ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – XIº FETARGS –Semifinal 5º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – IVº Santiago em cena- 4º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – 2º Uruguaiana – 3º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – 2º Rosário sem Cena- 6ª Indicação

1999

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – 1º Uruguaiana – 2º troféu

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – 9º Guaíba – 4ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – VIºFERTAI - 3ª Indicação


1998

Cléber Lorenzoni por D.Flávia em Dorotéia – IXº FETARGS semifinal 2ª Indicação

1997

Alexandre Dill por Tudo Azul em Bulunga – VIIIº FETARGS semifinal 1ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Morgana em Bulunga VIIIº FETARGS semifinal 1ª Troféu

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – 7º Guaíba – 5ª Indicação

Diluio Penna por Andre em Um dia a casa cai – IVº FERTAI – 4ª Indicação


Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – IVº FERTAI -1º Troféu

1996

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – VIIº Fetargs semifinal- 2ª Indicação

Diulio Penna por Leônidas em Cordélia Brasil – IIIº FERTAI – 1ª Indicação


1995

Eduardo Gonçalves por Júpiter em O dia em que Júpiter encontrou Saturno – IIº FERTAI – 2ª Indicação

1994

Eduardo Gonçalves por André em Um dia a casa cai-1º FERTAI -1ª Indicação

Os grandes premiados da noite - A hora da ESTRELA

Douglas Maldaner -MELHOR ATOR - Kauane Silva - MELHOR ATRIZ 
Eliani Aléssio - MELHOR ATRIZ COADJUVANTE - 
Renato Casagrande - MELHOR ATOR COADJUVANTE\

Um elenco de personagens humanos, e grotescos... A realidade nua e crua


domingo, 27 de outubro de 2019

Gabriel Giacomini e Kauane Silva - o fim que é o começo - A hora da Estrela


No Camarim de A hora da Estrela


                                       

Os indicados e premiados como Ator Coadjuvante na Historia do Máschara

2019

Renato Casagrande por Rodrigo S. M em  A Hora da Estrela -Festival Estudantil de Paim Filho 4º Troféu

Cléber Lorenzoni por Madame Carlota em A hora da Estrela - Festival de Paim Filho  6ª Indicação

Renato Casagrande por A Roupa Nova do rei - 4º Cena ViVa - 3º Troféu


Gabriel Giacomini por a Roupa Nova do Rei - 4º Cena ViVa- 3ª Indicação

2018

Gabriel Giacomini por A Paixão de Cristo - Melhores do Ano - 1º Troféu

Douglas Maldaner por Lendas - Melhores do Ano - 2ª Indicação

Stalin Ciotti por A Paixão de Cristo - Melhores do Ano - 1ª Indicação


2017

Renato Casagrande por A Roupa Nova do Rei - Melhores do Ano 2º Troféu

Renato Casagrande - Por Castelo Encantado - Cena Viva -1º Troféu

2016

Douglas Maldaner por Alcebíades em Olhai -Cena Viva - 1ª Indicação


Cléber Lorenzoni por Rahri em Zahzuuu - Melhores do ano - 5ª Indicação

Ricardo Fenner por Angelo em Olhai os Lírios do Campo - Cena Viva - 1º Troféu


Renato Casagrande por Ernesto Fontes em Olhai - Cena Viva - 3ª Indicação

Ricardo Fenner por Conde/Jezebel em A Maldição do Vale Negro - 1ºFestival da cidade do vale dos anjos - 1ºIndicação


2012


Renato Casagrande por Cachorro em Os Saltimbancos no Art In vento - 2ª Indicação


2010

Gabriel Wink como Ágatha, Rafael, Vassili em Maldição no XIº Festival de Itaqui- 2º Troféu

