segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Os vencedores do Melhores do Ano

Melhores do Ano 2019
Vencedores

Troféu Mascharito - Clara Devi
Melhor Ator - Cléber Lorenzoni
Melhor Atriz - Eliani Aléssio
Melhor Ator Coadjuvante - Stalin Ciotti
Melhor Atriz Coadjuvante - Laura Hoover
Melhor Ator em Espt.ESMATE - Douglas Maldaner
Melhor Atriz em Espt.ESMATE - Kauane Silva
Melhor Ator em part. Especial - Dulce Jorge
Artista Homenageado - Alessandra Souza
Ator Revelação - Nicolas Miranda
Atriz Revelação - Laura Heger
Troféu Internet - Marta Medeiro
Interprete Mirim - Sofia Alves
Papel do Ano - Renato Casagrande como Argan
Troféu Amigo do Máschara - Jornal Diário Serrano
Artista Performer - Vagner Nardes
Melhor Contra Regra - Ellen Faccin


Grandes momentos

Fabio Novello, interpretando o anjo Gabriel, ao lado da intérprete de Maria, Alessandra Souza. 

Os melhores do ano

Juntos os sete premiados da noite ajudam a contar a história do Máschara

Despedida auto de natal

Kauane Silva, Maria Antônia Silveira Netto, Clara Devi, Laura Hoover e Nicolas Miranda foram marcantes em seu trabalho na despedida do Auto de Natal (2017), aqui os cinco, em uma cena que esbanja ludicidade fazem as vezes do burrinho que conduziu a sagrada família


Continuam as comemorações natalinas

Martha Medeiro e Evaldo Goulart foram elencados para encarnar os duendes na casinha do papai Noel. Martha Medeiro vem se destacando nas ações do Máscara durante as programações do natal de Cruz Alta


domingo, 22 de dezembro de 2019

Um último auto/ato de 2019?

                    O verdadeiro espirito do natal não está em um presépio, este é a simbólica representação de uma lenda, um acontecimento mitológico com mais de dois mil anos de historia. O que nasce em dezembro não é Jesus, até por que segundo a historia ele nasceu provavelmente em meados de Julho. A igreja católica romana precisava de uma data simbólica que pela posteridade mantivesse vivo o espirito de renovação. E isso o natal significa, a renovação, o recomeço. Em Dezembro no emisfério norte o inverno tem no dia 22 a noite mais longa e o dia mais curto. É quando na verdade o sol está mais distante da terra e então ele renasce e recomeça seu ciclo. Isso significa o natal. O recomeço da vida. O astro rei interferindo em colheitas e em marés. 
                        Falar de recomeço e fé em meio a tempos loucos torna-se difícil, principalmente quando pensamos na poética aristotélica. Passar mensagens positivas sem ousar pincelar os problemas sociais? Como? Se o que mais tem nos tocado nos últimos tempos tem sido a desigualdade social, o abuso dos grandes sobre os pequenos... 
                         Talvez por isso Cléber Lorenzoni centralize em sua trama um idoso prestes a ser despejado, com problemas de saúde e abandonado ao lado do esposa por seu filho. O perdão terá importância máxima  em uma época do ano em que todos estamos tão emotivos. O prólogo e o epílogo passeiam pelo lúdico, mas a narrativa central é um tanto medíocre. A trama não se resolve por completo, perguntas ficam no ar... A dívida foi resolvida? O despejo acontecerá? Até onde vai o milagre? 
                         Fabio Novello e Eliani Aléssio estiveram muito bem nessa ultima sessão(***), ambos compuseram física e emocionalmente muito bem seus tipos e personagens. É interessante que no leque de Marias, o Máschara teve  Dulce Jorge, Fernanda Peres, Alessandra Souza, Vera Porto e mais recentemente Eliane. Isso se ignorarmos as Marias de Raquel Arigony, muito rapidamente em uma gravação e a jovem Maria de Maria Antonia Silveira Netto. Cada uma com um estilo muito específico. Eliani passa uma serenidade muito perspicaz. 
                                Gostei muito da presença das musicas cantadas ao vivo, mas não sei até que ponto não emperrou o espetáculo. Talvez se os cantores estivessem caracterizados, ou não ficassem entrando e saindo o tempo todo, acrescessem mais ä cena. Douglas Maldaner e Gabriela Fischer podem e devem ser mais cênicos, mais dramáticos, principalmente em um espetáculo de rua. 
                                Aprecio muito as alegorias, o prólogo é em si um espetáculo à parte. Há nele muita simbologia, difícil até mesmo para essa senhora decodificar. 
                                 As paredes da prefeitura deram todo um charme ao show, no entanto havia um clima de espetáculo pobre, simplório. Muito diferente do que vi na estréia em 2018. Os duendes estavam divertidíssimos, mas sem duvida a cena foi prejudicada pela canção escolhida. 
                                     Vitoria Ramos e Gabriel Giacomini mesmo sem muito ensaio, fizeram sua parte muito bem feito. Vitoria jogando com Cléber e Renato consegue captar muito bem as necessidade de cena sem que alguém precisa verbalizar algo.
                                Não sou de me render a crianças em cena, elas praticamente sempre atrapalham no palco. Chamam muito a atenção e desconcentram os atores. Mas Aurora Serquevitio brilhou muito elegantemente e digna. Espero que daí surja uma grande artista. 
                                  No mais, elogios ä Clara Devi e a Ellen Faccin, duas contra-regras observadoras, discretas, opinantes, pontuais e capazes. Clara Devi precisa manter a calma, é natural algumas situações nos fugirem as mãos. Evaldo Goualrt e Vagner Nardes foram mal aproveitados nas sacadas e o público pequeno foi um dos grandes fracassos de um evento que deveria conseguir lotar para compensar o uso do dinheiro público. 
                               O que mais admiro nessa Cia. é a forma como seus diretores arquitetam as coisas. Uma equipe que trabalha junto. De onde estava vi passar Antônia Serquevittio, Ricardo Fenner carregando caixas. Uma família de teatro. Alguns ainda não perceberam mas quando um ganha todos ganham em uma equipe. Quando um perde, infelizmente todos perdem. Deveriam todos ser mais gratos, quando um cresce no grupo ou na hierarquia todos ganham. Por exemplo, não sei o que acontece dentro das quatro paredes, mas imagino que estejam felizes com Clara Devi, pois agora quando terminam uma apresentação tem mais uma pessoa para ajudar a dobrar seus figurinos. Será que são agradecidos a ela?

