segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Fim de ciclo

Depois de um ano cheio de trabalho, de criações, de arte em si, o Máschara agradece familiares, amigos, colegas, atores, técnicos, profissionais da área pelo ano incrível. Todo o respeito, admiração e agradecimento aos grandes integrantes : R.M. Dulce Jorge; R. Cléber Lorenzoni; G.P. Renato Casagrande; G.D. Angélica Ertel; A.D. Ricardo Fenner; G.D. Fábio Novello; A.D. Alessandra Souza; D. Raquel Arigony; M. Gabriel Giacomini; V. Evaldo Goulart; B. Douglas Maldaner; C. Stalin Ciotti; B. Laura Hoover; L. Kauane Silva e M. Clara Devi. Muito obrigado por sua coragem, determinação e dedicação. Obrigado também aos colegas que deixaram a Cia. Sandra Lazzari e Vagner Nardes. Nesse ano construímos grandes coisas: Teatro no Palacinho, Lendas da Mui Leal Cidade, Cena às sete, Paixão de Cristo, Auto de Natal, Corpo em Ação, Oficina de Iniciação, Oficina de Buffonaria, Bloco de Carnaval, Comissão de Frente em Escola de Samba, Performances. Ano em que Alessandra Souza e Renato Casagrande tornaram-se anciãos do Máschara. Ano em que as atrizes Clara Devi e Kauane Silva passaram a fazer parte do Máschara. Nesse ano teve remontagem de Lili Inventa o Mundo, e ainda o retorno da Parada de Natal. 
Obrigado aos alunos da Esmate por sua paciência e vontade de melhorar a cada aula. Que em 2019 façamos ainda mais teatro e que a chama do Máschara nunca se apague.


Felipe Padilha - O embaixador do Melhores do Ano


Renato Casagrande em PArada de NAtal


O anjo Gabriel - Fábio Novello


Flaches da noite;...







Os Duendes do Máschara

Clara Devi, Maria Antonia Silveira Netto, Felipe Padilha, e Kauane SIlve na parada denatal do Linke


Anjos anunciando


O Presépio do Máschara 2018


Parada de Netal 2018


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Auto de Natal - 838/839 (tomo 3/4)