2009

Gabriel Wink por Menandro em O Incidente em XIº DOMPA 3ª Indicação


2008

Renato Casagrande por Mathias em Lili em XVº ERECHIN 1º Indicação

Gabriel Wink por Gouvarinho em Esconderijos em XVº ERECHIN 1º Troféu

Gabriel Wink por Gouvarinho em Esconderijos em 1º FETTEN 1ª Indicação

Gelton Quadros por Malaquias em Lili Xº DOMPA 1º Troféu

2007

Gelton Quadros por Malaquias em Esconderijos XIº FERTAI 1ª Indicação

2006

Rafael Aranha por Gouvarinho em Esconderijos 4º FESTSALTO 1ªIndicação

2003

Luís Lara por Leonardo em Bodas em Xº FERTAI 4ª Indicação

2002

Luís Lara por Bancco em MacBeth em XIIIº FETARGS final 3ª Indicação

Jorge Pittan por Duncan em MacBeth em XIIIº FETARGS final 2º troféu

Alexandre Dill por Macduff em MacBeth em XIIIº FETARGS final 11ª Indicação

Luís Lara por Bancco em MacBeth em XIIIº FETARGS semifinal 2ª Indicação

Luís Lara por Bancco em MacBeth 16º Canela 1ª Indicação

Alexandre Dill por Macduff em MacBeth 16º Canela 5º Troféu

Jorge Pittan por Duncan em MacBeth 9ºFESTVALE 1º Troféu

Alexandre Dill por Bancco em MacBeth 9º Fertai 9º Indicação

2001

Alexandre Dill por Orgon em Tartufo XIIº FETARGS final 4º toféu

Alexandre Dill por Orgon em Tartufo XIIº FETARGS semifinal 7ªIndicação

Alexandre Dill por Orgon em Tartufo 3º Uruguaiana 6ª Indicação

2000

Alexandre Dill por Hêmon em Antígona 1º Festsalto 3º Troféu

Alexandre Dill por Hêmon em Antígona 4º Santiago em cena 4ª Indicação

Alexandre Dill por Hêmon em Antígona 2º Uruguaiana – 2º troféu

Alexandre Dill por Hêmon em Antígona 7º Rolante – 2ª Indicação

1999

Alexandre Dill por Malabarista em O Conto da carrocinha 1º Uruguaiana -1º troféu

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em O Conto da Carrocinha 3º Santiago em Cena-4ª indicação

1998

Cléber Lorenzoni por D. Flávia em Dorotéia Vº FERTAI-2º troféu

1997

Cléber Lorenzoni por Fada Morgana em Bulunga o Rei Azul IVº FERTAI-1ºtroféu

1996

João Paulo Perez por Tudo Azul em Bulunga o Rei Azul VIIº FETARGS – 1ºtroféu

Cléber Lorenzoni por Rico em Cordelia Brasil IIIº FERTAI- 1ª indicação

Não tenha medo querida, deixe-me ver seu rosto...


Renato Casagrande ou Rodrigo S. M - No chão a estrela em seu ultimo momento!


Todas as premiadas em Melhor Atriz Coadjuvante

2019

Leonir Batista - (Tia em A Hora da Estrela) -  Festival De Teatro Estudantil de Paim Filho - Iª Indicação

Eliani Aléssio - (Glória em A Hora da Estrela) - Festival de Teatro Estudantil de Paim Filho - Iº Troféu

2018

Clara Devi -Carolina em Lendas - Melhores do Ano - 1ª Indicação
Alessandra Souza - Serafina em Lendas- melhores do Ano - IIº Troféu
Raquel Arigony - Isabel em Auto de Natal - Melhores do Ano - 3ª Indicação

2017

Raquel Arigony - Maluc em A roupa Nova do Rei- Melhores do Ano - 2º Troféu

2016

Raquel Arigony - Velha Cega em Complexo - Melhores do Ano 1º Troféu
Dulce Jorge por Eunice Cintra em Olhai -2º Cena Viva - 8º Troféu

Fernanda Peres por Irmã Isolda em Olhai - 2º Cena Viva -1ª Indicação

2012

Alessandra Souza por Margarida  em O Santo e a Porca -Art in vento - 2ª Indicação


