segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Currículo atualizado

 



 

Breve História de um Grupo Teatral

 

 

 

Gênese (1992-1999)

01

1992 -Um dia a Casa Cai- Texto de Ivo Bender –(comédia)

02

03

1993 – A bruxinha que era boa –Maria Clara Machado –(comédia infantil)
1993-Doce Quente da dor de barriga na gente-Dulce Jorge (comédia infantil)

04

1994 – O dia em que Júpiter encontrou Saturno – (esquete)

05

1995 –Cordelia Brasil – Texto Antonio Bivar –(tragicomédia)

06

1996 –Bulunga o Rei Azul- Texto Dulce Jorge –(fábula infantil)

07

1997 –Um dia a Casa cai- Remontagem (comédia)

08

1998 – Dorotéia -Texto de Nelson Rodrigues – (farsa trágica)

09

1999 -O conto da carrocinha – roteiro de Cléber Lorenzoni – (clown)

 

Fase Clássica (2000-2004)

10

2000- Antígona -Texto de Sófocles – (tragédia grega)

11

2001-Tartufo- Texto de Molière (comédia clássica)

12

2002- Macbeth-Texto de Shakespeare (tragédia-elisabetana)

13

2002-Feriadão – Texto de Hércules Grecco (educativo-infantil)

14

15

2003- Bodas de Sangue- Texto de Lorca (tragédia rural)
2005-Romeu e Julieta-Shakespeare
Teatro com dança

 

Fase Literária (2005-2008)

16

2005-O Incidente- da obra de Erico Verissimo-(Realismo Fantástico)

17

2005-O castelo Encantado – da obra de Verissimo (comédia infantil)

18

2006-Esconderijos do Tempo-da obra de Mario Quintana(Drama)

19

2006-Lili Inventa o Mundo - da obra de Quintana ( infantil)

20

2007- Um Inimigo do Povo -da obra de Ibsen (Drama)

21

2008 -Ed Mort -da obra de Luís Fernando Verissimo (comédia)

 

Construção de uma personalidade (2009-2015)

22

2009-A Maldição do Vale Negro- Caio Fernando Abreu(melodrama-besteirol)

23

2011-As Balzaquianas-Inspirado em A rainha do rádio-(tragicomédia)

24

2011-Deu a Louca no Ator-Texto de Antonio Fagundes (Comédia)

25

2012  - Os Saltimbancos -Texto de Chico Buarque (musical infantil)

26

2012- O santo e a porca -texto de Ariano Suassuna(comédia)

27

2013-A Serpente -texto Nelson Rodrigues-(Tragédia carioca)

28

29

2015-Olhai os Lírios do Campo-Erico Verissimo (melodrama)
2015-Empresa do Futuro-Texto Ricardo Fenner (esquete empresarial)

30

2015-Zah Zuuu -Roteiro de Cléber Lorenzoni (clown infantil)

 

ESMATE  (2013-atual)

01B

2016-Confusões e Trapalhadas na Villa Pantalônica

02B

2017-Bruxamentos e Encantarias -Texto Lorenzoni-(comédia infantil)

03B

04B

05B

06B

 2018-Lendas da Mui Leal Cidade-Texto Lorenzoni e Casagrande(Drama histórico)
2019-O Hipocondríaco -texto de Cléber Lorenzoni (comédia farsesca) 
2019-A Hora da Estrela (drama literário)
2019-A Noviça Rebelde (melodrama realista)

 

Grandes Espetáculos a céu aberto (2017-atual)

31

2017-A maior História de todos os tempos -Texto de Lorenzoni (Paixão 1)

32

2017-A história da família de Nazaré-Texto de Lorenzoni e Casagrande(Auto 1)

33

2018-As Mulheres ao redor de Cristo-Texto de Lorenzoni (Paixão 2)

34

2018-Um milagre de natal (Auto 2)

35

2019-Cristo-Texto de Lorenzoni (Paixão 3)

 

Maturidade (2016-atual)

36

2016-Complexo de Elecktra-Adaptação de Ivo Bender (Tragédia)

37

2017-A roupa Nova do Rei- Da obra de Andersem (Conto Infantil)

38

39

2019-Tem Chorume no Quintal (Comédia educativa)

