domingo, 30 de dezembro de 2012

Os Personagens inesquecíveis

Os Grandes destaques de 2012

         Em 2012 vários artistas se destacaram no Máschara, mas dois em particular merecem grande laureio.  Dulce Jorge que surpreendeu com a personagem Caroba em O Santo e a Porca, com domínio de cena, veracidade e organicidade. Desde 2008 Dulce Jorge não construía uma personagem tão bem acabada e marcante. Para acompanhá-la, 2012 foi sem dúvida o ano de Renato Casagrande que subiu para o status dois, somou maior dedicação em seu trabalho, interpretou com maestria o "cachorro" de Os saltimbancos, participou da montagem O Santo e a Porca dando vida ao ousado "Dodó",  fez duas substituições com exímio trabalho Mãe Preta em Ed Mort e Valério em Tartufo.  Além de marcar presença como o "ator coadjuvante" de Deu a louca no ator.
Por outro lado os personagens inesquecíveis em 2012 que serão provavelmente lembrados sempre na galeria de personagens inesquecíveis são: 

2012
Dulce Jorge como Caroba e Gabriel Wink como Benona em O santo e a Porca

2011
 Cléber lorenzoni como Adelaide Fontana E Angélica Ertel como Helena Em As Balzaquianas

2010
 Gabriel Wink como Ágatha em A Maldição e Angélica Ertel por suas substituições

2009
Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni em A Maldição do Vale Negro

2008
Tatiana Quadros como fada mascarada em Lili Inventa o Mundo e Dulce Jorge como Penelope em Ed Mort.

2007
Gabriel Wink como Peeter Stockman Em Um Inimigo do Povo e Angelica Ertel como Glorinha Em Esconderijos do Tempo


2006
Cléber Lorenzoni como Mario Quintana e Kellem Padilha como Lili Em Esconderijos do Tempo


2005
Alexandre Dill-Como Dr. Cícero e Miriam Kempfer como Rita Paz Em O Incidente

2004
Lauanda Varone em A Carrocinha

2003
Dulce Jorge como Mãe em Bodas de Sangue

2002
Jorge Pittan como Rei Duncan e Simone De Dordi como Lady Macduff Em Macbeth

2001
Marcele Franco como Mariana e Cléber Lorenzoni como Tartufo Em Tartufo

2000
Alexandre Dill como Hêmon e Dulce Jorge como Antígona Em Antígona

1999
Cléber Lorenzoni como palhacinho e Ariane Pedrotti como Espanhola Em O Conto da Carrocinha

1998
Cléber Lorenzoni como D. Flávia e Simone De Dordi como Das Dores Em Dorotéia

1997
Cléber Lorenzoni como Fada Morgana e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1996
Diulio Penna como o Gato Bulunga e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1995
Dulce Jorge como Cordélia Brasil Em Cordélia Brasil


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os Mais destacados em 2912


MELHORES DO ANO
2012

Em 2012 foram apresentados onze espetáculos diferentes em 60 apresentações. Um agradecimento todo especial à Angelica Ertel, Dulce Jorge, Cléber Lorenzoni, Gabriel Wink, Gabriela Oliveira, Ricardo Fenner, Tatiana Quadros, Cristiano Albuquerque, Fernanda Peres, Alessandra Souza, Renato Casagrande, Roberta Queiróz, Luis Fernando Lara, Evaldo Gullart, Lucas Padilha, Nadia Furian, Angela Jacques, Lidiane Weber, e Stevem Lara. Todos que se dedicaram em prol do palco.
De todos esses seguem aqui os mais destacados, indicados pela direção do grupo, e eleitos por todo o grupo.
Parabéns!




MELHOR ESPETÁCULO
(X)O Santo e a Porca
( )Tartufo
( )Os Saltimbancos


MELHOR DIREÇÃO
( )O Santo e a Porca (Cléber Lorenzoni)
(X)Os Saltimbancos (Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge)


MELHOR ATOR
( )Cléber Lorenzoni (Eurico – O Santo e a Porca)
(X)Cléber Lorenzoni (Gata – Os Saltimbancos)
( )Gabriel Wink (Jumento – Os Saltimbancos)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
( )Renato Casagrande (Cachorro – Os Saltimbancos)
(X)Gabriel Wink (Benona – O Santo e a Porca)
( )Luis Fernando Lara (Pinhão – O Santo)
( )Ricardo Fenner (Eudoro –O Santo )
( )Renato Casagrande (Dodó - O santo e a Porca)

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
(X)Fernanda Peres (Mariana – Tartufo)
( )Fernanda Peres (Serenita - Feriadão)
( )Evaldo Gullart (Belquior – Presépio Vivo)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
(X)Dulce Jorge (Caroba – O Santo e a Porca)
( )Alessandra Souza (Galinha – Os Saltimbancos)
( )Fernanda Peres (Mariana – Tartufo)

MELHOR INTERPRETE EM SUBSTITUIÇÃO
( )Renato Casagrande (Valério – Tartufo)
( )Fernanda Peres (Mariana – Tartufo)
(X)Renato Casagrande (Mãe Preta – Ed Mort)
( )Fernanda Peres (Bibi – Ed Mort)

MELHOR CENÁRIO
(X)O Santo e a Porca (Luis Fernando Lara e Cléber Lorenzoni)
( )Os Saltimbancos (O Grupo)

