quinta-feira, 25 de junho de 2020

Hamelete - O Cordel / segundo espetáculo do festival de Rolante , edição Online

Assisti fazendo careta...

                     Que lindo uma equipe grande sobre o palco, que lindo falar do cordel, esse tesouro do nosso folclore e da nossa cultura brasileira. Que arrojo falar em Shakespeare nos dias atuais, através do jovens. Consegui mergulhar na proposta de Lívia Simardi com o grupo Careta, embora tenha meus aquéns pessoais. 
                       A tragédia psicológica da vingança, a mais montada certamente, das obras do bardo, foi revisitada de forma inusitada pelo cancioneiro brasileiro. Vi sobre o palco muita coisa gostosa que me aproximou de muitos mundos, mas infelizmente não consegui ver shakespeare. Claro que a proposta da equipe é apenas utilizar-se do nome imortal para dar o ponta pé em algo muito mais pessoal, ou seja, de uma linguagem muito própria de sua realidade. 
                       O cordel exige um ritmo de leitura muito intenso, que jogue com a leveza e o ataque da pronuncia, produzindo ritmo e melodia. Para isso, dicção e tônus são de extrema importância. Ambos faltaram. As personagens poderiam estar mais redondas dado ao fato de que o espetáculo seja de mais de cinco anos atrás. 
                      O texto de Octávio da Matta é bem construído e mantém os cinco atos, o que torna o espetáculo longo em demasia.  A adaptação nos da frases lindíssimas como:
                        Aqui reino é fazenda
                        E castelo é casarão
                        Príncipe é filho do dono
                        E rainha não tem trono,
                        Rei não tem coração;
                        Interessante que esse trecho me fez questionar o por que não contara historia transformando-a em algo ainda mais regionalista como se por exemplo o Rei Hamlet fosse um coronel no sertão brasileiro...  Certamente as redondilhas do cordel cairiam melhores. 
                         Gosto de espetáculos com grande numero de atores, gosto das cores vibrantes que Homelete propõe, gosto do clima de teatro de rua, gosto das adaptações de Shakespeare, gosto de ousadia. 
                         Decidi esquecer o bardo e observar o espetáculo como algo novo, não consegui, confesso-me fracassada, talvez seja retrograda e o teatro como diz Lima Duarte: Seja dos jovens. O fato é que ao final de Hamelete não senti a transformação que o teatro precisa propor a essa velha senhora. Não houve catarse, houve apenas um sorriso amarelo e a sensação de um grande esforço por muito pouco. Aqui um exemplo de quando os atores ganham muuuuito mais que o público, se aproveitaram para ler a obra de Shakespeare, claro. 
                        
                             Arte é Vida

                                              A Rainha
                        

Leitura dramática


Corpo de Baile do Máschara - Festa do Interior


Análise crítica espetáculo Simbad, o Navegante

        Estou em casa, protegida, torcendo para que essa onda de infelizes situações negativas passem, sou grupo de risco e também não pretendo colocar ninguém em risco´mas ficar em casa não é tarefa fácil; é preciso força de vontade e paciência. Que ótima noticia então, quando descobri que um dos meus passatempos preferidos, assistir um festival de teatro, estaria sendo possibilitado pela Secretaria de Cultura de Rolante/RS. 
          Todas as noites durante uma semana, um espetáculo teatral, para debater, inspirar, incomodar... 
               Logo na primeira noite, da Cia. Circo Mínimo: Simbad, O Navegante
           O palco é um picadeiro e a diretora Carla Candiotto parece levar isso muito a serio. Dois atores fizeram bonito, contaram uma historia conhecida dos meus tempos de infância, de uma forma ágil, divertida e lúdica. O ator Rodrigo Matheus domina o palco de forma perspicaz e contundente, dando espaço de forma generosa ao histrião Ronaldo Aguiar. Ser bom ator é certamente além de saber jogar, saber olhar, dar espaço e aplaudir a força humana que contracena ao seu lado. Ronaldo arrancou gargalhadas dos meus netos, e me fez sim esquecer o mundo la fora. No entanto, apesar dos dois grandes sobre o palco, o efeito visual foi responsável em muito pelo sucesso da encenação. As marcas de passagem eram muitas vezes monótonas, muitas vezes para apoiar o ritmo. Quando os atores desciam à boca de cena, postavam-se em uma parede que em dado momento ficou repetitiva.                         A luz de Wagner Freire casa-se profundamente com os praticáveis de bambu, que podem se transformar em tudo a qualquer momento. Pareceu-me desnecessário o excesso de recursos visuais no fundo do palco quando dois atores tão competentes e a grande nau no centro do palco já resolvia a cena. 
                   Emocionante o momento dos elefantes e impagável o selvagem de Ronaldo, que me fez recordar carinhosamente do espetáculo A roupa nova do Rei.
                  O jogo de repetições, típico da boa comédia, é usado incansavelmente e produz ótimos efeitos. 
                  A  tradução de Mamede Mustafa Jarouche foi premiadíssima e nos empresta um Simbad corajoso, aventureiro, apaixonado pelo desconhecido. Um personagem que nos encoraja a sermos autoconfiantes e destemidos, talvez mais ainda mecha com a autoconfiança e ajude nossas crianças a enfrentarem esse momento obscuro da humanidade. O que pode muito bem ser feito com bom humor e ousadia. 
                       Teatro cai bem sempre, e Rolante está de parabéns por não interromper esse importante fluxo de arte que há anos nos oferece grandes espetáculos.


                            Arte é Vida

                                           A Rainha

Festival de teatro Online


sexta-feira, 19 de junho de 2020

Dia de live com personagens de Esconderijos do Tempo

Os atores Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni dialogam a                            partir da prosa da Mario Quintana

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Texto adaptado por Cléber Lorenzoni e grupo máschara- O Castelo Encantado


O Castelo Encantado
Adaptação das obras infantis de Erico Verissimo:
Rosa Maria no castelo Encantado, Os três porquinhos pobres, O ursinho com musica na barriga, As aventuras do aviãozinho vermelho, a vida do elefante Basílio.
PERSONAGENS:
Rosa Maria
Mágico
Bonequinho Chocolate
Ursinho Ruivo
Fernando
Ursinho com Música na B.
Rafael
Sabugo
Salsicha
Linguicinha
Anão
Dono do Circo
Elefante


Diretamente de 1997

Uma lembrança dos Kolinski Monteiro nos tempos de Bulunga O Rei Azul

Atores e alunos interpretam a eterna A história de uma gata de Chico Buarque


Dia 7 de junho - live com os atores Lú Maicá e Clara Devi


24 de maio Live Papo de teatro com o ator Stalin Ciotti


sexta-feira, 15 de maio de 2020

sexta-feira, 8 de maio de 2020

terça-feira, 5 de maio de 2020