Auto de Natal 
 Boa Vista do Incra e Nova Ramada

               Reunir jovens, mostrar a eles o sentido do trabalho em equipe, contar uma linda historia, universal e atemporal, ensinar princípios de responsabilidade, pontualidade, e ainda desenvolver seu senso criativo... Isso tudo já seria o grande legado do Máschara, não faltasse ainda falar do lindo espetáculo que emociona e comove. 
                    Dança, musica, interpretação...
              Cléber Lorenzoni que dirigiu com o apoio de Renato Casagrande em 2017 o auto de natal, fez apenas duas substituições. De resto tudo continuou praticamente igual, no entanto os atores estão mais vívidos, intensos, coesos. Exemplo disso é a jovem Antonia Serquevittio, ainda que vinda do mundo da dança, a atriz consegue triangular, e quase rouba a cena durante o momento do casal Josafá. O teatro é a arte da maturidade, da repetição. Tudo o que precisamos para ser bons atores está dentro de nós. Queremos mergulhar e buscar? As vezes somos superficiais, as vezes somos preguiçosos, as vezes nos equivocamos. Não compreendemos que a coisa mais importante é o público, esse nos deus um voto de confiança, nos entregou sua mente por uma hora ou pouco mais, em troca quer emoção, quer prazer, quer diversão. Os atores precisam trabalhar suas capacidades sempre para estar altura dessa confiança.         
                 Em Boa Vista do Incra, um espetáculo em palco italiano, fichinha para o Máschara e por isso o melhor da temporada. O espaço apertado prejudicou um pouco o elenco. A equipe técnica (Alessandra, Renato, Fabio, Ellen, Stalin, Gabriel e Cléber) conseguiu adaptar som, luz e tapadeiras da melhor forma, embora eu apostasse no fundo branco. As dublagens continuavam um tanto equivocadas, Stalin Ciotti sobressaiu-se com seu vigor. 
              Em Nova Ramada o despreparo da equipe organizadora acabou prejudicando o espetáculo e embora fossem extremamente prestativos, não tinham apetrechos necessários (luz, som, cadeiras, espaço). Cléber Lorenzoni adaptou o espetáculo para uma arena um tanto confusa, que dentro das possibilidades conseguiu prender a atenção da platéia. Ali as dublagens fluíram com eficácia. 
          Gabriel Giacomini vem se tornando tão inteiro, tão destemido no palco, quase um camaleão, o que só nos enche de orgulho. As potencias criativas aumentaram e até mesmo as maquiagens começam a despontar talentos. Nicholas Miranda, Clara Devi, Vitoria Ramos, um a um vai aprimorando os traços. 
              Renato Casagrande trabalhou muito para por os espetáculos em pé, teve a ajuda de Clara Devi e Kauane Silva sempre, mas o fato de conseguir administrar, coordenar e ainda atuar, prova o merecimento de estar dividindo o status 1 da companhia ao lado de Cléber Lorenzoni. 
                  O INRI do Incra roubou a cena, "nunca se divide o palco com crianças ou animais, você sempre perde", no entanto em Nova Ramada um Jesus humano fez falta. Assim como em finais clichês de novelas, o bebê naquele momento faz falta. Afinal Auto de Natal fala principalmente de esperança. Ellen Faccin pode trabalhar mais a calma. Tem se mostrado uma ótima profissional, dedicada, preocupada e responsável. 
                      Vagner Nardes está em uma fase mais madura e fico orgulhosa vendo sua desenvoltura em todas as performances de fim de ano. Uma pena ter largado a Cia.. 
                     Vitoria Ramos é para mim uma das grandes revelações do palco, a arte precisa modificar as pessoas, não apenas ser bonita, e como teatro Vitoria se comunica muito, o que é lindo de ver. 
             Na apresentação do Incra, Souza e Lorenzoni emocionaram-se bastante, mas foi em Ramada que suas apresentações quase épicas tomaram conta do palco. Talvez pelo espaço ser maior, os gestos de José, a valorização dos mantos, das energias, das linhas. Tudo encaixou-se perfeitamente. Alessandra Souza ainda pode ser mais dissimulada, comandar as emoções da platéia. Falta há alguns dos atores mais velhos da Cia., um pouco mais de estudo, Brecht, Aristóteles, Barba... Cléber Lorenzoni aconselha, aponta, mas alguns ainda estão presos no que acham ser seu profundo conhecimento de Stanislavski.
                             Laura Hoover, Maria Antonia Silveira NEtto, e Ricardo Fenner  completam o time de boas atuações. Maria Eduarda e Felipe são bastante jovens, tem seu tempo. Mas espero que tenham sensibilidade para suar todos os conselhos, dicas, e repreensões que receberam para em 2019 mostrarem amadurecimento e melhoria em vários setores da vida teatral.
                          Poderia ficar horas divagando sobre cada interpretação, mas prefiro apenas parabenizar grandes conquistas. Auto de Natal 2017, pelo que soube, aposentou-se. Em 2019 subirá novamente ao palco o conto natalino do senhor Manoel. Mas é preciso mencionar que ficará por muito tempo na lembrança este auto cheio de danças de criatividade que serviram para abrir a mente de vários atores e do público. Uma historia religiosa cheia de momentos tristes e um pouco de fantasia, mas que foi contada com dignidade, bom humor e grandeza. A cena de Magnificat, foi um encanto aos olhos. Fabio Novello colocando seu conhecimento circense em prol do espetáculo de forma coesa. As coreografias simples mas bonitas. A trilha tão perspicaz, a presença das Baccianas, modificando nossa audição tão acostumada a hits vazios e banais. Douglas Maldaner tão mais competente. Alguns atores demoram menos, outros mais para desabrochar. São momentos, e devemos aproveitar cada momento. Torná-los inesquecíveis, como tenho certeza que foi cada um dos vividos no palco em 2018. 
                       Despeço-me desse ano, na esperança de que essa velha senhora tenha de alguma forma ajudado cada um a talvez abrir sua mente no palco. Se ainda tiver forças, nos reencontraremos em 2019, com muito mais teatro.

