quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Contos do Vovô Erico - Episódio final

 

                              Os excelentes aspectos visuais dos trabalhos do Máschara não são novidades para quem assiste seus espetáculos, sempre acostumados às direções cheias de detalhes e signos propostos por Cléber Lorenzoni. O último episódio de Contos do Vovô Erico me tocou profundamente pelo perspicaz detalhe na capa do livro nas mãos do ator Renato Casagrande e pela forma como os personagens foram voltando ao livro. A trama certamente é simplória, e foi graças a versátil escolha de figuras que conseguimos assistir até o final.  À Alessandra Souza falta domínio perante a câmera, e a Renato Casagrande, mais maturidade na hora de compor uma figura idosa. Coisas que certamente virão com o tempo e a prática. Por outro lado, a forma como Renato Casagrande trabalha as edições e apara as cenas propostas por Cléber Lorenzoni é louvável. A caracterização de Kauane Silva e Laura Hoover como Japonesa e Indiana respectivamente foram bastante delicadas e assertivas.  Outro mérito do episódio foram as escolhas dos bonecos e sua manipulação mas principalmente a escolha pela técnica de ventriloquismo, que consiste em falar sem mexer os lábios, para que a voz pareça vir de outro lugar. Algo difícil que nasce ainda na época medieval em grupos mambembes. Cléber Lorenzoni pelo que percebi fala pelos três bonecos presentes na historia proposta. Não vou ficar aqui elogiando, mas torço que os atores jovens que a sua volta perambulam, aspirem toda sua arte e aprendam muito do que esse artista tem para ensinar. A cada nova ideia, a cada novo mergulho, uma nova descoberta, um novo talento.

                                     A mente de Erico Verissimo era sem duvida de extrema capacidade inventiva. Li sua obra infantil logo na primeira edição e foi para minha filha que comprei no século passado as aventuras do avião vermelho. Acredito que ao contrário das grandes profundidades e transcendências que se busque ao se adaptar uma obra, Erico queria escrever algo gostoso para entreter filhos e netos...  Erico consegue e nossa função é descobrir o que de Erico devemos realmente teimar em manter vivo para as próprias gerações.

                                      Na boca dos contadores de historia do Máschara as historias tornaram-se extremamente vivas, coloridas e então me questiono o que é ser diretor, qual a função do artista e qual a diferença entre cada um.  Qual a função de cada área da arte. Certamente todas se completam. O que se pode criar emparedados por uma pandemia, o que se pode criar com um pouco de criatividade e generosidade pela arte do outro.

                                      Parabéns a todo o elenco que participou dos contos do vovô Erico, um exemplo da capacidade do Máschara em criar...



Arte é Vida



                           A Rainha

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

A aparição da Madrinha de quem não a tem!


 

A Lenda do Menino do Pastoreio - 906 - Críticas da rainha

Teatro em meio a pandemia


                              Falar de temas de escravidão no Brasil (ultimo país onde os escravos foram oficialmente liberados) é extremamente audacioso, pois as questões raciais podem gerar debates acirrados e complexos. Cléber Lorenzoni dirigiu em quatro dias uma peça simples, mas singela, eficaz mas com um leve resbalão no melodrama. A Lenda do Negrinho do Pastoreio, aqui adaptada para "menino do pastoreio" quer realçar que antes de qualquer questão de raça trata dos sofrimentos de um menino, uma criança. 

                                            O espetáculo profundamente humano, carrega a estrutura medieval de sottie ou auto, tudo se encaminha para que uma figura religiosa se apiede dos sofrimentos do homem. Aqui, no caso, de um escravo, o que torna ainda mais emblemática  a lenda. Um grito certamente humanista em relação ao desumano tratamento relegado aos escravos. 

                                           A dramaturgia assinada por Lorenzoni revela um senhor de escravos que se apega ao menino domador dos cavalos e quase o considera como filho. Olga interpretada por Clara Devi faz a linha abolucionista que não compreende como alguém pode ser "dono de pessoas".  Mesmo na ação inicial Cléber Lorenzoni já troca os clichês gerados por nossos preconceitos, nos oferecendo uma realidade muito ousada, a afilhada da empregada é branca e os patrões são negros. 

                                             Porém é a poesia de Vitoria Santa Cruz que vai se transformando em outra coisa muito mais questionadora, que mais me atrai no espetáculo. Eu sou branca, e o homem ao meu lado é preto. São duas cores... Não é moreno, ou pardo, ou caboclo...  A raça branca subjuga até mesmo a cor do outro pois não a tolera enquanto raça... 

