segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Papai Noel e seus duendes nas ruas de Cruz Alta


O diretor Cléber Lorenzoni imortal da academia cruzaltense de letras


Interagindo com o público


Performance - A criação


Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni em Corpo em Ação


Renato Casagrande e Antonia Serquevittio em A Criação


Carnaval 2013

Em cena Renato Casagrande, Cléber Lorenzoni, Raquel Arigony, Sandra Lázari, Evaldo Goulart e Douglas Maldaner


sábado, 7 de dezembro de 2019

Elenco do corpo em Ação natalino


A linda caracterização da atriz Kauane Silva


Retrospectiva melhores do Ano


                      Melhor Ator         Melhor  Atriz               Melhor Ator Coadj            Melhor Atriz Coadj


2018- 3ºRenato Casagrande      1ºKauane Silva    1º Gabriel Giacomini            1ºAlessandra Souza
                (Kaifaz)                         (Anahí)                    (Anáz)                             (Cerafina)


2017- 10ºCléber Lorenzoni      10ºDulce Jorge             3ºRenato Casagrande            2ºRaquel Arigony
                    (Jesus)                            (Maria)                        (Mulec)                                  (Maluc)


2016- 9ºCléber Lorenzoni     9º Dulce Jorge        1º Evaldo Goulart                1º Raquel Arigony
                (Ulrica)                    (Leninha)    E               (Henrique)                     (Velha Cega)
                                               3º Alessandra Souza
                                                        (Ereda)


2015-2ºRenato Casagrande        2ºAlessandra Souza           2ºRicardo Fenner            1ºDulce Jorge
          (Bah Baah)                         (Olívia)                           (Seu. Angelo)               (Euníce)


2014-8ºCléber Lorenzoni      8ºDulce Jorge                 2º Renato Casagrande             1º Fernanda Peres
            (Euricão)                      (Caroba)                              (Dodó)                                (Glorinha)


2013 -1ºRenato Casagrande    1ºAlessandra Souza            1ººRenato Casagrande           1ºTatiana Quadros
             (Ágatha)                         (Lígia)                             (Décio)                                  (Guida)

2012-         3ºGabriel Wink                  7º Dulce Jorge
                      (Benona)                       (Caroba)

2011-          7ºCléber Lorenzoni          3ºAngelica Ertel
                      (Adelaide)                     (Leninha)

2010-            2ºGabriel Wink              2ºAngélica Ertel
                      (Ágatha)                       (Lili infantil)

2009-            6ºCléber Lorenzoni                                                   1ºRicardo Fenner
                      (rosalinda)                                                                (Conde Mauricio)

2008-                          6ºDulce Jorge                                                             1ºTatiana Quadros
                              (Penélope)                                                            (Fada Mascarada)

2007-          1º Gabriel Wink                   1º Angelica Ertel
                      (Piteer Stockmann)         (Glorinha)


2006 -          5ºCléber Lorenzoni          1º  Kellem Padilha
                      (Mario Quintana)           (Lili)


2005-            2ºAlexandre Dill               1º Miriam Kempfer
                       (Dr. Cícero)                      (Rita Paz)



2004-                                                   1ºlauanda Varone
                                                               (Palhacinha)

2003-                                                  5º Dulce Jorge
                                                              (mãe-Bodas)

2002-        1ºJorge Pittan                       2ºSimone De Dordi
                     (Rei Duncam)                 (Lady Macduff

2001-       4ºCléber Lorenzoni              1ºMarcele Franco
                   (tartufo)                          (Mariana)

2000-       1ºAlexandre Dill                 4ºDulce Jorge
                  (Hêmon)                           (Antígona)

1999-       3ºCléber Lorenzoni           1ºAriani Pedrotti
                  (palhacinho)                    (palhaça espanhola)


1998-     2ºCléber Lorenzoni             1º Simone De Dordi
                (flávia)                                 (Das Dores)

1997-      1º Cléber Lorenzoni              3ºDulce Jorge
               (Fada morgana)                (Bruxa Magnólia)


1996-       1ºDiulio  Penna                   2º Dulce Jorge
                (Gato Bulunga)               (bruxa Magnólia)

1995-       1º Dulce Jorge
                (cordélia Brasil)







                                                    


   