2018-Infância Roubada

40

2020-O Menino do Pastoreio

41

2021-O  Grande Circo Mágico

 

Audio-Visual (2020)

01C

2020- Contos do Vovô Erico - cinco episódios

06C

2020- Lendas da Mui Leal Cidade- (episódio 1)

 

 

Em Itálico os espetáculos fora de circulação*

sábado, 9 de outubro de 2021

957/958/959/960 - O Grande Circo Mágico - Tomos 4/5/6/7

 Dia de Circo


                        Um dia inteiro de circo, e essa senhora pode ter várias opções de entretimento, embora domingo vá voltar aos bancos do teatro. O diretor propagou a todos que é circo, eu vi teatro! Um show teatral homenageando o circo. Um show elegante com trilhas lindas como Smille, composta por Chaplin para o filme Tempos Modernos e imortalizada na cena final com Charles Chaplin e Paulette Goddard. Músicas também de Chico Buarque e Edu Lobo. Um encanto, um arrojo. Para mim que sou avó, uma maravilha levar as crianças à uma apresentação que não subestima e nem infantiliza desnecessariamente os pequenos. Por isso mesmo uma atração para toda a família. 

                        Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Fabio Novello nos deram uma obra impar, que mescla muitas coisas, mas que tem uma única assinatura, e ela fica visível na forma com que a direção encaminha a narrativa. Um clown tem um encontro marcado, em um lugar mágico e antológico: O circo! Uma vez no picadeiro ele se perde em meio a fantasia,. a alegria que o circo traz, ao fim do espetáculo ele ainda não encontrou a pessoa amada. Pois a vida é cheia de desencontros, não existe final feliz, mas existe sim o amor, a saudade e a lembrança dos momentos bons. A Personagem de Clara Devi vai embora e deixa apenas um retrato, onde ironicamente  a beldade está de mascara de clown, imediatamente Chaplin vai embora, para dentro do picadeiro. Não há final feliz... Há a serenidade de que a vida segue, afinal o show não pode parar...

                       Há apenas duas personagens nesse lindo espetáculo, Chaplin e sua apaixonada; ela pode nos dar mais contexto... Ela pode sentir mais, procurar mais. Preciso elogiar essa bela jovem atriz, quem encerrou com chave de ouro decidindo ficar no circo com Chaplin. Duas personagens que falam de esperança de simplicidade e de encantamento.

                       Os outros são todos tipos! Figuras que não se transformam. Transformaram-se antes, na busca pelo aprimoramento de seu número. Esse espetáculo que em dois dias, nasceu, cresceu e amadureceu, nos deu bons números. Bons artistas. Amadurecimento. Na linha de frente, muito bem posicionados, o corpo de anciãos. Atores maduros, com carreiras solidificadas. Logo depois os jovens atores do Máschara, cheios de energia e com grandes desafios: Raquel Arigony, Clara Devi e  Laura Heger. Consistência e responsabilidades. A direção precisa que elas se tornem cada dia melhores. Para encerrar, alunos da ESMATE e convidados. Nicolas Miranda, Antonia Serquevittio, Romeu Waier e Vitoria Ramos. Cléber Lorenzoni selecionou talentos e ao que me consta bolou muito rápido um roteiro eficiente. 

                          Animais, canções, bambolê e fita, Tudo em prol do circo!

                          Mas quero falar é da Fogueira das Vaidades... Ela é que pode estragar tudo. As disputas pelos melhores papéis, os inconvenientes, as discussões de atores que querem ser líderes, que julgam que suas ideias são melhores que as de outrem, ou ainda os jovens atores querendo ter mais espaço do que o espaço que merecem... Só a capacidade em enfrentar tudo isso, somado a capacidade de dar espaço e luz a tantos artistas, torna o Máschara essa força inenarrável. Atores buscam espaço, buscam lugar de fala, já que são comunicadores. E o teatro é generoso, para quem é intenso e verdadeiro, quem se doa a ele. 

                           E ontem vi muita doação. Doação de colegas, doação de família que vibra junto.