2009

Dulce Jorge por D. Quitéria em O Incidente 11º DOMPA 10º Indicação

Alessandra Souza por Rita em O Incidente 11º DOMPA 1º Troféu

2008

Dulce Jorge por D. Glorinha em Esconderijos 1º FETTEN 7º Troféu


Tatiana Quadros por Fada Mascarada em Lili XVº ERECHIN 1º Troféu


Dulce Jorge por D. Glorinha em Esconderijos XVº ERECHIN 6º Troféu


Tatiana Quadros por Fada Mascarada em Lili 10º DOMPA 1ª Indicação

Dulce Jorge por D. Glorinha em Esconderijos 10º DOMPA 5º Troféu

2007

Dulce Jorge por D. Glorinha em Esconderijos 11º FERTAI 4º Troféu

Angélica Ertel por Glorinha em Esconderijos 11º FERTAI 1ª Indicação

2006

Kellem Padilha por Lili em Esconderijos do Tempo 5ºFESTSALTO 1ª Indicação

2003

Lauanda Varone por Criada em Bodas de Sangue Xº FERTAI 1ª Indicação


Dulce Jorge por Mãe em Bodas de Sangue Xº FERTAI 3º Troféu


2002

Simone De Dordi por Lady Macduff em MacBeth XIIIº FETARGS Final 9ºTroféu

Simone De Dordi por Lady Macduff em MacBeth XIIIº FETARGS 13º Indicação

Simone De Dordi por Lady Macduff em Macbeth 16º CANELA 8º Troféu

Simone De Dordi por Dorina em tartufo 2º FESTSALTO 7º Troféu


Marcele Franco por Mariana em Tartufo 2º FESTSALTO 7ª Indicação

Dulce Jorge por Elmira em tartufo 2º FESTSALTO 4º Indicação


Simone De Dordi por Lady Macduff em MacBeth -9º FESTVALE 10ª Indicação


Simone De Dordi por Lady Macduff em MacBeth -9º FERTAI 6º Troféu

2001

Marcele Franco por Mariana em Tartufo – XIIº FETARGS –final Caxias 2º Troféu

Dulce Jorge por Elmira em Tartufo – VIº Santiago em cena- 2º Troféu


Marcele Franco por Mariana em Tartufo – VIº Santiago em cena – 5ª Indicação


Simone De Dordi por Dorina em Tartufo – XIIº FETARGS – semifinal -5º Troféu

Simone De Dordi por Dorina em Tartufo – 8º FESTVALE – 4º Troféu


Marcele Franco por Mariana em Tartufo – 3º Uruguaiana – 4ª Indicação

Simone De Dordi por Dorina em Tartufo – 3º Uruguaiana – 3º Troféu

Simone De Dordi por Dorina em Tartufo – VIIIº FERTAI – 5ª Indicação

Marcele Franco por Mariana em Tartufo – VIIIº FERTAI – 1º Troféu

2000

Simone De Dordi por Tirésias em Antígona – XIº FETARGS- final – 4º Indicação

Ariane Pedrotti por Coro em Antígona – XIª FETARGS- final – 3º Troféu

Ariane Pedrotti por Coro em Antígona – 1º FESTSALTO - 2º Troféu


Marcele Franco por Ismênia em Antígona – IVº Santiago em Cena- 2º Indicação

Ariane Pedrotti por Coro em Antígona – 2º Uruguaiana – 3ª Indicação

Simone De Dordi por Tirésias em Antígona – 2º Uruguaiana – 2º Troféu

Ariane Pedrotti por Coro em Antígona – 2º Rosário em cena- 2º Indicação

Simone De Dordi por Tirésias em Antígona – VIIºFERTAI – 1º Troféu


1999

Marcele Franco por Palhacinha em Carrocinha-1º Uruguaiana – 1ª Indicação

Ariane Pedrotti por Espanhola em Carrocinha – 1º Uruguaiana – 1ª Troféu


Simone De Dordi por Palhacinha em carrocinha – 3º Santiago em cena – 1º Indicação

1997

Dulce Jorge por Magnólia em Bulunga o rei azul- IVº FERTAI – 1º Troféu

1994

Dulce Jorge por Bárbara em Um Dia a casa cai – Iº FERTAI – 1º Indicação

Uma grande equipe de trabalho representando Cruz Alta e a ESMATE

Evaldo Goulart - Rick Artemi - Ricardo Fenner - Leonir Batista - Alessandra Souza  - Vagner Nardes -Renato Casagrande - Eliani Aléssio - Ana Cláudia Schuh - Luísa Maicá - Stalin Ciotti -  Clara Devi  - Cléber Lorenzoni - Kauane Silva - Laura Heger - Martha medeiro - Jorge Waier - Laura Hoover - Douglas Maldaner - Ellen Faccin -  Gabriel Giacomini

domingo, 20 de outubro de 2019

Com o Palacinho do Máschara ao fundo - foco de resistência do teatro em Cruz Alta

