domingo, 30 de junho de 2013

Angela Frères Jacques no curso de Arte e Cultura


Improvisação da turma Arte e Cultura do Pro Jovem professor Cléber Lorenzoni


Alunos da turma Arte e Cultura, Pro Jovem Professor Cléber Lorenzoni


Análise de A Hora da Estrela



A HORA DA ESTRELA
Publicado em 1977, pouco antes da autora morrer, A hora da estrela é a única de suas obras que enfatiza aspectos da realidade objetiva e manifesta uma intenção explicitamente social, embora não seja esta a dimensão mais valiosa do texto.
ARGUMENTO

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Serpente tomo 01

   
Prezados Integrantes do Grupo Máschara

As realizações pessoais são abrilhantadas quando a arte sempre está presente. Em tudo o que fazemos existe uma pitada de cultura e arte. Basta possuir a sensibilidade de percebê-las. Gostaríamos que o povo brasileiro percebesse mais o quanto o sentimento artístico é benéfico para nossas vidas. Fotografar o espetáculo do Grupo Máschara foi uma experiência ímpar, de aprendizado e aumento na percepção artística. Parabéns às pessoas privilegiadas com o "Cena às Sete". E dizem que a vida é feita de lembranças e escolhas: agradeço por escolher e lembrar sempre deste grupo teatral.

Gentileza e fotos de Alexandre Giacomini



                 Neste ultimo fim de semana, mais precisamente no domingo, dia 23 de junho, estreou o mais novo trunfo do Máschara, A Serpente de Nelson Rodrigues, ultimo texto do autor, escrita em 1978 mas tão atual e contemporâneo quanto Aristófanes ou qualquer outro besteirol de sucesso. E isso porque trata dos instintos humanos arraigados há muito tempo. Nelson é não só nosso clássico dramaturgo, como também o autor mais montado do país e ainda o que mais causa furor. Sofre grande preconceito por parte dos mais moralistas e conservadores, mas chega fácil a compreensão humana. 
        O diretor Cléber Lorenzoni optou por uma arena para contar essa conhecida historia, levando assim o público para dentro do apartamento das irmãs Ligia e Guida. A Serpente de Cruz Alta, passou por longas dificuldades para subir ao palco, Tatiana Quadros foi na verdade a terceira interprete a abraçar o papel da paradoxal irmã e mesmo grávida de quase quatro meses, topou passar pelos vicerais traumas da personagem. O ventre desenvolvido não serviu de empecilho para as fortes cenas, as discussões, os violentos embates entre as quatro personagens. 
          A produção do cena às 7 foi incrível, algo novo, algo que surpreendeu quem estava presente. A principal função do Máschara, que é sempre ousar, pesquisar a arte, os estilos e as linguagens, foi muito bem cumprida. O público era recebido na portaria pelo elenco, vestidos de noivos, brindando com taças de espumante. Na arena, uma cama, uma janela e um banco. Tudo em preto, branco e vermelho. 
            A trilha é de muito bom gosto, forte, tangos e outros sons equivalentes. Batidas buscadas na obra de Ênnio Morricone. A luz muito bem operada por Roberta Corrêa. E os figurinos extremamente simbólicos.
            A voz dos atores é alta e clara, Alessandra Souza finalmente conquista seu espaço de atriz. Dialoga a altura com os colegas e com a platéia a altura do proposto. É agradável ver a postura dos atores, altivos, bem colocados. O ritmo é intenso e os climas se estabelecem de forma orgânica. Tatiana Quadros não participava de uma montagem desde 2008 em Ed Mort. E jamais a haviamos visto em uma personagem tão forte, tão intensa, tão entregue. Vai desabando aos poucos, dando credibilidade a sua interpretação. Renato Casagrande faz um Décio como nunca havia visto, com busca interna como gosto de ver. Nas montagens todas de A Serpente que tive o privilégio de assistir, os Paulos e os Décios são sempre seres brutos e ponto. Mas as Montagens do Máschara sempre preocupam-se em buscar coisas novas nas personagens. Sendo assim Décio e Paulo são muito mais humanos, e seus dramas não passam desapercebidos, pelo contrário, aprofundam o clima controverso dentro do apartamento. Percebe-se a dificil decisão de Paulo em jogar a esposa. 
             O público não foi grande, lástima, o teatro não é prato principal na mesa do Cruzaltense, ao contrário, vem em ultimo lugar. Outros já haveriam desistido, mas o Máschara continua ali, enfrentando leões, passando sufocos para manter o teatro. Até quando?
                   Durante o espetáculo pendia meus pontos de vista, quem era a serpente? O público a minha volta dividiu-se, e eu particularmente não gostei do final. Ligia de véu encarando o público como se tudo fosse um plano diabólico. Vivemos durante muito tempo sob a égide da igreja, e ela nos insufla a buscarmos sempre o "bem" e o "mal". Por isso acho que esse espetáculo é um passo maduro do Máschara, o grupo nos deixa a disposição o direito de escolher ao lado de quem queremos ficar, sem forçar. As vezes a linguagem se torna um tanto novelística, talvez seja necessário rever algumas intonações. O espetáculo conclui-se no ápice a difícil cena da janela é concluída com perfeição.

