sábado, 30 de outubro de 2010

A Estréia de O Castelo Encantado em 2005




















Gelton Quadros, Alexandre Dill, Cristiano Albuquerque, Lauanda Varone, Kellen Padilha, Tatiana Quadros, Lilian Kempfer, Ezequiel Mattos, Rafael Aranha, Dulce Jorge, Miriam Kempfer e Cléber Lorenzoni

O primeiro elenco de Lili Inventa o Mundo-2006


















Kelem Padilha, Daiane Albuquerque, Tatiana Quadros, Rafael Aranha e Cléber Lorenzoni

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Fada Morgana

Em Homenagem aos 14 anos de Bulunga O Rei Azul, uma pose da Fada Morgana, personagem de Pedro Bloch interpretada por Cléber Lorenzoni

Em Breve...

Em Breve os mais 
destacados de 2010

Diário de Bordo XXXII - A Maldição do Vale Negro no Art in Vento

A Gente se quebra, mas em cena, quando vê o olho do colega de cena...

Quando Cléber Lorenzoni há quinze anos atráz, leu a peça "A maldição do Vale Negro", sentiu algo forte no peito, um carinho pelo texto, um apego aquelas palavras "tão dificeis em nossa época", e provavelmente não imaginou que um dia estaría ele dentro das entrelinhas do mais marcante texto teatral de caio Fernando Abreu. Isso deve ter haver com o fato de realmente tudo ter sido escreito muito antes. Maktub. O fato é que agora, anos depois a peça ganha vida e vira um dos espetáculos mais divertidos que tmeos visto em muito tempo e merece integralmente cada um do troféus recebidos no festival em que participou nesse mês de outubro. A Maldição é um exercício, uma maravilhosa resenha sobre o que três atores conseguem fazer com energia e vontade sobre o palco. Tem um pouco de farsa, um pouco de sátira, perpassa o pastelão e o besteirol, em cena vemos até um pouco da velha e boa bufonaria. Tudo isso sobre a égide do Melodrama.  Alguém disse que era uma bagunça ordenada, longe da pièce bien-faite, o que discordo, afinal toda confusão alí presente foi ensaiada para assim o ser. E tudo acontece harmoniosamente, freneticamente, absurdamente.
Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner e Gabriel Wink dão uma aula de interpretação, longe de demagogias, já era sabido seu talento, Cléber Lorenzoni revigora-se a cada apresentação e como disse a bailarina Rubiane Zancan, "O Cléber nunca é igual, cada vez que vou vê-lo em cena fico me perguntando, qual é o Cléber, tamanha é a mudança que ele mostra em cada espetáculo". Gabriel Wink já mostrára sua veia humoristica, mas as três personagens que encorpora nesse espetáculo são inacreditáveis, verossímeis e totalmente diferentes. Ricardo Fenner é um novo ator. Sempre disposto a criar, a evoluir, esse jovem vai longe...
Por tráz da cena, Renato Casagrande e Alessandra Souza, discrétos mas presentes, trajados de preto, perambulando por tráz das rotundas e auxiliando o elenco no outro espetáculo que não vemos, naquele que ocorre nos bastidores, nas trocas de figurino, na correria em nos apresentar o melhor.
A Maldição do Vale Negro teve tríplice aliança, Cléber Lorenzoni com sua criatividade excessiva, Dulce Jorge perfeccionista no trabalho dos atores e a iniciante diretora Angélica Ertel, repleta de idéias de vanguarda. 
Mas quem subiu ao palco não foram apenas os sete personagens do texto, ou os sete integrantes do Máschara que deram vida ao sonho aliádos a Roberta Corrêa. Mas sim os nossos velhos conhecidos atores idiossincráticos da Cia. Máschara de Teatro. E aí a diferença é muito grande.  Coisas incríveis acontecem dentro das quatro paredes de um grupo de pessoas que convivem durante anos. Exageros, ciúme, desentendimento, virtuosismo, falsidade, hipocrisia, preguiça, descontentamento, gana, e outras tantas emoções e sentimentos misturados formando a colcha de talentos e faltas de um grupo de quase vinte anos de existência.
