segunda-feira, 27 de março de 2017

Ensaios de A Paixão de Cristo


Texto A paixão de Cristo

A Paixão de Cristo
Por Cléber Lorenzoni

Fim da tarde, por volta de cinco horas, público reunido em frente ao primeiro palco no largo da catedral. Musicas eletrônicas cantando com temas pascoais. No palco uma mesa com taças rusticas ou canecas, pães e almofadas. Preferencialmente mesa baixa.
Da direita do palco, (duque de caxias) chega Jesus conduzido pelos figurantes e apóstolos. Trazem ramos. Jesus deveria vir montado em um jumentinho.

Cena I

Todos: Hosana ao filho de Davi!
Bendito aquele que vem em nome do senhor!
Hosana ao senhor!
Jesus sobe no palco

Em comemoração aos 25 anos de Grupo Máschara


domingo, 12 de março de 2017

Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni em performance "Passo Doble"


Parabéns a atriz Alessandra Souza por sua coragem e garra. Nove anos de teatro!

Só hoje me caiu a ficha e preciso falar disso. Fazer teatro não é tarefa fácil, é uma profissão das mais dolorosas, Você se expõe, tira sua mascara, essas do dia a dia, nada de se esconder atrás de um jeito de palhaça, ou bancar o discreto. Ator se expõe mesmo. Principalmente no interior. Onde família NÃO apóia, amigos NÃO apoiam, namorados NÃO apoiam. Até te elogiam... Mas todos os dias dizem: -Procura uma profissão melhor. Vai fazer um trabalho serio. Triste, cada vez que ouço isso tenho vontade de dar as costas e abandonar essas pessoas. Mas a vida é assim, ninguém quer ver o outro realmente satisfeito, querem ver o outro seguindo o que supõe-se certo. No dia do"show", todos te elogiam, agradecem, sorriem, e por isso me pergunto, -Como eles acham que eu faria isso, se não fosse minha profissão? Nove anos de teatro, e ela lá, passando dificuldades, rompendo com amigos, com crenças, passando necessidades as vezes. Sendo questionada, pressionada, pelos leigos, e até pelos colegas. Fazer teatro é lutar. Lutar pelo que se acredita e por aquilo que tu sabes que nasceste. Comunicar, divertir, emocionar. As vezes eu mesmo tenho vontade de largar tudo, de perguntar há todos -vale a pena o que estou fazendo? O que da coragem é vê-los la, Cada colega que pega junto, que segura o rojão e vai em frente... Obrigado. Obrigado pelas vezes que te machucaste em busca do melhor, que foste embora chorando se sentindo fracassada e no outro dia voltaste. Obrigado pelas vezes que dançamos juntos. Obrigado pelas vezes que acertamos uma cena e o público nos aplaudiu durante um tempão que parecia uma eternidade, e que a gente se olhava e pensava "nossa sou amado, importo". Obrigado pelas vezes que fizemos vaquinha para comer pois os contratantes não se importaram em nos pagar. Obrigado por me impulsionar a ser melhor diretor para ter resposta para suas duvidas, obrigado pleas vezes que me chamaste a atenção para pontos de vista equivocados. Obrigado por ser quem és e dedicar um pouco de sua vida por esse sonho chamado Grupo Máschara. O Máschara te honra Alessandra SOuza 

Cléber Lorenzoni e Raquel Prates, envolvendo as crianças nas peripécias infantis de Erico Verissimo