                          O jogo entre os clowns,( por favor, não digam amis palhacinhos), e entre os palhacinhos e o apresentador. O número dos ovos foi melhorando a cada apresentação e ainda pode render muito. Romeu Waier precisa tomar mais cuidado com a dicção.  Exija de seu orientador mais exercícios vocais. Raquel Arigony pode buscar mais tônus, já que falamos aqui de uma dança quente, embalada pela tauromaquia. 

                             É preciso também sentir o público, eles por exemplo, comandaram uma das encenações,  e talvez tenham deixado Beatriz um tanto nervosa. É preciso sentir a plateia e nunca, nunca duelar com ela. Nesse caso o interprete sempre sairá perdedor. 

                           Foram sessões que mereceram lágrimas, o menino da plateia que teve o privilegio de conhecer os bastidores, a belíssima cena de malabarismo com balões gigantes, ou ainda Dulce Jorge entoando Beatriz (ainda que dublando sua própria voz) enquanto Antonia Serquevittio dança nos ares. 

                                  O circo luta com a gravidade, com a força, e nos dá beleza, apuro. Parabéns a cada artista que nos encantou nessa sexta feira, e embora estivessem exaustos, lutaram para se manter íntegros sobre o palco durante o dia inteiro. Mas cada um segue com mais desafios. Alessandra Souza dançar melhor, Vitoria Ramos não mover nem um fio de cabelo enquanto boneca, Clara Devi falar mais alto, Romeu Waier saltitar mais pelo palco, Antonia Serquevittio sorrir mais em Beatriz, Laura Heger e Nicolas Miranda trabalharam mais a força contrária na cena dos balões, Cléber Lorenzoni aumentar seu número no trapézio...

                                   Trabalho bom para todos! Atuar é viver o novo a cada dia e jamais se contentar com o primeiro acerto, para não cair no lugar comum da acomodação. 

                


                                     O Mlehor: A rapidez com que alguns atores trocam de roupas e se transformam.

                                     O pior: O holofote caindo quase sobre as crianças em uma das apresentações.


Dulce Jorge   

Cléber Lorenzoni

Alessandra Souza

Renato Casagrande

Fabio Novello     

Clara Devi(**)(***)(**)(***)

Laura Heger(**)(*)(***(**)

Raquel Arigony(**)(*)(**)(**)

Nicolas Miranda(**)(*)(*)(***)

Antonia Serquevittio(**)(**)(***)(**)

Vitoria Ramos(**)(**)(**)(***)

Romeu Waier (**)(*)(**)(***)

             


Arte é Vida



 A Rainha

O Grande Circo Mágico, mais um espetáculo do Máschara


 

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

954/955/956 - O Grande Circo Mágico - tomos I/II/III

 

                      A difícil arte da palhaçaria, tão estudada e teorizada por teóricos da arte,  foi defendida hoje com muita dignidade pela trupe do Máschara. Um retorno ousado para um grupo que sempre torceu um tanto o nariz para a arte de Philip Astley (criador do circo). Depois de mais de um ano em pandemia, os artistas estavam ansiosos para voltar ao palco da Casa de Cultura e voltaram em grande estilo.

                         O circo que trabalha com o corpo, os talentos gestuais  e voz dos artistas, vem do cênico, assim como o teatro. São primos muito próximos, embora abordem de forma quase distinta,  a cinética. O palco ficou pequeno para um elenco tão grande em atuação e entrega. Antonia Serquevittio, Cléber Lorenzoni e Vitoria Ramos se esparramaram pelo palco, em números,  não em cenas...  O Circo tem seus dogmas próprios, seus conceitos. Estes trazidos por Fabio Novello que além de ser um homem de teatro, viveu algum tempo no circo; este espaço diferente e complexo, onde todos são um só. Onde se constrói em equipe cada pedacinho do show, o que ficou claro e muito bonito; e embora não estivesse ainda apurado na apresentação da manhã, alcançou essa elegância na terceira encenação do dia.

                              Há muitas inspirações, muitos desenhos de situações que certamente se construirão.