Duendes do Máschara


Mais uma edição do corpo em ação natalino - 47 edições


Natal nas ruas de Cruz Alta


Um grande sucesso de 2016- o mágico de Oz


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Vagner Nardes e laura Hoover em cena em Fim de Partida - Beckett


IV - Recital Vozes com participação do Máschara

                          Música é meu prato preferido no que diz respeito a arte. Logo depois vem a dança, e então a pintura, a literatura etc... Todas é claro conectadas à arte cênica e portanto me atrevo aqui a dar meu ponto de vista. Perdoem-me se eu estiver um tanto ultrapassada, sou meramente uma senhora que acompanha os acontecimentos artísticos ao nosso redor. Observo através de revistas e jornais o que acontece no mundo. Frequento todo o tipo de espetáculo e para minha diáfana surpresa, o Máschara estava presente no recital vozes, da professora Andrea Rosa, a quem não fui ainda apresentada, mas de quem já me tornei fã. Não há como não admirar quem se entrega, mergulha de fato no fazer artístico e mais ainda, quem tenta criar possibilidades para que outros possam também se descobrir nos braços da arte. 
                            Em cena diversos aspirantes, cantores jovens e crianças. Como em qualquer espetáculo proveniente de uma escola, havia discrepâncias, alguns mais capazes outros menos. Alguns se portavam como artistas sobre o palco, outros apenas tentavam vencer seus medos... Perdoamos à todos, são alunos. A anfitriã da noite esmerou-se em figurinos diversos e lindas canções, das quais destaco a canção tema do musical de 1986 O Fantasma da Ópera, Não era uma atriz cantando, era uma cantora, mas ainda assim alcançou grande exito. Como professora capacitada que é, dividiu o palco com muita delicadeza com alunas e alunos. Sem exagerar em sua exposição, deixando os alunos brilharem. 
                                Durante o espetáculo algumas ações cênicas poluíram um tanto o palco. Excesso de pessoas sobre o mesmo. Por algum motivo havia dança acompanhando todas as canções, e como se não bastasse ainda havia um telão onde víamos cenas que sublinhavam o que acontecia no palco. Eu não apreciei, e como dica, aconselharia a rever esse pequeno exagero. As vezes eu gostaria de me concentrar apenas nos cantores, já que era um recital. Por outro lado, aplaudo a iniciativa de reunir as artes em um único espetáculo, de forma cênica e razoavelmente estruturada. 
                                   Alguns bailarinos deviam ser alunos, pois não estavam muito preparados, isso de certa forma divide opiniões, seria um espetáculo profissional, ou não? Penso que sim, já que havia um valor de ingresso. 
                                    Foi divulgado que o espetáculo começaria pontualmente e que as portas seriam fechadas de modo a ninguém mais adentrar o espaço, outro acerto. É preciso educarmos a platéia que não é pontual em detrimento daqueles que chegam na hora.
                                    O Máschara, grupo que muito admiro fez pequenas participações que deixaram um sabor de "quero mais". ABBA que já é a cara do Máschara, Dancing Days, que colocou sobre o palco quatro lindas e provocantes Drag Queens e ainda uma recepção na marquise, que foi prejudicada pelo  volume do som baixo que os acompanhava. Lá fora, uma caracterização lindíssima, com Clara Devi interpretando a doce Chritine Daaé. Fiquei encantada, mas não pude assistir toda a performance, pois a garoa fria assustava meus tornozelos. 
                                      O Máschara foi aplaudido com muita intensidade enquanto dançava Mamma Mia ao lado dos interpretes: João Alberto, Marla e Luciane. 
                                        Entre os cantores, grandes revelações e emocionantes interpretações, Dulce Jorge, João Alberto JuChem, o casal  de alunos que interpretou a canção de Fantasma da Ópera emocionou a todos, e certamente outras grandes   interpretações.
                                        Enfim uma noite de emoções, como bem cantou Luíz Euclides da Cunha Lopes. Um arrojo para nosso fim de ano. A parte técnica cometeu pequenos atrapalhos, artistas sem o microfone, contra-regras atravessando o palco em um tal de põe e tira pedestais, a falta dos nomes dos artistas que deveriam ser mencionados pelos protocolistas. A luz pouco capacitada para um espetáculo que necessita de uma luz muito bem afinada. Mas são detalhes que aos poucos serão vencidos, quem trabalha com eventos sabe que a cada ocasião novas arestas precisam ser aparadas, para se alcançar o trabalho exímio, a perfeição. 
                                          Meus sinceros parabéns à Cantora Andrea Rosa, a diretora de palco Karen Costa e ao Máschara. Três forças unidas em prol da arte.



