domingo, 11 de novembro de 2018

832- Lili Inventa o Mundo (tomo 110) Feira de Livros de Cruz Alta

                         Mais uma feira de Livros de Cruz Alta, estive presente na primeira lá nos anos 80. Cruz Alta teve muitas feiras de sucesso, com presença de escritores de vários lugares, grupos de teatro. Grandes palcos. Lembro de ver a atriz Dulce Jorge em cena em 1993 em um palco na esquina da Pinheiro, atras da praça com integrantes do Máschara trajando preto e fazendo cenas curtas divertidas. Em 1994 vi Cléber Lorenzoni interpretando, com a equipe de palhaços do sesc, um gatinho em uma peça dirigida pela professora Giane Ries. Em 1997 Cléber Lorenzoni fazia sombra de rua, seguindo as pessoas e caricaturizando os transeuntes. Já em 2000 foi a vez das estátuas vivas invadirem a feira. Na feira de Livros de 2006, a sobrinha de MArio Quintana esteve em Cruz Alta, e Esconderijos do Tempo foi apresentado no altar da igreja luterana na praça General Firmino. Feiras de Livros combinam com teatro. O texto literário cria vida no palco.
                              Em uma tarde de sol muito quente, lá estava a trupe de Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge. De uma forma resumida e ao olhar do publico mais leigo, lindos palhaços, divertidos. Cléber Lorenzoni impagável descendo do palco e fazendo loucuras sem limite. Renato Casagrande inteiro na cena. Alessandra Souza muito vivas. Microfones péssimos. Crianças participando. E Mario Quintana sendo contado. A excelência do trabalho mostrado dias antes na ESMATE, pelo que me contaram, não se repetiu. Mas logicamente devido aos percalços de uma apresentação na rua. Clara Devi, Maria Antonia Silveira Netto e kauane Silva se esmeraram. Percebi pela energia, pelas intenções e pela ação, que elas estavam intensas, no entanto certas filigranas aparecem com o tempo, com a maturidade. Cléber está ali para salvar, aconselhar, e ele sempre parece saber o que está fazendo, ou por que está testando essa ou aquela situação. Só não tolera erro de colegas de cena maduros. 
                                 Clara precisa de mais concentração e menos nervosismo. Kauane precisa de mais energia e dicção e MAria Antonia ficar mais atenta. Ao mesmo tempo todas precisam ter paciência para saber que a perfeição vem com o tempo. São todos aprendizes, e nunca se está pronto.
                                Clara Devi pode e deve saber melhor a poesia de Mario. Maria com o tempo vai aprender que se a roupa cair, basta juntá-la. Percebí Kauane bastante concentrada, mas algumas palavras não foram compreendidas. Um espetáculo como esse apresentado na rua, é uma aula e serve certamente para que os atores adquiram prática e desenvolvam técnicas.  
                                   Não foi dos melhores, mas certamente não foi das piores, foi mais um dia de trabalho. 
                                  O elenco deve cuidar também a potência de sua voz versus a força de captação do microfone. Não se pode falar aos berros ou cantar muito próximo do microfone. 
                                     A dança final com todo o público foi uma forma divertida de deixar nas crianças um gostinho de quero mais. 
                         Ri bastante, e fiquei triste com a organização longe da perfeição. Mas o importante é ter feira!


                                                O Melhor : O domínio do ator e diretor Cléber Lorenzoni que deve servir de inspiração aos novos atores.
                                                        O pior: Os péssimos microfones oferecidos aos atores.


                                                  A Rainha