quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Melhores do Ano-2013

Melhores do Ano
2013

Em 2013 o Grupo Teatral Máschara chegou muito mais longe em seu desejo de lutar pelas artes, inaugurou a escola ESMATE-Espaço Máschara de Teatro e ainda estreou o espetáculo A Serpente. Seus atores atuaram em vários setores artísticos, programas de rádio, programas de tv e comissão de frente de escola de samba.
Obrigado à Dulce Jorge e Cléber Lorenzoni, cabeças de todas essas lutas.
Obrigado à Ricardo Fenner, Renato Casagrande, Alessandra Souza, Fernanda Peres, Evaldo Gullart, Tatiana Quadros, Angélica Ertel, Roberta Queiróz, Diego Pedroso, Gelton Quadros, Cristiano Albuquerque, Luis Lara, Gabriela Oliveira, enfim, todos que atuaram nas mais de 70 apresentações feitas em 2013. 

Indicados:

Melhor Espetáculo-  A Serpente (X)
                                       Lili Inventa o Mundo 
     Melhor Direção-  Cléber Lorenzoni (X)

Melhor Ator- Cléber Lorenzoni-A Sepente 
                                           Renato Casagrande - A Maldição do Vale Negro(X)


Melhor Atriz- Alessandra Souza- A Serpente(X)
                         Fernanda Peres- Lili Inventa o Mundo

Melhor Ator Coadjuvante-  Renato Casagrande- A Serpente (X)
                                                                            Evaldo Goullart- Lili Inventa o Mundo

Melhor atriz Coadjuvante- Alessandra Souza - Pequenos Heróis
                                 Tatiana Quadros - A Serpente(X)

Melhor Interprete em Substituição- Fernanda Peres- Lili Inventa o Mundo
                                                                 Evaldo Gullart - Lili Inventa o Mundo (X)
                                                                        Renato Casagrande - A Maldição do Vale Negro
                                                                          Fernanda Peres - Esconderijos do Tempo(X)

Melhor Cenário- A Serpente(X) 

Melhor Performance- Anos Dourados
Vitrine Viva
Animação de Aniversário
Programa Pequenos Heróis(X)
Comissão de Frente -IZN

Melhor Iluminação - Roberta Corrêa e Cléber Lorenzoni - A Serpente(X)

Melhor Trilha Sonora - Cléber Lorenzoni - A Serpente(X)

Melhor Comercial de TV - Cléber Lorenzoni - Matinê do Máschara
                                                 Renato Casagrande - A Serpente(X)

Melhor Comercial de rádio- A Serpente
Comerciais da Matinê do máschara(X)


Melhor Texto - Cléber Lorenzoni - Roteiro Pequenos Heróis(x)
Melhor Espetáculo Revisitado-  Esconderijos do Tempo(X)
                                                                                         Ed Mort  
                                                                                         Lili Inventa o Mundo

Melhor Contra-regragem - Alessandra Souza - A Maldição do Vale Negro(x)
Gabriela Oliveira - Matinê do Máschara

Melhor Produção - A Serpente- Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e  Ricardo Fenner (X)
                                     Matinê do Máschara - Luis Fernando Lara e Cléber Lorenzoni


Melhor Conjunto de Atores- A Serpente(X)

Melhor Projeto - Matinê do Máschara(X)
Curso Técnico Esmate
Lili Especial de Natal
Leitura Dramática
Programa Comédia Rasgada


Melhor Ator/Atriz Visitante - Tatiana Quadros - A Serpente(X)


Melhor Participação- Dulce Jorge-Doutora Marmota -Pequenos heróis(X)
Ricardo Fenner - Jumento em Matinê do Máschara
Evaldo Gullart- Menino de vermelho Ed Mort