                                              Agora o que essa senhora precisa realçar é que esse trabalho, sensível, foi concebido em apenas quatro dias. No palco atores conhecidos ao lado de jovens iniciantes. Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Alessandra Souza são atualmente a cara do Máschara, os três estão em praticamente todos os trabalhos da companhia. São atores tradicionais já, quando um deles está no trabalho você sabe que no mínimo haverá profissionalismo. Por isso é tão bom ver Clara Devi despontando, a Alice de Tem Chorume no Quintal nos oferece uma composição muito mais madura e definida. Seu jogo em cena com o ator Renato Casagrande é gostoso, ritmado. 

                                                No elenco mais jovem, Beraldo e Toninha estão de volta, dessa vez ele como protagonista. Nicholas Miranda recebeu o texto no domingo e na sexta ocupa espaço central da nova montagem do Máschara. Uma confiança delegada há poucos desde que conheço o grupo. Não sabemos se o jovem ator pretende continuar, se realmente sentiu a arte lhe escolher, mas nós enquanto plateia gostamos do que vimos. Laura Heger se destaca na pequena Xiquinha, mas pode e deve se dedicar mais para extrair tudo o que Pinguancha pode lhe oferecer.  Alessandra Souza pode buscar mais maturidade para sua personagem, talvez mais humanismo.

                                               A lenda do Pastoreiro já foi contada por muitos escritores, destacando-se a versão de Simões Lopes Neto e ainda Clarice Lispector. Lorenzoni nos dá nova versão, aqui o menino "Nerêncio" tem como inimigo o revoltado Neco que por inveja  acaba impondo sobre ele um terrível mal. 

                                         A grande dificuldade em assistir teatro através de plataformas ou redes sociais, é o fato de que na maioria das vezes os grupos que dominam tanto o palco, não estão preparados, ou não tem equipes técnicas capazes para executar um bom trabalho frente às câmeras. 

                                        O espetáculo passeia por algumas linguagens bastante distintas, a própria farsa  parece muito presente na dramaturgia e na atuação de alguns personagens. A maquiagem reflete isso de forma um tanto imprecisa, não funcional. Talvez a simbologia pudesse ser mais pontual. O cenário é bonito, mas os rasgões dos painéis precisam ser mais expressivos ou então tirados da peça. 

                                              A trilha sonora  é bastante eficaz, embora muitas vezes apenas sublinhe a cena. O figurino é repleto de acertos  típicos de Renato Casagrande e de sua assistente. Porém no prologo a escolha das roupas poderia ser mais precisa. Quanto a iluminação, o que posso dizer é que certamente houve uma rascunho de uma ideia, no entanto na filmagem que assisti, mais atrapalhou do que pontuou.                       

                                              A simbologia, o lúdico, a poesia, tudo converge para um bom efeito que será certamente objetivado com mais tempo de pesquisa e trabalho. As rápidas transformações, a corrida de cavalos de pau, a composição dos velhos, são méritos dessa capacidade do grupo em compor produtos rápidos, mas tudo deve ser mais ensaiado para chegar ao padrão do Máschara.

                                              Terminei o espetáculo tocada pela forma cândida como  o enredo foi fechado e parabenizo a atitude corajosa de manter viva a chama do teatro. O Máschara sempre desponta se reinventando e impedindo que esqueçamos a necessidade da arte.



                                                           Arte é vida


Clara Devi (***)

Laura  Heger (**)

Nicholas Miranda (***)

MArtha Medeiro (***)     

Kauane Silva (***)                                          

Elenco de Menino do Pastoreio, mais um sucesso do Máschara


 

domingo, 13 de setembro de 2020

Sob o olhar de Martha Medeiro - Electra de Sófocles

A importância da semiótica dentro de uma obra artística é visível na cena da aluna Martha Medeiro que sob orientação do diretor Cléber Lorenzoni da voz à signo, simbolo e apelo visual as sensações ditadas por Sófolces em Electra

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

O ator Romeu Waier dando vida a dor de Medeia

Cristo deu a vida por seus filhos, e Medéia? 
Esse raciocínio parte de uma reflexão muito interessante que merece ter espaço entre as discussões propostas pelo teatro da ESMATE . Eurípedes nos deu uma princesa feiticeira repleta de mistério, força e passionalidade, Romeu Waier nos fala dessa mulher com uma vivacidade, uma força incríveis. 
Quem são as Medéias entre nós?


 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Hécuba por Raquel Arigony

Raquel Arigony busca em mulheres oprimidas e vitimas de atrocidades no lar, inspiração para uma passagem da obra de Eurípedes, Hécuba. O discurso da atriz é recheado de força e de compaixão por um tema tão atual.

 

domingo, 6 de setembro de 2020

O diretor e ator Cléber Lorenzoni vive Andrômaca em uma versão totalmente atual

 Para mim não há como fazer teatro sem procurar conexões com nosso dia a dia, com nossa realidade. A civilização que cai em Tróia vai se repetindo guerra após guerra, e sem dúvida uma dessas civilizações mais sofridas, injustiçadas, é a civilização indígena. Esse foi o ponta pé para me inspirar em minha performance. 