MELHOR PERFORMANCE
( )Vitrine Viva
( )Estátua Viva
(X)Presépio Vivo




MELHOR FIGURINO
(X)Os Saltimbancos (O Grupo)
( )O Santo e a Porca (Cléber Lorenzoni)
( )Presépio Vivo (Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge e Renato Casagrande)
( )Estátua Viva (Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge)

MELHOR ILUMINAÇÃO
(X)O Santo e a Porca (Gabriela Oliveira)
( )Os Saltimbancos (Ricardo Fenner)

MELHOR TRILHA SONORA
(X)Tartufo
( )O Santo e a Porca

MELHOR COMERCIAL DE TV
(X)O Santo e a Porca

MELHOR COMERCIAL DE RÁDIO
(X)O Santo e a Porca
( )Tartufo
( ) Esconderijos do Tempo
( )Os Saltimbancos (parceria com a Appa)

MELHOR TEXTO ADAPTADO
( )O Santo e a Porca
( )Os Saltimbancos
(X)Esconderijos do tempo

MELHOR ESPETÁCULO REVISITADO
( )Tartufo
( )O Castelo Encantado
(X)Esconderijos do Tempo

MELHOR CONTRA-REGRAGEM
( )Renato Casagrande por As Balzaquianas
( )Alessandra Souza por A Maldição
(X)Gabriela Oliveira por Os Saltimbancos
( )Fernanda Peres por O santo
( )Renato Casagrande por A Maldição do vale Negro

MELHOR PRÉ PRODUÇÃO
( )Renato Casagrande, Ricardo Fenner –Tartufo
(X)Gabriel Wink, Ricardo Fenner – O Santo e a Porca
( )Gabriel Wink, Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner – Os Saltimbancos

MELHOR CONJUNTO DE ATORES
(X) As Balzaquianas-Clé/Ang
( ) Os Saltimbancos-Clé/Ale/Gab/Ren
( ) Vitrine Viva-Clé/Ren/Ale
( )Tartufo-Clé/Ang/fer/Ren/Tat/Gab/Dul

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O antigo e o novo...


As grandes personagens inesquecíveis


2011
 Cléber lorenzoni como Adelaide Fontana E Angélica Ertel como Helena Em As Balzaquianas

2010
 Gabriel Wink como Ágatha em A Maldição e Angélica Ertel por suas substituições

2009
Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni em A Maldição do Vale Negro

2008
Tatiana Quadros como fada mascarada em Lili Inventa o Mundo e Dulce Jorge como Penelope em Ed Mort.

2007
Gabriel Wink como Peeter Stockman Em Um Inimigo do Povo e Angelica Ertel como Glorinha Em Esconderijos do Tempo


2006
Cléber Lorenzoni como Mario Quintana e Kellem Padilha como Lili Em Esconderijos do Tempo


2005
Alexandre Dill-Como Dr. Cícero e Miriam Kempfer como Rita Paz Em O Incidente

2004
Lauanda Varone em A Carrocinha

2003
Dulce Jorge como Mãe em Bodas de Sangue

2002
Jorge Pittan como Rei Duncan e Simone De Dordi como Lady Macduff Em Macbeth

2001
Marcele Franco como Mariana e Cléber Lorenzoni como Tartufo Em Tartufo

2000
Alexandre Dill como Hêmon e Dulce Jorge como Antígona Em Antígona

1999
Cléber Lorenzoni como palhacinho e Ariane Pedrotti como Espanhola Em O Conto da Carrocinha

1998
Cléber Lorenzoni como D. Flávia e Simone De Dordi como Das Dores Em Dorotéia

1997
Cléber Lorenzoni como Fada Morgana e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1996
Diulio Penna como o Gato Bulunga e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1995
Dulce Jorge como Cordélia Brasil Em Cordélia Brasil

sábado, 22 de dezembro de 2012

Semana natalina

Nesse natal o Grupo Máschara preencheu várias situações com intervenções artísticas temáticas. Presépio vivo, estátua viva e vitrine viva. Algumas por iniciativa própria e outras por convite do SESC na pessoa de Bárbara Lopes Moraes. Tudo com intuito de oferecer a cidade um pouco de brilho artístico ao seu natal.


              No presépio encenado no monumento de Fátima no dia 16 de dezembro, surpreendeu pelo clima etéreo que produziu, embora a escolha das músicas tenha deixado a desejar. O ambiente também não acrescentou muito, já que a penumbra exagerada dificultou o aproveitamento por parte da assistência. O presépio constituído pelo Máschara trazia uma luta entre bem e mal, vencida pelo poder do Deus-menino. Algo interessante foi a escolha de uma criança para   servir de Menino Jesus, nada de bonecos, ou trochas de pano. Os reis magos também tinham um toque diferente, tanto na interpretação quanto no visual. Destacaram-se ali Alessandra Souza com seu trabalho corporal e o casal José e Maria ( Luis Fernando Lara e Fernanda Peres) pela "presença" forte e preenchimento das ações com maestria. 
                         Um dia depois o Máschara já atraía atenções para a Vitrine da Loja Becker da Pinheiro, com uma vitrine viva infantil, inspirada nas vitrines das grandes lojas Novayorkinas. Três criaturinhas que lembravam ajudantes de papai noel ou brinquedos inanimados, moviam-se ao ritmo de canções natalinas variadas. Cléber lorenzoni com perfeição de movimentos reuniu com o auxilio de Alessandra Souza e Renato Casagrande, uma pequena multidão de curiosos. O mais interessante era ver nos olhos dos adultos a vontade de voltar a ser criança.
                                           Na quinta feira dia 20, quatro estátuas atravessaram o calçadão, com o corpo todo maquiado em prata e instrumentos angelicais. Os atores do Máschara mais uma vez emocionaram, e muitos foram os transeuntes que ficaram longos instantes admirando ou mesmo fotografando os artistas. Destacaram-se ali Renato Casagrande pela criatividade de movimentos e  Luis fernando Lara pelo caracterização. 
                                            No ultimo dia 21, O Presépio Vivo esteve em Boa Vista do Incra, o presépio vivo encantou as pessoas que foram ao Ginásio Municipal. Foi uma tentativa interessante de algo expressionista, embora a falta e ensaios tenha atrapalhado. O visual que o Máschara tentou criar no espaço é louvavel. Roberta Queiroz, atriz que esteve no grupo de 2008 à 2010 voltou a integrar o elenco, destacando-se juntamente com a ótima escolha de repertório musical, embora mal operada.
                                Foi emfim uma semana de ótima programação artística e que sirva de inspiração para um natal mais sensível e inesquecível. 






