segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Conclusão de Oficina de Iniciação - Janeiro 2019


A noviça Rebelde - Adaptação por Cléber Lorenzoni



A noviça rebelde

Peça em um ato
Elenco:

 Maria
Irmã Clara
Irmã Celeste
Madre Superiora
General Von Trapp
SoPhie
Angelita
Ulric
Marcy
Louise
Greta
Brigitt
Marta
Elsa
Frau Schimidt
Baronesa Liebel
Alfred
Ralf


Dia 25 de outubro - A hora da ESTRELA

Em cena, Leonir Batista e Kauane Silva

Kauan Silva - Ascensão

No dia 13 de outubro, 39º lua de 2019, a atriz Kauane Silva foi indicada pelos anciãos, proclamada por seus colegas e aceita pelos Deuses do Teatro - Atriz Status IV

Grupo Máschara reunido para cerimônia de ascensão


A atriz Kauane Silva recebendo no Palacinho sua família para celebrar sua proclamação


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Clara Devi e Maria Antonia Silveira Netto- Postulantes de A Noviça Rebelde


Membros do Corpo de Baile

Corpo de Baile do Máschara
Integrantes:
Cléber Lorenzoni - Coreógrafo
Renato Casagrande- Figurinista
Alessandra Souza
Vagner Nardes
Laura Hoover
Kauane Silva
Evaldo Goulart
Douglas Maldaner
Stalin Ciotti
Luis Felipe Padilha
Clara Devi

Bailarinos convidados e participações
Antonia Serquevittio
Gabriel Giacomini
Laura Heger

Corpo de baile do Máscara visitando o CIEP - cruz alta


Gabriel Giacomini (mergulho) e Cléber Lorenzoni (camaleão)


872 - Um conto de cinderela - (tomo único?)

Jogo, jogo,. jogo...