                                 Cléber Lorenzoni


 

Caravana da Solidariedade


 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Eliani Aléssio como Antígona de Sófocles

A aluna da ESMATE, Eliani Aléssio da voz à princesa tebana que se vê perdida entre a lei e seus princípios. A cena tem uma roupagem romântica, quase um olhar renascentista. Impossível não ver na construção da atriz um pouco de Ofélia ou Fedra... 

 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Renato Casagrande serve de corpo para o oráculo dos Deuses

Tirésias profetizou as dores e os sucessos dos Labdácidas todos, Creonte, Laio e Édipo ouviram, mas preferiram dar as costas ao homem dos deuses. Todos pagaram um alto preço. Nessa passagem, Renato Casagrande dá vida ao ser mais enigmático da tragédia grega, mas o mais incrível é certamente a entrelinha das palavras, será que estamos abandonados pelos deuses?

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

905- Análise do quarto episódio dos contos do vovô Erico - Os três porquinhos pobres.

                    A obra infantil de Erico Verissimo passeia visivelmente por outros clássicos da literatura e do cinema de sua época, por isso mesmo não poderia ser diferente com o  texto de Os três porquinhos pobres. O intrigante para mim enquanto assistência, foi ver a forma como a direção mesclou o código cinematográfico no trabalho, usando ainda a ludicidade. 

                      Uma vez ouvi de alguém que a obra infantil de Verissimo é difícil, inferior à sua produção adulta. Triste análise, sua obra é exatamente a variante, a metamorfose e olhar único sobre cada personagem. 

                      Nesse livro especificamente, há para mim uma armadilha no curso dos acontecimentos. Os três porquinhos saíram do "chiqueirinho" e apesar de serem curiosos e aventureiros, pararam no mesmo lugar; ora quando Erico lança essa  obra, Jean-Paul Sartre já perambulava entre nós com seus ensaios filosóficos, já nos questionávamos de onde vinhamos dentro dos vieses do existencialismo. Os três porquinhos são senhores de suas escolhas e radicalmente após perambular pelo mundo obscuro que nos espreita lá fora, decidem ficar em outro "chiqueirinho". O mundo é vasto e Lorenzoni tenta mostrar isso usando uma gama de personagens bem maior que nos outros episódios da franquia. 

                               O jumento, a galinha e Missis Gata são o primeiro trunfo da narrativa. Os três juntos tentam esclarecer as ideias confusas do porquinho Linguicinha, porém as mesquinhezas e inseguranças dos três animais ficam claras quando eles se mostram incapazes de aconselhar. O porquinho acaba precisando sanar sozinho sua duvida. 

                                          Juntos os três "heróis" da historia, heróis por que sofrem todas as influencias e intempéries da narrativa, e por que devem cumprir a "jornada", aquela a que todo herói esta fadado. Nessa jornada os porquinhos divertem-se, sentem medo, entrem em contato com o desconhecido. Não há  vilões, o vilão (lobo) está no filme, na "disney" a vida real é repleta de uma fauna absolutamente atraente e amedrontadora, mas não passa de vida real.

                                    Lorenzoni, Casagrande e Nardes estão muito conectados o que dá ritmo e veracidade a historia. Um jogo a três difícil de ser encontrado. Assistindo da para perceber com facilidade o quanto Vagner compreende bem os códigos de Cléber e vice-versa; do mesmo jeito, Renato consegue criar e pavonear-se sobre as criações dos dois colegas. Uma pena a historia ser tão curta, pois é extremamente prazeroso ver a equipe atuando. 

                                   Clara Devi, Alessandra Souza e Martha Medeiro são coadjuvantes de alto nível. Devi com sua maturidade para com a câmera. Souza com uma cena que foi um delicioso presente de candura e delicadeza. Medeiro rouba a cena e nos deixa um gostinho de quero mais. Talvez um cuidado maior com a dicção abrilhantaria ainda mais a sua cena.

                                       Roteiristicamente há alguns entraves que para o palco não chegam a ser problemas, mas que frente ao vídeo deixam a desejar.  A solução da menina, o ovo que surge do nada, a informação de que eles voltaram ao mesmo lugar, são alguns dos detalhes que poderiam ser melhor alinhavados. 

                                       É preciso ainda voltar o olhar para a iluminação, que melhora a cada episódio, Há sim, sombras, densidades equivocadas de brilho em cenas alternadas. Mas há cuidado com continuidade, ritmo de câmera, troca de focos com precisão. As cenas do filmezinho dentro da historia,  onde os três porquinhos se vêem refletidos, é um escopo memorável, principalmente quando faz alusão ao cinema mudo. O máschara se reinventa e isso nos orgulha. A cada geração, a cada novo ciclo, a cada nova equipe de interpretes que surgem. 