Talvez tudo isso faça do Máschara uma equipe mais forte, talvez tudo isso alimente a gana que ocorre no palco. Mas isso também reflete-se na infeliz desprecisão da parte técnica que tanto deixou a desejar. A iluminação e sonoplastia quase colocaram tudo a perder, e só não o fizeram, por que como já sabemos, o teatro está sempre na mão dos atores. Mas o mais triste é a falta de humildade e respeito que se abate sobre alguns integrantes. Quando não há respeito o trabalho vai enfraquecendo. Quando não se reconhece o erro, não se é admirado e não se aprende com ele. Quando só enchergamos os erros dos outros, e nunca os nossos aí fica difícil ter credibilidade para um dia sermos os guias de algum trabalho.
O Máschara trouxe portanto quatro troféus merecidíssimos, embora eu pense que Ricardo Fenner merecesse também uma indicação, pois como já disse, aqueles atores sobre o palco foram um só durante a cena. Mas festival é isso, o olhar de três pessoas sobre algumas obras. O resultado de um festival não é um decreto sobre o talento ou a ausência dele, é apenas o ponto de vista daquelas pessoas sobre uma das tantas apresentações que um espetáculo fará. Troféu no fim das contas servirá para segurar portas, para cobrir-se de pó, para ser morada de cupins. O que realmente fica, é o debate, a explanação do público e aí incluo o júri. O riso frouxo e alto de outros atores que se fazem presente. O melhor premio é a recordação que um espetáculo deixa. É a certeza, ao ser aplaudido em pé, que aquela apoteose construída em uma hora ou mais de espetáculo ficará para sempre. Rosalinda, Úrsula, Maurício, Rafael, Vassili, Jezebel e Ágatha, jamais serão esquecidos e isso é o verdadeiro exercício teatral, que gera inspiração (não cópias), mas idéias artísticas. Aqueles que ficam desfazendo da arte, criando problemas, dificultando o verdadeiro teatro, não perceberam que serão esquecidos rapidamente, serão o pó dos troféus.  
A Maldição do Vale Negro durou pouco mais de uma hora na Câmara de vereadores de Osório, foi noite de Ágatha, Maurício e Rosalinda. Digo isso por que há dias em que a noite é da dupla de ciganos. Cléber Lorenzoni esteve fora de sí, ligado, intenso ao extremo. Surgiram novas piadas, e soube dar a curva precisa do espetáculo. Ricardo Fenner de uma leveza encantadora. Soube aprender muito bem as técnicas de seu grupo e tenho que elogiar seus pés. Ricardo Fenner atua muito bem até com os pés. Gabriel Wink é um ator que me desconcerta, com aquele jeito de "no mundo da lua", é tão sagaz na cena, e tão disposto ao jogo! Não considero nenhum espetáculo pronto, mas se existe essa classificação, A maldição é um espetáculo pronto. Carece claro de uma equipe técnica mais profissional, mas no quesito palco, está pronta! E tudo isso faz do Máschara também um grupo dos sonhos, onde, apesar de ser tão difícil fazer bom teatro no interior, o fazem, onde apesar da ausência de um método científico, há técnica, experimento e arte! Deve ser por isso que o ator Gabriel Wink encerrou a premiação considerando que grupo dos sonhos é aquele onde apesar dos problemas, quando se entra em cena e vê o olho do colega cheio de gana, se percebe que se está no lugar certo! Ao menos para quem valoriza o teatro!




