segunda-feira, 17 de junho de 2019
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Breve Historia do Máschara publicada no jornal Evolução
Inspiração é uma palavra recorrente por aqui. Também pudera, já que o nosso foco é mostrar a cada mês pessoas empreendedoras, batalhadoras, com iniciativas, que buscam sempre crescer e evoluir profissionalmente. Neste mês, destacamos não apenas uma, mas um grupo de pessoas dedicada à arte. Um grupo cheio de criatividade e que demonstra o que realmente é a determinação. É o Grupo Teatral Máschara, fundado em 13 de janeiro de 1992 por Giane Ries e Dulce Jorge, sob produção de Jorge e Dione Silva.
Na década de 1990, eles começaram montando sete espetáculos, dentre eles Bulunga, o Rei Azul. Destacaram-se nesses primeiros anos os atores: Ariane Pedrotti, Diulio Penna, Diva Soares, Marcele Franco, Nádia Régia, Vera Porto que mais tarde ficou conhecida como a Bruxa da hora do conto; além de Alexandre Dill e Simone De Dordi que prosseguiram sua carreira artística na capital.
Em 1996 Cléber Lorenzoni veio somar-se à direção da Cia, e na década seguinte dirigiu 13 espetáculos, dentre eles O Incidente e Esconderijos do Tempo que homenagearam respectivamente Erico Verissimo e Mario Quintana, conquistando o Troféu Cultura Gaúcha e quatro vezes o Troféu de Melhor Espetáculo pela Federação de Teatro Gaúcho. O grupo já participou de vários acontecimentos do município: Coxilha Nativista, Fenatrigo, Natal Luz, e comissão de frente de três agremiações carnavalescas.
Atualmente o Máschara reside no antigo prédio da Unicruz Centro, onde oferece aulas de teatro na Esmate - Espaço Máschara de Teatro, uma escola para trabalhar o teatro como fonte de pesquisa e descoberta de talentos em Cruz Alta e região. O espetáculo de maior sucesso atualmente é Olhai os Lírios do Campo que homenageia mais uma vez Erico Verissimo.
Destacam-se aí Alessandra Souza, Renato Casagrande, Evaldo Goulart e Fernanda Peres. O Máschara continua presente também nas ruas de Cruz Alta com o projeto Corpo em Ação, que aproxima os cruz-altenses dos atores todos os sábados pela manhã e conta com a participação dos bailarinos e atores Douglas Maldaner e Raquel Prates. Em 2018, uma doação, concedeu ao Máschara uma sede própria, o palacinho do Máschara, com o ingresso dos atores Laura Hoover, Stalin Ciotti, Sandra Lazzari, e Kauane Silva, os trabalhos aumentaram ainda mais, o grupo dedica-se sete dias por semana a levar a arte aos mais longes palcos, lutando por um olhar crítico e o aprimoramento de técnicas.
Nos últimos anos o Máschara atraiu para sua escola, mais de cem alunos que aprendem o melhor do teatro feito pelos atores da companhia, os espetáculos Auto de Natal e Paixão de Cristo tem reunido centenas de pessoas e emocionado a todos, mostrando o quanto a comunidade apoia os artistas cruz-altenses.