Cléber Lorenzoni (**)(***)(***)(**)
Renato Casagrande(**)(*)(***)(***)
Alessandra Souza (***)(*)(**)(**)
Ricardo Fenner (***)(-)(-)(-)
Fernanda Peres (***)(-)(*)(*)
Luis Fernando Lara (***)(-)(**)(*)
Evaldo Goulartt (***)(-)(-)(*)
Roberta Queiróz (-)(-)(-)(***)
Gabriela Oliveira(***)(*)(**)(*)


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Natal do Máschara em vitrines


Ensaio pouco antes de intervenção natalina


Auto de Natal

Em cena Luis Fernando Lara (José) Fernanda Peres (Maria) e o pequeno Stevem como Jesus Cristo
                                                              

O ultimo Cena às 7 de 2012

                         Era para começar as oito, no entanto a equipe chegou a conclusão que seria melhor atrasar, já que o público não é pontual e começou a chegar já em cima da hora. As 20 horas e 20 minutos o auditório Prudêncio Rocha já acomodava um bom público que veio para assistir bom teatro e para ajudar as famílias mais carentes já que a entrada era um kilo de alimento que o banco de alimentos coletaria.
O começo não foi bom, sem ritmo, tenso. As coisas começaram a melhorar apenas a partir da terceira cena.     
Tia Benona, Caroba e Eurico arrancaram gargalhadas e o elenco cada dia mais apropriado do trabalho encontrou novas jogadas, novas piadas e o ritmo perfeito para a curva dramática. 

                           Foi a despedida de um dos mais marcantes, talentosos e controversos atores que já passou pelo Grupo. Um ótimo comediante que construiu uma carreira que sempre deixará lembranças nas plateias, cheio de instinto, criatividade, e um domínio omérico do palco.   Tia Benona, Felipinho, e o cigano Vassili são alguns dos tantos personagens que Ele deu vida e que ficarão no imaginário dos novos atores e do público por muito tempo.

                          A parte técnica do espetáculo não estava nos melhores dias. A iluminação era incerta, as coisas aconteciam segundos depois que deveriam. Ex: Se há uma cena em que o ator entrará em um quarto escuro, o quarto não pode escurecer depois que ele já entrou!  A Sonoplastia também estava manipulada de forma agressiva, estouros, falta de nuance.
                           Foi enfim mais uma noite de emoções e se não foi uma das melhores investidas do Máschara, certamente foi verdadeira, honesta e cheia da emoção que esse grupo põe em tudo o que faz. Em 2012 o Grupo levou ao palco da Casa de cultura 11 edições do Cena às 7, com 7 peças em 19 noites de espetáculos. Para 2013, a intenção são doze edições com 24 espetáculos. Para isso conta com a população e seus atores dedicados e cheios de garra.

Cléber Lorenzoni (**)
Dulce Jorge (*)
Gabriel Wink (**)
Alessandra Souza (**)
Luis Fernando Lara (***)
Gabriela Oliveira (*)
Renato Casagrande (**)
Fernanda Peres (*)
Ricardo Fenner (**)


                                                   A Rainha

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os Saltimbancos - SESC 24/11/2012

                O teatro infantil é concebido pensando no público infantil, seus figurinos são pensados de forma a seduzir o público infantil, as marcações são elaboradas pensando no público infantil, o cenário é desenhado tentando encher os olhos das crianças. Sendo assim, durante o espetáculo o público infantil tem o direito de se pronunciar e agir como bem quiser, qualquer forma de coibir a postura das crianças, estaria indo contra o objetivo da "mise em cene".  Bons atores devem compreender que a atuação não é uma obra fechada, separada do público por uma parede imaginária. O teatro é uma troca, ele é tridimencional, triangular...                                  Alguns artistas são mais sensíveis a isso e por isso se destacam, exemplo foi Cléber Lorenzoni, indagando as crianças e tentando trazê-las para o espetáculo. Gabriel Wink já o faz desde a estréia, no entanto poderia triangular mais com a assistência. Os Saltimbancos envolve, diverte, e até emociona crianças e adultos. Há no entanto de se ensaiar mais no intuito de não deixar as danças perderem sua perfeição. 
Se um espetáculo fosse a cada apresentação, uma repetição da noite anterior, perderia rapidamente o interesse dos artistas, seres criativos por natureza. Há então de se buscar sempre novas inspirações e aprimoramento de intenções e sutilezas.
                   Alessandra Souza destacou-se nessa intervenção, pode ainda brincar muito com a voz, com as intonações. Minha dica a essa atris é que invista no trabalho vocal. O cuidado e carinho com a adaptação do espaço se deve muito ao trabalho de Cléber Lorenzoni e Luis Fernando Lara, mas preciso aplaudir o trabalho em equipe de todos. 
                    O que não posso compreender, e que me deixa muito surpresa é a falta de respeito de alguns atores para com a direção. Um ator que se revolta em ter que tirar o óculos para contracenar com os colegas na hora de marcar as cenas pouco antes do espetáculo, não deveria realmente ser considerado. Outra situação discutível é a falta de segurança dos atores já que enquanto estão em cena os contra-regras ficam manipulando suas cosias nos camarins. A esses dois casos pergunto, que tipo de teatro estão fazendo? O Grupo Máschara chegou há vinte anos por dedicação, respeito e teatro levado a serio. 