Eliani Aléssio (***)
Clara Devi (**)
Ellen Faccin (***)
Laura Hoover (**)
Laura Heger (**)
Felipe Padilha (**)
Kauane Silva (**)
Stalin Ciotti (**)
Evaldo Goualrt (**)
Marta Medeiro (**)
Gabriela Fischer (**)
Douglas Maldaner (**)
Gabriel Giacomini (**)
Vagner NArdes (**)
Vitoria Ramos (**)


                             Arte é Vida


                                                     A Rainha
                          

Momentos finais do Auto de Natal

A chegada do senhor Noel, interpretado por Renato Casagrande. Um dos pontos altos da apresentação do Auto de Natal no largo da prefeitura. O espetáculo tem no elenco alunos da ESMATE e atores. Destacam-se Alessandra Souza e Douglas Maldaner em papéis cheios de emoção.


Auto de natal


O milagre de natal

A farra dos duendes. Renato Casagrande e Gabriel Giacomini divertem o público do Auto de Natal. Está foi uma das últimas apresentações a contar com o jovem ator que entrou na ESMATE em 2014. Em 2020 Gabriel Giacomini passa a ser membro honorário da Cia.

Auto de Natal

Fábio Novello e Eliani Aléssio encarnam mais uma vez a família sagrada ao lado da pequena Aurora Serquevittio. 

No CRAS Um lugar ao sol

Fazer teatro é trabalhar em prol da arte e acreditar sempre na cultura. Na foto Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande, dois membros Status 1, sempre dispostos a dedicar-se pelo Máschara

Vitrine Viva

Os premiados atores do melhores do ano 2019 mostrando seu talento na vitrine da loja Gang. Palmas para as requintadas maquiagens que levam a assinatura do diretor Cléber Lorenzoni

A querubina Vitória Ramos

Ela é sem dúvidas uma estrela. Vitória Ramos úne-se ao Máscara todo fim de ano para os espetáculos natalinos e mais uma vez deu um show de profissionalismo.