                            O diretor parece confuso entre um mundo glamuroso que vai se apagando e dando lugar ao teatro contemporâneo. Essa linguagem se mistura, mas parece que ainda falta algum dispositivo que una tudo isso. Mas Lorenzoni consegue grandes acertos, intercalando o brilho dos números com a palhaçaria. Fábio Novello e  Renato Casagrande colocam no palco o augusto e o branco  respectivamente e jogam intensamente em uma dobradinha que pode evoluir muito, o que precisam é não perder o timing, ou mesmo deixar escorregar algumas piadas.

                  Romeu Waier ganhou da direção um espaço que em outros anos seria unicamente do próprio Cléber. Romeu é um ator jovem, com muitas capacidades, pode se dedicar às partituras, embora seja circo, isso é o mais importante agora. Sua personagem traz muitas referencias e gostaria de saber qual sua verdade no meio disso. Gosto muito quando usa o corpo, usa coluna, algo que a personagem oferece dentro da proposta.

                             Raquel Arigony, Dulce Jorge e Antonia Serquevittio incorporam muito bem, a palhaça no mundo também machista do circo, a vedete e a jovem estrela.  Nisso o circo se aproxima muito do aspecto estrutural do teatro. A criada, a rainha e a mocinha. Três forças diferentes. Três verdades que a direção aposta em números bastante específicos.  Emocionante ver Dulcinha cantando, e percebe-se que está dublando a si mesma, por isso precisa tomar mais cuidado com a maneira com que manuseia o microfone. Raquel pode e deve aprimorar o número burlesco, e gostaria particularmente que a mulher barba aparece mais. Me atiça a curiosidade essa figura enigmática, andrógena, que brinca com a  sexualidade no imaginário de quem visita o circo. Antonia Sequevittio pode ser mais elegante, mais delicada, embora na ultima apresentação do dia tenha levado algumas pessoas da plateia às lágrimas. Circo tem a ver com vencer desafios e os comentários da equipe revelam uma grande conquista...

                              Clara Devi vem ocupando um lindo espaço dentro da historia do Máschara e ao lado de Cléber Lorenzoni, deram o contexto, com o que seria um prólogo e um epílogo. No entanto a personagem batizada internamente de chaplita, precisa dar mais tempo ao seu par, para que ele fique mais tempo sozinho no palco, sentindo o vazio necessário. Também é preciso usar mais a técnica vocal já que a direção a coloca em contracenação com outro personagem que utiliza do microfone para pontuar.

                             As coristas cumprem seu papel, e ficam muito bonitas em seus números de apoio. As vezes deixam transparecer um pouco de cansaço, seria interessante assistirem número de "can can".

                            Vitoria Ramos acrescenta outra necessária presença ao circo: as crianças do circo do século XIX cresciam entre o picadeiro e o trapézio, aprendendo com suas famílias e mantendo vivo o processo que passa de geração à geração.

                          Nicolas Miranda é um jovem promissor, que ganhou também um espaço de confiança e torso que não desanime com as agruras que virão. Fazer teatro no interior não é tarefa fácil, é preciso vencer tantos obstáculos que na hora de entrar em cena o artista costuma já estar desanimado.

                          Cléber consegue com sua equipe nos dar um presente, um show...  Um ato burlesco que ficará na historia da volta aos palcos... Parabéns pela coragem!

                           O Melhor: A coragem e a qualidade de se reinventar que Lorenzoni sempre agrega.

                          O pior: O cansaço que ficou estampado em alguns atores, principalmente na segunda sessão.

 

                  

 

O Grande Circo Mágico:

 

Direção-Cléber Lorenzoni

 

Assistência de direção- Renato Casagrande

 

Direção Circense- Fábio Novello

 

Material Gráfico- Renato Casagrande

 

Elenco:  Cléber Lorenzoni -     

 

            Renato Casagrande

 

            Alessandra Souza

 

            Fabio Novello

 

            Raquel Arigony (**) (**) (***)

 

             Clara Devi- (**)(*)(***)

 

             Laura Heger (*)(**)(***)

 

             Antonia Serquevittio (**)(**)(***)

 

            Vitoria Ramos (***)(**)(***)

 

            Nicolas Miranda (**)(**)(***)

 

Ator Convidado - Romeu Waier (***)(**)(**)

 

PAarticipação especial- Dulce Jorge

 

Equipe Técnica- Vitoria Ramos e Alessandra Souza

 