Luzia Silva (Laura Hoover) - Pe.Lara (Stalin Ciotti) - Licurgo Cambará (Renato Casagrande) - Bibiana Terra Cambará (Leonir Batista) -Pedro Missionário (Douglas Maldaner ) - Ana Terra (Alessandra Souza) - Capitão Rodrigo (Cléber Lorenzoni) - Maria Valéria Terra (Kauane Silva) Bibiana Terra (Clara Devi)

O diretor Cléber Lorenzoni representando o Máschara no festival da primavera


Nas ruas de Cruz Alta- As personagens de O Tempo e o Vento



segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Conclusão de Oficina de Iniciação - Janeiro 2019


A noviça Rebelde - Adaptação por Cléber Lorenzoni



A noviça rebelde

Peça em um ato
Elenco:

 Maria
Irmã Clara
Irmã Celeste
Madre Superiora
General Von Trapp
SoPhie
Angelita
Ulric
Marcy
Louise
Greta
Brigitt
Marta
Elsa
Frau Schimidt
Baronesa Liebel
Alfred
Ralf


Dia 25 de outubro - A hora da ESTRELA

Em cena, Leonir Batista e Kauane Silva

Kauane Silva - Ascensão

No dia 13 de outubro, 39º lua de 2019, a atriz Kauane Silva foi indicada pelos anciãos, proclamada por seus colegas e aceita pelos Deuses do Teatro - Atriz Status IV

Grupo Máschara reunido para cerimônia de ascensão


A atriz Kauane Silva recebendo no Palacinho sua família para celebrar sua proclamação


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Clara Devi e Maria Antonia Silveira Netto- Postulantes de A Noviça Rebelde


Membros do Corpo de Baile

Corpo de Baile do Máschara
Integrantes:
Cléber Lorenzoni - Coreógrafo
Renato Casagrande- Figurinista
Alessandra Souza
Vagner Nardes
Laura Hoover
Kauane Silva
Evaldo Goulart
Douglas Maldaner
Stalin Ciotti
Luis Felipe Padilha
Clara Devi

Bailarinos convidados e participações
Antonia Serquevittio
Gabriel Giacomini
Laura Heger

Corpo de baile do Máscara visitando o CIEP - cruz alta


Gabriel Giacomini (mergulho) e Cléber Lorenzoni (camaleão)


872 - Um conto de cinderela - (tomo único?)

Jogo, jogo,. jogo...