Máschara no HSV


Em meio à tantas andanças o Máschara não podia deixar de visitar os enfermos. No detalhe a equipe que se esmerou em levar amparo e palavras de apoio ao Hospital São Vicente.

Natal de Cruz Alta

Renato Casagrande teve como mamães noelas a atriz Clara Devi e a aluna e colega Ellen Faccin, em um trabalho dedicado junto ao público da casinha do papai Noel.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Corpo de Baile do Máschara

Momento emocionante na cerimônia do melhores do ano.
Elenco do Corpo de Baile recebendo novos integrantes para 2020
Direção: Renato Casagrande
Curadoria e orientação: Cléber Lorenzoni
Coreógrafos: Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni
Elenco: Alessandra Souza, Douglas Maldaner, Evaldo Goulart
Stalin Ciotti, Vagner Nardes, Kauane Silva, Laura Hoover, 
Clara Devi
Antonia Serquevittio, Luís Felipe padilha, Luara heger

Novos integrantes: Marta Medeiro, Maria Antonia Silveira Netto, Nicolas Miranda

A morte dos baobás

Um dos altos momentos do espetáculo O Pequeno príncipe - O sofrimento das grandes árvores que estão sendo dizimadas observadas pelo pequeno príncipe

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Entrega de presentes - CRAS - Um lugar ao sol

Os mercados Super Útil contaram com o apoio dos atores do Máschara para uma ação de solidariedade em um dos CRAS de Cruz Alta. mais de cem crianças receberem presentes entregues pelo Papai Noel Renato Casagrande, e os duendes Cléber Lorenzoni, Alessanra SOuza e Douglas Maldaner. Uma tarde de emoção.

Vitrine Loja Gang

Cléber Lorenzoni e Stalin Ciotti brilharam na vitrine da loja Gang, Cléber Lorenzoni sente o público e cria a cada instante levando em conta as reações na rua. Stalin Ciotti é mais introspectivo na hora de criar. Atua um pouco dentro da caixa, mas consegue bons efeitos na proposta do dia.

As emoçõoes finais de O Pequeno príncipe

A cena final de O pequeno príncipe, o jovem menino permite que a serpente do deserto lhe de uma picada fatal, afinal a mesma lhe dissera que tinha o poder de fazer as pessoas voltarem para o lugar de onde vieram.
No detalhe o Aviador carrega o pequeno príncipe já sem vida até o proscênio em um momento que encantou a todos.

Alunos do curso de Iniciação da ESMATE recebendo seu certificado de conclusão de curso.

Durante a premiação do melhores do Ano 2019, os alunos da turma de iniciação, ou 12ª turma da ESMATE receberam seu certificado de conclusão do curso de Iniciação. Com destaque à aluna Marta Medeiro, exemplo de dedicação e estudo  no teatro.

Cléber Lorenzoni- mil caras

Um dia ele tem nove anos e interpreta um Pequeno Príncipe, no outro ele vai de uma senhora da terceira idade com sotaque da colônia à um duende vitoriano de natal. 


Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Luíza Maicá

Cléber Lorenzoni como Dona Flica, Renato Casagrande como Papai Noel e Luíza Maicá como duende, três forças somadas para levar o bem aos pacientes do hospital São Vicente

O Pequeno Príncipe - Espetáculo de danças

Cléber Lorenzoni enfrentou o desafio de envolver o Máschara no espetáculo de formação da escola de danças Cristiane Yabiku, Interpretar o pequeno principezinho que vem parar no deserto do Saara era um desejo antigo, Sendo assim Cléber abraçou a ideia e deu a Renato Casagrande a  incumbência de narrar a historia, nada mais correto já que Renato Casagrande é Status I e tem o talento de dominar plateias, O som ainda foi confiado à atriz Alessandra Souza que se esmerou mesmo sem ensaios, para compreender a direção da coreógrafa Cristiane. 
O espetáculo foi um sucesso e embora não tenha lotado o auditório do Instituto Annes Dias, deixou a platéia com vontade de buscar a obra escrita.