Guarda Roupa - Renato Casagrande, Fábio Novello e Clara Devi

 

Portaria- Ricardo Fenner- Ellen Faccin- Laura Hoover

 

Cenário - O Grupo

 

 

 

 

 

Arte é Vida

 

 

 

 

 

                            A Rainha

 

         

 

             

Cartaz de mais um espetáculo do Máschara


 

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

953- Os Saltimbancos - Tomo 35

                        Quando Chico escreveu em 1977 o musical Os Saltimbancos, imaginava que as crianças salvariam o mundo. Um mundo confuso e perdido, que aliás segue até os dias atuais. O espetáculo coloca em cena o que seria: Um trabalhador, um soldado, uma dona de casa e uma artista. A plateia não tem uma noção clara disso, por que por escolha da direção, os animais são animais, o que é um diferencial e uma armadilha. Leva-se para casa lições de convívio, porém muito pouco sobre politica. Embora politica seja sempre a base do bom convívio. Tudo é politico aliás. A começar pelo teatro. 

                                  Quando falo, digo que teatro é politico, não me refiro aos textos, ou roteiros, esses também se referem, mas o âmago politico está em como se dá o acontecimento teatral. A preparação do espetáculo, a capacidade de um grupo reunir pessoas e colocá-las a serviço da comunicação. O diretor aqui, é capaz de reunir artistas de pontos de vista, muito distintos e reuni-los em prol de uma boa causa. A Arte!

                              Tucunduva nunca havia recebido um espetáculo do Máschara, e que bom, e que necessário... Não foi o melhor do Máschara que eu indicaria para uma iniciação ao bom teatro. Começaria por Lili Inventa o Mundo. Mas de qualquer forma, Saltimbancos cumpre sua função cênica e filosófica.

                                    Interessante que embora Chico queira que as crianças assumam o controle do mundo, eu  me pergunto se as crianças conseguiriam tal proeza. Bons sentimentos elas tem, é claro, mas será que seriam capazes de assumir as necessidades politicas e de liderança de uma civilização? As gerações sempre se propõe a mudar o mundo; algumas conseguem evoluções, outras acabam por se curvar às obrigações convenientes.

                                   O desenho cênico do espetáculo é muito simples e cumpre sua finalidade, de viajar, de ser mambembe como Lorenzoni gosta de mencionar. Mas de certa forma, o todo é um tanto medíocre, e precisa ser assim para dar certo e mais, para ser funcional. As cenas são grotowiskianas, e da certo, pois termina no tempo certo. Mais dez minutos de espetáculo e as crianças já começariam a se cansar. Mérito aqui do trabalho corporal da trupe. 

                                  O Maniqueismo presente no espetáculo, é deixado de lado nessa versão, e as pantomimas animais assumem um jogo de poderes muito interessante. Stalin Ciotti e Cléber Lorenzoni revelam um jogo muito preciso. Alessandra Souza pode ser mais dançante e Renato Casagrande caminha em busca de boas descobertas. 

                                          O final é muito repentino e parece uma fácil solução que deixa a desejar. Por outro lado, se observarmos o espetáculo como entretimento ao público de escolinhas, ele então, sagra-se.  

                                       Clara Devi assume a contraregragem e contou com o apoio do estagiário Nicolas Miranda. Ambos se dedicaram bastante, mas pelo que soube, ambos continuam maquiando um dos atores. Ato não muito profissional, já que tanto Clara, quanto Nicolas, tem outras tantas funções na preparação do espetáculo.  

                                          O final é frustrante, não seremos cantores, não alcançaremos o mundo utópico. Cléber Lorenzoni quer apenas viver em seu palacinho com sua trupe, Enquanto um trabalha, outro cosrtura, outro o protege e ele, qual gata, brilha como superstar. A arte imita a vida... 


                                       O melhor: Fazer, fazer, fazer arte para todos....

                                       O pior: A escolha do texto



Direção- Cléber Lorenzoni-  

Elenco: Renato casagrande

            Alessandra Souza

            Stalin Ciotti (**)

            Cléber Lorenzoni

Contra-regragem - Clara Devi (**)

Assessor de palco - Nicolas Miranda (**)




Arte é Vida



                        A Rainha