Melhor Maquiagem - Programa pequenos Heróis -Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni(X)
O Castelo Encantado - Grupo Máschara









segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Papai Noel do Máschara


Lili Especial de Natal

              O Teatro deve adaptar-se as necessidades do público, da sociedade a sua volta, os atores inspiram-se a fazer um espetáculo baseados no que emana de seu senso comum. O mundo precisa do teatro, da arte. A nova investida do Máschara foi adequar o tema natalino a peça infantil Lili Inventa o Mundo. Armadilha! Lili  refere-se a poesia, a fantasia, ao faz de conta, o que casa perfeitamente com o natal. Mas me assusta que um espetáculo possa referir-se primeiramente a um assunto e depois a outro. Me pergunto o que seriam sobras (barrigas) antes e agora. Um espetáculo é uma ideia, com começo, meio e fim, uma linha de raciocínio. A nova narrativa assemelha-se muito a anterior, mantendo inclusive os versos de Mario Quintana. Há no entanto uma figura nova que surpreende, "Santa Claus", Papai Noel... Interessante já que é difícil encontrar fora do cinema, narrativas com esse signo tão forte. E funciona. Adequa-se a essa salada de frutas. 
                       Pergunto-me por  que Malaquias não estava no espetáculo já que o personagem casava e muito com a trama. A trama passa de mundo da fantasia para algo que de alguma forma me indica uma oficina de papai noel, já que fala-se o tempo todo em presentes e duendes. Há uma fada mascarada que na verdade deveria ser uma duende pela lógica e que quer acabar com o natal enfeitiçando os outros duendes. Finalmente aparece a Rainha das Rainhas que nada mais é que a Bíblica Maria. Enfim, uma salada, organizadinha, direitinha, mas uma salada. É coesa certamente, mas de alguma forma tudo tem cara de sucata. Quebra o galho para o natal e aproxima logicamente as crianças do teatro. Embora, a figura do Senhor Noel seja tão forte que de alguma forma relegue o teatro a segundo plano. Quero dizer, as pessoas não estão ali para ver teatro, mas para ver algum evento comemorativo do natal. 
                          A atriz Tatiana Quadros já esta de volta ao palco, mas precisa ensaiar mais, pois perdeu muito de sua fada mascarada. Cléber Lorenzoni carrega bem seu personagem e Alessandra Souza tenta apoderar-se de alguma piadas de Malaquias o que só bagunça mais a historia.

Teatro é teatro, eventos comunitários são eventos comunitários!


A Rainha


Alessandra Souza (**)
Fernanda Peres (**)
Tatiana Quadros (*)
Renato Casagrande (**)
Cléber Lorenzoni (**)
Leonardo Drea (**)

Diário de Bordo - Os Saltimbancos no estádio Guarani

            Os quatro animaizinhos da peça Os Saltimbancos tomaram de assalto o palco erguido no campo de futebol de Cruz Alta. Sob um calor de quase quarenta graus, com roupas nada arejadas, Alessandra Souza, Renato Casagrande, Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni envolveram o público cantando as musicas já conhecidas de Jumento, Cachorro, Gata e Galinha. 
            Os Saltimbancos do Máschara é de 2011, teve até agora apenas uma substituição e sou altamente contra substituições. Nada contra os atores substitutos, são ótimos na maioria das vezes, no entanto, algo se perde para dar lugar a outra coisa, quase um novo espetáculo. Aliás existem dois tipos de substituições, a primeira é aquela em que o ator adapta-se exatamente a personagem para não atrapalhar os atores que já estavam no espetáculo. Ou por que se assemelha ao ator anterior, ou por que se esforça a ponto de conseguir transmutar-se até adquirir sua performance. A segunda substituição é aquela em que o ator deposita sua verdade na personagem que substitui a ponto de criar algo maravilhoso e novo. Então pergunto, o que é melhor? O ator capaz de substituir impecavelmente, tornando-se uma cópia perfeita do anterior, ou o ator que põe sua nova verdade?
             A arte da interpretação é aquela em que dou vida a uma personagem, não existe certo ou errado, não existe fórmula, existe o senso artístico, existe a bagagem e as inspirações que cada ator trás. 
              Renato Casagrande é um ator que sempre cria algo novo, que sente o criativo prazer da descoberta a cada nova investida. Um ator instintivo, ousado e corajoso quando atuando nesse espetáculo. O maior mérito de Cléber Lorenzoni não é a atuação. E sim a capacidade em adaptar a encenação, em cortá-la, reestruturá-la. Sua gata que entra e sai de cena como se fosse interpretada por uma atriz. Cléber Lorenzoni respeita o público até o ultimo instante. Não vou aqui elogiar a dança de Cléber e Renato, mas preciso dizer o quanto admiro atores que somam vários talentos, musica, canto e dança. 
                      Alessandra Souza está muito melhor em sua galinha, sua interpretação cresceu muito. 
                      E Ricardo Feener tenta repetir o feito de preencher a lacuna deixada pelo antigo interprete do Jumento. O que lhe falta? Ensaios, estudo da personagem e prática. Afinal personagens animais exigem muito dos atores. 
                       Os Saltimbancos precisa de muito para não ficar preso na fórmula do CD original, o que seria frustrante aos atores e ao público.
                



