segunda-feira, 10 de junho de 2013

Lili Inventa o Mundo tomo 95 - Santa Rosa, 07/06/2013

            As pessoas mandam os filhos ao teatro para se eximirem da necessidade de também se deixar tocar pela arte. Existe uma frase que diz que se você quer educar uma criança deve começar pelos avós dela... A arte também precisa entrar em nossas casas para que nossos filhos aprendam desde pequenos o prazer de curtir uma obra. A Literatura, a dança, a musica e o teatro devem, precisam ser inspirados, incentivados desde a tenra idade. O Centro Cívico e Cultural recebeu no dia 07 de junho de 2013, mais de 500 crianças para assistir Lili Inventa o Mundo, a mais famosa montagem infantil do Grupo Máschara
           O espetáculo foi uma sequência de sucessos no que tange o trabalho dos atores, no entanto mais uma vez a parte técnica foi uma sequência de fracassos. Aliás o Máschara está passando por uma complicada fase no que diz respeito ao trabalho por traz das cortinas. Cléber Lorenzoni e Tatiana Quadros engraçadíssimos, Renato Casagrande a cada dia mais técnico, intuitivo e profissional, Alessandra Souza técnica e extremamente atenta nas coxias, Evaldo Goullart aprendendo o oficio a cada apresentação. O único aquém fica para a atriz Fernanda Perez que tem tido pouco cuidado com seus textos, engolindo frases importantes, e as vezes prejudicando as réplicas dos colegas. 
               Os figurinos coloridos, o cenário clean, e as maquiagens, tudo colabora para envolver adultos e crianças, mas fica a dica, alguns atores precisam ficar atentos, é nos detalhes que o teatro impera, no entanto as vezes algumas pequenas coisas passam desapercebidas e colocam em riso visual, compreensão e brilhantismo.
                 A coluna dos atores trabalha com maestria, precisão, e várias técnicas são percebidas na cena. Lili Inventa o Mundo agrada crianças e adultos, as vezes peca pelas pequenas barrigas que aparecem aqui e ali, mas não chegam a prejudicar a curva do espetáculo.
                  Evaldo Goullart precisa ter calma, as vezes quer correr demais, precisa também trabalhar mais o ritmo e a sonoridade nas cenas musicais. As vezes os volumes de alguns atores tendem a baixar um pouco o que é compreensível já que o espaço era extremamente grandioso. 
             O Teatro do Máschara traz sempre alguma ideologia muito forte por traz das ações, e inter-relação deve ser reflexo do tempo que o espetáculo tem, do prazer em fazer, e da potencialidade humana. A cena de transformação de Mathias foi prejudicada, mas achei genial os atores tentarem solucionar no palco. Lili Inventa o Mundo assemelha-se muito a teatro de rua, pelas centenas de opções que a equipe tem para salvar, modificar, adaptar, tudo na própria cena.  
               A linda trilha do espetáculo foi totalmente prejudicada, mal executada. Nem mesmo quando o intérprete de Senhor Poeta pediu musica a trilha não entrou, o que prova que não só alguns atores não escutam, mas também os técnicos. Nem mesmo a atual iluminadora nem o ex iluminador recordaram quais musicas deveriam ter entrado em quais momentos, isso entristece e revela o quanto a parte técnica dos espetáculos tem sido pouco levada em conta no Máschara. No entanto o sonoplasta, o iluminador, o contra-regra, todos eles tem tanta importância em um espetáculo quanto os atores... Uma pena!


A Rainha

Alessandra Souza (**)
Renato Casagrande (***)
Fernanda Peres (*)
Evaldo Goulart (***)
Tatiana Quadros (***)
Cléber Lorenzoni (***)
Gabriela Oliveira (*)
Luis Fernando Lara (*)

Pinhão e Caroba


A Serpente


Em Santa Rosa