Vitrine Viva na loja GANG

Os  atores Cléber Lorenzoni, Alessandra Souza, Douglas Maldaner e Stalin Ciotti levaram os elegantes duendes vitorianos da Cia. e um papai noel repaginado para a vitrine da loja GANG de Cruz Alta. O que chamou a atenção foi a técnica usada na performance - VITRINE VIVA.
Nela se destacaram principalmente os atores Cléber Lorenzonie  Alessandra Souza que já trabalham com essa técnica há vários anos

Grupo Máschara visitando os pacientes do hospital São Vicente

A ideia do projeto foi levar um pouco do espirito natalino aos pacientes do hospital São Vicente de Paula. Os integrantes do Corpo de Baile do Máschara contaram com o apoio da aluna da ESMATE Luíza Maicá que cantou e tocou violão pelos corredores e enfermarias do hospital. Uma manhã de muita emoção.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Auto de Natal 2017 - Apresentação para a Paróquia de Fátima (tomo VI)

O problema do Eu

               Eu não faz teatro, pois precisa do ele, do nós e do tu!
Eu não conseguiria organizar uma grande estrutura, pois não seria capaz de preparar outros atores. Eu não conseguiria ter uma escola, pois iria querer certamente ser o único em uma sala de aula. Eu não poderia ser iluminador, ou operador de som, pois iria querer ficar sentado no palco para ser iluminado ou para que as musicas sonorizassem sua cena. Eu além de ser egoísta, é um ser que acaba ficando sozinho. 
               O Grupo Máschara ontem nos apresentou mais uma vez seu Auto de Natal (2017), uma aula de como contar uma historia de forma lúdica e artística. Cléber Lorenzoni consegue agradar a gregos e troianos. A narrativa se da de forma tão fantástica que já não estamos falando de religião, mas de lições e ensinamentos interessantes a serem refletidos nos dias atuais.
           Entre esses ensinamentos é importante pensar em tudo o que a ESMATE nos ensina, humildade, generosidade, coleguismo, respeito e por que não falar uma palavra que o próprio Cléber sempre repete: resiliência.
                 Teatro também tem a ver com tolerância e perdão. Afinal as personagens dos espetáculos passeiam por todos esses princípios de moral. 
                 No espetáculo da noite falou-se em perdão, em respeito, e em resiliência. Maria diz sim, para aceitar o que seu Deus lhe pede. Deixando de lado a questão cristã romana, pensemos no simples fato de você crer em algo, dedicar-se a algo e ter um líder. Ele te pede algo, e você acata. Pois você é feito como a terra, como a árvore, como o feixe de trigo, e uma boa postura é estar sempre com o coração alegre e disposto.  Principalmente quando se convive em equipe. 
                  A noite foi de substituição, a talentosa Antonia Serquevittio não pode se fazer presente, mas Nicolas Miranda a substituiu com muita dedicação e profissionalismo. Vagner Nardes auxiliou e muito o colega nesse ato. Clara Devi, agora uma das imortais, com seu premio Máscharito, assumiu um espaço de maior confiança e respeito dentro da Cia. Sendo assim, já sabemos de fonte segura que em janeiro sobe de status. Clara tem se mostrado organizada, dedicada, profissional, precisa apenas tomar muito cuidado para não se deixar levar-se pela soberba ou prepotência. Achar que é melhor que alguém ou que sabe mais, o que a colocou naquele posto foi antes de tudo a humildade. Ter mais espaço é ter mais obrigações, significa mais trabalho.
                    Stalin Ciotti e Ellen Faccin como sempre se destacam, ele por sua entrega, ela por sua organização, dedicação e contribuição para o todo. Uma forte candidata ao Máscharito algum dia no futuro. 
                      Laura Heger e as crianças cumpriram muito bem sua parte, ela encantadora e com muita sutileza, o que aprecio em uma boa atriz. Fabio Novello muito dedicado e entregue nesse dia, embora seu anjo tenha chegado quase correndo na cena, o que coloca em perigo o espetáculo e ele mesmo na perna de pau. 
                      Maria Antonia Silveira Netto tem uma percepção muito grande de humildade e respeito ao seu diretor, que devia servir de inspiração para outras atrizes.  O Máschara da espaço para todos, ensina a todos, e quando Cléber pergunta a alguém sobre algo na maquiagem ou figurinos, ele está na verdade dando a oportunidade da pessoa rever e aprender. Mas o orgulho as vezes estraga essa proposta. Uma pena.
                      Kauane Silva me confundiu, vi a mãe de Maria primeiro com sua roupa de contadora e depois com o avental na cena do casamento. As convenções em teatro de contação, como é o caso do auto, funcionam assim: quando se está com a roupa que se chegou, você é um contador, quando põe o adereço você é determinado personagem. José não põe adereço, mas é sempre José. Se Cléber fosse fazer qualquer outro personagem, precisaria de um adereço. Renato Casagrande faz um velho do templo, barba e manto, depois faz Herodes, coloca uma coroa e assim por diante. Clara Devi ao entrar como a idosa que é auxiliada por maria, devia ter colocado o chale sobre os cabelos. 
                       Renato Casagrande é um grande ator, mas como um dos líderes, precisa aprender a ser mais calmo, se estressar menos. Alcançou um dos mais altos espaços do Máschara, mas ninguém quer um grande ator emburrado ou fechado. É o contrário, querem alguém que os motive sempre. Ficar irritadísso só o atrapalha passando uma imagem de pessoa inacessível.
                       Ricardo Fenner fez um trabalho lindo, pena ficar no escuro, onde pouco era visto. Aliás alguns atores podiam ter buscado a luz, mas preferiram chegar muito perto do público, onde havia pouca luz. As mães de jerusalém ficaram muito tempo procurando a posição das palavras no chão, o que poderia ter sido bem mais prático.  
                        O espetáculo foi coerente, bonito e uma linda gentileza à igreja de Fátima. A postura do público me levantou um questionamento. Foram por causa do Auto de Natal? Isso prova o quanto o Máschara dá grandiosidade a um evento. 
                        