Alessandra Souza (***)
Luis Fernando Lara (**)
Gabriel Wink (**)
Renato Casagrande (**)
Cléber Lorenzoni (***)
Gabriela Oliveira (**)
Fernanda Peres (**)
Ricardo Fenner(**)

         De que forma vocês estão fazendo teatro????!!!!????!!!!


domingo, 11 de novembro de 2012

54º Cena às 7

                           Não importa o que se diga, não importa o que se faça, o teatro nasce do ensaio. da repetição, da organicidade, da EXAUSTÃO, da prática. Depois que um espetáculo estréia, não precisa mais de ensaios sistematicamente, seguidamente, afinal, os atores passam a ter aquele espetáculo afixado em sua epiderme, em seus poros, alma. Precisam apenas de alguns poucos ensaios para não deixar o espetáculo se desajustar, "o trem descarrilhar". Mas isso só se refere à temporadas. Quando um espetáculo é apresentado com grandes intervalos de tempo, com outros espetáculos permeando-o e ainda com substituição de elenco, então precisará de ensaios frequentes para que o "jogo" aconteça, para que a afinação de cenas, marcas, textos não se perca. O talento de um ator não se baseia no quanto ele consegue brilhar no momento de uma encenação, mas no quanto ele cria com seus colegas de cena.
                          Tartufo é uma das melhores incursões do Máschara pelos clássicos do teatro, uma comédia elegante, um texto afiado, uma critica indispensável aos nossos dias. Gabriel Wink e Cléber Lorenzoni a dois grandes personagens, Orgon e Tartufo, ambos velhos no texto, mas com um olhar contemporâneo, sua velhice não está na aparência, mas na postura. Farsa (absurdo tratado com naturalidade) é sempre um prato cheio para atores mostrarem sua versatilidade. Dulce jorge alcança vôos altos com sua Dona Elmira e Tatiana Quadros tem em sua Dorina seu melhor papel. Fernanda Peres e Renato Casagrande formam um casal lindo que estreou há pouco no espetáculo e que traz toda uma energia nova à cena. 
                              O visual do espetáculo conta o objetivo de sua montagem, a crença que abafa, o desejo, os segredos, a ignorância, a sobriedade. Tudo está estampado em cena e cumpre sua função iconográfica. O texto francês em cinco atos foi transformado em dois, o primeiro cheio de ação, malabarismos corporais, o segundo com cenas mais longas, cheio de nuances construído de forma a valorizar o melhor de cada ator envolvido. 
                                     Talvez Tartufo seja um belíssimo trabalho do Máschara que deve ser guardado na galeria dos grandes espetáculos da Cia. Sendo assim esperemos que nesse domingo o público aproveite uma das ultimas chances de assistir esse clássico.


Cléber Lorenzoni (**) Fez o básico, mas sempre de forma marcante e incrível.
Gabriela Oliveira (***) No que diz respeito ao seu trabalho de camareira esteve inteira, preocupada em fazer o melhor. O que errou, o fez por não ter ainda aprendido. 
Alessandra Souza (**) Mereceria um * já que em alguns momentos a trilha das aparições de Tartufo entrou baixa de mais. No entanto foi uma ótima parceira em fazer o cena às 7 acontecer nesse mês.
Fernanda Peres (***) Intensa, vívida, com pouquíssimos ensaios tirou de letra os obstáculos. Pode ser logicamente muito melhor.
Tatiana Quadros (***)Uma das melhores e mais profissionais atrizes com que já tive o prazer de contracenar.
Dulce Jorge (*) Elegantérrima, intensa, no entanto a falta de ensaio prejudicou um pouco sua colocação vocal e textual.
Ricardo Fenner (**) Exerceu sua parte de forma eficaz...
Renato Casagrande (**) Esteve muito bem, 
Gabriel Wink (*) É ótimo no que faz, e seu Orgon esteve muito bem, mas a falta de ensaios prejudicou sua precisão e por vários momentos perdeu-se na farsa.
Luis Fernando Lara (**) Exerceu sua parte de forma eficaz.

sábado, 10 de novembro de 2012

Grupo Máschara em Garibaldi com porca, gata, jumento, galinha e cachorro... 08 de novembro de 2012