                      O teatro não pode parar nesse momento, mas felizmente os ESMATIANOS conseguem sempre nos surpreender. Hoje eu assisti o vídeo por que Cléber Lorenzoni  me enviou um link, mas acredito que a divulgação deveria ser mais eficaz, mais abrangente. Há muita gente em casa recebendo uma enxurrada de opções, para atrair o público é necessário concorrer, empreender. 

                            Outro pensamento reflexivo que passou pela cabeça dessa senhora, foi quanto à continuação: Outra vez os três porquinhos pobres. Será que a direção do projeto pretende confeccionar um produto que beneficie, que abranja a continuação das peripécias de nossos "heróis"? 

                          O melhor: A criatividade que envolve tantas figuras inusitadas no quarto episódio e a versatilidade do elenco. 

                         O pior: A fragilidade do roteiro de Cléber Lorenzoni.


Clara Devi (**)

Martha Medeiro (***)

Vagner Nardes (***)


                           

                       

Hêmon de Sófocles pelo olhar de Ellen Faccin

O diálogo de Hêmon e seu pai Creonte é um dos mais consistentes e marcantes de toda a tragédia grega, o filho que tenta iluminar a mente do pai, embora seja considerado pela regra natural, imaturo por sua juventude. A aluna Ellen Faccin, orientada por Cléber Lorenzoni, apresenta seu ponto de vista nos primeiros segundos do vídeo e então incorre pela cena com o se estivesse jogando uma partida de Xadrêz. 

 

Em homenagem à atriz Laura Hoover

Parabéns ä atriz Laura Hoover que há quatro anos emociona através de seu talento

 

domingo, 30 de agosto de 2020

Quarto episódio de Contos do Vovô Erico - Os três porquinhos pobres




 Elenco
 Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande, Alessandra Souza e Clara Devi

Ator convidado 
Vagner Nardes

Participação especial 
Martha Medeiro

Direção e Roteiro
Cléber Lorenzoni

Figurinos 
Clara Devi
Renato Casagrande

Cenários
Clara Dvei
Alessandra Souza 
Cléber Lorenzoni

Maquiagem
O grupo

Edição
Renato Casagrande

Um dos inesquecíveis momentos de A noviça rebelde... (2019)


 

sábado, 29 de agosto de 2020

Fragmento de Sófocles pelo aluno Rick Artemi

O aluno Rick Artemi consegue encontrar conexões entre a imposição do rei Creonte sobre a princesa Antígona e a realidade da sociedade atual. Leis imutáveis, imposições despóticas ou o interesse do cidadão? A princesa Antígona bem pode ser cada um de nós que por tantos motivos estão emparedadas pelos mandantes que detém o poder...

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A atriz Alessandra Souza incorpora a personagem Ana Terra em parceria máschara/cvc


 

Fragmentos de teatro grego -pelo aluno Vagner Nardes

O ator Wagner Nardes nos apresenta um olhar perspicaz sobre  uma passagem da tragédia Édipo de sófocles. Aqui  orientado pelo professor Cléber lorenzoni o aluno consegue fazer uma ponte entre o ontem e o hoje comparando a situação do povo de Tebas com a comunidade LGBT que sofre perante os desmandos e a truculência dos governantes.

 


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

ESSA LIGAÇÃO É PARA VOCÊ - CURTA METRAGEM DE ROMEU WAIER

                                         Existem três tipos de obras, as que perdemos tempo assistindo, as que são para se assistir mas não merecem ser debatidas pois vieram prontas demais, e finalmente as que servem para serem discutidas, pensadas entre um chop e a fumaça de um cigarro... 

                                           Como apreciadora da arte, meu olhar sempre acaba se voltando aos alunos da ESMATE e suas criações. Por que? Talvez por que para mim o novo tem grande valor dentro daquilo que chamamos de  vanguarda. 

                                     A arte do jovem artista panambiense é muito clara e refere-se visivelmente ao olhar artístico de um jovem que anceia por dizer ao mundo que exala pontos de vista. O curta de Waier mostra-se extremamente atual, mesmo que sua trama pareça brincar com o atemporal. A curva bastante acentuada é que nos segura atentos até o ultimo suspiro, aliás a curva dramática é o recurso mais importante que temos e indispensável para mantermos uma plateia atenta quando ainda nos falta outros recursos, aqui ela aparece na escolha da trilha, no apelo visual, na ação das personagens, enfim, no todo...


                                                Rick Artemi brilha no curta como "um de nós" perdido, confuso, no hoje e no ontem. Sua curva dramática aparece também de forma física e ele brinca maravilhosamente com a câmera sob a direção de Waier. Gosto de vislumbrar jovens diretores, nesse confuso começo de carreira, ouso dizer que é seu melhor momento, afinal é quando artistas podem criar sem medo de errar, sem um "nome" sem um "estilo" reconhecido que os obrigue a escolher certos caminhos.