                        O pior:  A escuridão do espaço. O Máschara deve ficar lisonjeado com o convite mas ao mesmo tempo é uma pena as pessoas não compreenderem o sacrifico que a equipe faz para se adaptar a espaços que prejudicam o trabalho teatral. 
                           O melhor:  A dedicação de Ellen Faccin e o cuidado de Renato Casagrande em organizar tudo.


                                                                     Arte é vida


Stalin Ciotti (***)
LAura Hoover (**)
Clara Devi (**)
Ellen Faccin (***)
Nicolas Miranda (***)
Vagner Nardes (***)
Felipe Padilha (**)
Evaldo Goulart (**)
Kauane Silva (**)
Douglas Maldaner (**)
Maria Antonia Silveira netto (***)
Anita Coelho (**)
Laura Heger (**)


                  
            

             

Alessandra Souza, Renato Casagrande, Clara Devi e Douglas Maldaner em Chapeuzinho Vermelho - um conto


Maria Antonia Silveira Netto interpretando Coisas que Gosto em Melhores do Ano 2019


Estilo Tapete Vermelho

O preto é imortal, Laura Salles e seu estilo romântico caíram muito bem no modelo escolhido. Carine Medeiro optou por um decote lindíssimo, decotes também foram as escolhas da premiada Kauane Silva e da iniciante Rauhei Bonapaz. Ellen Faccin, outra premiada da noite chegou ao tapete com sua mãe Mari Faccin, ambas esbanjando estilo. Maria Antonia Silveira Netto que interpretou uma das canções da noite estava elegantíssima e a doce Verônica escolheu um preto que realçou todas as curvas do corpo. 

O casamento entre José e maria no Auto de natal


O que foi tendência no melhores do ano 2019

Sem dúvida as cores vibrantes roubaram a cena 
Cléber Lorenzoni que abriu a noite e levou o troféu de melhor ator usou dois figurinos, mas o primeiro foi estonteante, Laura Hoover e Marta Medeiro ousaram em decotes e fendas. Vitoria Ramos que entregou o troféu de interprete mirim estava lindíssima com os cabelos crespos que são sua marca, Alessandra Souza, homenageada da noite foi elegantíssima na escolha do traje e do penteado. 
Fechando o grupo das Damas de Vermelho, ainda tivemos a repórter Bianca Conrad, delicada e sensível em sua escolha.