Cléber Lorenzoni (***)
Renato Casagrande (***)
Alessandra Souza (**)
Ricardo Fenner (**)
Evaldo Goulart (**)


A Rainha


Grupo Máschara visitando aniversário da Flavianha Araújo...


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Animaizinhos


Cléber Lorenzoni e Alessandra Souza em Os Saltimbancos


Uma encenação fantástica- Lili especial de natal


Os Melhores do ano até 2012

2012
Dulce Jorge como Caroba e Gabriel Wink como Benona em O santo e a Porca

2011
 Cléber lorenzoni como Adelaide Fontana E Angélica Ertel como Helena Em As Balzaquianas

2010
 Gabriel Wink como Ágatha em A Maldição e Angélica Ertel por suas substituições

2009
Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni em A Maldição do Vale Negro

2008
Tatiana Quadros como fada mascarada em Lili Inventa o Mundo e Dulce Jorge como Penelope em Ed Mort.

2007
Gabriel Wink como Peeter Stockman Em Um Inimigo do Povo e Angelica Ertel como Glorinha Em Esconderijos do Tempo


2006
Cléber Lorenzoni como Mario Quintana e Kellem Padilha como Lili Em Esconderijos do Tempo


2005
Alexandre Dill-Como Dr. Cícero e Miriam Kempfer como Rita Paz Em O Incidente

2004
Lauanda Varone em A Carrocinha

2003
Dulce Jorge como Mãe em Bodas de Sangue

2002
Jorge Pittan como Rei Duncan e Simone De Dordi como Lady Macduff Em Macbeth

2001
Marcele Franco como Mariana e Cléber Lorenzoni como Tartufo Em Tartufo

2000
Alexandre Dill como Hêmon e Dulce Jorge como Antígona Em Antígona

1999
Cléber Lorenzoni como palhacinho e Ariane Pedrotti como Espanhola Em O Conto da Carrocinha

1998
Cléber Lorenzoni como D. Flávia e Simone De Dordi como Das Dores Em Dorotéia

1997
Cléber Lorenzoni como Fada Morgana e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1996
Diulio Penna como o Gato Bulunga e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1995
Dulce Jorge como Cordélia Brasil Em Cordélia Brasil





Ricardo Fenner, Alessandra Souza e Renato Casagrande em Os Saltimbancos


Os Saltimbancos no evento Sonho de Natal da prefeitura de Cruz Alta


Cléber Lorenzoni como "A Gata" de Os saltimbancos


-Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres...

domingo, 8 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Por Ana Paula Furlanetto (aluna de ESMATE) critica de A Maldição do Vale Negro