Teatro Regional

                           O que mais me atrai na arte, no teatro, é o fato de você assistir um texto que foi escrito há muito tempo atrás, e perceber nele o povo, a situação social de uma determinada época, o jeito de ser de uma região... Os espetáculos do Máschara são além de criativos e muito bem concebidos, um reflexo da platéia  cruzaltense. E isso de forma alguma é um problema, pelo contrário, torna seus espetáculos uma obra mais sincera, honesta, retrato de época e povo. Quando digo isso refiro-me a forma como a equipe conseguiu aprender o tipo de riso dos Cruzaltenses, os estilos de comédia e de drama. Ontem o Santo e a Porca e Os Saltimbancos foram apresentados na feira de livros de Garibaldi e fizeram grandioso sucesso. Mas há algo acontecendo... Algo na forma como o Máschara vem trabalhando, algo com alguns de seus atores. Uma falta de conscientização do que se está fazendo no palco. Um total desrespeito ao seu eu mesmo e ao talento que Dionisio lhes deu.
                         O Santo e a Porca é um texto sobre fé... e essa fé pode estar direcionada há qualquer coisa, aconselho os atores do Máschara a terem mais fé na direção de seus espetáculos. Naquilo que lhes guiou no inicio quando ainda eram aspirantes atores. O texto de Suassuna prendeu os alunos, mas a farsa mais uma vez perdeu espaço para os maneirismos, os exibicionismos e os exageros em busca do aplauso. O maior mérito do Máschara sempre foi buscar a excelência, agora parece que os atores buscam o riso fácil, o brilho.                                        
                        Quem são os coadjuvantes desse texto? Na obra escrita eu sei, mas no palco não ouso dizer. Todos parecem querer brilhar e todos esquecem pequenas coisas que o diretor do espetáculo lhes pediu. Tia Benona sem o chapéu na primeira cena, Ricardo Fenner praticamente entregando toda a confusão de mão beijada ao protagonista na cena em que pede a entrevista com Margarida. Luis Fernando Lara destacou-se, e principalmente por que todos pareciam tensos, preocupados, ele continuava em um ritmo clamo mas inteiro no espetáculo, isso sem falar que aos poucos está descobrindo pequenos detalhes em Pinhão. Renato Casagrande tem um papel ótimo que tem sempre tudo para emplacar, nesse dia perdeu a afiação de Dodó. Fez tudo direitinho, mas em outra vibração. 
Ricardo Fenner
                             É muito estimulante perceber o público, perceber o espaço, adaptar-se a ele, como fez Cléber Lorenzoni ao escolher outras entradas para o elenco na primeira cena, ou ainda quando chegou do hotel de Seu Dadá, do meio do público. Mas e a sonoplasta? Estava atenta? Há de se ser prefeito! E quando digo perceber, refiro-me também ao prazer de perceber quais piadas cada sociedade aceita, quais frases pipocam melhor em determinado ao público. O ator humano é aquele que sempre percebe o outro, o outro em seu elenco e o outro na sua platéia. E quem é humano, terá sempre o aplauso de sua platéia. 
                           O figurino de Dulce Jorge tombando na cena final é detalhe que não pode repetir-se sempre e que a camareira tem que se ater. O espetáculo tem complexidades enormes, não pode ser picado ou reduzido aos tombos para adaptar-se ao tempo que a feira de livros oferece. Mas isso é bom, pois tenho medo desses espetáculos que suportam cortes enormes. Talvez fossem barrigas. O Santo e a Porca é um espetáculo maravilhoso, que pode render muito mas para isso senhores atores, voltemos as velhas e boas formalidades do teatro do Grupo Máschara!
                                      Já em Os Saltimbancos, os animaizinhos voltaram a brilhar. Alessandra Souza exerce muito bem sua função, mas pode sim surpreender, claro, se busca ser uma grande atriz! Gabriel Wink estava muito mais corpóreo do que em outras apresentações, mas precisa de ensaios mais seguidamente para parar de sempre esquecer alguma cena do começo do espetáculo. A "Ida para a cidade", nunca acontece as quatro vezes como foi marcada. Por que? Renato Casagrande mais uma vez não estava intenso como sempre é. A vida pessoal do artista deve sim interferir em seu trabalho, mas para dar-lhe mais força, mais garra... Cléber Lorenzoni esteve ótimo, mas precisa encontrar um tom de voz que possamos ouvir ainda que seu microfone falhe. E por fim Gabriela Oliveira está se tornando uma ótima camareira/contra-regra, precisa é revirar la dentro e trazer mais de seu amor pela arte para suas funções. 



Dulce Jorge (**)(**)  -Embora sem ensaios esteve ótima em Caroba, quase digna de ***
Cléber Lorenzoni (***)(**) Não ganhou *** em Saltim. por que quando seu microfone falhou não tentou falar mais alto.
Gabriel Wink (**)(**) Poderia ter ganho *, em "O santo" esqueceu o chapéu e não estava com a energia de sempre, e em Saltim. Engoliu a 2ª Ida a cidade, além de se embolar no final, mas fez tudo direitinho, e jogou muito bem o que lhe confere duas **.
Renato Casagrande(*)(**) Em Dodó não fez com o brilho que lhe deu Status II, deixou a personagem escorrer pelos dedos. Sua melhor cena foi a que Eudoro visita a casa e conversa com margarida.
Alessandra Souza (**)(**) Fez tudo básico. o básico é ótimo, é digno, mas espero vê-la "mordendo".
Luis Fernando Lara(***)(**) Perfeito em seu Pinhão nessa apresentação. 
Gabriela Oliveira(**)(**)Básica, ainda pode ser perfeita.
Fernanda Peres(**)(**)Seu trabalho de contra-regra quase merece ***
Ricardo Fenner(*)(**)O ator conhece demais seu texto para por em risco como pôs. O público pode ter ficado se perguntando, afinal ele pediu a mão de Margarida ao Pai???
Tatiana Quadros(***)(**) Profissional, mesmo sem estar nos espetáculos desse dia, dedicou-se ajudou sem obrigação alguma. Sem reclamar, quase mais do que os que estão em todos os espetáculos e enchem a boca pra chamar de seu trabalho.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Garibaldi RS Espetáculo adulto e infantil...