                                                     Lembro de Waier da Paixão de Cristo do Máschara e de A Hora da Estrela, trabalhos bastante diferentes, mas nos quais ele sempre se destacou por um "q" a mais, um diferencial até mesmo entre os colegas de cena. Jorginho como o pessoal do teatro carinhosamente o chama é daqueles artistas que tem uma plena noção do que acontece ao seu redor. Talvez por que tenha nascido para ser diretor, talvez por que tenha uma vocação para o cientifico da arte... Torçamos que cresça com humildade e devoção.

                                       Seu curta reflete sua arte, mistura o atual com o extremamente atual de Brecht. À mim quem sofre não é o paciente de Covid, ou o sujeito que espera a liberação do auxilio, quem sofre é o artista de cidade pequena que tem ideias mas falta-lhe oportunidades, o jovem empreendedor cheio de vida artística. 

                                     Seu "alternativo" é bastante perspicaz, e as cartas na manga resumem a resenha de forma chocante. O fim nesse sistema confuso, nessa pandemia estapafúrdia, só pode ser  a morte. A morte de quem não encontra liberdade, de quem não encontra soluções entre as velhas formulas , entre as velhas regras. 

                                         Minha admiração ao jovem diretor e ao jovem ator. 

                                         Arte é vida.  



                                        A Rainha


Apresentação de trabalhos dos alunos da ESMATE


 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Uma homenagem merecida no dia do teatro

Há dezenove anos, esse artista coerente e ético se dedica ao Máschara, temos muito orgulho de sermos colegas do ator Ricardo Fenner
 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Análise de Contos do Vovô Erico - Episódio III

 O Lúdico 


                      Nas adaptações de Cléber Lorenzoni para o palco ou agora para o vídeo, há uma regra, simples, mas significativa: o lúdico. As obras do Máschara sempre tem um "quê" de poesia, de beleza quase clichê ou simplória, mas que nos toca na medida certa. Em Tartufo os personagens pareciam crianças brincando, se divertindo. Em Macbeth de Shakespeare os próprios atores eram espectros que flutuavam pelo palco assombrando Lady Macbeth. O que falar de Esconderijos? Com seu aquário de tule, ou ainda as transformações absurdas em A Maldição do Vale Negro. 

                     Ser ator é manter viva a criança dentro de nós, Cléber Lorenzoni passeia maravilhosamente com nossas idades. Ser ator é estar pronto, é ser profissional, é ser ousado e ao mesmo tempo partícipe da criação. Até por isso esse diretor faz de tudo para exigir um leque de possibilidades e habilidades de seus atores. Com alguns funciona, artistas ambiciosos que querem aprender mais e mais, buscar, que não se acomodam. Aliás acredito que essa seja a premissa da ESMATE (espaço Máschara de teatro). 

                     Quando assisto à Os contos do vovô Erico, observo o quanto se mergulha sem proteção em novas possibilidades, o quanto ousa-se, o quanto arrisca-se. E ainda arrisco em  dizer que sempre que a ousadia vem atrelada à sinceridade, a uma busca verdadeira pelo novo, não há como errar. 

                     O espetáculo O castelo Encantado foi dissecado e rende a cada semana uma nova trama, "adaptada", ou seja, há Verissimo, mas há muito Lorenzoni.  

                     Talvez soe assim: -Essa senhora só fala do diretor". É que o vídeo é a arte do diretor, enquanto obviamente o teatro é a arte do ator. No palco, o ator cria e recria, o ator tem poder sobre sua criação. Porém frente à câmera, o ator é usado, pinçado em gotas para dar vazão às formas, imbróglios que vão se formando na mente do diretor. Então esta senhora vai dar uma dica: "abra-se, entregue-se para que o diretor  possa fazer arte através de ti". 

                     Esse momento de enfermidade epidêmica vai gerar novos olhares e pensares sobre as artes, alguns se reinventarão, outros se tornarão ultrapassados e quase superados. Que é o que costuma acontecer com artistas que param no tempo, por falta de estudo, de busca, de curiosidade no "outro". Ser artista é querer compreender o outro. O eu mesmo nos acompanha todos os dias, é o outro que me confunde, me interroga, me encuca, e finalmente me desafia.

                             A historia do Urso com música na barriga me faz pensar no mundo das crianças, as vezes ilógico, onde vilões e mocinhos mudam de posição de forma rápida. Uma vez Lorenzoni me disse que quando montava espetáculos infantis não tentava se colocar no lugar das crianças, mas lembrar do que mais gostava no mundo ao redor quando era criança. Algumas gags são impagáveis, como quando o urso aqui interpretado pelo próprio diretor, debocha do jeito dos contadores de historia. Sacadas rápidas que fogem à regras caretas de tratamento dada aos protagonistas "bonzinhos" de algumas peças infantis. 

