quarta-feira, 21 de julho de 2010

Diário de Bordo XIII - Ed Mort no 34º Cena às 7

Quem vive de passado é museu!!!

          Quem disse essa frase com certeza não freqüenta museus e nem ao menos percebe o valor que eles tem na nossa vida. Relembrar, valorizar, deixar-se conduzir pela nostalgia, tudo isso me parece tão agradável. São as lembranças boas que dão força para continuar...
             Hoje o Cena às 7 teve gostinho de saudade, no palco Marcele Franco, atriz que eu nem esperava rever atuando, Tatiana Quadros que aos poucos se despede da compania, na assistência: Kauane Linasse, que rapidamente passou pelo Máschara, Kellem Padilha, a eterna Shirley Terezinha, e Luis Fernando Lara que foi quem deu nome ao personagem Luisinho de O Feriadão. Todos alí, agrupados àquele clima de recordação. Hoje me perguntei qual é o verdadeiro sentido do Cena às 7, aí tirei novas conclusões, ele também é uma forma de levar os artistas do teatro paras a Casa de Cultura de Cruz Alta. E gostaria de rever tantos outros... Tantos outros que estão por aí mas que não serão esquecidos. O esquecimento é o pior castigo que alguém pode receber. A vontade de ser eternizado, de não passar em branco, de não ser esquecido faz parte da gama de desejos de nossos artistas.
Apesar do frio e da chuva, o público se fez presente e o elenco não deixou a desejar. Dulce Jorge ainda mais sensual voltou agora remodelada, e convenceu ainda mais dentro da proposta. Ricardo Fenner cada dia com mais química, criando ótimas conexões com os outros atores. A dobradinha com Cléber Lorenzoni que tão bem se apresenta em A Maldição, continua tão viva quanto sempre.
                 O espetáculo Ed Mort tem um texto simples, de fácil compreensão. O público ri agradavelmente. E grande parte da comicidade está nas gags do personagem título. Cléber Lorenzoni de Edna é um personagem a mais, uma carta na manga que faz o público ir ao delírio, como se fossem dois espetáculos. Um antes da transformação e outro após.
                  As crianças estão mais vivas, Alessandra Souza um pouco afoita. É preciso compreender sempre o foco da cena. Saber atrair a atenção da platéia sem estragar piadas... Houve quedas, perdas em cena, resvalões, mas tudo muito bem resolvido, como o momento da "queda capilar".
                      Enfim, foi mais uma agradável noite de teatro, para os admiradores e creio que para o elenco. Foi noite de lembrança. Foi uma ótima ída ao museu, pois lá ficaram guardadas as melhores coisas, as que mereceram ser imortais...


                                                                                   A Rainha

terça-feira, 20 de julho de 2010

Encontro do Grupo Máschara no Cena às 7


Em Cima: Ricardo Fenner, Tatiana Quadros, Kelem Padilha, Luis Fernando Lara, Angélica Ertel, Dulce Jorge, Alessandra Souza, Renato Casagrande.
Em Baixo: Kauane linasse, Cléber Lorenzoni, Marcele Franco, Gabriel Wink e Roberta Correa

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sobre o Espetáculo Delírios de Amores e Cigarros, em 2 de julho de 2010.

Delírios, delírios, delírios...

Muitos pensam que na Santa Maria da Boca do Monte só existe o teatro 13 de Maio, o aristocrata da praça Saldanha Marinho.  Pois engaman-se, há la para as bandas do Rosário próximo a UNIFRA, o espaço independente TUI, um teatro charmoso e agradável, com aspecto vanguardista e cheio de boas intenções culturais.
Então, na sexta-feira, dia 2, contrariando minha mania de não apreciar viajar sozinha, fui a Santa Maria a convite da atriz Angélica Ertel, assistir o espetáculo Delírios de Amores e Cigarros. Monólogo de formação da atriz. Quarenta minutos de um texto simples, cativante e por vezes confuso.  O enredo é o seguinte: Uma mulher, Helena, recebe a platéia em sua casa, viúva, ela vai nos contando a tragetória de sua vida, marcada pela forte influência do marido. Este um homem de temperamento forte, que a proibiu de ser atriz e cantora. A cena mais intensa se dá com a narração da perda do filho concebido antes do casamento. Ao final Helena se irrita com a presença do público e parte para seu confinamento solitário, regado de cigarros e lembranças.
Apreciei, afinal em cena havia uma excelente atriz, mas senti falta de espaço para chorar, falta de uma concepção mais inédita.  O preciosismo da atriz deixa pouco para o público solucionar. Em cena é claro a influência visível do Material Máschara que a intérprete trz na bagagem.
Tudo encaminha-se agradávelmente. Mas a certa altura me pergunto, com tantos delírios entramos no abismo do tudo pode e fica a dúvida do que realmente helena vivenciou o o que não passa de mera confusão mental.
A trilha é agradável, a iluminação pontua e a pesquisa de época sela com chave de ouro o trabalho. Tudo é bom, talvez excelente para os olhos dos santamarienses. No entanto para mim, uma senhora exigente e chata, parece que tudo é bom apenas... Ver Angélica Ertel atuando foi agradabilíssimo, mas queria ver Angelica Ertel dirigindo... Foi teatro, ponto final...

                                              A Rainha