                 O melhor - A maturidade e crescimento dos atores Gabriel Giacomini, Antonia Serquevittio, Vagner NArdes, e Douglas Maldaner.
                          O pior - A preguiça de alguns atores e a falta de consideração com o talento que receberam e com o espaço de pleito e discussão que tem a disposição graças a luta da família Máschara.

                           A Rainha



                     

Os grandes premiados da noite


Os premiados

Melhores do Ano 2018

O tapete vermelho da Casa de Cultura ficou forrado de estrelas das Artes Cênicas Cruzaltenses. Atores, Atrizes, diretores, técnicos, familiares, e amigos. Todos ocorreram à Justino Martins para torcer, brindar e aplaudir os grandes premiados do teatro na terra de Erico Verissimo. 
Coreografias, homenagens, e muitos troféus, incluindo o mais novo titulo de premiações: Troféu Máscharito.
Abaixo a lista de premiados.

Cléber Lorenzoni
Troféu Máscharito

Kauane Silva
Melhor Atriz

Renato Casagrande 
Melhor Ator

Gabriel Giacomini
Melhor Ator Coadjuvante

Alessandra Souza
Melhor Atriz Coadjuvante

Maria Antonia Silveira Netto
Melhor Atriz Juvenil

Vitoria Ramos e Maria Eduarda Jobim
Melhor Atriz Infantil

Jorge Guarací
Melhor Ator Revelação

Martha Medeiro
Melhor Atriz Revelação

Laura Hoover
Melhor Interprete em Substituição

Dulce Jorge
Melhor PArticipação

Clara Devi
Melhor Contrarregra

Cléber Lorenzoni
Artista Performance

Ricardo Fenner
Conjunto da Obra

Oftalmo Odonto Clínica
Troféu Amigo do Máschara

Secretaria de Cultura
Troféu Amigo do Máschara

Troféu Mecenas
Humberto e Norma Bezerra

O principal troféu da noite - Troféu Mascharito

Por seu trabalho em prol do Palacinho do Máschara, pelos espetáculos, ESMATE, enfim, por ser um dos atores mais dispostos a viver pelo teatro Cruzaltense, Cléber Lorenzoni recebeu das mãos dos colegas Fábio Novello e Renato Casagrande e do embaixador da noite Luis Felipe Padilha, o troféu Mascharito

Os atores Stalin Ciotti e Ricardo Fenner fazendo a entrega do troféu Amigo do Máschara ao casal Alfredo Roeber e Gisele Suculotti


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Duendes do Máschara - Felipe Padilha e Maria Antonia Silveira Netto


Grupo Máschara mais uma vez no Diário Serrano


Com o público











Natal no palco do calçadão em Cruz Alta


O Oficial Romano de Douglas Madaner


837 - Auto de Natal- 2017 (tomo 2)

Um conto de fadas para pensar...

              A pequena Maria está em sua casa, há mais ou menos dois mil anos atrás, quando surge no jardim uma voz, uma força poderosa lhe diz que ela está grávida. A jovem Maria diz aceitar e então sela um compromisso que irá repercutir na vida de todos pelos dois mil anos seguintes. Pessoas foram mortas e mataram, por que a jovem Maria disse sim. Templos caíram, impérios se ergueram baseados na repercussão daquele sim. 
                Para as crianças, inclusive minha neta, que estava sentada a meus pés olhando para o palco, Maria era mais uma princesa, e tinha até coroa, tão exagerada que causaria inveja a muitas rainhas de carnaval. (figurinistas, por que uma coroa tão exagerada?)Maria é colocada aqui como Cinderela, Branca, Rapunzel. Sobre as pernas de pau lhe surge uma fada, (aqui um mago) que lhe conta secretamente o futuro. 
                 Como toda a princesa, digna de uma coroa, maria jamais diz não. Mesmo quando só lhe resta uma estrebaria, ela ainda está feliz e resignada. 
                   O cajado de José brota, como que por encanto, magia, fantasia... E cá entre nós, aquele José é um príncipe. Lindo, bondoso, que aceita uma princesa não mais casta. Príncipes também jamais dizem não. E eles fogem de um rei mau, um reizinho mandão. Herodes, com sua coroazinha de papelão e sua capa lilás. Existem três tios poderosos, com presentes e um casal malvado. O casal Josafá...
                     Cléber Lorenzoni nos dá a historia de Jesus para crianças. 
                     Uma quase meta linguagem que nos enche os olhos e nos empurra para longe do olhar religioso e formal da maneira cristã de contar o nascimento de Cristo. 
                      Sobre o palco, dezoito atores dividindo-se em dezenas de personagens.  Muitos deles agora premiados e talentosíssimos. O espetáculo com tom burlesco, tem musicas e danças para agradar todos os gostos, mas infelizmente não teve em sua assistência mais de cem pessoas. No entanto me tocou muito a opção do elenco em apresentar o espetáculo ainda que com tão pouco espaço e sem iluminação alguma. Quem estava na rua no momento, percebeu o corre corre para em questão de segundos decidir se fazia-se ou não. Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande são como formigas operárias, e nessas horas sempre optam pelo trabalho. Quanta garra, quanta coragem, algumas pessoas não apreciaram a opção da equipe, mas aqui vai meu conselho: O teatro nasce para questionar e romper barreiras, nasce da revolta, nasce da falta de opção. Não tem que se curvar, ou correrá o risco de ser funcionário de alguém, e quando isso acontece artistas viram empregados do estado e não cumprem mais sua função politica e social de desconstrução das regras ditas certas por minorias. 
                   