                              O teatro dentro do teatro, dentro do vídeo é a parte mais divertida desse terceiro episódio, fica claro para a assistência que trata-se de um jogo de faz de conto, (teatro). E então o teatro filmado se cumpre. A menina que se diz a responsável pelo cenário nos oferece uma noção de tridimensionalidade do teatro. Há alguém que dirige, há alguém que organiza os objetos da historia e finalmente alguém que interpreta. O contador, que pode ser o escritor, que pode ser o dramaturgo, faz a criança delinear uma estrutura organizada, que é a que rege o teatro. 

                                 Stalin Ciotti interpreta o menino Rafael, o menino curioso que quer descobrir por que o urso toca musica, talvez esse conflito não tenha sido aproveitado o suficiente. No entanto a interpretação do ator é bastante interessante, há de se aprimorar algumas intonações.  A dobradinha Alessandra Souza e Renato Casagrande revela um jogo muito gostoso e ágil, embora como disse antes, essa subjetividade mescla o trabalho dos atores e a edição dos diretores. 

                                           Clara Devi brinca com a câmera, conversa com ela de forma muito perspicaz, tem melhorado muito sua dicção, a atriz deve e merece ser mais aproveitada.  Aliás dentro da hierarquia do Máschara pela qual sou muito interessada, acredito que Devi deve ocupar um espaço maior.

                                           A trama se desenrola de forma rápida como nos outros episódios dos contos adaptados. de Erico e que fazem parte da franquia do Máschara. No entanto me pareceu que o final termina de forma muito rápida, embora a sequencia do ator Stalin Ciotti correndo para uma rotunda e revelando o maquinário do palco, nos dá a medida exata da ideia de Lorenzoni e por que não dizer de Casagrande, que certamente deveria parecer também coimo diretor nos créditos finais.

                                        

                                        O melhor: O trabalho de edição na construção do trabalho.               

                                                       O pior: alguns momentos em que infelizmente percebe-se uma falta de equipamento para a edição. 



                                 Arte é vida, em todas as suas formas...


                                      A rainha

Clara Devi : ***

Stalin Ciotti :**

Alessandra Souza :**

Renato Casagrande : **



                               


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Contos do vovô Erico - Episódio II - A vida do elefante Basílio

 Grandes idéias, poucos recursos...


                     ... Essa  talvez seja, a principal característica do terceiro teatro, o primeiro e o segundo se promovem através dos grandes patrocínios de estatais, empresas, governo, enfim... O Máschara sempre se destacou pela capacidade criativa, as soluções rápidas para fazer o que poucos conseguem fazer com o pouco que se tem. A franquia de contos do vovô Erico, carrega consigo essa necessidade de manter viva a arte em meio a pandemia, a necessidade do contato com o público. 

                       O trabalho de adaptação é algo muito delicado, como dissecar uma obra sem colocar em risco sua alma, e mais, como detectar a alma de um autor, dramaturgo, etc... O teatro sempre lida de alguma forma com as adaptações, afinal, o que vamos contar em uma montagem de um determinado texto não é o mesmo que outro diretor quis contar. Admiro por exemplo e muito o cuidado e trabalho que o Máschara teve com os grandes clássicos: Antígona, Tartufo e Macbeth respectivamente em 2000, 2001 e 2002. No entanto, em 2005, 2006, 2015 e 2019 a Cia. mergulhou em obras literárias, Verissimo, Quintana e Lispector. Eles ganharam vida através do olhar dos atores do Máschara, com suas impressões e reflexões. As vezes essas reflexões são tão ousadas que desagradam leitores ou fãs.

                      A obra infantil de Erico havia sido visitada em 2005, e o trabalho que levou o nome de O Castelo Encantado, parecia um pot porri que acaba por ter um sentido em si próprio, ou seja, não era a obra infantil de Verissimo, era uma nova historia à partir do escritor. Erico. O que conhecemos ali são diversos personagens em uma colagem, uma colagem que nos conta uma nova historia. 

                        Nos contos do Vovô Erico, Lorenzoni decide contar separadamente cada historia, embora, una todas as obras através dos contadores. Contadores esses que aliás se comunicam muito bem com o público. Renato Casagrande, Cléber Lorenzoni, Alessandra Souza e Clara Devi se comunicam de forma muito verdadeira e persuasiva, algo que eu chamaria de presença e que não é fácil de se adquirir. 

                          A primeira parte toma forma de contação de historia, o que aprecio muito, mas credito que ali,  Alessandra e Clara poderiam ter investido mais em suas criações. Renato Casagrande surge como o malvado dono do circo e Souza está impagável como o gnomo de cavanhaque magenta. Clara Devi nos apresenta a menina criada por Lorenzoni para ser a interlocutora do drama de Basílio. Seu nome, uma homenagem a filha de Verissimo, Clarissa, pena que a dicção da atriz tenha transformado em Clarita. Ora, corpo, voz e expressão precisam ser um só! 