       Conseguir permissão para assistir teatro em um escolinha não é fácil, quando não se tem nenhum dos seus pequenos como membro aluno daquela instituição. Mas como deixar de assistir a primeira grande inserção de bonecos do Grupo Teatral Máschara? 
       Os fantoches, ou marionetes, ou ainda bonecos, estão presentes em ações da humanidade há pelo menos três mil anos, tudo por que o homem sempre procurou formas cênicas e lúdicas para comunicar-se com os seus. E os anos passaram, e embora muitas técnicas tenham surgido, as formas de manipulação continuam lúdicas, de certa forma muito rústicas e primitivas, que é exatamente o que mais encanta. Como um boneco sendo manuseado em nossa frente, por mãos humanas, e na maioria das vezes com a voz saindo da boca de seu manipulador frente aos nossos olhos, consegue nos envolver, emocionar, convencer? Ah! o teatro...
        O Máschara em toda a sua trajetória não havia ainda ousado construir um espetáculo de manipulação, apenas incertado detalhes que poderiam apontar para uma busca nessa área, primeiro em O Castelo Encantado (2005) depois em Os Saltimbancos (2012). Mas agora Cléber Lorenzoni teve uma daquelas inspirações em que ele lança uma ideia e toda a sua incrédula equipe se questiona: -Oh Deus, ficou louco, isso não dará certo...
               Mas dá, dá sempre muito certo!!!
               Diretores costumam ter essa sensibilidade, esse tino para a ousadia cênica. Claro que o mundo a seu redor não consegue ver o que eles vêem, por isso eles são os diretores, e não o mundo a sua volta. À Renato Casagrande coube a honra de transformar tecidos, linhas e lãs em vidas. E quatro pequenas vidas nasceram. Frederic I, Gastão, Drizella e Anastácia. cada um deles com uma personalidade própria que nasce da união entre criatividade, inspiração e sensibilidade para com a historia e aspecto do boneco. 
                    Foi um ensaio, dividido em duas partes pelo que me consta, claro que a obra passeia em cima de um conhecimento coletivo e quase que universal de um dos contos de fadas mais antigos da humanidade. Charles Perrault, Irmãos Grimm foram alguns dos que mergulharam nesse conto. Mas suas raízes são encontradas até mesmo na china pré Cristo. Sendo assim, quando Lorenzoni e Casagrande (St. I) aceitaram o desafio teriam apenas que optar por quais olhares lançariam à obra. De qualquer forma é importante pensar que não era um espetáculo teatral, era na verdade uma performance, uma contação de historia com personagens. 
                     Para o elenco, os diretores optaram por Alessandra Souza (St.II) e Laura Hoover (St.IV), boas escolhas se pensarmos na chance para essas duas atrizes abrirem seu olhar sobre o teatro. Crescerem como interpretes. O teatro nunca pode ser visto como um fardo. Ele deve ser e é, motivo de orgulho, ter a chance dos Deuses de subir no púlpito sagrado, receber carinhosamente um papel, um personagem, como se fosse um presente. Ser escolhido dentre tantos para dar voz àquilo que um dramaturgo, ou diretor ou autor escreveu, é ser especial em vários sentidos. 
                     A manipulação dos bonecos ficou nas mãos de Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni, para que as atrizes observassem e aprendessem, o que claro não aconteceu, já que os ensaios foram restritos à um encontro. Mas manipulação é algo que exige sensibilidade, tino e muita coragem. Pois como disse mais acima, bonecos são seres perpetrados pelos dogmas do teatro. Eles possuem vida própria. No momento em que Anastácia, manipulada por Casagrande deu o primeiro berro, estava decidido, a boneca seria uma gritona. E que linda, romântica e sonhadora. Sua mãe insistia em criticá-la, em restringi-la à uma menina educada e do lar. "meninas educadas não gritam, princesas erguem o dedo para falar". Claro que essa frase castradora só poderia vir da megera. Cléber Lorenzoni nos deu uma vilã engraçada e detestável, mas o mais importante, que criou comunicação com o público. Não é a toa que ele fez animação em aniversários infantis durante anos. Renato Casagrande também tem um corredor de comunicação muito eficaz com o público infantil, herança de suas atuações como palhaço. O jogo cênico é muito funcional, as tiradas rápidas, as soluções. 
                   Alessandra Souza é uma atriz bastante técnica e isso não é um elogio, há de se buscar mais jogo, prática, sensibilidade. Em A noviça Rebelde por exemplo, Alessandra se saiu muito bem, digna de um " céu", no entanto aqui o teatro é mais de improviso, de sagacidade, de agilidade. Falta quebrar a casca, sentir o que o espetáculo precisa naquele momento. Souza é ótima atriz, mas precisa de humildade para aprender mais, aprender sempre. "Nunca tiramos férias do estudo" - (MAria, A noviça rebelde). Mas é preciso humildade para perguntar o que estudar...
                        Laura Hoover é um doce, jovem. Dois ou três anos de teatro. O que busca? O que estuda? Onde quer chegar? O louco prazer inicial do teatro, o dito talento, esfriam. Aí é hora da técnica. De onde vem a técnica? Onde você busca a técnica? Tenho certeza que a atriz quer sempre bons papéis, mas o que temos para dar em troca de grandes papéis.
                       A trilha foi muito fraca e só devemos aceitá-la por que trata-se de uma performance, feita em um ensaio. Era natural buscar canções e ações que já estavam na manga, não se cria arte sobre o palco de uma hora para outra. Os ensaios existem exatamente para ir preparando um clima de conhecimento e inspiração que vai dando aos atores e diretores saídas, signos e etc...Com um ensaio era natural que Um conto de cinderela fosse meio frio, por isso a direção optou por símbolos e códigos já existentes. Falta instrumento. Talvez alguém com um violão...
                          Estou sempre atenta, para exigir como platéia, o melhor dos atores sobre o palco. Nós, da comunidade teatral não podemos, não devemos, nos deixar levar por modismos, comercio, preguiça, mediocridade. O teatro tem cinco mil anos. O teatro é vida. O teatro é puro e verdadeiro. Deve ser sempre respeitado. 