Auto de Natal - Última apresentação em 2019

Um dos grandes momentos do Auto - Família de Nazaré, Kauane Silva, Maria Antonia Silveira Netto, Clara Devi, Laura Hoover e Nicolas Miranda

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Presépio do Máschara em vitrine viva no centro de Cruz Alta


Vencedores do Melhores do ano em destaque no Diário Serrano


Douglas Maldaner e kauane Silva na capa do diário serrano divulgando o natal


A diversidade no tapete vermelho


Atores e alunos da ESMATE no melhores do ano


Atrizes do Máschara em pose especial


Anciãos do Máschara - Melhores do Ano


A lindíssima atriz Alessandra Souza no palco do Melhores do Ano


Casinha do papai noel


Corpo de Baile em apresentação no Melhores do ano


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Um pouco da alegria das crianças entre as personagens de Chapeuzinho Vermelho


Chapeuzinho vermelho - um conto (tom 01)

           A escolinha Anjo da guarda recebeu pela terceira vez em sua historia, uma visita do Máschara. O dia era de aniversário, da pequena Clarice e o tema era Chapeuzinho Vermelho. O argumento é antigo, e a historia já fora contada de várias formas. Ainda assim, chapeuzinho vermelho continua extremamente atual no que diz respeito aos perigos a que estamos expostos quando nos afastamos do olhar cuidadoso de nossos familiares. 
            A equipe formada por quatro talentosos artistas, esparramou-se pelo pomar da escolinha, uma das mais antigas de Cruz Alta e ali a historia foi contada de forma bastante peculiar. Renato Casagrande, como caçador, assumiu as vezes de narrador, afinal o mesmo já tem tarimba nesse contado direto com o público. O ator manipulava com muita capacidade a boneca que representava a mãe da teimosa e geniosa menina. 
            Dona Alice enviara sua filha a casa da avó, (dona Cremosina) para levar doces e quitutes. Mas a menina era tão teimosa quanto sua interprete, que muitas vezes não se deixava levar pela platéia que em vários momentos opinava. Clara Devi por exemplo ignorou quando as crianças informaram logo de cara que o lobo estava disfarçado de vovó. O lobo de Douglas Maldaner é puro encantamento. O ator mergulha no papel do animalzinho e consegue bons efeitos, entre eles a aproximação das crianças que amaram o lobo, inclusive quase arrancaram seu rabo. 
          Alessandra Souza como grande atriz que é, interagiu muito bem e colaborou muito com o caçador no ato de gravar na memória das crianças lições importantes. Mas nunca deve se esquecer que no Máschara o oficio é trabalho, ser convidado para lanchar ou fazer refeições é muito bonito, mas há um lema que deve ser lembrado. "estamos à trabalho"! por isso e por outras coisas tantas, posturas que durante anos, Cléber Lorenzoni foi implantando, que o Grupo é tão respeitado. 
                 Douglas Maldaner quase pôs tudo em risco quando calçou as luvas, e também quando decidiu não falar com as crianças na primeira cena. Isso fez com que uma vez travestido de vovó ele arriscasse tudo, ao falar com chapeuzinho. Ora,  as crianças haviam compreendido que ele não falava, de repente o próprio ator quebrou essa convenção, colocando em risco todo o trabalho.
                      As crianças participaram muito. Renato Casagrande agiu como um bom diretor, não fosse o fato de errar o nome da aniversariante. O que poderia acontecer com qualquer artista... 


                         Enfim, talento de sobra, pequenos arranjos a serem organizados. 
                      

                        Clara Devi (**)
                        Douglas Maldaner (**)

                                    A Rainha




Divulgando o trabalho do Máschara


Elenco do auto de natal -um milagre de natal -


Homenagem à atriz Alessandra Souza por sua trajetória no Máschara


Espetáculo de gratidão Casa de cultura


Auto de natal- Um milagre de natal (tomo II)