                          Cléber Lorenzoni triangula muito bem como Basílio e as soluções encontrada pela edição, solucionam o espaço de filmagem que se tornou imenso na tela. Basílio quer ser uma "barbuleta" , Erico se torna extremamente contemporâneo, atual. "cada um pode ser aquilo que quiser". A solução não ficou muito bem resolvida, no palco ela funcionava, mas o lúdico ou cênico no tempo do cinema, é diferente do tempo do teatro. 

                           Penso que há alguns problemas de edição que não vi no primeiro vídeo, como a voz desencontrada da ação labial dos artistas, o fundo vermelho estourado, mas como já disse na crítica anterior, são detalhes que surgem na busca de um novo jeito de fazer arte. Quem erra tentando fazer seu melhor merece toda nossa compreensão. 

                           O lúdico fica a cargo do teatro na tv. Não se trata de cinema, se trata de teatro filmado. Isso é importante ser mensurado, principalmente pela grandeza do projeto. O público, acostumado com o cinema ou outros programas de tv, não tem mais contado direto com o teatro. No entanto a linguagem cênica do teatro, onde as coisas se transformam em nossa frente... Um ator sobre as costas de outro vira um elefante, uma atriz de joelhos é uma criança. Enfim, uma linguagem necessária para o mundo infantil.

                           Indico aos atores que cuidem a pronuncia, a dicção e a continuidade. No mais, orgulhosa com tanta entrega.


                           A vida do elefante Basílio

                                    

O melhor: A comunicação dos atores com a câmera

O pior: A falta de dicção em alguns momentos.


                                    Direção : Cléber Lorenzoni

                       Roteiro: Cléber Lorenzoni

Edição: Renato Casagrande

Iluminação: Alessandra Souza e Renato Casagrande

Figurinos: Clara Devi

Caracterização: Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande

Direção Geral: Cléber Lorenzoni

Elenco:

Cléber Lorenzoni

Renato Casagrande

Alessandra Souza

Clara Devi - (**)



Arte é vida


A rainha




Dia de homenagear o ator Stalin Ciotti

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Contos do vovô Erico - episódio 1

Teatro em TV

                       Aguardava ansiosa por mais uma das deliciosas loucuras do Máschara, tenho aliás, assistido calada várias ações que esses famigerados têm fabulado para que o teatro mantenha-se vivo. Não sei ao certo de quem partem essas ideias transloucadas e que acabam sempre funcionando, mas creio que Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande tomem a frente nesses intentos cênicos e criativos. Há de se reinventar sempre, essa é a principal premissa do artista. Do bom artista. Ainda em duas ou três semanas atrás (essa pandemia parece nos roubar a noção do tempo), assistíamos à fragmentos de Shakespeare, interpretações riquíssimas ainda que engatinhando nesse novo jeito de fazer teatro. Abrir mão do palco, do público, da contação de historias, deve ser muito doloroso para quem nasceu para isso, por isso mesmo vi olhinhos brilhando, e me senti, acreditem, em pleno teatro. Não vou aqui me aprofundar nas lives, mas preciso parabenizar os artistas que mergulharam em grandes papeis de Shakespeare. Alguns são alunos e precisam visivelmente de mais estudo, mais aprofundamento, mas sua garra, ah! não há como não se emocionar. 
                            Fiquei sabendo há alguns dias que o trabalho no palacinho corre de vento em popa, me preocupei com os atores e torço que tudo o que estiver sendo feito, esteja cercado de cuidado. Hoje acordei e enquanto degustava meu desjejum, fui surpreendida com a presença de Renato Casagrande pelo canal 16 de Cruz Alta, tv Câmara. Não aviei ninguém, confesso que sou ciumenta com meus achados, somente quando mais tarde percebi que tratava-se de reprise e que se repetiria no decorrer do dia, chamei os netos. A maior não se interessou muito, compreendo, a narrativa é bastante infantil, e deve ser, afinal trata-se de uma obra direcionada para um público bastante especifico, o menor em contra partida passou o dia inteiro imitando o trenzinho das "bonequinhas robôs". 
                               Ora, há em Contos do vovô erico, uma licença poética, uma adaptação, já que trata-se da filmagem de um espetáculo teatral, e não do livro O Castelo Encantado. O maior paradoxo aqui, é a presença do próprio Erico, interpretado por Renato Casagrande. Um trabalho delicado, o ator passeia de forma tranquila pelo universo dos personagens anciãos. Alessandra Souza volta a viver a pequena Rosa Maria, e o faz de forma muito eloquente. O cenário simples brinca com tamanhos, proporções. As vezes falta o teor técnico da continuidade cinematográfica. Porém reconheço que há um esforço no apuro do trabalho. 
                                   Todo o desfile de personagens que Erico elenca em seu livro, é reduzido, até pela necessidade de o vídeo cumprir um determinado tempo pré estabelecido. Acredito que cumpre, senão como entretenimento, como forma de conhecer um pouco a obra infantil Verissimiana. 
                             O figurino assinado por renato Casagrande e pela assistente Clara Devi, são a cereja do bolo. e ao lado da maquiagem, encanta enquanto obra exclusiva. Cléber Lorenzoni novamente se destaca como o grande e inventivo diretor que é, talvez enquanto ator pudesse ter sido mais contundente no Sr. Mágico, papel tão importante da obra do autor em questão. Porém deve ser difícil assinar tudo, figurino, cenário, direção, roteiro, adaptação e ainda ser o produtor do projeto, (produtor: aquele que tem a ideia, encontra os meios e faz). 
                                 No elenco de apoio: Vagner Nardes, que sempre se destaca, seu codinome pode muito bem ser: criação. Stalin Ciotti, Lú Maicá, Clara Devi, Martha Medeiro e Kauane Silva. As ultimas três como as lindas bonequinhas que deixaram um gostinho de quero mais. Os duendes cantores poderiam ter sido mais explorados, falta do diretor e de trabalho de atuação. A pegada das notas musicais por exemplo, é uma ideia genial, mas não é bem aproveitada. 
                                 A cena final encanta pela candura, do avô que aconselha a menina a usar a máscara, um depoimento desse tempo terrível o qual estamos passando e que ficará para sempre imortalizado através na obra. 
                                Orgulhosa aguardo os novos episódios de Contos do vovô Erico. Trabalho, homenagem e presente do Máschara a nossa cidade. 
                     