Sobre o palco, que poderia ser a própria calçada, Alessandra Souza se esforça para segurar o lugar de protagonista, mas acaba sendo várias vezes engolida pelas dezenas de entradas e saídas de várias outras personagens. Clara Devi e Vitoria Ramos conseguem bons rendimentos. Ricardo Fenner cheio de expressões segura também momentos delicados da cena em que o palco fica vazio e que sua comunicação com Vitoria são indispensáveis. 
O elenco masculino tem uma presença muito firme. Douglas Maldaner vem se destacando muito e Cléber Lorenzoni precisa decorar melhor algumas cenas. Vagner Nardes poderia aparecer mais, o jovem ator parece ter tanto a dizer. 
Kauane Silva e Laura Hoover, embora coristas, criam tipos bem distintos, Nicholas Miranda ainda pode buscar mais seu espaço.
Gosto muito da Ana que se torna Maria, não me recordo muito bem das disposições da primeira vez que assisti, mas aqui tudo funcionou muito bem na distribuição das figuras femininas. 
                                          Maria Antonia Silveira Netto e Maria Eduarda Jobim estão muito mais vívidas em cena, mas é preciso compreender que esse é o momento perfeito de estudar e tornar-se ou não grandes atrizes. 
                                          Stalin Ciotti, Gabriel Giacomini, e Luis Felipe Padilha cumprem tudo direitinho, mas nada explica os reis magos não estarem prontos após a queda do "Feliz Natal". 
                                      Renato Casagrande também pode decorar melhor as suas falas, para tudo ficar coeso, já que tem uma presença tão grandiosa em cena. 
                                 O anjo de Fabio Novello me deixa tensa, nervosa, como pronunciar o texto e ainda equilibrar-se, arrumando espaço entre o público e triangulando com Maria. Um verdadeiro homem de teatro. 
                                       Ainda me resta elogiar a jovem Antonia Serquevittio. Que aos poucos vai desabrochando, com uma presença tão delicada e um olhar tão poderoso. 
                                          Auto de Natal emocionou, se não pela concepção meio infantil, pela ousadia e pela coragem do elenco.  Teatro deve ser assim, livre, corajoso e ousado!

                             Arte é Vida


                                            A Rainha



Hoje as nomenclaturas serão por contado trabalho, nominadas pelos anciãos Cléber e Renato

Douglas Maldaner (**)
Ricardo Fenner (**)
Maria Eduarda Jobim (**)
Luis Felipe Padilha (**)
Antonia Serquevittio (**)
Vagner Nardes (***)
Laura Hoover (**)
Clara Devi (***)
Kauane Silva (***)
Gabriel Giacomini (***)
Stalin Ciotti (**)
Vitoria Ramos (**)
Maria Antonia Silveira Netto (***)
Ellen Faccin (**)
Fabio Novello (***)
Nicholas Miranda (**)