terça-feira, 19 de novembro de 2024
domingo, 17 de novembro de 2024
1205- Complexo de Elecktra (tomo XXI)
No entanto nos ultimos anos, começaram a
se estabelecer talentos, forças que marcam por sua entrega, por sua busca
intensa e quase paralela à do diretor. Há alguns anos Alessandra Souza (que aliás estava na plateia), despontava
como grande interprete, e hoje no
palco do Palacinho revi um elenco forte, com grandes nomes do atual teatro cruzaltense. Renato Casagrande, Fabio Novello e Douglas
Maldaner marcam por sua intensidade, por sua entrega. E apesar dos problemas de cena que percebi, é preciso mencionar a força de Casagrande, a
potencialidade de Novello e a disponibilidade de MAldaner. É difícil lutar com
nossos vícios, com os desafios que o teatro impõe, estar sempre, sempre, sempre
disponível. Até por isso essa senhora nunca se disponibilizou a teatrar. Tomei
outro caminho, embora jovem tenha por algum momento me deixado tocar pela arte,
rapidamente meus pais me levaram ao altar e me tornei mãe. Hoje em dia
certamente escolheria o palco.
A atuação de Clara Devi foi digna de uma grande atriz, da grande atriz que se tornou, e que devemos respeitar, por uma trajetória que vem sendo construída há um bom tempo. Romeu Waier esteve fascinante, com um controle cênico perfeito, a caixa fonética em perfeita ressonância, e achei incrível a menção às tantas heroínas do teatro grego. Sempre impliquei com lentes assustadoras com esse clima halloween infantil, mas a prótese de Romeu Waier foi perfeita. Leonardo Teixeira merece aplausos pela força e energia, não parece que estamos assistindo um novato, ao contrário, parece que estamos a frente de alguém que tem muito teatro dentro de si. A equipe técnica estava tão ensaiada, preparada, que não víamos de onde vinham luzes e sons, perfeito.
Ao final vemos os mais jovens, Ana Clara Kraemer, e Kleberson Ben correndo para lá e para cá, quais formiguinhas, parabéns a esse "estágio" que o Máschara oferece, dando possibilidades de aprendizagem aos jovens que chegam para teatrar.
Parabéns ao Máschara pela energia, pelo respeito ao teatro, por não se permitir fazer qualquer coisa de qualquer jeito, isso mostra o cuidado com o público, o respeito pelas plateias. Deveria falar sobre a mise en scène, falarei na próxima análise.
O melhor: Os embates entre mãe e filha
O pior: os imprevistos de última hora que pegam a todos de surpresa e que podem colocar todo o trabalho em perigo.
Complexo de Electra-
Direção e dramaturgia - Cléber Lorenzoni
Elenco- Clara Devi
Cléber Lorenzoni
Renato Casagrande
Fabio Novello
Douglas Maldaner
Romeu Waier
Leonardo Teixeira
Operador de Som - Ellen Faccin
Contra-regras Kleberson Ben
Ana Clara Kraemer
Recepção- Antonia Serquevitio
Carol Guma
Apoio- Dulce Jorge
Arte é Vida
A Rainha
sábado, 16 de novembro de 2024
quinta-feira, 14 de novembro de 2024
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
1203/1204 Os Saltimbancos (tomo 51) O Castelo Encantado (tomo 137)
Sempre que falo no palco e nas suas vicissitudes, reflito que o teatro acontece graças as pessoas, aos atores, aos artistas, que se doam para que o público se transforme. As vezes você percebe antes mesmo de começar, que o público possivelmente não está aberto a transformação, as vezes os atores estão tão, tão focados em atuarem bem, a fazer bem determinada "coisa" que o diretor, ou a equipe definiu, que ele sequer pensa do palco para fora. É preciso pensar do palco para fora. É isso que diferencia, atores profissionais de principiantes, ver fora da caixa, da caixa preta no caso. As vezes o ator foca em acertar a maquiagem, e aí o espetáculo que deveria iniciar Às nove, inicia nove e quinze, porque o ator pensou que seu delineador é mais importante do que tudo, sua sombra de cor bonitinha, seu batonzinho da cor certa. Por isso quando atores mais velhos dizem: -O bom de ser velho é não precisar de maquiagem! -Não estão na verdade falando da maquiagem, mas que alcançaram uma maturidade na qual se dão conta que existem tantas coisas mais importantes. Eu particularmente sentada na primeira fila, adoro boas maquiagens, mas estou mais interessada em boas atuações. E isso na verdade deveria ser a preocupação de todos os atores.
Na cena dos quatro cantores de Bremen, adaptados por Chico Buarque, se viu lindas maquiagens, e a reprodução de um espetáculo que acaba por ser prejudicado pela formalidade que a dublagem propõe. Ou seja, o elenco não pode improvisar, interagir, pois o espetáculo é muito gessado. Ele até combina com grandes espetáculos a céu aberto, quando o público está longe, e tal, mas em uma situação em que a criança está tão próxima, seria importante a troca acontecer. Claro que me pergunto:-Será que todos os atores da cena percebem a plateia? Compreendem a importância da troca, da aproximação? Acredito que infelizmente não! Ao contrário, tenho a sensação de que se perguntar aos atores após o espetáculo: - Ei vocês viram quais profes estavam filmando, quantas crianças estavam sentadas no chão, onde estavam sentados os organizadores do evento, o que os livreiros faziam durante o espetáculo, etc...? -Não saberiam me dizer, e isso responde muito sobre o tipo de atores que estavam em cena.
Durante o primeiro espetáculo, ouvimos tudo, e preciso aplaudir a cena do dó, ré, mi, sem duvida a cena mais bonita. Os saltimbancos do Máschara tem um problema de roteirização, do nada, simplesmente, de repente, acaba. Talvez a dicção de alguns atores pudesse se melhor trabalhada. Uma dica para os coadjuvantes, canalizem melhor o trabalho.
Há sem duvida três tipos de atores, de integrantes da cia máschara. Os que querem ser bons, melhores, magníficos. Os que querem fazer bem sua parte e os que querem apenas ganhar um troco e talvez alguns aplausos. Ainda assim cada um deve executar bem sua parte. Parabéns a jovem Ana Clara Kraemer.
No espetáculo O Castelo Encantado, o que se viu foi uma bela tentativa do Grupo em ofertar ao público a possibilidade de participar, de ouvir a cena. Lorenzoni e Casagrande com um belíssimo trabalho vocal, que é reflexo de trabalho, de ousadia, de esforço. Na contrapartida, Kleberson e Ana Clara precisam de muito mais trabalho vocal. As cenas bem desenhadas espalharam-se por dois palcos. Tive a sensação de que o público formado em sua maioria por alunos, não está muito acostumado ao teatro. Conversas paralelas, desinteresse e ruídos mil. Fabio Novello pode se apropriar mais da sonoplastia e mesa de som quando isso lhe cabe. Há detalhes que não compreendi, como o anão sem tambor, o avental e o pau de macarrão que estavam na cena de Clara Devi e que pois não estavam no cenário, a tentativa de Antonia Serquevitio de abrir a cortina quando os contadores de historia surgem no final...
Possivelmente falta de ensaios. Falta de dedicação.
O melhor: A dedicação dos jovens Kleberson Ben e Ana Clara Kraemer.
O pior: O volume baixo em contraste ao microfone usado na apresentação.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
domingo, 3 de novembro de 2024
1202 -Espetáculo convidado- Complexo de Electra - Grupo Teatral Grupo Máschara (tomo 20)
Espetáculo convidado- Complexo de Electra - Grupo Teatral Grupo Máschara