                           Arte é Vida



Cléber Lorenzoni (***)
Renato Casagrande (***)
Alessandra Souza (**)
Laura Hoover (**)


                                           A Rainha

                        
               

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Com os alunos da rede estadual


Renato Casagrande em cena em Um conto de Cinderela


Laura Hoover Cléber Loenzoni e as graciosas Drizella e Anastacia em Um conto de Cinderela


Cléber Lorenzoni e Luisa Maicá, o casal romântico de A noviça Rebelde


Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge e duas grandes alunas da ESMATE - Luisa Maicá e Gabriela Fischer


Hora de dormir no palacete dos Von trapp


A madre Abadessa e a noviça Maria


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

870- A noviça Rebelde - (tomo 1)

Clássico sobre o palco

                Maria Augusta Kutschera viveu em Viena, há meio século atrás. Foi a matriarca da família de cantores Trapp e serviu de inspiração para filmes, musicais da Broadway, peças de teatro e etc... Que tipo de diretor/dramaturgo seria Cléber Lorenzoni se não estivesse sempre buscando novas historias, viajando pelo mundo atrás de motivos para nos levar ao teatro. A noviça Rebelde fala de fé, de vocação, de amor, e foi a escolha perfeita para levar ao palco tantas crianças que fazem teatro na ESMATE. A historia original é um tanto diferente, o general perde tudo com a falência do banco onde mantinha seus bens, sua mansão vira quartel general da SS, Maria tem três filhos com o general, somando dez crianças no grupo de cantores. Enfim a historia verdadeira é praticamente outra, o que se mantém é o enredo, mágico, sublime, de uma noviça que prestes a ser ordenada freira, abandona o convento e descobre que sua vocação é ser mãe de família. O que de forma alguma refere-se a abandonar a fé ou o amor a cristo, tanto que no fim de sua vida Maria torna-se missionaria ao lado de dois de seus filhos, no Pacífico Sul.
                 Lorenzoni certamente escolheu "a noviça" pela possibilidade de encontrar bons papeis para todas as crianças da esmate. Um espetáculo realista, de fácil acesso, um tanto medíocre em algumas esferas, mas capaz de agradar e muito as famílias da comunidade teatral que o Máschara envolve. O primeiro núcleo encontra-se no convento das irmãs de caridade. Ali onde a Madre Abadessa parece reger tudo com ordem e justiça, uma menina é abandonada, trata-se de Maria, para quem Cléber dá um passado. Gabriela Fischer e Clara Devi abrem o espetáculo de quase duas horas de duração. Clara Devi é um tanto nova para os papéis que a direção do grupo lhe dá, e isso a prejudica um pouco, embora a atriz tenha  se mostrado capaz de produzir a densidade que suas personagens lhe pedem. A noviça Rebelde é um texto melodramático, como Olhai os Lírios do Campo. Revelações, amores impossíveis. Fugas, vilões exagerados. Partidas e reencontros. Gabriela Fisher certamente ainda vai estudar isso nos próximos anos da ESMATE, mas é importante sempre lembrar que teatro é verdade e precisa de garra. 
                    Maria Antonia Silveira Netto abriu o quadro de números musicais, é bastante afinadinha, mas precisa lembrar que espetáculo teatral não é show musical, continua sendo teatro e como tanto precisa de expressividade, de malicia. Seu jogo em cena é ótimo, rápido. Seu tom de comedia é muito agradável e ao lado de Dulce Jorge conseguiram criar boas gags. Cléber Lorenzoni da o tom da cena, já disseram que ele faz de gato e sapato os colegas de cena e isso é ótimo. O ator/diretor tem domínio total de seu elenco, o que o torna logicamente um diretor muito capaz. Pelo menos em dois momentos eu o vi colocando no texto suas verdades: "tantas pessoas no caminho errado por que não encontraram sua verdadeira vocação" e "animais não, por que alguns animais são melhores que seres humanos".  