Alessandra Souza (**)
Tatiana Quadros (**)
Renato Casagrande (**)
Cléber lorenzoni (**)
Evaldo Goulart (**)
Ricardo Fenner (**)
Fernanda Peres (**)
Roberta Corrêa (***)

Arte é vida                A Rainha
        
           

terça-feira, 25 de junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lili Inventa o mundo - 4ª Matinê do Máschara

                 Quando ficou bom, parou, aliás, bom esteve desde o começo, no entanto o público foi aumentando, o Máschara depois de criar o Cena às 7, decidiu oferecer um programa de hábito teatral também para o público infantil. Foram quatro meses: Março, Abril, Maio e Junho e um bom público deleitou-se com teatro ás 16 horas. 
                       O melhor dessas ultimas edições foi o calor humano, a proximidade entre público e atores. No restaurante do Clube Internacional não há palco, e a Cia. de teatro, montou tudo no chão mesmo, mas nada fica abaixo da capacidade desse grupo em dar a vida as coisas. O Máschara, como já disse em outras situações, chega nos ambientes e pensa em toda a mise em cene, não apenas no "palco".
                       Em cena o adorável espetáculo Lili Inventa o Mundo, que há anos encanta crianças e adultos por méritos da equipe, do texto adaptado por Cléber Lorenzoni e pelo incrível talento da poesia de Mario Quintana. Não há como não se encantar, brincadeiras, palhaçadas, fantasia, mocinhas e vilões. O espetáculo tem de tudo. Foi o dia dos coadjuvantes, que se destacaram muito, principalmente Alessandra Souza, que esteve em uma de suas melhores apresentações como Rainha das Rainhas. Evaldo Goulart, embora muito espontâneo e criativo, gaguejou um pouco, as vezes falou baixo e até perdeu parte do falsete. Renato Casagrande pega o público do inicio ao fim e assim como Tatiana Quadros arranca risos e surpresas. Fernanda Peres não estava em um bom dia, tem que trabalhar mais a técnica, para que faça chuva ou faça sol, o técnico aconteça.
                           Por outro lado sou de observar muito os bastidores, o Máschara passa por algumas situações precárias, no que diz respeito as esquipes de trabalho. Onde estão os contra-regras? As pessoas que precisam dar suporte aos atores? A trilha sonora foi operada muito profissionalmente, o que devia ser via de regra. 
                          Agora a matinê para, volta talvez no segundo semestre. Torçamos!








A Rainha

Cléber Lorenzoni **
Evaldo Goulart *
Renato Casagrande **
Gabriela Oliveira ***
Tatiana Quadros **
Alessandra Souza ***
Fernanda Peres *





quinta-feira, 13 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Esconderijos do Tempo - Santa Rosa/Junho

                   Sempre que Esconderijos do Tempo é apresentado para um novo público, a reação é de surpresa, as pessoas não imaginam que um espetáculo de teatro possa chegar tão perto da real pequenez  humana, a total condição de fragilidade de nossa espécie, a decadente caminhada do homem ao seu fim, e a solidão que portanto o acompanha. Alguns até torcem o nariz,  pois Esconderijos as vezes parece brega, meio cliche, e acredito que todos os espetáculos que tenham essa característica de aproximar-se da realidade humana,sofram esse preconceito,  é como se os proprios artistas tivessem um certo que com algo que tem os pés tão no chão. 
                            Em cena nossos já conhecidos atores dividem a cena com A veterana Tatiana Quadros que retornou aos palcos. A atriz traz de volta a presença e a seriedade com quem sempre tratou a cena. Fernanda Peres não deu o show que dera em sua estreia como Glorinha, o ator precisa ser ético, belo, íntegro e verossímil sempre, quando falo em ouvir, isso vai muito além de escutar, tem a ver com sentir o outro... A desenvoltura de Alessandra Souza em cena tem melhorado, bem como sua presença, seu vigor. Mas é preciso ter cuidado para não perder o ritmo. Glorinha nova soluciona sempre os problemas de texto, no entanto há de se tomar cuidado com a forma como isso se dá. Luis Fernando Lara podia estar mais inteiro em seu Gouvarinho, embora sua figura componha muito bem, algumas coisas não chegam. Dulce Jorge e Cléber Lorenzoni fizeram o que melhor fazem em suas carreiras, Mario e Glorinha. O Anjo de Renato Casagrande pontuou e Ricardo Fenner poderia ter dado mais força a sonoplastia, a música de abertura por exemplo merecia maior potência.
                             Não deixei de perceber que o figurino houve problemas com o figurino de Gouvarinho. Uma pena, para o ator, para a camareira e para o público.
                                Esconderijos vai continuar muito tempo, mas e o elenco?