                           Arte é Vida


                                                              A Rainha
                                             

Elenco de Terra Saudade em momento emocionante


Dulce Jorge em espetáculo musical



Cléber Lorenzoni em performance O Fantasma da ópera


Aula de encerramento da turma Adulto da ESMATE - Tema Solilóquios


"Ah! Quem sou, o que sou? Um joguete do destino? Ser ignóbil, fracasso da humanidade. Esmaga-me rocha qual larva desprezível. Esfumaça-se carne pútrefa, qual fímbria de saia rota e gasta. Amolece firmamento e despenca por sobre mim, astros e poeira estrelar. Desce sobre mim silêncio fatal, aperta as veias e corredores por onde espalha-se o vão sumo de minha pobre vida. Levai-me, levai-me vos peço, encurta chama, descerra-se cortina, pois cheguei ao ato final."


Elenco que participou do Recital Vozes


O diretor Cléber Lorenzoni ao lado do comunicador Luís Carlos da Rádio Popular


Erik, Christine Daaé, Visconde Raoul de Chagny em Recital Vozes


Drags do Máschara - para o recital vozes


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Personagens do cinema na Rede Super Súl


Dona Bibiana, Padre Lara, Licurgo e Luzia Silva


Terra saudade por Grupo Máschara


Estamos intrincheirados- Pic NIC no front - direção de Renato Casagrande


Fim de Jogo -direção de Alessandra Souza


Teatro vanguarda na esmate

                                          Bem correto que tanto Beckett quanto Arrabal, tanto Fim de Partida quanto Pic nic no front não tem nada de vanguarda, pois já se tornaram clássicos e é realmente difícil encontrar novos debates com os dois textos. Ou seja, são atuais e presentes, mas quem senta para assistir já tem uma pré leitura do que vai ver, já chegamos ao teatro com uma experiência imaginada. No entanto para nosso teatro um tanto boutique, ambos os textos são vanguarda quando levantam discussões que ainda eram desconhecidas para alunos ou mesmo elenco. As duas esquetes encenadas por meus alunos e dirigidas por meus assistentes e colegas, é um hibrido de tudo o que foi trabalhado durante um ano de ESMATE e muito mais que vem conosco de outros anos, já que somos antropofágicos e sem aforismos eu diria que em cena vê-se a importância do estudo. E olha que muitos ali nem gostam de estudar. 
                                             Não se deve estudar para agradar alguém ou por pensar em uma boa profissão, mas pela necessidade enquanto individuo que passeia pelas discussões da existência sabendo em que terreno está pisando. 
                                           Nas ultimas semanas a ESMATE mencionou o naturalismo, e em meses anteriores discutiu-se o simbolismo, e o surrealismo, fala-se há muito sobre teatro do absurdo e salpica-se pontos de vista quanto ao existencialismo, tudo muito sutil, sem carregar muito a cabeça do aluno ou tentar torná-lo mais um acadêmico insuportável. Todas essas linhas se cruzam formando teses, que quando cruzadas com narrativas dramatúrgicas, geram formas, linguagens e intertextualizações.  
                                            Ora muitos atores instintivos, não pensam, apenas agem e criam por assim dizer símbolos que estão pairando entre nós mas que quando deparamo-nos com eles, tomam um colorido muito especial e funcional. 
                                            A violência foi o substantivo âmago, presente nas duas cenas e sintetiza de certa forma a macroscópica situação ao nosso redor. Os perfis dos diretores ficam muito claros e suas declarações estéticas são muito pontuais. Alessandra Souza é mais clean, ela quase sempre opta por uma escolha única em sua linguagem. Renato Casagrande pincela muitos signos e é preciso ser muito observador para captar tudo o que ele quer nos dizer. Contudo, nessas construções ouve uma desconstrução de posturas, e tanto um dos diretores quanto o outro mostraram-se de outras formas. Souza conseguiu  nos apresentar muitos signos e Casagrande afunilou-se em um único contexto. 
                                            O minimalismo da tragédia contemporânea de Beckett requer menos sentido e mais neutralidade. Não se pode buscar muito sentido no texto desse dramaturgo, é o sentido que vem até nós. A vida precisa ser extirpada, mas ela insiste em se agarrar as paredes e ali ficará. As interpretações poderiam ter caído no fácil apelo da tragédia, mas o histrionismo ficou de fora.  O cenário na boca de cena foi uma escolha ótima que realçou a sensação de aprisionamento que o texto pede. Os sons, os gemidos, os ruídos, a forma sutil com que toda a equipe pronunciou seu texto foi extremamente coerente e eficaz. Como eu disse, talvez algumas coisas sejam mais instinto do que técnica ou talento. Mas então esperamos que os atores as tenham captado e as mantenham salvas em seus arquivos do teatro de beckett.  Indico aos atores assistirem o filme O Abrigo (2002) de  Xavier Gens, elucidaria ainda mais no contexto de Fim de Partida.
                                              O Teatro do absurdo iniciado em 1952, crítica deveras o realismo, e isso fica muito claro na montagem de Renato Casagrande. O mundo contemporâneo se movimenta de uma forma quase alógica. Nós estamos entrincheirados, nós estamos a beira da loucura e essa hipérbole é o mote central na concepção da equipe. A esquete derrapa um pouco na escolha do ambiente onde a trama se passa, e o lado farsesco quase invade a cena. Mas os cenários e as interpretações fantásticas salvam qualquer equívoco. A maquiagem de Zapo e Zépo é muito funcional e a entrada da personagem de Ellen Faccin é um achado bárbaro. Talvez o final pudesse ser mais explosivo, mas de qualquer forma o corpo sendo levado lentamente, acrescenta uma sensação de terror necessária à proposta. 
                                              Foi sem dúvida a prova de que os nove atores da turma e seus dois diretores estão prontos para o palco., claro que a cada novo trabalho acrescentar-se-á a necessidade de estudo, de busca de conhecimento, de discussão sobre determinada obra. Mas Fim de Jogo (ou partida) e Pic nic no front foram trabalhos merecedores de aplauso e respeito por quem faz teatro.