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Turmas da ESMATE
2019
(M100) Stalin Ciotti (quarta)
(E59) Leonir Batista (terça)
(E75)Rafaela Oliveira (sábado)
(E19)Maria Eduarda Jobim (quarta)
(E49)Luiza Nicolodi (quarta e sábado)
(E58) Jorge Waier (terça)
(E66) Laura Heger (quarta)
(M101) Kauani SIlva (terça e sábado)
(E57) Eliane Aléssio (terça)
(E03) Maria Antonia S.N (quarta e sábado)
(E47) Yasmim Ribeiro (sábado)
(E69) Eveline Drescher (terça)
(E07) Antonia Serquevittio (quarta)
(E02) Felipe Padilha (sábado)
(E88) Antonio Longhi (terça)
(M87) Evaldo Gollart (quarta)
(M48) Ricardo Fenner (terça)
(M102) Clara Devi (quarta)
(E84) Sofia Alves (sábado)
(M95) Gabriel Giacomini (terça)
(E91)Karem (sábado)
(E77)Pedro Sales (sábado)
(E43)Martha Medeiro (terça)
(M98)Laura Hoover (sábado)
(E31)Lavínia Antonelli (sábado)
(E80)Maria Luisa (sábado)
(E79)Kauani Veloso (sábado)
(E68)Gabriela Fischer (sábado)
(E85)Amanda Oliveira (sábado)
(E08)Nicolas Miranda. (Quarta)
2018
(E32) Vagner Nardes (terça e sábado)
(E74) Anita Coelho (sábado)
(E41)Ellen Faccin (quarta e sábado)
(E56)Henrique Lanes (Quarta)
(E79)Kauani Veloso (sábado)
(E68)Gabriela Fischer (sábado)
(E85)Amanda Oliveira (sábado)
(E08)Nicolas Miranda. (Quarta)
2018
(M96) Raquel Arigony
(M 95) Gabriel Giacomini
( M90 ) Douglas MAldaner
(E42) Jorge Guarací (*)
Gabrieli Fisher (*)
Wesley Lechinski (*)
Martha Medeiro
(E33) Sandra Lazzari (*)
Elen Faccin
Vagner Nardes
Nicholas Miranda
Maria Antonia Silveira Netto
Yasmim Ribeiro
Lavinia Antonelly
Stalin Ciotti
Laura Hoover
Felipe Padilha
Marcelo Padilha (*)
Antonia Serquevittio (*)
Pedro Lucas (*)
Jenifer Coelho (*)
Laura Coracini
Vitoria Ramos (*)
Laura Heger
Felipe Costa (*)
Verônica Maia (*)
Kauane Silva
Allana Ramos
Suzete Siqueira (*)
Amanda Yabiku (*)
Joao Vitor (*)
Isadora de Azevedo (*)
Maria Eduarda Tolentino
Larissa Oriani
Clara Devi
Angela Fréres (*)
Clara Devi
Angela Fréres (*)
(*) Não terminaram o curso
2017
Sábado
Patricia Oliveira (*)
Luis Felipe Padilha
Maria Antonia Silveira Netto
Thiago MArcolan (*)
Vitoria Ramos
Clara Devi da Costa
Antonia Serquevittio
Nícholas Miranda
Marcelo Padilha
Andressa Silva (*)
Gabriel Araújo
AlessandroMiranda
Felipe da Costa
Wesley Lechinsky
Stalin Ciotti
Cristiano dos Santos
Laura Costa
Douglas Maldaner
Pedro Lucas
Yan
Maria Eduarda Jobim\
Maria Eduarda Newmann
Raquel Arigony
Valentina Antonello
Laura Dornelles
Luísa Fogliarini
Julia Vieira
Gabrielly Bhem
Luana Brasil
Kauane Silva
Gabriela Dal Ross
Lavini Alves
Wagner NArdes
Sandra Lazzari
Joyce Lechinsky
2016
Iniciação teatral
(E06) Clara Devi da Costa
Kailane Valandro (*)
(E51) Isadora Agert
Raquel Prattes
Gabriel Araujo
Evaldo Goulart
Bruna Schimidt
Sandra Lazzari
Julia Jardin (*)
Douglas MAldaner
Gabrieli Bhem
(*) Não terminaram o curso
2015
Iniciação Teatral
Amanda Oliveira
Nicole Ardengui
Lucas Nunes
Gabriel Araujo
(E65) Lica Elisabeth
Maire
(E62) Sarah
(M90) Douglas MAldaner
Manoeli Malheiros
Larissa
Bruna Malheiros
2014
Iniciação Teatral
Nicoli Ardengui
Amanda Oliveira
Lucas Nunes
Gabriel Giacomini
Fernanda Peres
Lica Elisabeth
Alessandra Souza
2013
Iniciação Teatral Curso TécnicoViviana Zorzi - Marcello Slavieiro
Nicoli Ardengui Renato Casagrande
Andressa Facco Fernanda Peres
Evaldo Goulart Ana Paula Furlaneto
Helcy Martins Vitoria
Julia Duda Diego Pedroso
Stéphanie da SIlva Alessandra Souza
Esther Lourdes Ricardo Fenner
Ana Andrea Zorzi Elisa Andressa Soares
Melissa Zorzi Mariani
Andressa da Silva
Thaís Aires
segunda-feira, 10 de junho de 2019
De um diretor encantado com seu elenco...