A peça apresentada pelo grupo teatral Maschara no dia 08 de novembro de 2013 conta aparentemente uma história trágica, mas no desenrolar dos acontecimentos uma sátira fica bem identificada, em situações mais ou menos engraçadas. Os atores enfatizam bem os detalhes de seus personagens, que neste caso um mesmo ator faz mais de um personagem, mas em cada um deles conseguem transpor tudo que envolve suas respectivas personalidades, com detalhes visuais e textuais. A sincronia dos personagens era muito tranquila, podendo amenizar certas falhas ou imprevistos que se declaravam em alguns momentos, acabando por se tornarem engraçadas.
Quando chegou-me a informação que a peça seria um pouco longa, a primeira coisa que me passou foi que seria bastante desgastante para os atores, confirmado no final vendo como estavam cansados, mas ao mesmo tempo em nenhum momento deixaram transparecer em cena, o que acho fazer diferença mesmo algumas vezes a Rosalinda , a cigana e o conde terem que ficar bem na frente, aonde haviam dois holofotes grandes que  passavam nitidamente muito calor para quem estava em frente. A narrativa feita com som mecânico, para melhor entendimento da peça estava baixa, sendo que fui perceber que eram informações importantes tempo depois perdendo detalhes iniciais.
Em relação à estética visual, não vi grandes faltas no cenário e na vestimenta somente pequenos detalhes que no decorrer da peça apareciam e por estar bem na frente podia repara-los. A iluminação poderia estar favorecendo melhor os atores, enfatizando cenas principais da peça; Gostei da maquiagem e das trocas de figurino que realmente eram muito bem feitas, reutilizando ao máximo uma da outra encaixando com seus personagens.
Voltando a duração do espetáculo, por ser uma peça longa, acabava por desviar a atenção do público em alguns momentos tirando o foco do espetáculo. Em uma visão geral, estética, conseguir entrar na história que está sendo apresentada é simplesmente o resultado de um conjunto de tudo, que possa valorizar a época proposta pela peça e o valor social de cada personagem, auxiliando na identificação dos objetos que se dispõe no palco. Acrescento que poder vivenciar por alto uma história que não se conhece em sua forma mais orgânica, é simplesmente muito inspirador e criativo. Realmente em uma peça de teatro, aonde existam atores que se propõem passar uma mensagem, merece cuidado com relação aos detalhes que, podem parecer não importar, mas na hora fazem uma grande diferença. Em relação a isso vejo a necessidade da sintonia dos atores com aquilo que eles fazem de melhor e que gostam, para que se algo não estiver dando certo em algum momento da preparação do espetáculo, ou não sair como esperado em relação ao desempenho geral dos atores em toda a duração da peça, que sobre a alegria de estar entre amigos e que com eles passe a melhor forma do teatro que eles merecem ver, lembrando que chegará de maneiras diferentes em cada um.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O que nos move? Feriadão em Vila Nova do Sul

...Havia um ator, não muito conhecido, não muito reconhecido, ganhava pouco, mas amava o que fazia. Sua ambição era ser perfeito, cada vez que acabava uma apresentação, já começava a pensar na próxima, nos novos desafios. Para ele, em primeiro lugar vinha sempre o público, e tinha que ser assim, pois era para o público que fazia. Alguns atores dizem que fazem teatro para si mesmos, mas ai devem fazer em uma sala fechada! O Teatro é para o outro e por isso é um exercício tão humano. Tão digno. Para fazer seu teatro passava por vários sacrifícios e assim sempre foi, é e será. Antes de cada apresentação fazia uma prece, para si, para os colegas atores e para o público. Era pragmático e mítico. Doía-se por dentro quando algo dava errado, doía-se por dentro quando percebia que o público não compreendia o espetáculo apresentado, e então chorava. Chorava por si próprio, pelo público e pelo teatro. As vezes se apresentava em grandes teatros, as vezes em lonas, as vezes na rua, mas sempre se emocionava quando estava em lugares pequenos, lugares que nada tinham a ver com o teatro, pois aí tinha certeza de sua missão, de levar a arte, de tocar as pessoas. Ele convivia com todo tipo de artista, era amigo de vários atores e dividia o palco com atores e não atores. Constantemente se indignava, questionava-se, admirava-se com os atores todos. Com atores que não liam, com atores que não cuidavam ou trabalhavam a voz, com atores preguiçosos, com atores que não sentiam a presença do público quando estavam no palco. Esse ator idealizou um grupo, uma Cia.. Sua intenção era desenvolver o talento dos atores a sua volta, criar, debater, aprender, e envolver o público. Sua intenção era um grupo onde todos se apoiassem e se admirassem uns com os outros. Um Grupo onde todos fossem engajados, onde todos pudessem opinar, e mostrar sua criatividade...

