sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Grupo Máschara na posse do novo reitor da UNICRUZ - Fábio Dal-Soto


Espetáculo de fim de ano


890- Tem chorume no quintal - (tomo 08)

                                   Quando analisamos a atual situação da arte na vida da sociedade e mais precisamente o teatro, é impossível não ficar indignados. O teatro é a capacidade de reunir as pessoas e com arte exigir mudanças, mostras posturas equivocadas, reverenciar posturas heroicas. Não se faz teatro como passatempo, o teatro é muito mais grandioso. O teatro está aí para modificar pessoas e posturas. 
                                            A ganância de um líder absolutista, a generosidade de uma mãe lutadora, a paixão avassaladora de uma mulher fraca, o desejo da eterna juventude... Enfim, o teatro reúne as pessoas e através do cênico propõe a discussão e o pensar. As vezes contamos com o dinheiro público para isso, e quando o dinheiro é público, saiu do meu, do seu, saiu do bolso de todos. Precisa ser respeitado, valorizado e frutificar em ações que beneficiem um número grande de pessoas. 
                                             Promover um espetáculo, para um público de cinco mil pessoas, é uma pequena gota na imensidão, e fazer para cem? Para sessenta? 
                                               "Se dois se reunirem em meu nome, ali estarei!" - Sim, a arte emana do homem e pode sim emanar até de uma única pessoa. Mas precisa frutificar, precisa tocar o maior número possível de pessoas. 
                                                Em Panambi na última quarta-feira um espetáculo muito capaz acabou por tocar um público pequeno, por motivos que não cabem serem dispostos aqui, mas espero profundamente que aqueles que foram tocados, possam duplicar, ou mesmo triplicar a reflexão de um mundo mais valoroso para com o meio ambiente. 
                                                 A produção foi de Romeu Waier, artista local que decidiu inscrever um projeto teatral em sua cidade. Uma iniciativa louvável quando se escolhe um grupo da tarimba do Grupo Máschara. O espaço foi bastante adequado e promoveu eficiência na ação. Eficiência física e cênica. Os sete atores profissionais da equipe tocaram o público, fizeram rir e cumpriram certamente a meta de plantar uma semente positiva na questão da proteção do meio ambiente. Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Alessandra Souza mostraram o domínio de palco que adquiriram em anos de palco. Engraçados, dinâmicos e cheios de ritmo. A trama é deliciosa, simples sim, porém cumpridora de sua função. Assistindo o espetáculo temos vontade de prescrutar sobre técnicas de compostagem, reciclagem, separação correta do lixo. Nós crescemos jogando lixo em qualquer lugar, deixando latas e garrafas na beira da praia. Nossos pais durante a infância brincavam de bodoque e matavam dezenas de pássaros por um misto de aventura e desafio. A água era um bem que parecia nunca correr risco de escassez e nossas lixeiras ficavam apinhadas de itens que hoje nem ousamos jogar fora.  
                                                   Clara Devi encabeça o elenco e segura com efeito positivo o espetáculo. Mas preciso elogiar sua entrega como camareira e contra-regra. as duas ultimas gerações não havia entrado ninguém tão capaz no Máschara. Eis uma boa continuidade para o contra-regra Renato Casagrande. Stalin Ciotti entrega-se de forma divertidíssima. Ainda como boa escada Vagner Nardes e participação de Evaldo Goulart como o fiscal Laércio. 
                                                   Tem chorume é um pocket funcional, sem presunção, honesto e que muito mais do que falar em proteger o meio ambiente, fala em aproveitá-lo, curti-lo. Diverti-me demasiadamente e percebi um ótimo momento para analisar quem trabalha de verdade na companhia  e quem apenas viaja junto. As excursões do Máschara não promovem dias de passeio, para conhecer cidades, são dias de trabalho, trabalho puxado. gente perdida, olhando os outros trabalhar não ajudam em nada e ainda podem atrapalhar. A função de cada um nesses dias não é perguntar: O que faço? -Mas ter ideia de fazer algo para melhorar a apresentação ou montagem.


                          Teatro é trabalho.




Cléber Lorenzoni 
Renato Casagrande 
Alessandra Souza
Evaldo Goular (**)
Vagner Nardes (**)
Clara Devi (***)
Stalin Ciotti (***)
Laura Hoover (**)
Kauane Silva (**)

                                                  A Rainha

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

A estréia de Gabriel Giacomini no palco do em Máschara 2015


Ensaio geral de Olhai os Lírios do Campo (2015) - Dulce Jorge como Eunice Cintra


Os atores Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni em Esconderijos do Tempo


Em 2020 O espetáculo A Roupa Nova do Rei volta aos palcos


A atriz Revelação 2018 Martha Medeiro


Divas do Melhores do Ano 2018 - na pose os atores Antonia Serquevittio, Cléber Lorenzoni e Vitoria Ramos


Melhores do ano - Amigo do Máschara


terça-feira, 12 de novembro de 2019

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Cena das revelações no final de O Hipocondríaco


Os grandes personagens da ESMATE - 2019

O troféu Máschara que acontece dia 14 de dezembro, homenageia aqui quatro grandes personagens de 2019 - Eles nascem na cabeça, ideia do diretor, mas são os atores que transformam em ação. 
A atriz Kauane Silva que vem crescendo aos poucos no Máschara, nos presenteou com a Boneca Lolli em Infância Roubada - Introspectiva e misteriosa, a personagem deu todo o tom do espetáculo, concedendo poesia e ludicidade à trama realista. Clara Devi foi genial e corajosa em sua Frosina, um arquétipo difícil para alguém tão jovem, mas que ela tirou de letra. Cléber Lorenzoni foi a doce Madre Abadesa de A noviça rebelde. Uma criação delicada que emocionou a todos. Renato Casagrande foi buscar na farsa e na inspiração da commédia dell art, material para o avarento e rabujento Sr. Argan. Quatro grandes interpretações.

domingo, 10 de novembro de 2019

Dona Flica ao lado do Grupo de Escoteiros Erico Verissimo


Indicadas a melhor atriz revelação - 2019

Todos os anos surgem novos talentos na ESMATE,  2019 não foi diferente e dentre tantos talentos, destacaram-se quatro incríveis jovens atrizes. Laura Heger, Eliani Aléssio, Leonir Batista e Luísa Maicá

Lançamento da vigésima terceira feira de livros de Cruz Alta

Escritor Paulo Mendes - Presidente da Câmara de Vereadores  Everlei Martins - Vice Prefeito Taquara, - Secretária de Cultura Laura Durigon Ajalla - Escritor Agenor Castoldi - Prefeito Vilsom Roberto -Presidente ALPHAS 21 Rozélia Razzia - Escritor Raul Carrion - Patrono da Feira Rossano Cavalari e Dona Flica

Dona Flica com os pimpolhos na feira de livros de Cruz Alta


Dona Flica e seu grupo de animadores


Dona Flica na feira de Livros de Cruz Alta com o público


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Artistas mirins

O teatro precisa ser incentivado desde a infância.  A criança que entra em contato com o teatro, se descobre, aprende sobre suas próprias potencialidades. Vida longa ao teatro e a essas crianças talentosas