Depois de mais de quinze anos sem debruçar-se sobre um trabalho educativo, (o outro foi Feriadão - 2002), agora retomo essa empreitada, com um texto feito por mim, um texto simples, todo escrito sob interferências Stanislavskianas. A análise ativa esteve inteiramente presente nessa construção, as personagens têm e não poderia ser diferente, os arquétipos das personagens da commedia dell arte. E por que tudo isso? Por que sou fruto do teatro. Por que tudo o que escrevo ou construo sobre o palco, é reflexo de anos de estudo e meu teatro emana o teatro que apreendi dentro de mim, que antropofagicamente digeri.
Vejo muitos jovens iniciando a vida teatral já querendo colocar no papel suas historias, seus pontos de vista sobre o mundo, todos cheios de ideias. Algumas vezes esse ato gera pequenas obras ímpares, obras incríveis. Mas eu, inseguro como dramaturgo, demorei anos, comecei mesmo adaptando. Meu primeiro texto realmente meu foi Esconderijos do Tempo em 2005, nove anos depois que comecei a debruçar-me sobre o estudo do teatro, e somente agora, com vinte e três anos de Máschara eu mergulho em um texto escrito por mim e de caráter educativo.
O resultado me é satisfatório, um espetáculo pocket, não apenas no tempo, mas de processo curto, (ensaios), um número de atores razoável, cenário adaptado, nada de contra-regragem. Poucas muletas e sem muitos circunlóquios.
Não é medíocre, longe disso. É talvez, um espetáculo onde as técnicas ou a cartilha acadêmica estejam um pouco mais relaxadas. As técnicas são importantíssimas, as regras, a exatidão da ciência humana que é o teatro me representa e me orgulho de sempre carregá-las quais livros de cabeceira fossem. No entanto o teatro precisa ser versátil, mutável, questionador dentro de si mesmo, e as vezes a não técnica é técnica...
Mas não estou aqui defendendo a fraqueza ou a simplicidade de um espetáculo, ao contrário, estou fazendo um passeio aprofundado nas entrelinhas de uma construção da qual muito me orgulho.
Tem chorume no quintal é um trabalho de objetivo comercial, e com foco na necessidade em falar-se sobre o meio ambiente. Há uma guerra velada entre homem versus homem, uma guerra pela sobrevivência, na qual estamos perdendo. Uma guerra medonha e absurda, já que exercemos nela o papel de inimigo, anti-herói de nós mesmos. Um texto teatral é a melhor forma de um artista de teatro lutar, empunhando suas armas.
Ainda sentado na escrivaninha eu visualizava elenco e suas capacidades. Conheço razoavelmente bem meus atores. Queria aproveitar-me da capacidade e graus distintos de dedicação. Renato Casagrande por exemplo, conquistou em seus anos de teatro, a capacidade admirável de carregar um elenco, não é um ator extremamente dramático, diria mesmo que seus maiores trunfos são a comicidade e a força de sua presença cênica. Queria para dono de uma chácara, um ator que conseguisse transformar-se em cena com corpo e voz. A exemplo de sua participação em Lendas da Mui Leal Cidade (2018), o ator convence e levanta com energia todas as cenas nas quais está presente, além é claro de ser muito simpático à assistência.
Para a protagonista tinha várias opções, mas queria alguém dedicada, um pouco neurótica, o que é até certo ponto uma qualidade ótima aos atores, e principalmente alguém que carregasse a docilidade de menina. Clara Devi caiu como uma luva. A jovem ainda tem muito o que buscar na carreira, anos de estudo, de prática, de choques positivos e negativos. Espero que Alice fique sempre em sua memória como um ótimo exercício teatral, uma chance maravilhosa para o começo brilhante de uma carreira. Os frutos na pré-estreia foram: a melhora perceptível na dicção e o ajuste de seu espaço-tempo.
Alessandra Souza, foi a atriz que escolhi para a personagem cômica. Dona Cremosina, uma figura que carrega consigo toda uma volátil energia do teatro universal. Alessandra dá forma e sentido à figura, mostrando mais facetas de sua carreira teatral. Ao lado de Renato Casagrande, ambos estão ali para oferecer equilíbrio, nunca deixando a protagonista sozinha em palco. Quando não está com eles, Alice divide o palco com Madame Rafaela, (minha primeira vilã assumida), um presente que me dei, e do qual me orgulho muito. Ainda devo ater-me com mais dedicação a ela, mas já visualizo bons frutos.