Alessandra Souza (**)
Reenato Casagrande (**)
Cléber Lorenzoni (**)
Dulce Jorge (**)
Ricardo Fenner (**)
Gabriela Oliveira (*)
Evaldo Goulart (**)
Fernanda Peres (**)
Luis Fernando (**)
Tatiana Quadros (**)


A Rainha


A Serpente em junho de 2013


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Lili Inventa o Mundo tomo 95 - Santa Rosa, 07/06/2013

            As pessoas mandam os filhos ao teatro para se eximirem da necessidade de também se deixar tocar pela arte. Existe uma frase que diz que se você quer educar uma criança deve começar pelos avós dela... A arte também precisa entrar em nossas casas para que nossos filhos aprendam desde pequenos o prazer de curtir uma obra. A Literatura, a dança, a musica e o teatro devem, precisam ser inspirados, incentivados desde a tenra idade. O Centro Cívico e Cultural recebeu no dia 07 de junho de 2013, mais de 500 crianças para assistir Lili Inventa o Mundo, a mais famosa montagem infantil do Grupo Máschara
           O espetáculo foi uma sequência de sucessos no que tange o trabalho dos atores, no entanto mais uma vez a parte técnica foi uma sequência de fracassos. Aliás o Máschara está passando por uma complicada fase no que diz respeito ao trabalho por traz das cortinas. Cléber Lorenzoni e Tatiana Quadros engraçadíssimos, Renato Casagrande a cada dia mais técnico, intuitivo e profissional, Alessandra Souza técnica e extremamente atenta nas coxias, Evaldo Goullart aprendendo o oficio a cada apresentação. O único aquém fica para a atriz Fernanda Perez que tem tido pouco cuidado com seus textos, engolindo frases importantes, e as vezes prejudicando as réplicas dos colegas. 
               Os figurinos coloridos, o cenário clean, e as maquiagens, tudo colabora para envolver adultos e crianças, mas fica a dica, alguns atores precisam ficar atentos, é nos detalhes que o teatro impera, no entanto as vezes algumas pequenas coisas passam desapercebidas e colocam em riso visual, compreensão e brilhantismo.
                 A coluna dos atores trabalha com maestria, precisão, e várias técnicas são percebidas na cena. Lili Inventa o Mundo agrada crianças e adultos, as vezes peca pelas pequenas barrigas que aparecem aqui e ali, mas não chegam a prejudicar a curva do espetáculo.
                  Evaldo Goullart precisa ter calma, as vezes quer correr demais, precisa também trabalhar mais o ritmo e a sonoridade nas cenas musicais. As vezes os volumes de alguns atores tendem a baixar um pouco o que é compreensível já que o espaço era extremamente grandioso. 
             O Teatro do Máschara traz sempre alguma ideologia muito forte por traz das ações, e inter-relação deve ser reflexo do tempo que o espetáculo tem, do prazer em fazer, e da potencialidade humana. A cena de transformação de Mathias foi prejudicada, mas achei genial os atores tentarem solucionar no palco. Lili Inventa o Mundo assemelha-se muito a teatro de rua, pelas centenas de opções que a equipe tem para salvar, modificar, adaptar, tudo na própria cena.  
               A linda trilha do espetáculo foi totalmente prejudicada, mal executada. Nem mesmo quando o intérprete de Senhor Poeta pediu musica a trilha não entrou, o que prova que não só alguns atores não escutam, mas também os técnicos. Nem mesmo a atual iluminadora nem o ex iluminador recordaram quais musicas deveriam ter entrado em quais momentos, isso entristece e revela o quanto a parte técnica dos espetáculos tem sido pouco levada em conta no Máschara. No entanto o sonoplasta, o iluminador, o contra-regra, todos eles tem tanta importância em um espetáculo quanto os atores... Uma pena!


A Rainha

Alessandra Souza (**)
Renato Casagrande (***)
Fernanda Peres (*)
Evaldo Goulart (***)
Tatiana Quadros (***)
Cléber Lorenzoni (***)
Gabriela Oliveira (*)
Luis Fernando Lara (*)