Talento x Técnica e Mambembes

         O Grupo Máschara completou esse ano 20 anos de atividades, e por atividades refiro-me ao teatro sendo apresentado por todo o estado. E não só em palcos italianos, mas em ruas, praças, palcos adaptados, salões e pasmem, até em altares de igrejas. O Máschara sempre primando pela excelência, tentou além disso, transformar os lugares, adequando-os. Em algumas cidades estiveram várias vezes com trabalhos distintos, mostrando sua versatilidade, sua capacidade em contar as mais diferentes historias. São sim atores mambembes que não só vivem disso, mas amam, precisam dessa virtuosidade, desse passeio pelos mais diversos públicos. E quem são? São todos os tipos de pessoas, de talentos, de amores ao palco. Talentosos ou extremamente técnicos, alguns com conhecimento empírico, outros esforçados, dedicados, estudiosos. Diria que alguns atores estão mais em contato com o todo ao seu redor, que compreendem sua existência e seu corpo cênico, outros precisam se antenar mais. Alguns  tem uma inspiração acelerada, pontuada, atuam até sem perceber. O Máschara é assim, uma  colcha de retalhos, com atores de todos os estilos, com personalidades cênicas muito distintas. Um espetáculo depois de anos precisa de muitos ensaios para não sair do prumo, não esticar. Quando um espetáculo é montado, a equipe tem um ponto de vista e esse mesmo deve ser mantido enquanto o espetáculo continua ou então a pergunta será: O que os atores pretendem? 
                 Ed Mort é um espetáculo moderadamente fácil, de compreensão simples. Com reviravoltas, cenas curtas, sem bifes. Um prato cheio para bons comediantes, já que a grande gama de piadas não prejudica qualquer profundidade textual. Gabriel Wink é um humorista nato e sempre consegue ser extremamente atraente em suas cenas. Tatiane Quadros é uma atriz que sempre volta ao palco intensa e precisa nas intenções iniciais. Tanto na comédia adulta quanto em Castelo Encantado, Tatiane consegue preencher o palco e prender a atenção. Aliás atrair a atenção é uma coisa que praticamente todo o elenco consegue fazer em todos os espetáculos. Ricardo Fenner as vezes perde o jogo com os colegas. O espetáculo O Castelo Encantado é antigo também e perdeu muito de seus ideais iniciais. Se reinventou e até poderia ser perfeito, caso os atores ensaiassem mais, se dedicassem mais. 



Dulce Jorge (**)(**)
Gabriel Wink (**)(**)
Tatiane Quadros(**)(***)
Renato Casagrande (**)(**)
Alessandra Souza (**)(**)
Luis Fernando Lara (*)(**)
Gabriela Oliveira (***)(*)
Ricardo Fenner (*)(**)
Fernanda Peres(**)(*)
Cléber Lorenzoni (**)(*)

                     

domingo, 4 de novembro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os Saltimbancos Veranópolis III e IV

               Um espetáculo em cena é reflexo do trabalho em bastidor, do ensaio, da equipe técnica. O Grupo Máschara foi perfeito durante anos, sem máculas, e não pode agora relaxar tanto. Respeito por sua direção, exímio trabalho em cena, dedicação ao público... Os Saltimbancos apresentado nessa quinta-feira em dois horários foi contundente. A primeira inserção foi interessante, capaz, elogiável, mas foi sem sombra de dúvidas a despedida de Veranópolis que cumpriu sua função máxima. Gabriel Wink esteve bem em ambas, mas ainda precisa largar o microfone de mão quando for apenas dublar as musicas, para que possa dedicar-se melhor ao trabalho corporal. Precisa seguir as marcas coreográficas para que não atrapalha os colegas na cena. Na segunda apresentação da manhã, Gabriel Wink enfrentou uma platéia de adolescentes e conseguiu guiar o restante do elenco dando tudo de si. Alessandra Souza esteve brilhante com sua galinha, mostrando que se dá muito bem com personagens atrapalhados propositalmente. No entanto seu figurino deve ser mais asseado, obrigação da camareira da equipe e TAMBÉM da atriz. Cléber Lorenzoni esteve totalmente intenso na primeira, no que diz respeito ao corpo, na segunda criou mil cacos interessantes para dar um toque de malicia nas cenas e deixá-la com jeito de espetáculo menos infantil. 
               Renato Casagrande voltou as antigas, e jogou muito bem com o restante do elenco, o que há dias não víamos. Tanto o interprete do Cachorro quanto a da Galinha mostraram ter ótima potência de voz, mesmo sem microfones conseguiam alcançar ótimas impostações com seus falsetes.Os tapames do cenário poderiam ser melhor firmados no carrinho, e a equipe técnica deveria exercer sua função durante o espetáculo. Afinal o propósito da viagem era o trabalho e não o passeio. O espetáculo foi cortado, mas o elenco solucionou muito bem levando ao público apenas o importante. Embora algumas pessoas tenham perdido o profissionalismo, o Máschara continuará por muito tempo sendo o grupo maravilhoso que sempre foi.