Dulce Jorge esteve ótima como sóror idosa, pena não haver no roteiro mais tempo para ela mostrar sua Irmã Clara. A trama é longa e Cléber ousou em colocar trechos longos dentro dos muros do convento. Nossa mocinha é perfeita para o papel. Ser mocinha é algo difícil, exaustivo. Mas a noviça Maria, consegue criar algo funcional. As respostas que dá ao General Von Trapp conquistam-no rapidamente. Rápido até demais eu diria. Luísa Maicá entrou na ESMATE há pouco mais de dois meses e conquistou o papel de protagonista por méritos próprios. Claro que ainda parece um pouco insegura em cena, mas essa insegurança deu o tom exato necessário à Maria. Eis um paradoxo muito interessante no teatro, os atores dedicam-se durante anos para aprenderem técnicas que em algumas vezes os tornam tão impostados, tão colocados, que os distanciam do frescor e da verdade que alcançavam no principio de suas vidas teatrais. Esperemos que Luiza consiga encontrar o tom correto. Ainda é preciso dizer que Maria tem uma perspicácia difícil de se encontrar, uma capacidade de improvisar e se resolver cenicamente que admirou muito seus colegas de cena.
                          Gabriel Giacomini e Alessandra Souza conseguem bons efeitos como Mordomo e Governanta respectivamente, ele com tom cômico muito eficaz, ela com energia e ritmo. Dulce Jorge incorpora a vilã perfeita, em uma participação digna da atriz que é. O público a odeia e por isso a ama. Eis o mote da catarse.
              Kauane Silva continua marcante em suas participações, a Macabéa de A hora da Estrela nos deu uma atriz capaz e madura que parece conseguir cumprir com efeito o que Lorenzoni pedir. Esperemos que a atriz continue dedicada e humilde. As herdeiras Von Trapp completam-se em variadas energias e posturas. Kauane como  a madura Marcy, divide o palco de forma virtuosa com Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Maria. Kauane Veloso evoluiu muito nos últimos tempos. Luísa Nicolodi pareceu também muito mais forte no palco, sua voz está mais alta e sua energia parece crescer. Maria Luisa tem uma facilidade e desenvoltura muito bonitas. Amanda que era tão tímida, conseguiu colocar até falas de ultima hora, uma pena ter deixado no palco o chambre de Maria. Anita e Sofia são as caçulas. Anita mais observadora e calma, Sofia mais espoleta, mas ambas capazes de prender a respiração da plateia. Eu fiquei apaixonada por cada uma.
                              Lorenzoni deu a cada criança algo relacionado a sua personalidade e aqui aparece mais uma vez a sagacidade da direção. Felipe e Karen como sobrinhos travessos foram uma ótima escolha. E acho muito interessante que os dois são inseridos na cena e ficamos pensando quem são, até que a Baronesa menciona os sobrinhos, eles já não estão mais em cena quando isso acontece, mas nosso cérebro já os codificou. Adoro teatro em que precisamos pensar um pouco.
                                O disfarce proposto por irmã Celeste acaba por ser a cereja do bolo. Embora o beijo apaixonado entre Von Trapp e Maria tenha erguido a platéia. As canções escolhidas são de vários lugares, Zorro, Anastacia, Fantasma da Ópera. Os Saltimbancos, enfim, apenas duas são do original A noviça Rebelde. E praticamente todos se saem muito bem, principalmente aqueles que não esquecem que é teatro com intervenções... Kauane Silva pode buscar mais afinação, praticar mais, cantar mais no chuveiro ajuda!
                                   A voz de Luisa Maicá é doce, e nos faz mergulharmos ainda mais no libreto, no entanto pode falar mais alto. Como problemas do espetáculo indicaria talvez o final muito repentino, depois de vários sub finais.
                                    Na parte técnica Stalin Ciotti e Elle Faccin estão aprendendo, é preciso um pouco mais de dedicação e entrega.
                                 A noviça Rebelde foi um grande sucesso, que deve ficar na memoria da ESMATE.                         

O melhor- O crescimento por parte de toda a equipe técnica. Evaldo Goulart, Stalin Ciotti, Kauane Silva. O apoio de amigos e alunos importantes: Ricardo Fenner, Gabriel Barboza, Ellen Faccin, Douglas MAldaner e Fábio Novello.A dedicação de Clara Devi que está sempre disposta a ajudar os colegas. A descoberta da talentosíssima Luísa Maicá.
O pior: Alguns momentos de arrogância, as faltas durante os ensaios que colocam em jogo o trabalho.,e a preguiça que as vezes aparece, as brincadeiras por parte de quem deveria dar exemplo.


Arte é vida

  A Rainha


Elenco de A noviça Rebelde


noite de sucesso- estreia de A noviça rebelde

Os sete dons que Deus deu ao General Von Trapp - Elsa (Sofia Mello) Soffie (Anita Coelho) Martha (Amanda Silva) Louise (Maria Luisa Barros) Gretta (Luisa Nicolodi) Brigite (Kauane Veloso) Marcy (Kuane Silva)