Vila Nova do Sul raras vezes teve teatro, uma cidade pequena e por isso com um público muito disposto a divertir-se com algo novo. O espetáculo Feriadão com temática sobre o trânsito emocionou e fez brilhar os olhinhos de muitas crianças; da frente do palco as crianças viram cenas divertidas e pequenas lições. De onde eu estava eu vi atores esforçados, sacrificando suas gargantas na tentativa de serem ouvidos já que a combinação lona x chuva, tornava inaudível o texto. No palco havia água e equipe de som e luz caminhando e atrapalhando a encenação, atravessando o palco inacreditavelmente durante as cenas, e os atores restritos a um espaço de 16 metros quadrados.  
O espetáculo rolou muito bem, os atores (Renato Casagrande, Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni) dominam com perfeição a mise en scene. Principalmente no uso dos adereços e seu manuseio. Evaldo Goulart pode e deve ser mais verdadeiro, lembrando sempre que Filipinho é uma criança e o vovô é o Filipinho brincando de ser idoso. Fernanda Peres esteve muito bem nas apresentações, mas ainda pode descobrir novas soluções para sua Serenita, além de lembrar de não se deixar infantilizar demasiado. O ator Goulart precisa ser mais atento, mas cuidadoso com figurinos e ações, lembrar de não parecer egoísta preocupando-se com tantas coisas terceiras na hora de entrar em cena. Em primeiro lugar vem a interpretação. Falta-lhe uma boa dose de Grotowski. 
Os atores Alessandra Souza e Renato Casagrande mostram uma vocação incrível com seu cuidado com cenários e figurinos, a dedicação com o todo, o que os torna atores tão bons e próximos do 1º Status. Leva-se anos para alcançar essa completa noção teatral. A percepção de que tudo está interligado. Cléber Lorenzoni cortou alguns textos na apresentação da tarde preocupando-se coma percepção total do espetáculo, isso é muito delicado, conseguir cortar o texto, mantendo o que é realmente importante. A primeira apresentação durou cerca de 48 minutos a segunda 33, isso mostra versatilidade. Poderia ser falta de profissionalismo, mas ninguém pode acusar esses atores do Máschara que viajam por todo tipo de lugar, de não serem profissionais.
O espetáculo tem um clima bastante lúdico, mas como deixar lúdico algo que foi projetado para um palco italiano e que é apresentado com intervenções tão inapropriadas? 
O espaço apertado embolou um pouco as cenas, e o som mal operado (pois isso exige técnica) atrapalhou alguns textos de serem ouvidos. 
Quanto ao palco quem deve montá-lo é sempre o contra-regra, que nesse caso era o sonoplasta.
O Teatro é uma caminhada, que deve começar pela compreensão do espaço cênico, pelos detalhes, por som e luz bem elaboradas. Pela valorização do trabalho artesanal que é o teatro. 
Você ama o teatro? Quando se afasta do palco, ou da interpretação sente uma solidão terrível, um vazio profundo? Não? Então não ama... Teatro é algo que invade a alma!!!! 

Teatro é vida, para uns poucos!

A Rainha


Cléber Lorenzoni - Status I A - (*)(**)
Alessandra Souza - Status II - (***) (**)
Renato Casagrande - Status II - (**)(***)
Fernanda Peres - Status III - (**)(**)
Evaldo Goulart - Status IV - (*)(**)
Júnior Mello - Estagiário - (*)(**)



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 10 de novembro de 2013

A Maldição do Vale Negro- 08/11/2013


Diário de Bordo - A Maldição do Vale Negro 19 - Colégio Annes Dias

De quem é a responsabilidade?