                                               Cléber Lorenzoni - diretor



Elenco à postos - Auto de Natal -família de Nazaré ano III


domingo, 1 de dezembro de 2019

Auto de Natal - familia de nazaré (tomo 5)


                 De repente uma invenção pequena, uma coreografia, vários ensaios e uma lista de figurinos  dão lugar à emoção, candura, e singeleza...
                        Assim é o Auto de Natal do Máschara, pelo menos para mim que sou diretor. Existe um apelo engraçado, para nós que nascemos em berços cristãos católicos. A historia mitológica de Maria de Nazaré exerce um poder enorme, uma influencia avassaladora em nossas ideias da criação do mundo. 
                     Eu frequentei a igreja por mais tempo que realmente queria. Foi lá, entre velas derretidas, orações que não compreendia direito e lindas imagens cheias de símbolos que pela primeira vez vislumbrei a representação. O incenso das cerimônias, os cânticos, as liturgias repletas de sentar-se, levantar-se, ou ajoelhar-se, me deram a perfeita noção do quanto o cerimonial, o cênico, é necessário, indispensável para o humano.  Ao mesmo tempo percebia que o mistério era necessário, o desconhecido. Foi disso que a igreja serviu-se durante quase dois mil anos. Uma instituição necessária, filosófica e poderosa. Finalmente o mundo ocidental começou a compreender a alegoria mitológica do cristianismo, necessária logicamente, mas mutável como a sociedade humana. 
                             Ainda assim, por algum motivo, acredita-se que um anjo visitou uma virgem e lhe descreveu uma gravidez advinda de um espirito santo. Nós queremos mistério, nós queremos encanto, nós queremos o lúdico, nós queremos crer no divino. Talvez esteja aí a explicação para tamanha comoção da platéia ao assistir o Auto de Natal. 
                              Eu dirigi um espetáculo repleto de dança, canto e interpretação. Um espetáculo de quase uma hora de duração que passeia por contos bíblicos e parábolas de conhecimento universal. Um espetáculo tão alegórico que ultrapassa as noções da logica exatamente por que mergulha na arte, visual e semiótica. 
                     A interpretação de Alessandra Souza por exemplo, mostra uma Maria humana, tridimensional. O Herodes de Renato Casagrande é jovem, genioso e tirano. Há um clima jovem, infantil e extremamente harmônico em todo o espetáculo. 
                        A entrega, a dedicação, a energia, o profissionalismo, tudo são itens de um trabalho serio e grandioso. Muitos são os atores que se destacam, mas enquanto diretor, preciso reverenciar Laura Salles Heger pela capacidade de com tão pouco tempo de teatro, estar ainda assim tão intensa, firme no palco qual atriz que sabe o que faz. Anita Coelho, que foi a revelação da noite, corajosa e mesmo com poucos ensaios,  tão disposta. Antonia Serquevittio é uma atriz que não tem tido muito tempo livre para dedicar-se a ESMATE, mas quanta entrega, profissionalismo, e a disposição para ensaiar até mesmo com um bebê nos braços. Nicolas Miranda é um jovem que vem amadurecendo, sua prestatividade na hora de substituir a colega foi muito elogiável. 
