terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Texto do ator Luis Fernando Lara sobre a Turnê do Máschara
Um outubro inesquecível.
Na segunda cidade dois dias depois da partida agora na cidade de Garibalde-RS a expectativa de melhorar em cena aumentará, mas acho que Dionísio estava a fim de testar minha paciência, lembro que estávamos todos prontos, com o figurino e maquiagem pronta, a minutos de entrar em cena quando uma das organizadoras do evento em que fomos convidados veio até nós com o seguinte problema, a platéia presente não era adequada à peça, já que íamos apresenta o Incidente, espetáculo baseado no livro do imortal conterrâneo Erico Veríssimo, O Incidente Em Antares, lógico que não ficaria muito bem crianças com idade pré-escolar e alunos de escolas especiais assistissem a um espetáculo como esse, como sempre falou o diretor do Grupo, Cleber Lorenzoni (@LorenzoniCleber) muitas vezes é necessário que o artista se adapte ao publico, decidiu-se naquela hora que seria apresentada a peça Lili Inventa o Mundo espetáculo infantil também convidado para a feira e que seria apresentado no dia seguinte, mas o que ninguém esperava é que as quatro apresentações marcadas para aquela cidade seria todas a Lili Inventa o Mundo, bom realmente foi que o publico adorou, claro não poderia de deixar de comentar o excelente trabalho do elenco dessa montagem já que foi tudo meio de pressa e nunca vi um espetáculo de palco transformar-se em de rua com tamanho profissionalismo, pena que eu não estava nesse elenco e lamentável que talvez já mais poderemos ver esse excelente trabalho outra vez.
Mas O Castelo Encantado foi à peça do segundo dia porque no primeiro o Incidente foi o grande rei na feira onde o prefeito esteve presente e segundo informações o mesmo agradou-se muito do que ele pode ver no palco, a não ser por um pequeno comentário que poderia surgir devido ao texto da personagem Erotildes agora representada por Alessandra Souza (@aleecamila) que na sua ultima apresentação naquela cidade das quatro em que encenamos o Incidente, ela soube conduzir-se muito bem pelo seu texto já que na ocasião por decisão da maioria do grupo faríamos algumas alterações de ultima hora, bem coisa do Máschara, mas esse não foi o único motivo eu diria que o principal tratava-se do fato de que mais uma vez um espetáculo de palco italiano feito para um teatro adequado deve que ir a busca do publico e estar onde o povo estava agora não havia um teatro e sim uma lona no na frente da prefeitura sem acústica e com a mínima condição para o publico nos ouvir tivemos que improvisar com microfones que teimavam em não funcionar durante as apresentações, o que também servil de aprendizado para alguns do grupo, por falar em aprendizado penso que nessa viagem ninguém teve maior lição do que Diego Pedroso (@dieguitopedroso) ao interpretar o Pudim no Incidente e na sua estréia esteve ótimo e sem cometer erros, parabéns a você também Diego. Diego, aliás, que já lá em Antonio Prado deixou seu registro junto com Taty Quedros (@tatymeiapraia) em:http://www.youtube.com/watch?v=-WMltkXMAaY.
Muito Obrigado!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Diário de Bordo XXXIV - O Incidente em Nova Prata, tomos 67 e 68.
O Público quer rir!
Apesar dos microfones, Cléber Lorenzoni esbanjou trabalho corporal nessa encenação o que não se repetiu no espetáculo da noite.Antares é uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, da fronteira, mas poderia ser de qualquer lugar do Brasil. Pois assim como em Antares os seres humanos são todos ruins, salvas pequenas excessões. A desgraça alheia é divertida e interessante. Os mortos de Antares dominaram a feira de livros, com ousadas colocações, que surpreenderam os mais puritanos. E ainda pude ouvir o sino da matriz badalando exatamente na hora em que era perguntado à Dona Quitéria Campolargo o que ela tinha a dizer sobre a igreja... Luís Fernando Lara devería dedicar-se mais ao teatro, era prazeroso observá-lo na cena. Alessandra Souza ainda tem vícios que precisam ser trabalhados, mas melhorou muito nos últimos tempos, e improvisou muito bem quando o Cícero de Cléber Lorenzoni a desafiou. Gabriel Wink foi assaz contundente. Perdeu um pouco o domínio da cena e a voz estava fraca, reflexo da despreocupação qu tem com seu objeto de trabalho. Mas soube deixar mais compreensiva a cena de Menandro Olinda. Renato Casagrande precisa amadurecer, e quanto a sonplastia, é preciso treinar alguém que se esforçe e se dedique a parte técnica de um espetáculo. É impossivel fazer bons espetáculos com péssimos sonoplastas ou iluminadores.
Essa é a sensação que tenho sempre que vou ao teatro. Eles ficam alí, anciosos que seja uma comédia, ou que os atores errem, ou que gaguejem, enfim, por vezes da a nítida impressão de que o ator esteja frente a inimigos.
Em O Incidente de sexta feira pela manhã, me perguntei, o que o público queria, provavelmente rir, ou deixar-se levar pela historia? Eles riram sim, quando era o momento de rir, mas nos momentos mais intensos, digamos assim, eles entraram na historia mantendo-se conectados, concentrados. Afinal o público é um outro elenco que atua junto!
Para mim o teatro perdeu o público que mais devería cativar, os adolescentes. Dos onze aos dezoito não conte com eles. A adolescencia não é uma época da vda, é um estado de espírito e dos piores. Mas naquela aprsentação, alunos pareciam inebriados pelos sete mortos de Antares. A tal ponto de aplaudirem o Pudim de Cachaça em cena aberta. E assim Diego Pedroso teve mais esse memorável premio no inicio de sua carreira. As professoras que assistiram a incurssão da manhã me pareciam inteligentes, dispostas, conhecedoras da obra de Erico Verissimo.
O teatro não começa no palco, começa quando um esptáculo é escolhido, quando seu figurino é desenhado. O Teatro próvém de uma base muito sólida e quando o ator pula essa parte, ou não gosta de toda a base necessária para o bom trabalho, está maculando o real intuito dessa arte.
Agora uma pergunta, na platéia mais de quinhentas pessoas. Nada de iluminação, equipe de luz do local totalmente depreparada para a sonorização de um epetáculo teatral. Microfones impedindo o trabalho corporal dos atores. Carros de som passando ao lado da feira, gente comercializando livros. Crianças brincando com balões e sinos tocando. Isso ainda é fazer teatro? Quanto merecem esses atores?
É por isso que minha admiração pelo Máschara ultrapassa montanhas. O teatro que o Máschara faz, da forma como faz, é um dos pouco que restaram com a noção de querer pensar primiramente no público. É teatro com dedicação e coragem! Com anulação! A esses jovens o céu!
A Rainha
Assinar:
Postagens (Atom)




