terça-feira, 15 de abril de 2014

Esconderijos 78 e 79 em Lajeado


O palco de Veranópolis


Cordel com a corda toda

CORDEL COM A CORDA TODA

 (cantando com a dor do sertão, mas sem sofrimento interno)
3x-Ai meu deus, meu deus do céu, ai meu deus, me ajuuda!
(rindo muito vem chegando até o palco)
 La por traz daquele morro tem um pé de aipim      
todo mundo anda dizendo que ocês gostam de mim
(sentado massageando os pés, dando a ideia de que vem de muito longe)
 (tom) Ocês gostam de mim?   E ocê aí? gosta de mim ou não? Ôxe que cansasso, to vino de muito longe...      Você aí, florzinha de guabijuba, venha cá beija minha juba...
Ôxe, mas chega de fala de mim, vamo é fala de meus versu...
(tom) (avançando para o proscênio) La em cima daquele morro tem um pé de bananeira
 e com o cheiro desse povo, deve tudo ta uma... suadeira
(risos animalescos, sons estranhos e movimento corporais que surpreendam, para criar uma  figura que pareça fantasiosa)
                                      Pensaro que eu ia dizer palavrão num é mesmo?
                                       Mas não, oceis tem que pensar maió... Tem que pensa grande

Construção Cênica - Cordel com a corda toda

                  Zé do Cordel é um contador de historias que leva de cidade em cidade historias do povo sertanejo, com gracejos, prosa e verso. A literatura de cordel, tão marcante na cultura de nosso país, ainda não se espalhou pelo rio grande do sul, mas fica muito mais clara nas mãos dessa figura típica do nosso nordeste. Zé vai envolvendo a platéia e nos encantando em um jogo lúdico e de fácil compreensão. O cordel vai abrindo espaço e nos convidando com a corda toda a mergulharmos nas historias cotidianas e tão humanas da literatura de cordel.

Direção e Roteiro= Cléber Lorenzoni
Atuação= Roger Castro
Texto inspirado na literatura de cordel com versos de Patativa do Assaré, José Walter Pires e Leandro Gomes de Barros