                              Outro grande exemplo de profissionalismo foi a performance de Ellen Faccin como contra-regra, educada, dedicada, preocupada em fazer um bom trabalho, todas as companhias deviam ter uma Ellen Faccin, claro que ainda lhe falta estudo, compreensão dos macetes técnicos, coisas que aprende-se com o tempo.  Este auto de natal é extremamente simbolista, repleto de alegorias, tudo se desenvolve no campo da forma. Minha preocupação com a partitura está mais presente nas personagens masculinas, os velhos do tempo por exemplo e os reis magos refletem uma preocupação física muito bonita. A maternidade, o lirismo e a ardilosidade aparecem de tempos em tempos e somam-se na cena da matança dos bebês. 
                           É engraçado eu falar, analisar meu próprio trabalho, prefiro logicamente ler a crítica de outros. No entanto é necessário elencar, elogiar ou criticar algumas coisas dessa grande esfera. Doroty dizia em O Mágico de Óz, não há lugar melhor que a casa da gente. Pois bem, minha casa é o Máschara, o teatro. Aquelas vinte pessoas reunidas, se ajudando, se maquiando, lutando para fazer o melhor em cena. Por isso fico triste quando atores perdem coisas, esquecem coisas, dizem que irão aparecer mas não vem. É como se a casa da gente de repente estivesse desabando. Nossa estrutura é muito frágil  só podemos confiar uns nos outros. 
                                  Teatro é vida

Renato Casagrande (**)
Evaldo Goulart (**)
Ricardo Fenner (***)
Kauane SIlva (***)
Laura Hoover (*)  *cuidar dos materiais do grupo.
Anita Coelho (***)
Fabio Novello(**) 
Alessandra Souza (*) ser mais atenta. (não esquecer coisas de suas funções)
Clara Devi (**)
Douglas Maldaner (**)
Antonia Serquevittio (***)
Ellen Faccin (***)
Laura Heger (***)
Maria Antonia Silveira netto (**)
Stalin Ciotti (**)
Nicolas Miranda (***)
Vagner Nardes (**)
Luis Felipe Padilha (**)

                            Arte é trabalho!


Corpo de Baile do Máschara atravessando o corredor até o palco em cerimônia de posso do reitor UNICRUZ 2020-2023


Corpo de baile natalino


Gran Final do auto de natal 2019 - Ibirubá


Em cena Fábio Novello- Auto de natal 2019


Com o público de Cruz Alta, quem mais reverenciamos


Corpo de Baile Natalino 2019 - Alunos da ESMATE e CORPO DE BAILE DO MÀSCHARA


Corpo de Baile no natal com os duendes e mamães noelas do Máschara


Corpo de Baile e Alunos da ESMATE em Mais um Corpo em ação de natal


Auto de Natal - Família de Nazaré - Ano III

Elenco

Alessandra Souza, Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner, Laura Heger, Renato Casagrande, Maria Antonia Silveira Netto, Aurora Maldaner, Fábio Novello, Kauane Silva, Clara Devi, Douglas Maldaner, Stalin Ciotti, Edevaldo Goulart, Vagner Nardes, Antonia Serquevittio, Anita Coelho, Laura Hoover, Nicolas Miranda

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Grupo Máschara na posse do novo reitor da UNICRUZ - Fábio Dal-Soto