Para meu partner de cena, Office, escolhi Vagner Nardes, não é um ator do Grupo Máschara, pro outro lado é um jovem dedicado à arte e que tem evoluído muitíssimo desde que mergulhou no mundo da arte. Juntos criamos muito nos ensaios, e o papel que parecia bem pequeno cresceu muito, e na própria pré-estreia ganhou a cena com sua sagacidade e disposição para ser escada na cena.
Toda boa historia, seja educativa ou não, precisa de uma dose de descoberta romântica, e para isso Stalin Ciotti foi elencado, Ciotti é o tipo de ator que qualquer Cia. gostaria de ter, ele recebe uma pequena instrução, algumas informações sobre o universo de sua personagem e ali constrói com detalhes; Júnior foi o campeão dos risos na pré-estréia e fiquei muito orgulhoso de como o ator soube compor sobre meu texto.
Para encerrar o elenco, Evaldo Gullart que nos últimos meses tem se dedicado como em outrora. Está mais próximo do grupo e parece saber encarar com profissionalismo o encargo. Seu Laercio preenche muito bem as cenas e além de sua forte presença, consegue dar organicidade e vigor ao papel.
Para 2019, vários espetáculos estão sendo preparados pela ESMATE, Tem chorume no quintal, foi a primeira e abriu a temporada com chave de ouro.
Cléber Lorenzoni
domingo, 9 de junho de 2019
Análise da pré-estreia do espetáculo Tem Chorume no quintal pela diretora Dulce Jorge
Hoje à tarde tive a agradável oportunidade de assistir à pré-estréia do espetáculo "Tem chorume no quintal".
Fiquei positivamente surpresa! Após presenciar o último ensaio, confesso que fiquei bastante preocupada... Bom, no teatro, costumamos dizer que, quando o ensaio final é decepcionante, a estréia será satisfatória. E isso ficou comprovado hoje.
Os atores estavam muito vivos, mergulhados em seus personagens. O ritmo do espetáculo manteve o público atento e interessado. Os figurinos, além de bonitos, mantém uma unidade perspicaz. Há de se tomar cuidado com os chapéus que sombreiam o rosto dos atores. Rafaela (Cléber Lorenzoni) menciona usar salto alto, mas isso não se confirma. O cenário é bem simples, mas colabora com a encenação. Acredito que o arbusto possa ser melhor utilizado.
Os bordões são bem engraçados e pegam no ouvido dos espectadores. Ainda é necessário manter a atenção, pois um bordão só funciona quando é mencionado em todas as vezes em que a deixa surge.
Quanto às atuações, Cléber Lorenzoni , está muito bem partiturado, surge como uma vilã cheia de vigor sem ser forçada, erguendo as cenas quando adentra o palco. A química é boa entre Cléber Lorenzoni e Vagner Nardes (0nofre) o seu assistente, também com uma construção interessante que arranca risos dos presentes. Renato Casagrande interpreta um vovô muito convincente e engraçado, utilizando termos conhecidos vindos da zona rural. Alessandra Souza e Stalin Ciotti revigoram o interesse do público, ela com uma D. Cremosina expansiva e bem humorada, ele com um personagem muito bem construído e detalhado, o seu Júnior arrebata a platéia no momento em que é visto, e gosto muito de observar a catarse em seu personagem. Clara Devi, muito melhor em sua dicção, oferece uma protagonista coerente, sem nenhuma tentativa em parecer criança, o que é digno de elogios. Com o amadurecimento do espetáculo, tenho certeza de que a sua ansiedade diminuirá. O Hulk(cãozinho) ainda pode ser mais explorado.
Alessandra ainda precisa aprofundar o sotaque. Evaldo Gullart cumpre de maneira segura o papel de Laércio, fazendo um contraponto aos outros personagens, vale ainda usar da sua criatividade para acrescentar um pouco mais de "recheio" ao seu personagem.
Enfim, o pontapé inicial foi dado!!! Nasce mais um espetáculo que só tende a crescer e aprimorar-se. Um espetáculo, que mesmo sendo de cunho educativo, não se perde em lições formais. Aborda a questão do meio ambiente sem a pretensão de ser didático.
Estão todos de Parabéns!!!!
Dulce Jorge diretora
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