                  Desde sempre me peguei procurando um responsável para que o teatro dê certo em Cruz Alta, ou mesmo no interior. A Arte é profundamente importante, indispensável, necessária para todos, em contra ponto ouvimos sempre diversos comentários como: A arte é importante nas escolas; A Arte deve ser difundida; Peçam apoio aos governantes. No entanto o que temos? Uma sociedade sempre tão apressada que não tem tempo para preocupar-se em realmente fazer algo, afinal quais são as ditas necessidades básicas da sociedade? Saúde e educação. Mas eu pergunto, a arte não está extremamente ligada a essas duas esferas?
                 Na noite da última sexta-feira, 8 de novembro, atores do Grupo Máschara subiram ao palco com  A Maldição do Vale Negro, do gaúcho Caio Fernando Abreu, em uma suposta parceria entre comunidade escolar e o Máschara. Não sei o que aconteceu, mas a parceria não se cumpriu. Atores fizeram sua parte, ponto. 
                  A Maldição do Vale Negro segue com a mesma proposta de quando estreou -2009. Três atores cumprindo sete personagens. Não acho possível catalogar em um ou outro gênero o espetáculo, afinal o conceito "teatro" alcança uma gama de variantes, de possibilidades que se opõe a classificações. No passado buscava-se a interpretação "correta" do texto, hoje no entanto, busca-se a personalidade a exclusividade a idéia artística do novo, que venha, ainda que com um texto conhecido, destacar-se pelo diferente. O dito ato cênico vai cumprir-se com apoio de sua iluminação, trilha, cenário e uma gama de técnicas que o universo de um espetáculo teatral. O paradoxal mundo melodramático de A Maldição do Vale Negro partiu de dezenas de exercícios onde cada ator usava sua criatividade em transformar corpo e voz compondo cada uma das personagens do texto.
                         No elenco Renato Casagrande, Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni, os três com perfeito domínio corporal, exímio trabalho de coluna. A composição das personagens femininas é brilhante a ponto de o público desavisado julgar atrizes em cena. Destaco nessa encenação Renato Casagrande pela potência vocal e o ritmo alcançado. O espetáculo teve curva bastante acentuada, e as gags embora não tenham arrancado riso excessivo da platéia, promoveram agradável divertimento. 
                          A técnica do espetáculo não foi perfeita como esperada. Fernanda Peres e Evaldo Goullart deviam jogar juntos, trabalhar em equipe. E principalmente lembrar  que o ator que começa compreendendo todo a base do teatro torna-se melhor ator. "Completo" eu diria.Alessandra Souza foi extremamente profissional e cumpriu com perfeição sua contra-regragem. Ricardo esteve melhor em sua cigana, mas o conde decaiu um pouco, falta provavelmente de ensaios. Cléber Lorenzoni pontuou bem as cenas, mas havia um quê de preocupação de sua parte nas cenas. 
                             Foi enfim, uma tentativa a mais de reerguer o Cena às 7. Mas infelizmente isso não depende apenas dos atores.






Alessandra Souza ***
Renato Casagrande ***
Cléber Lorenzoni **
Ricardo Fenner **
Evaldo Goulart *
Fernanda Peres **
Dulce Jorge **



                                      A Rainha





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Yerma

 




















YERMA



FEDERICO GARCIA LORCA


































PERSONAGENS



YERMA
MARIA
VELHA PAGÃ
DOLORES
1 ª  LAVADEIRA
2 ª  LAVADEIRA
3 ª  LAVADEIRA
4 ª  LAVADEIRA
5 ª  LAVADEIRA
6 ª  LAVADEIRA
1 ª  RAPARIGA
2 ª  RAPARIGA
FÊMEA
1 ª  CUNHADA
2 ª  CUNHADA
1 ª  MULHER
2 ª  MULHER
MENINO
JOÃO
VICTOR
MACHO
1 °  HOMEM
2 °  HOMEM
3 °  HOMEM