                             A noite de entrega de condecorações para o voluntariado cruzaltense teve nesse ano a presença dos artistas do Máschara que nesse ano foram a única atração artística da noite. Um elogio por parte da organização que também aproveitou o talento oratório do diretor Cléber Lorenzoni no protocolo do evento.
                           A obra escolhida para a noite foi O Auto de natal (não alto), "um milagre de natal" e que belíssima escolha. Tudo a ver com uma noite em que se fala de esperança, fé, ajudar ao próximo, etc... Eu cheguei levemente atrasada, minha família chegou para as festas de fim de ano e a correria com netos é quase invencível. Quando adentrei a casa de cultura já estava lotada e a audiência estava petrificada tal era o efeito do prólogo poderoso do espetáculo. Marta Medeiro muito intensa assim como Fabio Novello, os quatro elementos traziam força e encanto ao palco como em  um espetáculo de Shakespeare, tão repleto de alegorias.
                            O Deus poderoso de Renato Casagrande, cansado de suas criações resolve brincar com seu universo e nos dá o maior e mais complexo presente, o homem. A criatura humana adentra ao palco nos braços de uma mulher, lembrando sempre que a figura do homem, embora dentro de um significado machista ou de uma cultura patriarcal dominante, represente todos os gêneros, precisa curvar-se ao fato de que o feminino veio primeiro. O processo todo da sexogênese afirma que de uma existência feminina generalizada, nos oceanos, lagos e rios gerava vidas. Vida! É disso que fala o espetáculo. E por isso o prólogo nos revela tudo. O Deus do prólogo, que cria, se faz carne no senhor Noel, e passa a criar brinquedos. Vemos isso através da repetição do gesto feito pela querubina (Vitoria Ramos). É o deus criador que está ali, ela o reconhece e segue novamente suas ordens. O homem repete o ciclo incansavelmente como diz Sartre, seja consciente ou inconsciente como diria Jung. Jonas, interpretado de forma mais fraca nessa apresentação do que em 2018 (no que diz respeito a dublagem) é a réplica do primeiro homem. Distante do pai, tentando organizar a própria família e dando as costas para seu Deus ex Machina. Mas ele volta, certamente pelos instintos que nos conectam e que são tão fortes. Dona Ana de Alessandra Souza estava maravilhosa, intensa, bem maquiada. Um brilhantismo de Souza, prejudicado apenas pela falta de percepção espacial da atriz, um déficit que a mesma precisa vencer. 
                            O imbróglio se desenvolve de forma rápida, a mise en cene não  é muito complexa, eis o sucesso do espetáculo junto ao público mais popular. Renato Casagrande interpretou sem óculos na cena do cobrador que eu já havia visto. Gostei muito mais. É necessário ver os olhos de nossos atores. Mas carece dublar melhor. Problema que vi também em Fabio Novello. Se queremos, nos dispomos a fazer um espetáculo dublado, ele deve ser profissionalmente atuado. 
                             O intermezzo lindissimo foi bastante prejudicado. Não sei se por falta de ensaios ou algum outro problema dos bastidores que a gente não vê da platéia. Mas Laura Hoover e Kauane Silva atrasaram suas entradas e acabaram prejudicando muito os  colegas. Stalin Ciotti em um momento quase foi ao chão, a coreografia  estava visivelmente atrasada, por outro lado, o  visual do elenco, as soluções cênicas continuam lindas. 
                              De parabéns o figurinista Renato Casagrande. 
                              A revelação final preenche bem as estruturas de um roteiro que passeia pelos mistérios e milagres presentes em auto natalino medieval. Incluindo é claro o momento profano. 
                             O grupo Máschara parece se sair bem em quaisquer caminhos que escolha e isso é mérito de elenco e equipe diretora. 

                            O Melhor: O roteiro e a capacidade de nos emocionar.
                             
                             O pior: A falta de noção espacial e as dublagens não profissionais.




Clara Devi (**)
Stalin Ciotti (**)
Martha Medeiro (**)
Laura Hoover (*)
Kauane Silva (*)
Eliani Aléssio (**)
Evaldo Goulart (**)
Gabriel Giacomini (***)
Douglas Maldaner (**)
Gabriela Fischer (**)
Vitoria Ramos (***)
                                           Não vou mais a partir de hoje colocar as distinções aos anciãos. São grandes atores que certamente tem seus talentos e suas dificuldades. Mas são nossos lideres, nossos exemplos, têm a obrigação de servir de exemplo. 
                                           Vou apenas elencar o melhor e o pior.
                                        
                               O Melhor: O jogo de Fábio Novello como o fogo e a  interpretação de Alessandra Souza.
                               

                                          Arte é Vida

                                                                          A Rainha
                               



Todos os premiados da noite do melhores do ano 2019

Entre os tantos prêmios da noite, os mais importantes foram:
Troféu Máscharito para Clara Devi  
Melhor Ator - Cléber Lorenzoni  Melhor Atriz Eliani Aléssio 
Melhor Ator Coadjuvante - Stalin Ciotti 
Melhor Atriz Coadjuvante - Laura Hoover
Melhor Ator em ESPT. da ESMATE  - Douglas MAldaner 
Melhor Atriz em ESPT. da ESMATE - Kauane Silva