       Conseguir permissão para assistir teatro em um escolinha não é fácil, quando não se tem nenhum dos seus pequenos como membro aluno daquela instituição. Mas como deixar de assistir a primeira grande inserção de bonecos do Grupo Teatral Máschara? 
       Os fantoches, ou marionetes, ou ainda bonecos, estão presentes em ações da humanidade há pelo menos três mil anos, tudo por que o homem sempre procurou formas cênicas e lúdicas para comunicar-se com os seus. E os anos passaram, e embora muitas técnicas tenham surgido, as formas de manipulação continuam lúdicas, de certa forma muito rústicas e primitivas, que é exatamente o que mais encanta. Como um boneco sendo manuseado em nossa frente, por mãos humanas, e na maioria das vezes com a voz saindo da boca de seu manipulador frente aos nossos olhos, consegue nos envolver, emocionar, convencer? Ah! o teatro...
        O Máschara em toda a sua trajetória não havia ainda ousado construir um espetáculo de manipulação, apenas incertado detalhes que poderiam apontar para uma busca nessa área, primeiro em O Castelo Encantado (2005) depois em Os Saltimbancos (2012). Mas agora Cléber Lorenzoni teve uma daquelas inspirações em que ele lança uma ideia e toda a sua incrédula equipe se questiona: -Oh Deus, ficou louco, isso não dará certo...
               Mas dá, dá sempre muito certo!!!
               Diretores costumam ter essa sensibilidade, esse tino para a ousadia cênica. Claro que o mundo a seu redor não consegue ver o que eles vêem, por isso eles são os diretores, e não o mundo a sua volta. À Renato Casagrande coube a honra de transformar tecidos, linhas e lãs em vidas. E quatro pequenas vidas nasceram. Frederic I, Gastão, Drizella e Anastácia. cada um deles com uma personalidade própria que nasce da união entre criatividade, inspiração e sensibilidade para com a historia e aspecto do boneco. 
                    Foi um ensaio, dividido em duas partes pelo que me consta, claro que a obra passeia em cima de um conhecimento coletivo e quase que universal de um dos contos de fadas mais antigos da humanidade. Charles Perrault, Irmãos Grimm foram alguns dos que mergulharam nesse conto. Mas suas raízes são encontradas até mesmo na china pré Cristo. Sendo assim, quando Lorenzoni e Casagrande (St. I) aceitaram o desafio teriam apenas que optar por quais olhares lançariam à obra. De qualquer forma é importante pensar que não era um espetáculo teatral, era na verdade uma performance, uma contação de historia com personagens. 
                     Para o elenco, os diretores optaram por Alessandra Souza (St.II) e Laura Hoover (St.IV), boas escolhas se pensarmos na chance para essas duas atrizes abrirem seu olhar sobre o teatro. Crescerem como interpretes. O teatro nunca pode ser visto como um fardo. Ele deve ser e é, motivo de orgulho, ter a chance dos Deuses de subir no púlpito sagrado, receber carinhosamente um papel, um personagem, como se fosse um presente. Ser escolhido dentre tantos para dar voz àquilo que um dramaturgo, ou diretor ou autor escreveu, é ser especial em vários sentidos. 
                     A manipulação dos bonecos ficou nas mãos de Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni, para que as atrizes observassem e aprendessem, o que claro não aconteceu, já que os ensaios foram restritos à um encontro. Mas manipulação é algo que exige sensibilidade, tino e muita coragem. Pois como disse mais acima, bonecos são seres perpetrados pelos dogmas do teatro. Eles possuem vida própria. No momento em que Anastácia, manipulada por Casagrande deu o primeiro berro, estava decidido, a boneca seria uma gritona. E que linda, romântica e sonhadora. Sua mãe insistia em criticá-la, em restringi-la à uma menina educada e do lar. "meninas educadas não gritam, princesas erguem o dedo para falar". Claro que essa frase castradora só poderia vir da megera. Cléber Lorenzoni nos deu uma vilã engraçada e detestável, mas o mais importante, que criou comunicação com o público. Não é a toa que ele fez animação em aniversários infantis durante anos. Renato Casagrande também tem um corredor de comunicação muito eficaz com o público infantil, herança de suas atuações como palhaço. O jogo cênico é muito funcional, as tiradas rápidas, as soluções. 
                   Alessandra Souza é uma atriz bastante técnica e isso não é um elogio, há de se buscar mais jogo, prática, sensibilidade. Em A noviça Rebelde por exemplo, Alessandra se saiu muito bem, digna de um " céu", no entanto aqui o teatro é mais de improviso, de sagacidade, de agilidade. Falta quebrar a casca, sentir o que o espetáculo precisa naquele momento. Souza é ótima atriz, mas precisa de humildade para aprender mais, aprender sempre. "Nunca tiramos férias do estudo" - (MAria, A noviça rebelde). Mas é preciso humildade para perguntar o que estudar...
                        Laura Hoover é um doce, jovem. Dois ou três anos de teatro. O que busca? O que estuda? Onde quer chegar? O louco prazer inicial do teatro, o dito talento, esfriam. Aí é hora da técnica. De onde vem a técnica? Onde você busca a técnica? Tenho certeza que a atriz quer sempre bons papéis, mas o que temos para dar em troca de grandes papéis.
                       A trilha foi muito fraca e só devemos aceitá-la por que trata-se de uma performance, feita em um ensaio. Era natural buscar canções e ações que já estavam na manga, não se cria arte sobre o palco de uma hora para outra. Os ensaios existem exatamente para ir preparando um clima de conhecimento e inspiração que vai dando aos atores e diretores saídas, signos e etc...Com um ensaio era natural que Um conto de cinderela fosse meio frio, por isso a direção optou por símbolos e códigos já existentes. Falta instrumento. Talvez alguém com um violão...
                          Estou sempre atenta, para exigir como platéia, o melhor dos atores sobre o palco. Nós, da comunidade teatral não podemos, não devemos, nos deixar levar por modismos, comercio, preguiça, mediocridade. O teatro tem cinco mil anos. O teatro é vida. O teatro é puro e verdadeiro. Deve ser sempre respeitado. 


                           Arte é Vida



Cléber Lorenzoni (***)
Renato Casagrande (***)
Alessandra Souza (**)
Laura Hoover (**)


                                           A Rainha