Pinhão e Caroba


A Serpente


Em Santa Rosa


domingo, 9 de junho de 2013

Ed Mort em Santa Rosa - 12ª Apresentação

           Uma vez questionei um grande mestre do teatro quanto ao que seriam seus principais alicerces em sua forma de fazer teatro. O primeiro item foi, a busca da perfeição. Mas aí me pergunto, perfeição em relação a que e como alcançar a perfeição? O Teatro tem tanta subjetividade, o bom e o ruim, o certo e o errado, o profissional e o amador, as convenções, etc... 
             Hoje pela manhã o Máschara apresentou-se em um antigo cinema de Santa Rosa, transformado em teatro. O local era muito grande, o palco enorme, o que como todo ator sabe, acaba por deixar o espetáculo mais lento, não havia uma iluminação apropriada, tudo foi feito de forma muito artesanal, dentro das possibilidades de tempo e do espaço. Ali observando fiquei me questionando o tipo de profissionalismo do Grupo Máschara. O Espetáculo atrasou alguns minutos, o cenário não era o do espetáculo, era algo adaptado, as coxias abertas em exagero revelavam os bastidores, e alguns atores não estavam inteiros em cena. Tudo isso poderia ser considerado falta de profissionalismo. No entanto observei todo um outro lado que me impede de não respeitar essa Cia. 
               No local não havia equipamento de luz e muito menos estrutura para posicionar a iluminação, sendo assim os próprios atores ficaram por longo tempo subindo em uma escada com 20 degraus e mais de seis metros de altura.  As coxias eram fixadas no grade inferior do urdimento, o que impedia seu deslocamento e melhor distribuição pela rotunda. As equipes de som e luz dos teatros do interior é muito disposta mas precisa se aprofundar no conhecimento de iluminação e sonorização de espetáculos teatrais, pois as vezes os artistas parecem os chatos só por que buscam o melhor. A Direção e o elenco de Ed Mort, Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner, Luis Fernando Lara ficaram por longo tempo pensando em uma iluminação que favorecesse o palco e agradasse a platéia. 
                 O Máschara quando chega em um local não se contenta em apenas apresentar seu espetáculo, mas em promover o espaço há algo o mais parecido possível com um ambiente teatral. Eis aí seu profissionalismo.  
                   Outra coisa que sempre me preocupa é a escolha dos espetáculos pelos produtores dos eventos, em relação ao público que assistirá, ao mesmo tempo esse constante despreocupação quanto a linguagem a que crianças são expostas. Não interessa se a televisão oferece determinados tipos equivocados de programações para o público infantil. O teatro tem a obrigação de respeitar a criança e oferecer espetáculos que façam jus a sua idade e compreensão.
                       Penso que com tantas apresentações sem o fundo com jornais, já deu para perceber que o mesmo é uma barriga desnecessária do espetáculo.
                   Cléber Lorenzoni com seu perfeito domínio de cena, adaptou rapidamente algumas réplicas. Seu Ed Mort estava muito mais corporal do que na apresentação anterior, mas acho que a curva do espetáculo não aconteceu como devia. Alessandra Souza está alongando cada vez mais os tempos de sua personagem, o ator tem que sempre lembrar que não é ficando mais tempo em foco que o faz ser mais ou menos importante. Fernanda Perez é o terceiro papel do espetáculo mas nessa apresentação esteve arrastada, sua voz baixa, seus tempos confusos. Sua primeira cena e penúltima cena foram boas, no entanto no restante do espetáculo passou desapercebida. O ator precisa sempre rever sua arte, sua performance. Cuidar do seu corpo, mente, voz e saúde, pois seu material de trabalho é seu corpo. Ricardo Fenner destacou-se mais nessa apresentação, está apurando seu ouvido o observando melhor as falas dos colegas e nisso consiste o teatro, ouvir o outro, percebendo sua respiração. Se dança é equilíbrio, teatro é respiração.
Renato Casagrande esteve inteiro em cena, mas precisa tomar cuidado com a superficialidade na qual a versatilidade pode incorrer. A sonoplastia esteve agradável, sem erros e com acertos esperados. Quanto a iluminação, teve acendimentos e apagões confusos, que felizmente não interferiram suficientemente na narrativa, compreender a iluminação tem mais haver com noções de pôr luz no breu ou sombras na luz, e encontrar a adequação dessas forças em relação ao espetáculo.
                           Tatiana Quadros esteve bem em cena, mas não se destacou como no 59º Cena às 7. Evaldo Goulart precisa somar a sua preocupação com voz e corpo, a localizar-se no espaço e procurar a luz. Para encerrar Dulce Jorge jogou com precisão e ousou com outro penteado em Baby, gosto de todos, mas está mais que na hora da atriz decidir qual é o cabelo de Penélope.
                                 Ed Mort é uma comédia divertida, porém simplória demais. Uma boa escolha para começar a tournê em Santa Rosa. Esperamos que nos próximos espetáculos da mesma haja maior virtuosismo por parte dos atores.

Teatro já é um oficio tão desrespeitado, é preciso que o profissional de teatro se faça respeitar. 

Fernanda Peres, Gabriela Oliveira *
Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande, Dulce Jorge, Tatiana Quadros, Evaldo Goulart,  Alessandra Souza, Luis Fernando **
Ricardo Fenner ***


A Rainha