segunda-feira, 14 de novembro de 2011

44º Cena às 7

Garibaldi - fim da tournê

Cenas finais...

                A ultima apresentação do Máschara em Garibaldi foi com o espetáculo Feriadão, sem muitas revelações. Historia novamente bem contada, maquiagens interessantes, embora a sombra colorida nas pálpebras tenha sido abolida, mas alguns atores ousam sempre poluir as coisas cheios de boas intenções. 
                       Os destaques do dia ficaram para Renato Casagrande e Alessandra Souza, ambos muito ativos em cena, colunas impecáveis, focados no trabalho, merecem três estrelas.. Alessandra Souza é uma atriz que a cada dia se destaca mais, provavelmente pela sua garra e paixão pelo que faz. Outra coisa que pesa para sua melhora é o tempo, tempo é algo valioso no teatro. Uma atriz com cinco ou seis anos jamais terá a carga e a técnica de uma atriz com dez, doze ou quinze anos de palco. 
                        O teatro tem uma regra muito interessante, os atores que começam em papéis principais geralmente descem para os coadjuvantes, e os que começam pelos coadjuvantes vão lentamente escalando o caminho em direção aos principais. Não há nada de depreciativo em nenhuma das duas situações, mesmo por que principais e coadjuvantes não se distinguem em talento. O principal é apenas aquele que assume o papel tema de um espetáculo, o que o conduz. Pode ser por ter um físico ou uma idade apropriadas, como pode ser por seu talento em conceber tal personagem. Mas quem aproveita mesmo são os coadjuvantes. Eles não carregam o peso de defender e guiar o espetáculo, eles são o recheio dessa maravilhosa torta, eles dão o gostinho a mais, as surpresas...
                              Artistas são pessoas muito complexas, carregam consigo os dramas de suas personagens, debatem-se em erros e acertos. Os leigos costumam vangloriar a vida dos artistas por esses terem o privilégio de viverem várias vidas. Mas será que carregar dentro de sí mesmo o sofrimento e a delícia de tantas vidas é algo sadio e agradável? Áh! Os leigos! 
                               Gabriel Wink destaca-se muito em seu Felipinho, mas me questiono se aquele vovô tão adulto, tão traquejado, falador, não deveria ter mais detalhes de menino, para que fosse verossímel sua transformação. Outro detalhe relevante é o figurino, Gabriel Wink, ator tão detalhista, mantenha o colete do vovô abotoado. Costumes teatrais costumam ser feito as pressas e quase sempre não tem forro, tem costuras nem sempre muito bem acabadas por "n" motivos que nós amantes do teatro compreendemos, portanto, abotoe o figurino! 
                               Angélica Ertel carrega nessa multidão de vidas internas, Lili, Rosa Maria e finalmente Serenita, isso se mencionarmos apenas personagens infantis. E admiro sua mutação para compor cada uma delas. A destreza com que adapta sua postura para o público menor ou maior é algo muito bonito de se ver.                                      
                                     Cléber Lorenzoni da a voz e linha do espetáculo e é dele a voz que mais se escuta, por que os outros colegas de cena não se espelham nesse exemplo e brindam o público com mais potência vocal?  
                                    A sonoplastia foi bem administrada, mas continuo aconselhando o Máschara a investir em um bom sonoplasta que dedique-se apenas a esse setor do trabalho.
                                     Há esses três brilhantes atores, duas estrelas...

                                         A Rainha...

                       
                                 
                              

Mathias, o pequeno pé de pilão!