                        A Rainha



Aniversário de Bulunga o Rei Azul

27 de outubro   

14 anos de Bulunga O Rei Azul

Parabéns
Dulce Jorge
Cléber Lorenzoni
Diulio Penna
Adriane Fiuza
Zenaide Perez
João Paulo
Gogo
Adilson Sates
Carolina Monteiro
Bibiana Monteiro
Diva
Alexandre Dill
Naiara
Simone De Dordi
Taciara
Arine Pedrotti
e os produtores
Jorge e Dione Silva

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Ator Cléber Lorenzoni

Os Indicados e premiados como "Melhor Ator"


2015

Cléber Lorenzoni como Rosalinda no 1º Festival da Cidade dos Anjos (Santo Angelo) 34ª Indicação

2014

Cléber Lorenzoni como Fred em Feriadão no FESTVALE (Rolante) 33ª Indicação
2012

Cléber Lorenzoni como Ericão - no Art in Vento de Osório 19º Troféu

Cléber Lorenzoni como Gata  no Art in vento de Osório - 31ª Indicação.

2010


Cléber Lorenzoni como Rosalinda - no Art in Vento de Osório 18º Troféu

Gabriel Wink como Ágatha,`Vassili e Rafael no Art in Vento de Osório -1ª Indiação

Cléber Lorenzoni como Rosalinda e Úrsula - 11ºFestival de Itaqui- 29ª Indicação

2008

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – 1º FETTEN – 28ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 1º FETTEN- 17º Troféu

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – XVº Erechin – 16º Troféu

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – XVº Erechin – 15º Troféu

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – 10º DOMPA – 14º Troféu

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 10º DOMPA – 13º Troféu

2007

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 14º FERTAI – 12º Troféu

2006
Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 5º FESTSALTO – 11º Troféu

2003

Cléber Lorenzoni por Noivo em Bodas de Sangue –Xº FERTAI – 20ª Indicação


2002

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth – XIIIº FETARGS – final 10º Troféu

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth – XIIIº FETARGS – 18ª Indicação

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth- 16º CANELA – 9º Troféu

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo- 2º FESTSALTO – 8º Troféu

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth –9º FERTAI – 7º Troféu

2001

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo –XIIº FETARGS final – 6º Troféu

Alexandre Dill por Orgon em Tartufo –VIº Santiago em cena- 1º Troféu

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo – VIº Santiago em cena – 13º Indicação

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo – XIIº FETARGS – semifinal -12º Indicação

2000

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – XIº FETARGS –Final 11ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – Iº FESTSALTO – 10ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – XIº FETARGS –Semifinal 5º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – IVº Santiago em cena- 4º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – 2º Uruguaiana – 3º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – 2º Rosário sem Cena- 6ª Indicação

1999

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – 1º Uruguaiana – 2º troféu

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – 9º Guaíba – 4ª Indicação


Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – VIºFERTAI - 3ª Indicação

1998

Cléber Lorenzoni por D.Flávia em Dorotéia – IXº FETARGS semifinal 2ª Indicação

1997

Alexandre Dill por Tudo Azul em Bulunga – VIIIº FETARGS semifinal 1ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Morgana em Bulunga VIIIº FETARGS semifinal 1ª Troféu

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – 7º Guaíba – 5ª Indicação


Diluio Penna por Andre em Um dia a casa cai – IVº FERTAI – 4ª Indicação

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – IVº FERTAI -1º Troféu

1996

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – VIIº Fetargs semifinal- 2ª Indicação


Diulio Penna por Leônidas em Cordélia Brasil – IIIº FERTAI – 1ª Indicação

1995

Eduardo Gonçalves por Júpiter em O dia em que Júpiter encontrou Saturno – IIº FERTAI – 2ª Indicação

1994

Eduardo Gonçalves por André em Um dia a casa cai-1º FERTAI -1ª Indicação

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Diário de Bordo XXXI - Feriadão - tomo 91- em Antonio Prado

