quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Melhores do Ano-2013

Melhores do Ano
2013

Em 2013 o Grupo Teatral Máschara chegou muito mais longe em seu desejo de lutar pelas artes, inaugurou a escola ESMATE-Espaço Máschara de Teatro e ainda estreou o espetáculo A Serpente. Seus atores atuaram em vários setores artísticos, programas de rádio, programas de tv e comissão de frente de escola de samba.
Obrigado à Dulce Jorge e Cléber Lorenzoni, cabeças de todas essas lutas.
Obrigado à Ricardo Fenner, Renato Casagrande, Alessandra Souza, Fernanda Peres, Evaldo Gullart, Tatiana Quadros, Angélica Ertel, Roberta Queiróz, Diego Pedroso, Gelton Quadros, Cristiano Albuquerque, Luis Lara, Gabriela Oliveira, enfim, todos que atuaram nas mais de 70 apresentações feitas em 2013. 

Indicados:

Melhor Espetáculo-  A Serpente (X)
                                       Lili Inventa o Mundo 
     Melhor Direção-  Cléber Lorenzoni (X)

Melhor Ator- Cléber Lorenzoni-A Sepente 
                                           Renato Casagrande - A Maldição do Vale Negro(X)


Melhor Atriz- Alessandra Souza- A Serpente(X)
                         Fernanda Peres- Lili Inventa o Mundo

Melhor Ator Coadjuvante-  Renato Casagrande- A Serpente (X)
                                                                            Evaldo Goullart- Lili Inventa o Mundo

Melhor atriz Coadjuvante- Alessandra Souza - Pequenos Heróis
                                 Tatiana Quadros - A Serpente(X)

Melhor Interprete em Substituição- Fernanda Peres- Lili Inventa o Mundo
                                                                 Evaldo Gullart - Lili Inventa o Mundo (X)
                                                                        Renato Casagrande - A Maldição do Vale Negro
                                                                          Fernanda Peres - Esconderijos do Tempo(X)

Melhor Cenário- A Serpente(X) 

Melhor Performance- Anos Dourados
Vitrine Viva
Animação de Aniversário
Programa Pequenos Heróis(X)
Comissão de Frente -IZN

Melhor Iluminação - Roberta Corrêa e Cléber Lorenzoni - A Serpente(X)

Melhor Trilha Sonora - Cléber Lorenzoni - A Serpente(X)

Melhor Comercial de TV - Cléber Lorenzoni - Matinê do Máschara
                                                 Renato Casagrande - A Serpente(X)

Melhor Comercial de rádio- A Serpente
Comerciais da Matinê do máschara(X)


Melhor Texto - Cléber Lorenzoni - Roteiro Pequenos Heróis(x)
Melhor Espetáculo Revisitado-  Esconderijos do Tempo(X)
                                                                                         Ed Mort  
                                                                                         Lili Inventa o Mundo

Melhor Contra-regragem - Alessandra Souza - A Maldição do Vale Negro(x)
Gabriela Oliveira - Matinê do Máschara

Melhor Produção - A Serpente- Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e  Ricardo Fenner (X)
                                     Matinê do Máschara - Luis Fernando Lara e Cléber Lorenzoni


Melhor Conjunto de Atores- A Serpente(X)

Melhor Projeto - Matinê do Máschara(X)
Curso Técnico Esmate
Lili Especial de Natal
Leitura Dramática
Programa Comédia Rasgada


Melhor Ator/Atriz Visitante - Tatiana Quadros - A Serpente(X)


Melhor Participação- Dulce Jorge-Doutora Marmota -Pequenos heróis(X)
Ricardo Fenner - Jumento em Matinê do Máschara
Evaldo Gullart- Menino de vermelho Ed Mort


Melhor Maquiagem - Programa pequenos Heróis -Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni(X)
O Castelo Encantado - Grupo Máschara









segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Papai Noel do Máschara


Lili Especial de Natal

              O Teatro deve adaptar-se as necessidades do público, da sociedade a sua volta, os atores inspiram-se a fazer um espetáculo baseados no que emana de seu senso comum. O mundo precisa do teatro, da arte. A nova investida do Máschara foi adequar o tema natalino a peça infantil Lili Inventa o Mundo. Armadilha! Lili  refere-se a poesia, a fantasia, ao faz de conta, o que casa perfeitamente com o natal. Mas me assusta que um espetáculo possa referir-se primeiramente a um assunto e depois a outro. Me pergunto o que seriam sobras (barrigas) antes e agora. Um espetáculo é uma ideia, com começo, meio e fim, uma linha de raciocínio. A nova narrativa assemelha-se muito a anterior, mantendo inclusive os versos de Mario Quintana. Há no entanto uma figura nova que surpreende, "Santa Claus", Papai Noel... Interessante já que é difícil encontrar fora do cinema, narrativas com esse signo tão forte. E funciona. Adequa-se a essa salada de frutas. 
                       Pergunto-me por  que Malaquias não estava no espetáculo já que o personagem casava e muito com a trama. A trama passa de mundo da fantasia para algo que de alguma forma me indica uma oficina de papai noel, já que fala-se o tempo todo em presentes e duendes. Há uma fada mascarada que na verdade deveria ser uma duende pela lógica e que quer acabar com o natal enfeitiçando os outros duendes. Finalmente aparece a Rainha das Rainhas que nada mais é que a Bíblica Maria. Enfim, uma salada, organizadinha, direitinha, mas uma salada. É coesa certamente, mas de alguma forma tudo tem cara de sucata. Quebra o galho para o natal e aproxima logicamente as crianças do teatro. Embora, a figura do Senhor Noel seja tão forte que de alguma forma relegue o teatro a segundo plano. Quero dizer, as pessoas não estão ali para ver teatro, mas para ver algum evento comemorativo do natal. 
                          A atriz Tatiana Quadros já esta de volta ao palco, mas precisa ensaiar mais, pois perdeu muito de sua fada mascarada. Cléber Lorenzoni carrega bem seu personagem e Alessandra Souza tenta apoderar-se de alguma piadas de Malaquias o que só bagunça mais a historia.

Teatro é teatro, eventos comunitários são eventos comunitários!


A Rainha


Alessandra Souza (**)
Fernanda Peres (**)
Tatiana Quadros (*)
Renato Casagrande (**)
Cléber Lorenzoni (**)
Leonardo Drea (**)

Diário de Bordo - Os Saltimbancos no estádio Guarani

            Os quatro animaizinhos da peça Os Saltimbancos tomaram de assalto o palco erguido no campo de futebol de Cruz Alta. Sob um calor de quase quarenta graus, com roupas nada arejadas, Alessandra Souza, Renato Casagrande, Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni envolveram o público cantando as musicas já conhecidas de Jumento, Cachorro, Gata e Galinha. 
            Os Saltimbancos do Máschara é de 2011, teve até agora apenas uma substituição e sou altamente contra substituições. Nada contra os atores substitutos, são ótimos na maioria das vezes, no entanto, algo se perde para dar lugar a outra coisa, quase um novo espetáculo. Aliás existem dois tipos de substituições, a primeira é aquela em que o ator adapta-se exatamente a personagem para não atrapalhar os atores que já estavam no espetáculo. Ou por que se assemelha ao ator anterior, ou por que se esforça a ponto de conseguir transmutar-se até adquirir sua performance. A segunda substituição é aquela em que o ator deposita sua verdade na personagem que substitui a ponto de criar algo maravilhoso e novo. Então pergunto, o que é melhor? O ator capaz de substituir impecavelmente, tornando-se uma cópia perfeita do anterior, ou o ator que põe sua nova verdade?
             A arte da interpretação é aquela em que dou vida a uma personagem, não existe certo ou errado, não existe fórmula, existe o senso artístico, existe a bagagem e as inspirações que cada ator trás. 
              Renato Casagrande é um ator que sempre cria algo novo, que sente o criativo prazer da descoberta a cada nova investida. Um ator instintivo, ousado e corajoso quando atuando nesse espetáculo. O maior mérito de Cléber Lorenzoni não é a atuação. E sim a capacidade em adaptar a encenação, em cortá-la, reestruturá-la. Sua gata que entra e sai de cena como se fosse interpretada por uma atriz. Cléber Lorenzoni respeita o público até o ultimo instante. Não vou aqui elogiar a dança de Cléber e Renato, mas preciso dizer o quanto admiro atores que somam vários talentos, musica, canto e dança. 
                      Alessandra Souza está muito melhor em sua galinha, sua interpretação cresceu muito. 
                      E Ricardo Feener tenta repetir o feito de preencher a lacuna deixada pelo antigo interprete do Jumento. O que lhe falta? Ensaios, estudo da personagem e prática. Afinal personagens animais exigem muito dos atores. 
                       Os Saltimbancos precisa de muito para não ficar preso na fórmula do CD original, o que seria frustrante aos atores e ao público.
                



Cléber Lorenzoni (***)
Renato Casagrande (***)
Alessandra Souza (**)
Ricardo Fenner (**)
Evaldo Goulart (**)


A Rainha


Grupo Máschara visitando aniversário da Flavianha Araújo...