Alessandra Souza (**)(***)
Renato Casagrande (**)(***)
Gabriel Wink (**)(***)
Cléber Lorenzoni (*)(***)
Gabriela Oliveira (**)(**)
Luis Fernando Lara (***)(*)
Fernanda Peres (**)(*)


                              Atores, fazedores da arte, justos, compreendem o que acontece a sua volta e consigo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Os saltimbancos em Veranópolis

                       Um espetáculo teatral pode acontecer em qualquer situação, em qualquer espaço, basta uma arena, algumas pessoas e o interesse em fazê-lo. No entanto os diretores vão criando cenas complexas, jogos de luzes, cenários gigantescos e assim alguns lugares tornam-se improprios para que seu espetáculo aconteça. Em bora claro, os organizadores do acontecimento teatral devam sempre preocupar-se em compreender as necessidades dos artistas, da obra a ser apresentada.
                         A função de uma camareira é vestir o ator, dos pés a cabeça, solucionar problemas no costume a ser usado. A camareira mantém tudo organizado e asseado, a camareira é quem coloca o elenco pronto na cena. A função exata da contra-regragem é montar o cenário, organizar adereços, mantê-los, para que estejam sempre bem cuidados, organizados. Dispô-los pelo palco para que o ator possa entrar em cena seguro de que o material cênico estará ali disposto da melhor forma. A função do operador de som é conhecer o aparelho que usará, checá-lo antes do espetáculo começar. A função de um diretor é conceber um espetáculo e depois, na medida do possível, primar para que os atores não o transformem em outra coisa. A função dos atores por sua vez é a mais complexa de todas e precisa ser a melhor executada.
                         Em um espetáculo formal não se pode esquecer marcas, coreografias. O ator precisa cuidar de sua voz com dias de antecedência para que ela esteja boa em cena, razoavelmente ouvível. O ator precisa compreender o espetáculo no qual está inserido. Precisa canta se for musical, precisa aprender a dominar o som. O ator sobe ao palco para brilhar, contar algo, envolver e emocionar, mas principalmente, precisa saber o que está fazendo.

Alessandra Souza (***)(**)
Renato Casagrande (**)(**)
Gabriel Wink (*)(**)
Cléber Lorenzoni (***)(**)
Gabriela Varone (*)(**)
Luis Fernando Lara(**)(**)
Fernanda Peres (**)(**)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Os Saltimbancos no 53º Cena às 7

                A primeira vez que assisti um espetáculo do grupo Máschara foi em 1996, a peça era Cordélia Brasil de Antonio Bivar, com a impagável Dulce Jorge no papel título. A primeira versão havia sido dirigida por César  Dórs e a produção era de Dione e Jorge Silva. Mas quando vi, a própria Dulce Jorge havia embrenhado-se pelos caminhos enigmáticos da direção. O espetáculo além de bem feito, possuía um encantamento, uma entrega por parte do grupo todo. Uma fé cênica intensa, adorável. Não havia cache e havia muito mais público que atualmente. A divulgação era menor, mas os atores saíam em busca de seu público. O teatro era mais artesanal, mais humilde, e buscava o acerto, buscava o sucesso interior. Não se sabia ao certo o que se buscava, mas buscava-se algo.
                     Hoje assisti Os Saltimbancos, o mesmo grupo, a mesma catequese, os mesmos objetivos (acho), mas ainda assim algo muito diferente. Já se disse dezenas de vezes que a arte não tem certo ou errado, mas ela possui inegavelmente seus pilares, suas convenções para que algo técnico, organizado, elogiável, aconteça. 
                          Hoje por exemplo vi muita técnica, muito domínio do fazer teatral, mas onde foi parar a alma? A alma de alguns saltava aos olhos, mas ela não passou nem perto da equipe técnica, a iluminação muito mais eficiente do que na noite de sábado, ainda precisa ser mais afinada, mais artística na mão de quem  a executa. A iluminação não é apenas uma função a mais que não tendo para quem da, delega-se a quem está a disposição. Ela precisa de compreensão. De esforço. De profissionalismo. A mesma dedicação que se usa para criar uma personagem há de estar presente no momento de iluminar atores sobre um palco. O sonoplasta precisa ter a alma na ponta dos dedos. Não é cabível, não é tolerável, não pode ser aceito precipitações de faixas erradas, soluços de sons equivocados. A platéia não foi convidada a sair de suas casas para ver suas incapacidade em exercer sua função. 
                             Alessandra Souza (**) está em seu melhor papel, não há dúvidas, a atriz vence muitas dificuldades, sobressai-se em vários momentos, mas precisa atentar sua musicalidade. Já assisti mais de quatro vezes o espetáculo e agora a cada vez que assisto novamente quero ver mais de Alessandra, o ator não pode acomodar-se, pode até errar, mas sempre buscando coisas novas. Um espetáculo teatral, não combina com a monotonia. Um artista é um comunicador, e tem obviamente coisas novas a comunicar a cada nova inserção.  Gabriel Wink (**) tem um ouvido muito afinado, mas o escuto cantando cada vez menos. Sua simpatia cênica desce do palco, é uma agradável escolha para o papel em que está, no entanto sua composição já alcanço mais méritos em Os Saltim... Para haver unidade com os outros animais carece de mais pesquisa. Movimentação "equina". 
                                Renato Casagrande (**) conseguiu pela primeira vez nesse espetáculo, chegar ao final com a maquiagem praticamente intacta. Casagrande dança e canta com proporções admiráveis, mas as vezes pinta muito dentro dos contornos, uma dica interessante, já está na fase de nos apresentar  mais de sua personalidade. Em alguns momentos da para vê-lo tentando coordenar os colegas em cena o que denota noção do todo. Tem tudo para ser um grande ator. Cléber Lorenzoni (***) adentrou a cena com sua "mordida", encantou crianças e adultos, poderia ter falado um pouco mais alto, mas sua presença e ânimo contagiaram. É um exemplo para outros atores que venham a interpretar personagens femininos. Apenas um conselho de quem deseja o melhor para seu trabalho: Deveria ser mais humilde na hora de agradecer a presença do público, submetendo-se a tirar fotos com as crianças ao término do espetáculo. 
                                    Os Saltimbancos é um dor mais incríveis trabalhos do Máschara, precisa de estrada, precisa de públicos, precisa da noção por parte de sua equipe de que um espetáculo nunca para, nunca morre. 