Arte Educação

            Quando o teatro é usado para educar, ensinar, ou impor um ponto de vista, ele se afasta do intuíto inicial, que é o de instigar as pessoas a terem seus próprios pontos de vista, a decidirem por sí só o que consideram certo ou errado. A arte não pode ser impositora, ela é a expressão de milhares de inspirações do homem para com a existência, como ninguém sabe realmente o que é certo ou errado, então não há como querer decidir pelo público. 
             No que diz respeito ao teatro infantil, o teatro certamente chega mais perto do limite entre educação e arte. Mas ainda penso que é preciso tomar cuidado para não impor pontos de vista de uma determinada época, lugar ou situação. 
               Em Antonio Prado assisti mais uma vez Feriadão, aliás não assistia esse espetáculo há muito tempo. E me pergunto por que continua sendo apresentado se é tão pouco ensaiado, trabalhado. O Texto de Feriadão é simples e parte da premissa de duas familias que hajem uma dentro do princípios ditados certo no trânsito e a outro nos errados. Mas o espetáculo ultrapassa a questão do trânsito indo9 esbarrar nas questões de mobilidade das pessoas. no movimento, na ação interna e externa, nas intenções. No ato das pessoas que desencadeia outra seqüência de fatos. Será que o elenco ainda lembra desses fatores? Um espetáculo é reflexo de pesquisa, de compreensão, de postura. Em Feriadão parece que muito se perdeu desde sua estréia em 2002. Do elenco original apenas Cléber Lorenzoni. 
                Gabriel Wink é muito bom em modificar tipos rapidamente, em compor personas diferentes, mas falta ensaio, treino, prática naqueles pais. Alessandra Souza substituindo, que lástima, uma caminhada tão positiva nos últimos dias, e então essa substituição pouco preparada. O restante do elenco estava afiado, cantavam, não em uníssono, mas enfim. Me agrada se for apresentado assim, na rua, em lugares alternativos, mas para o palco, necessitaria de mais. De maior verdade, maior aparato e técnica. 
                  Um grupo de teatro como o Máschara que dura mais de 15 anos, acaba vendo várias gerações de atores, e em cada época, novos princípios são trabalhados, novas formas de se ver a arte, ética e estéticamente. Um grupo é feito de atores, espetáculos são feitos por diretores, mas equipes, encenações,  dependem dos artistas. E um grupo de artistas mal preparado pode acabar com uma Cia. Existem dois tipos de artista, aqueles que querem aprender, que são humildes por toda a vida... E aqueles que depois de lerem um livro ou dois, ou ainda de saírem da faculdade, pensam que sabem tudo, que são invencíveis, os melhores. Da para conviver com esses dois tipos distintos de houver respeito. Mas é preciso muito virtuosismo por parte da direção. 
                     Aconselho o Máschara a rever a montagem de Feriadão, o público precisa de mais espetáculos como Lili Inventa o Mundo. E os atores precisam de mais humildade para alcançar o brilhantismo...

                                                                                                 A Rainha

domingo, 17 de outubro de 2010

Malaquias


Gabriel Wink

O Senhor Poeta.
























O Ator Cléber Lorenzoni

Uma das bonequinhas do mundo da poesia...

























A Atriz Alessandra Souza

A Eterna Lili
























A Atriz Angélica Ertel

Diário de Bordo XXX- Lili Inventa o Mundo em Antonio Prado

Uma das últimas lilis

Existem duas formas de se fazer esse espetáculo, ou ele é extremamente divertido, a ponto de fazer as crianças e até os adultos terem verdadeiras convulsões de tanto rir, ou ele é singelo, poético como deve ser... Hoje foi a primeira opção. Teve claro uma parcela de poesia pois alguns atores carregam consigo a compreensão e poesia necessárias.
Gabriel Wink esteve extraordinário, uma de suas melhores interpretações de Malaquias. Renato Casagrande continua infantilóide, Angélica Ertel tentou arrumar o que saiu do prumo.
No entanto é preciso dizer, Lili Inventa o Mundo está com os dias contados. Esse espetáculo estreou em 2006, foram quatro anos de turnês, foram vários intérpretes, foram vários públicos e a peça muito colaborou para o crescimento do grupo. Foi alí que nasceu Renato Casagrande. Foi também uma escola para Angélica Ertel junto com Esconderijos do Tempo. Foi presente para o jogo de Cléber e Gabriel. Foi forma de homenagear O Conto da Carrocinha. Foi forma rápida e prátca de levar teatro a vários públicos. Foi façanha ousada no teatro infantil. Mas é hora de descançar. 2011 pede novo espetáculo e alguns atores de Lili Inventa o Mundo começam a despedir-se. Seu legado principal? Bem se um ser tenha ficado com vontade de alimentar a criança dentro de si e guardá-la para sempre, então, eis o sucesso.