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Animaizinhos


Cléber Lorenzoni e Alessandra Souza em Os Saltimbancos


Uma encenação fantástica- Lili especial de natal


Os Melhores do ano até 2012

2012
Dulce Jorge como Caroba e Gabriel Wink como Benona em O santo e a Porca

2011
 Cléber lorenzoni como Adelaide Fontana E Angélica Ertel como Helena Em As Balzaquianas

2010
 Gabriel Wink como Ágatha em A Maldição e Angélica Ertel por suas substituições

2009
Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni em A Maldição do Vale Negro

2008
Tatiana Quadros como fada mascarada em Lili Inventa o Mundo e Dulce Jorge como Penelope em Ed Mort.

2007
Gabriel Wink como Peeter Stockman Em Um Inimigo do Povo e Angelica Ertel como Glorinha Em Esconderijos do Tempo


2006
Cléber Lorenzoni como Mario Quintana e Kellem Padilha como Lili Em Esconderijos do Tempo


2005
Alexandre Dill-Como Dr. Cícero e Miriam Kempfer como Rita Paz Em O Incidente

2004
Lauanda Varone em A Carrocinha

2003
Dulce Jorge como Mãe em Bodas de Sangue

2002
Jorge Pittan como Rei Duncan e Simone De Dordi como Lady Macduff Em Macbeth

2001
Marcele Franco como Mariana e Cléber Lorenzoni como Tartufo Em Tartufo

2000
Alexandre Dill como Hêmon e Dulce Jorge como Antígona Em Antígona

1999
Cléber Lorenzoni como palhacinho e Ariane Pedrotti como Espanhola Em O Conto da Carrocinha

1998
Cléber Lorenzoni como D. Flávia e Simone De Dordi como Das Dores Em Dorotéia

1997
Cléber Lorenzoni como Fada Morgana e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1996
Diulio Penna como o Gato Bulunga e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1995
Dulce Jorge como Cordélia Brasil Em Cordélia Brasil





Ricardo Fenner, Alessandra Souza e Renato Casagrande em Os Saltimbancos


Os Saltimbancos no evento Sonho de Natal da prefeitura de Cruz Alta


Cléber Lorenzoni como "A Gata" de Os saltimbancos


-Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres...

domingo, 8 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Por Ana Paula Furlanetto (aluna de ESMATE) critica de A Maldição do Vale Negro



A peça apresentada pelo grupo teatral Maschara no dia 08 de novembro de 2013 conta aparentemente uma história trágica, mas no desenrolar dos acontecimentos uma sátira fica bem identificada, em situações mais ou menos engraçadas. Os atores enfatizam bem os detalhes de seus personagens, que neste caso um mesmo ator faz mais de um personagem, mas em cada um deles conseguem transpor tudo que envolve suas respectivas personalidades, com detalhes visuais e textuais. A sincronia dos personagens era muito tranquila, podendo amenizar certas falhas ou imprevistos que se declaravam em alguns momentos, acabando por se tornarem engraçadas.
Quando chegou-me a informação que a peça seria um pouco longa, a primeira coisa que me passou foi que seria bastante desgastante para os atores, confirmado no final vendo como estavam cansados, mas ao mesmo tempo em nenhum momento deixaram transparecer em cena, o que acho fazer diferença mesmo algumas vezes a Rosalinda , a cigana e o conde terem que ficar bem na frente, aonde haviam dois holofotes grandes que  passavam nitidamente muito calor para quem estava em frente. A narrativa feita com som mecânico, para melhor entendimento da peça estava baixa, sendo que fui perceber que eram informações importantes tempo depois perdendo detalhes iniciais.
Em relação à estética visual, não vi grandes faltas no cenário e na vestimenta somente pequenos detalhes que no decorrer da peça apareciam e por estar bem na frente podia repara-los. A iluminação poderia estar favorecendo melhor os atores, enfatizando cenas principais da peça; Gostei da maquiagem e das trocas de figurino que realmente eram muito bem feitas, reutilizando ao máximo uma da outra encaixando com seus personagens.
Voltando a duração do espetáculo, por ser uma peça longa, acabava por desviar a atenção do público em alguns momentos tirando o foco do espetáculo. Em uma visão geral, estética, conseguir entrar na história que está sendo apresentada é simplesmente o resultado de um conjunto de tudo, que possa valorizar a época proposta pela peça e o valor social de cada personagem, auxiliando na identificação dos objetos que se dispõe no palco. Acrescento que poder vivenciar por alto uma história que não se conhece em sua forma mais orgânica, é simplesmente muito inspirador e criativo. Realmente em uma peça de teatro, aonde existam atores que se propõem passar uma mensagem, merece cuidado com relação aos detalhes que, podem parecer não importar, mas na hora fazem uma grande diferença. Em relação a isso vejo a necessidade da sintonia dos atores com aquilo que eles fazem de melhor e que gostam, para que se algo não estiver dando certo em algum momento da preparação do espetáculo, ou não sair como esperado em relação ao desempenho geral dos atores em toda a duração da peça, que sobre a alegria de estar entre amigos e que com eles passe a melhor forma do teatro que eles merecem ver, lembrando que chegará de maneiras diferentes em cada um.