Luis Fernando Lara **
Fernanda Peres **
Dulce Jorge **
Ricardo Fenner **
Gabriela Oliveira ***

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

Os Saltimbancos - 53º Cena às 7 a


     
         Os Saltimbancos não pode acabar





       O mais magnifico da arte, do teatro, é o quanto ele é cooperativista, o quanto no palco tudo é feito em cumplicidade, troca entre pessoas, são pessoas criando junto, atuando junto. Teatro embora como profissão, não é uma profissão como as outras, exige uma dose grande de amor, de humildade, de disponibilidade. Pode não haver nada disso, mas aí não terá alma. Mesmo em um monólogo, onde um único ator está em cena, diversas pessoas envolveram-se para que as coisas acontecessem, os iluminadores, as camareiras, os técnicos, diretores, cenógrafos, etc... Um bom espetáculo por exemplo, acontece quando um elenco e uma equipe navegam pelo mar em uma mesma direção.

          Uma das maiores maravilhas é ver um ator nascer, ir aprendendo o oficio, aprendendo a amá-lo, encantando-se, descobrindo-se. Vê-lo na primeira oficina e depois, anos mais tarde, vê-lo no palco, sob os holofotes, aplaudido. Pleno. 
                                                        O teatro é algo tão complexo, indizível, inexplicável... O teatro é a prova de que pode-se amar algo profundamente sem esperar nada em troca. O espetáculo de ontem, Os Saltimbancos falava sobre muitas cosias, como toda obra cênica, no entanto as frases que não me saiam da cabeça eram: "Juntos somos fortes", " Um bicho só é só um bicho", "As vezes as coisas que mais queremos estão mais perto do que imaginamos". Bravo! Isso sem falar nas inúmeras informações subliminares envoltas na semiótica do espetáculo. 
                                      O teatro é uma disposição que o ser "ator" dedica em prol da plateia e do seu elenco, um senso de fazer seu melhor, uma necessidade de se desafiar, se superar. Há um diretor, mas na hora do "show" quem realmente da as cartas é o ser em cena. E seu termômetro é o seu jogo, sua triangulação e a resposta do público. Mas nem todos podem ser artistas, as vezes os deuses te abençoam para sempre com satisfação e sucesso. As vezes o ator percebe que já cumpriu sua meta, sua "obra", sua verdade, em outras vezes os Deuses tiram o dom que deram ao ator, pois ele não o merece mais, não exerce sua função com a dedicação e o amor pelo outro que ele deveria dedicar. 
  O teatro pode ser o sonho de algumas pessoas, pode ser o pretexto para uma crítica, pode ser o desejo de simplesmente fazer rir, pode ser várias coisas e Os Saltimbancos foi a realização de um sonho.  Um sonho muito lindo diga-se de passagem, com visual e atuação mágicas, afinal os quatro animaizinhos dificilmente sairão da lembrança das crianças que assistiram o espetáculo
     E o espetáculo? Bom... 
     A curva dramática do espetáculo não ocorreu...Dava para ver que os atores estavam ligados em cena, mas não havia o tão famoso jogo do grupo Máschara,   
O Jumento foi perdendo sua força no decorrer da narrativa, A Galinha precisa de mais noção de ritmo de espetáculo, A Maquiagem do interprete do cão precisa ser melhor manipulada, ou ao final do espetáculo assemelha-se a um monstro. No primeiro terço do espetáculo, Gabriel Wink que tem muita presença, conseguiu chegar ao público, mas perdeu-o aos poucos. Alessandra Souza precisa dançar melhor e cantar melhor. É um musical!  Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni não estavam plenos como os vi em outros "tomos"  do espetáculo. A trilha foi mal operada. A iluminação merece uma revisitada. E Saltimbancos não merece acabar, uma obra de arte não pode ser negada ao público.

Dulce Jorge **                                      Ricardo Fenner **
Cléber Lorenzoni **                               Gabriela Varone *                
Alessandra Souza *                                Gabriel Wink  *
Renato Casagrande **                             Luis Fernando Lara **
Fernanda Peres **                                    Angela Jaques Freres ?