                      A Rainha

sábado, 16 de outubro de 2010

Diário de Bordo XXIX- Lili Inventa o Mundo no 36º Cena às 7

                                                                        Encantamento

              O mais assustador do mundo, é o fato de várias pessoas terem os mesmos sonhos, no entanto devido a vários problemas de diálogo, elas acabam por não se compreender, por não somar seus sonhos vivendo assim cada uma em um mundo diferente. No teatro isso é extremamente prejudicial, quando os atores tem os mesmos sonhos mas não sabem diálogor, cada um caminha para um lugar. O teatro é sublime, mágico, mas as vezes é um dom mal tratado, pouco valorizado.
               Quando um ator não tem mais a arte de encantar, quando não consegue mais perceber a grandiosidade de sua importância, então deve parar de fazer teatro, para não incorrer no risco de afastar o público da arte.
                Ainda mais triste é assistir do palco o público lá embaixo e perceber que nas crianças pouco ou nada restou do encantamento da infância. Nesse domingo ví o público de crianças de 2 à 10 anos completamente absorto ao que acontecia no palco, bem como o público adulto de pais e mães incluindo adultos que não conduziam crianças. Mas o público jovem, esse não parecia envolvido pela trama das personagens de Mario Quintana. Aí me perguntei, será que Lili Inventa o Mundo tem alguma apelação que desaprova o público? Mas então por que em outras cidades todos gostam tanto de Lili e Matias? Foi então que percebi onde estava o problema... Estava na triste distancia dos jovens cruzaltenses para com a arte. Sim por que Lili é um libelo a beleza do sonhar e do imaginar, sentimentos que vamos perdendo enquanto nos tornamos mais velhos, afinal "vamos querendo aprender tudo tão depressa que não se aproveita é nada". Há de se alimentar o sonho sempre, e guardar a criança dentro de nós, ela está ligada a nossa alma e o dia que essa criança se despede nossa alma perde muito de sua luz.
                  Luis Fernando na sonoplastia pode ser mais delicado com os botões e Diego Pedroso deve aproveitar esse começo na iluminação para aprofundar o conhecimento e talvez tornar-se cada vez mais útil para o Máschara.
                 Nessa apresentação Cléber Lorenzoni guiou o elenco pelo caminho da emoção e da mensagem do espetáculo o que muito me agradou. Essa sequência de apresentações que provém da turnê pela serra acaba por afiar bons e dedicados atores e enfraquecer os que pouco se esforçam, afinal o cansaço e a preguiça podem acabar com o talento.
                 Palmas a Cléber, Gabriel e Alessandra que evoluiram a olhos vistos nessa turnê.

                                                                                                                           A Rainha

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Diário de Bordo XVIII - Lili Inventa o Mundo em Garibaldi

                                                     O efeito puxa-puxa...