domingo, 6 de outubro de 2013

Ed Mort na UNICRUZ em Agosto de 2013


634- O Incidente 75 -Feira de Livros de vacaria

                         Sempre que assisto a um espetáculo, tento observá-lo como obra estanque, nova, como se fosse uma estréia, ainda que eu a tenha assistido 74 outras vezes. Surpreendentemente, três atores estreavam, o que certamente tomava proporção de circo de horrores na mente dos diretores e produtores do espetáculo. Mas vamos observar lá pelo principio. Os sete mortos adentraram a cena pelo fundo do palco, entre a fumaça do gelo seco. Logo de inicio, problemas técnicos, mais luz!!!! A frente do palco estava mergulhada na penumbra, falha do espaço que não tinha varas fora do palco. Aliás, nem dentro. Cléber Lorenzoni iniciou com toda a força, espasmo, coluna intensa, desequilíbrios equilibrados, energia, enfim, tudo o que a montagem pede dentro de sua concepção. Os cadáveres Antarenses foram sendo apresentados ao público um a um. No todo, o impacto foi grande, e causaram logicamente a reação esperada na platéia. Diego Pedroso compôs uma bela figura, mas parecia inseguro, sua fronte ficou quase sempre obscurecida pelo chapéu de sapateiro. Será que o ator foi avisado?  Alessandra Souza esteve muito mais viva, se é que um trocadilho desses casa com uma peça onde a maioria "está morto". A atriz veio sensual, inteira, melhorou as pausas, apenas sua voz deixou a desejar. Cristiano Albuquerque, compõe um ótimo Pudim criado lá em 2005. Muito gostoso vê-lo verdadeiro em cena e arrancando boas risadas do público. 
                         Dulce Jorge esteve muito bem em cena, não como a Dona Quitéria de 2005, mas afinal os anos passam e os atores amadurecem, encontram novas soluções e se transformam com suas personagens. Firme e com a sutileza com  que constrói sua interpretação, certamente será uma das inesquecíveis figuras do público de Vacaria. Geltom Quadros veio de Santa Maria fazer um trabalho, e o fez, poderia ter falado mais alto. Ainda assim, o público pareceu apreciar muito a cena entre João e Rita Paz. Essa última foi um tanto histérica, por outro lado, sabe-se de conversar de ribalta que a atriz assumiu o papel três dias antes e duas horas antes de adentrar a cena fazia seu primeiro ensaio com o colega de cena. Levando isso em conta, esteve maravilhosa. Ricardo Fenner foi sutil também, criou pequenas novas intenções no velho Coronel Vacariano, e pela primeira vez em tempos, o embate entre advogado e coronel foi a parte mais interessante do espetáculo.  Apenas algumas ações do ator ficam um tanto joviais e a dica sempre é não fazer algo do qual ainda não se tenha domínio. 
                         Para encerrar a cena, a entrada de Renato Casagrande como Menandro Olinda. Um papel complexo, para um grande ator. O público é claro, consegue uma boa compreensão da trama pelo olhar do intérprete, mas muito se perdeu. É preciso ensaio, e muita maturidade. Menandro Olinda é um personagem sutil, introspectivo e jovens atores tendem a confundir exageros e ritmos acelerados com energia e força. 
                          A grande pergunta que me faço após assistir os espetáculos do Máschara é como se consegue fazer tantas substituições, e o que os atores que substituem procuram. Existem sempre dois lados quando entramos em um espetáculo, o primeiro é aquele em que eu crio algo, interpreto, dou vida a algo que eu quero dizer. O segundo é aquele em que a serviço de um trabalho consolidado, reconstruo algo pronto. Pode ser muito laureável essa ultima opção, mas a pergunta é, como se sentem os atores? Sabem qual sua função? 
                                 O teatro de certa forma é simples, por outro lado é extremamente complexo. O ator no palco não está a serviço de alguém, mas faz algo devotado para seu público e precisa saber que está sujeito a criticas e a análises. Existe aquilo que o ator exala para a platéia, sua arte, sua criação, e existe a base, a técnica teatral, que deve sempre estar presente.
                                  As pessoas passam, mas o Máschara e o teatro sempre estarão aí!