                        O melhor: O trabalho em equipe dos diretores Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande.
                       


                               Arte agora é ainda mais vida!


                              A rainha


                           Clara Devi (***)
                           Stalin Ciotti (**)
                           Vagner Nardes (***)
                           Kauane Silva (**)
                           Lú Maicá (**)
                           Martha Medeiro (**)
                    
                        

Contos do Vovô Erico - episódio 1 - O Castelo Encantado


sábado, 18 de julho de 2020

O olhar crítico de Ellen Faccin e Douglas Maldaner para Romeu e Julieta

Toda obra de arte fala por si mesma, toda obra de arte se auto-afirma em si mesma, pois já é por si só, digna de todo respeito. Toda obra se transforma em nova obra a partir da contribuição de cada novo artista. Elle Faccin e Douglas Maldaner nos fizeram repensar nos por quês obscuros em Romeu e Julieta

Palacinho do Máschara- arte por todo lado


A noite de sábado- Romeu e Julieta com Douglas Maldaner e Ellen Faccin

Arte de Ellen Faccin

Cléber Lorenzoni em caracterização para mais uma criação da ESMATE


Cléber Lorenzoni e Nicholas Medeiros com bom exemplo estético


O diretor Cléber Lorenzoni nos presenteia com outro olhar sobre o personagem Ricardo III, Tendo como colega de cena o ator Nicholas Miranda como Rainha Elisabeth, ambos criaram uma obra de valor istético muito ousado para a semana de leituras de Shakespeare.

Ricardo III por Cléber Lorenzoni e Nicholas Miranda


Renato Casagrande e Eliani Alessio emocionando em Macbeth

A ESMATE oferece aos alunos, espaço para criar e produzir arte, livre de preconceitos e barreiras criativas. Renato Casagrande e Eliani Alessio surpreenderam pela cena de despedida entre Lady McDuff e seu filho. Poesia e leveza resumiram a ideia da cena.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

A tragédia de sangue volta ao palco nessa quarta feira

Arte de Renato Casagrande


Raquel Arigony e Stalin Ciotti em divertido momento cênico

A cena desta terça feira, teve como maior mérito a simbologia e o uso dos recursos cênicos no encontro poderoso entre Catharina e Petrucchio. A construção das personagens foi outro acerto da dupla de atores que soube adaptar a relação entre os personagens do bardo.



terça-feira, 14 de julho de 2020

A semana de Shakespeare da luz à comédia A megera domada com os atores Raquel Arigony e Stalin Ciotti

Arte por Raquel Arigony

O mergulho dos atores Martha Medeiro e Cléber Lorenzoni

Ricardo III é uma das mais poderosas obras de vilania de William Shakespeare. Cléber Lorenzoni aprofunda-se e domina a câmera de forma visceral, Marta por outro lado, revela dedicação em uma cena longa e sedutora. A noite foi de muitos méritos, o maior deles a troca e o aprendizado oferecidos.

segunda-feira, 13 de julho de 2020