                            Embora eu ame de paixão o espetáculo Lili Inventa o Mundo, embora eu o tenha elogiado profundamente na crítica anterior, ainda assim não posso deixar de perceber pequenos probleminhas na peça. As apresentações na serra foram divinas e não quero parecer uma chata criticando tão bons atores. No entanto se não deflagrar os pequenos problemas como esses intrépidos atores vão poder continuar exercendo seu ótimo trabalho?              
                                    Lili Inventa o Mundo já ultrapassou a marca de oitenta apresentações e espero ansiosamente pela centésima intervenção do espetáculo, sendo assim começo a perceber pequenos detalhes que com o tempo vão surgindo e prejudicando um espetáculo que não pode parar devido a seu importante serviço junto ao público infantil. Cléber Lorenzoni continua magnânimo em seu Sr. Poeta e percebe-se a condução que dá aos espetáculos qual maestro que conduz sua orquestra. Mesmo estando em cena ele é capaz de mudar o rumo do espetáculo, agilizar, arrastar, cortar, tudo isso de dentro da cena, o que torna a montagem pulsante, viva. No entanto, em determinadas apresentações, Gabriel Wink e Cléber Lorenzoni tendem a arrastar algumas cenas exageradamente, claro que tem em sua defesa o domínio perfeito, e se falo é por medo de ver maculada tão incríveis atuações. Cabe no entanto tomar cuidado com os rumos das cenas de Sr. Poeta e Malaquias.  Angélica Ertel, como Lili tem sido um acerto contundente, no entanto é necessário tomar cuidado com a infantilização extrema da personagem bem como do personagem Matias. Interpretar crianças é sempre muito difícil, achar o ponto certo da mímise, o tom de vóz, a ingenuidade, a leveza. E embora ambos já tenham caminhado pelo mundo das crianças com maestria, hoje vejo com um pouquinho de abitolação os personagens tema da trama.
                                     Alessandra Souza faz a mais perfeita rainha das rainhas da montagem, por outro lado precisa buscar o trabalho perfeito na rua. Isto é, quando o espetáculo é apresentado na rua precisa de perfeito jogo de cena, espaçamento entre os personagens, noção de que o palco passa a ser todo o ambiente da rua, o palco é tridimensional. Sua parte são todas as partes que sobram do colega, esse paradoxo é muito complexo, e cabe a atriz compreendê-lo rapidamente.
                                       No mais, Lili Inventa o Mundo continua sendo um perfeito exemplo do que o teatro é capaz de fazer com uma bela historia literária.

                                                                                                                          A Rainha

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Diário de bordo XVII- Lili Inventa o Mundo -Veranópolis

                                                Eu acredito em fantasia...                  Ainda em Veranópolis, eu ri, chorei e me diverti com os seis personagens de Lili Inventa o Mundo. Mario Quintana onde estiver deve ficar muito satisfeito com o que o Máschara fez com sua obra. Angélica Ertel não poderia estar melhor e completa o jogo com Cléber Lorenzoni. Daría com certeza troféu de conjunto de atores. Todos afiados, vivazes, pulsantes... O Malaquias é adorável, a rainha das rainhas tão doce, e a fada mascarada divertidissima. Posso dizer que é o melhor espetáculo infantil que já assisti. Em Lili há magia, diversão, boas piadas, bom texto, refinamento, suspense, surpresa e beleza. A cena se adapta, e as crianças entram com facilidade na trama. Para os adultos há a  segunda chance de ser criança. Lili não subestima a inteligência, pelo contrário, nos convida a sermos pra sempre crianças, assistindo ao espetáculo, da vontade de voltar a brincar, de sonhar, de ter esperança.
                    Mas existe um bom motivo para o elenco de Lili Inventa o Mundo serem tão bons, a noção do drama, a seriedade com que se dedica ao teatro infantil.
               


   Como colocar a  figura de nossa senhora em cena? Como transformar um menino em patinho apenas com o hogo cênico? Como não se encantar pelas canções adaptadas por Dulce Jorge?
                    Hoje não tenho que ficar analizando ou criticando, só tenho elogios, e eles devem ir à quem merece...  Parabéns aos atores do Máschara.
                                                                                                                    A Rainha
              
                  