A Rainha

Cléber Lorenzoni , Renato Casagrande, Evaldo Goulart, Geltom Quadros, Cristiano Albuquerque
(**)
Dulce Jorge, Fernanda Peres, Ricardo Fenner, Alessandra Souza (***)
Diego Pedroso (*)


Ensaio de palco em Vacaria/RS


sábado, 5 de outubro de 2013

Feriadão Tomos 100/101

Assisti ainda há pouco o mais sagrado dos atos do Máschara em Vacaria."Teatro", na Casa do Povo, arquitetura de Oscar Niemeyer. Em cena cinco integrantes do Máschara, alguns velhos conhecidos e outros novatos na arte de atuar. O local não se presta muito para grandes espetáculos com cenários espaçosos, pois há a direita do palco um fosso, com escada em caracol de corrimão branco que se avista de toda a platéia. No entanto a contra-regragem tratou de solucionar o problema e conseguiu.
As cinco crianças brincando no sótão, trataram de vários assuntos, principalmente do trânsito, da mobilidade das pessoas e do diferente. Tão em voga em nossos dias. 
Cléber Lorenzoni ergueu ambos os espetáculos com sua interpretação pontual, algumas poucas vezes seu falsete de Frédi confundiu-se com o do papai Prudente. Há de se tomar cuidado, ensaiar mais. Já Fernanda Peres esteve muito bem apesar de não se sentir bem nas coxias. Em alguns instantes trancou, patinou e quase não evoluiu com o texto. Mas seu jogo em cena é impecável, a rápida compreensão que tem dos colegas sempre lhe salva. Renato Casagrande é há meu ver um talentosíssimo jovem ator. Mas tende a acelerar os espetáculos, assim como a colega Alessandra Souza. Pausas por favor!!! O teatro chega muito mais no público, na hora dos silêncios. Algumas cenas ficaram enroladas, principalmente a coreografia pós carrinhos e a cena final. Alessandra Souza joga muito bem com Cléber Lorenzoni, mas brinca as vezes com o nonsense, por exemplo, na hora em que sussurra ao ouvido de Frédi o plano para dar uma lição nos Prudente, percebe-se que nada foi dito, e Cléber ainda segura seu cotovelo para ver se ela percebe que deve ser mais verdadeira. A melhor cena é sem dúvida a do meio, aquela em que Luisinho se afoga. 
São crianças e o mais prazeroso é ver os atores ficando mais maduros e cada vez mais crianças no espetáculo. Eis o grande trunfo cênico. 
Evaldo Goulart precisa rever dicção e volume. Na segunda apresentação Cléber Lorenzoni lhe indagou duas vezes a palavra documentos, e a pronuncia ainda saiu confusa. A personagem está confusa, não mais redonda, provavelmente se deve ao fato de o ator ser substituto. Filipinhi é um menino muito pequeno, afinal usa fraldas o que é dito na 43ª fala do texto.  E como ele é? Criativo e muito inteligente, afinal embora os primos e amigos sejam mais velhos, ele é quem se veste de Vovô e Guarda de Trânsito.  Nas duas vezes que o espetáculo foi apresentado, a cena final do carrinho dos metralha não foi bem encerrada, alguns pularam, outros ficaram. Evaldo deu falas de costas para o público em um momento importantíssimo, em que deveria falar ao público. Uma necessidade que vejo no ator de estar de frente para quem vai dar seu texto. Está correto, mas as vezes o público é mais importante... 
A trilha foi bem operada por Diego Pedroso, e a luz apenas geral permanente cuidada por Cristiano Albuquerque. Foram enfim dois bons espetáculos, com alguns bons atores. Mas falta coesão, provavelmente por que faltem apresentações. Faltem ensaios. 
Para encerrar ressalvo, nunca esquecer o profissionalismo, e que é seu trabalho, o público paga para ver algo bem feito e não para filosofar se há ou não prazer em fazer, esses são os paradoxos pessoais dos artistas. 

Cléber Lorenzoni (***)(**)
Fernanda Peres (*)(**)
Alessandra Souza (***)(**)
Renato Casagrande (***)(**)
Evaldo Goullart (**)(*)
Diego Pedroso (***)(**)
Cristiano Albuquerque (**)(**)



Arte é vida!!!   A Rainha

quinta-feira, 3 de outubro de 2013