Espetáculo de fim de ano


890- Tem chorume no quintal - (tomo 08)

                                   Quando analisamos a atual situação da arte na vida da sociedade e mais precisamente o teatro, é impossível não ficar indignados. O teatro é a capacidade de reunir as pessoas e com arte exigir mudanças, mostras posturas equivocadas, reverenciar posturas heroicas. Não se faz teatro como passatempo, o teatro é muito mais grandioso. O teatro está aí para modificar pessoas e posturas. 
                                            A ganância de um líder absolutista, a generosidade de uma mãe lutadora, a paixão avassaladora de uma mulher fraca, o desejo da eterna juventude... Enfim, o teatro reúne as pessoas e através do cênico propõe a discussão e o pensar. As vezes contamos com o dinheiro público para isso, e quando o dinheiro é público, saiu do meu, do seu, saiu do bolso de todos. Precisa ser respeitado, valorizado e frutificar em ações que beneficiem um número grande de pessoas. 
                                             Promover um espetáculo, para um público de cinco mil pessoas, é uma pequena gota na imensidão, e fazer para cem? Para sessenta? 
                                               "Se dois se reunirem em meu nome, ali estarei!" - Sim, a arte emana do homem e pode sim emanar até de uma única pessoa. Mas precisa frutificar, precisa tocar o maior número possível de pessoas. 
                                                Em Panambi na última quarta-feira um espetáculo muito capaz acabou por tocar um público pequeno, por motivos que não cabem serem dispostos aqui, mas espero profundamente que aqueles que foram tocados, possam duplicar, ou mesmo triplicar a reflexão de um mundo mais valoroso para com o meio ambiente. 
                                                 A produção foi de Romeu Waier, artista local que decidiu inscrever um projeto teatral em sua cidade. Uma iniciativa louvável quando se escolhe um grupo da tarimba do Grupo Máschara. O espaço foi bastante adequado e promoveu eficiência na ação. Eficiência física e cênica. Os sete atores profissionais da equipe tocaram o público, fizeram rir e cumpriram certamente a meta de plantar uma semente positiva na questão da proteção do meio ambiente. Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Alessandra Souza mostraram o domínio de palco que adquiriram em anos de palco. Engraçados, dinâmicos e cheios de ritmo. A trama é deliciosa, simples sim, porém cumpridora de sua função. Assistindo o espetáculo temos vontade de prescrutar sobre técnicas de compostagem, reciclagem, separação correta do lixo. Nós crescemos jogando lixo em qualquer lugar, deixando latas e garrafas na beira da praia. Nossos pais durante a infância brincavam de bodoque e matavam dezenas de pássaros por um misto de aventura e desafio. A água era um bem que parecia nunca correr risco de escassez e nossas lixeiras ficavam apinhadas de itens que hoje nem ousamos jogar fora.  
                                                   Clara Devi encabeça o elenco e segura com efeito positivo o espetáculo. Mas preciso elogiar sua entrega como camareira e contra-regra. as duas ultimas gerações não havia entrado ninguém tão capaz no Máschara. Eis uma boa continuidade para o contra-regra Renato Casagrande. Stalin Ciotti entrega-se de forma divertidíssima. Ainda como boa escada Vagner Nardes e participação de Evaldo Goulart como o fiscal Laércio. 
                                                   Tem chorume é um pocket funcional, sem presunção, honesto e que muito mais do que falar em proteger o meio ambiente, fala em aproveitá-lo, curti-lo. Diverti-me demasiadamente e percebi um ótimo momento para analisar quem trabalha de verdade na companhia  e quem apenas viaja junto. As excursões do Máschara não promovem dias de passeio, para conhecer cidades, são dias de trabalho, trabalho puxado. gente perdida, olhando os outros trabalhar não ajudam em nada e ainda podem atrapalhar. A função de cada um nesses dias não é perguntar: O que faço? -Mas ter ideia de fazer algo para melhorar a apresentação ou montagem.


                          Teatro é trabalho.




Cléber Lorenzoni 
Renato Casagrande 
Alessandra Souza
Evaldo Goular (**)
Vagner Nardes (**)
Clara Devi (***)
Stalin Ciotti (***)
Laura Hoover (**)
Kauane Silva (**)

                                                  A Rainha