Diário de Bórdo XVI- O Incidente Veranópolis- Tomos 62/63

                  A desunião de sete mortos    

            Por mais que atores sejam profissionais, o que promove um bom espetáculo, é a cumplicidade entre os atores, a permissão de intimidade de uns para com os outros... Nessa quarta, dia 6 de outubro, os sete atores no centro do palco jogavam cada um por sí próprio. Lógo que a cortina foi descerrada eu fiquei assustada. Dulce Jorge não estava presente. Alí já se perdia metade de O Incidente. Alguns atores, aqueles que mais se aprofundam em determinados espetáculos, são todo o espetáculo. Em O Incidente Dulce Jorge é essa atriz.   
            Quando um ator me pergunta por que fazer um espetáculo, por que reapresentar um espetáculo que foi montado há tempos, eu  fico muito irritada. Ora a resposta é óbvia, por que essa é sua função! Os personagens de O Incidente estão sofrendo nas mãos de seus intérpretes. Depois de um tempo, os atores vão esticando suas interpretações, vão arrastando suas cenas, vão dando pauzas longas na tentativa de encontrar seu texto interno. Isso lógicamente acontece por que o ator necessita de novas inspirações, mas ele não pode prejudicar a narrativa toda.
             O professor Menandro Olinda é o personagem mais querido de Erico Verissimo em O Incidente, conta-se que sería um menino, mas que D. Mafalda aconselhou o marido a não fazê-lo pois sería por demais chocante. O que vejo na cena é um Menandro agressivo, revoltado, que nada tem de frágil. Quando o público riu em sua queda, ao final das duas apresentações, fiquei extremamente aborrecida, realmente triste com o rumo da personagem. Talvez essa seja a verdade do ovo intérprete e respeito muito ela, mas o bom ator não pode, não deve mudar toda a cadência de um papel, precisa sim, saber administrá-lo dentro da proposta do diretor.
              Erotildes da Conceição continua cheia de presença, mas é um bom exemplo de choro que já não emociona, a culpa não é da atriz, na verdade é de todo o contexto. O intérprete tem que encontrar mecanismos para não tornar robótica sua interpretação. Tem que estar vivo, aberto para se inspirar com o frescor da arte.
                A atriz que interpréta Rita Paz, fica sempre anciosa por fazer sua cena, na tentativa de acertar, no entanto, o palco não é lugar para tentar acertar, é o lugar para repetir o que criaram no ensaio. João Paz, não é nada generoso. A cena não acontece, ficam ambos os atores se olhando, como se tivesse uma parede entre ambos. Isso me confunde, afnal fora de cena me parecem bastante próximos. E a incível fala "Tenho a impressão que somos passageiros..."Nunca foi dita com a intenção real, aguardo vê-la a anos, tenho esperança! Provavelmente o dia em que seu intépretealcaná-la, festará pronto para fazer um bom Shakspeare.
                 Pudim de Cachaça é outro personagem equivocado. O Jovem ator a quem coube a personagem, faz com vontade, dedicação, mas infelizmente falta-lhe entendimento.
                  Barcelona é um dos personagens mais simples de compor em O Incidente, ao mesmo tempo pode ser totalmente complexo, dependendo da disponibilidade do intérprete. Pena que o ator que o carrega tenha ensaiado tão pouco.
                  Cícero Branco está prejudicado pela falta de texto, parece um simples narrador.
                  Dona Quitéria, ainda que substituída por uma exímia atriz, também não esteve presente.
                  Por outro lado, Incidente continua sendo um libélo profundo que prende a atenção de qualquer público, deve ser, acredito, pela presença dos atores do máschara que estão embaixo daquelas roupas. E os atores do máschara são dignos de admiração, pois tem uma presença, uma energia, um vigor admirável. Pena que tenham deixado um ótimo espetáculo escorrer-lhes pelas mãos!
                  Quanto a casa de cultura de Veranópolis, é sem duvidabastante agradável. Pena que algumas pessoas sejam tão deseducadas. E não tenham sensibilidade para lidar com artistas. Uma casa de cultura não deve ser administrada como um museu, um lugar que respira arte, tem que se adaptar a arte. Precisa procupar-se com o público e com o artista e não com meia díza de engravatados catedráticos que fazem palestrinhas sem graça e pensam que estão fazendo arte.  Mas enfim, para ensinar-lhes realmente o que é arte, teria que começar alfabetizando seus avós!


                                                                                                           A Rainha

sábado, 2 de outubro de 2010

Comissão de Frente da Imperatriz - 2007



















Em pé: Marcele Franco, Luìs Henrique, Gabriel Wink, Geltom Quadros, Luìs Fernando, Rodrigo.
Sentados: Tatiana Quadros, Cléber Lorenzoni (a imperatriz), Angélica Ertel e Kelem Padilha.