segunda-feira, 2 de junho de 2014

Melhor Iluminação- Fábio Novello por FERIADÃO

Obrigado ao ator e iluminador Fabio Novello pela conquista de melhor iluminação para o espetáculo Feriadão durante a XXIª Edição do Festivale

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Agenda 2014

681- Feriadão (tomo 107) Vista Alegre do Prata

680-Esconderijos do Tempo (tomo 81) Boa Vista do Sul 14/10/2014

679-Lili Inventa o Mundo (tomo 100) Boa Vista do Sul 14/10/2014

677/678-O Castelo Encantado (tomos     ) Veranópolis 08/10/2014

675/676-A maldição do Vale Negro (tomos 25/26) Veranópolis 08/10/2014

674-A Maldição do Vale Negro (tomo 24) Guaporé 9/09/2014

672/673- O Castelo Encantado (tomos    ) Guaporé 09/09/2014

671-A Maldição do Vale Negro (tomo 23) Guaporé 9/09/2014

670- O Castelo Encantado (tomo  ) Apresentação de rua - Cruz Alta 6/09/2014

669- Ed Mort (tomo 14) Nova Bassano 12/08/2-14

668-Lili Inventa o Mundo (tomo 99) Nova Bassano 12/08/2014

667-Esconderijos do Tempo (tomo 80) Nova Bassano 11/08/2014

666-O Incidente (tomo 77) 4/08/2014 Unicruz

665- O Santo e a Porca 64º Cena às 7 (tomo 08)

663/664- A Maldição do Vale Negro Tomos 21/22) Marau -22/07/2014

661/662-Esconderijos do Tempo (tomo 78/79) -Marau 21/07/2014 

660- Os Saltimbancos(tomo 23) - 5ª Matinê do Máschara  8/06/2014

659- Feriadão (tomo 106) Festvale- Rolante - 30/05/2014

658-Os Saltimbancos (tomo 22) André da Rocha/RS com Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande 08/05

657-Os Saltimbancos -Fragmento-(tomo 21) com Ricardo Fenner e Alessandra Souza 27/04

655/656-Esconderijos do Tempo (tomos 76/77) Lajeado/RS com Dulce Jorge e Alessandra Souza

654- Esconderijos do Tempo (tomo 75) Ijuí com Fábio Novello e Cléber Lorenzoni


653 - Feriadão (tomo 105) Ibirubá com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goullart

651/652- Lili Inventa o Mundo - (tomo 97 e 98) Horizontina comFernanda Peres e Renato Casagrande

650-A Maldição do vale Negro (tomo 20) UNICRUZ -26/02

647/648/649-Esconderijos do Tempo (tomos 72/73 e 74) Porto Verão Alegre com Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni

646-Esconderijos do Tempo (tomo 71) Santa Rosa com Cléber Lorenzoni, e Dulce Jorge

645- Feriadão - 63º Cena às 7 (tomo 104) Clube Internacional

644-Lili especial de natal (tomo 3) Cruz Alta 23/12/2013 com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goulart

643-Lili especial de natal (tomo 2) Ibirubá 21/12/2013 com Alessandra Souza e Renato Casagrande

642- Performance vitrine viva em Cruz Alta com Cléber Lorenzoni

641-Lili especial de natal (tomo 1) Boa Vista do Cadeado 11/12/2013 com Tatiana Quadros e Fernanda Peres-

640-Os Saltimbancos (tomo 20) no estádio Guaraní- 08/12/2013 comRicardo Fenner e Cléber Lorenzoni

638/639-Feriadão (tomos 102/103) Vila Nova do Sul com Cléber Lorenzoni e Fernanda Peres -19/11/2013

637-62ºCena às 7 A Maldição do Vale Negro- Annes Dias- (tomo 19) com Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner e Renato Casagrande - 8/11/2013

636- Performance com Personagens de Os Saltimbancos (tomo 19) com Alessandra Souza e Ricardo Fenner -Festival do Guaraná- 12/10/2013

635- O Incidente em Vacaria/RS (tomo 76) com Gelton Quadros e Cristiano Albuquerque -05/10/2013

633/634 - Feriadão (tomos 100 e 101) Vacaria -05/10/2013 comCléber Lorenzoni e Fernanda Peres

632- Performance de danças dos anos 60 no clube Arranca com os Atores Alessandra Souza e Fernanda Peres em 28 de Setembro de 2013

631- Ed Mort -(tomo 13) UNICRUZ 08/08/2013

629/630- A Serpente - 61º Cena às 7 (tomo 02/03) 13 e 14/07/2013

628-A Serpente - 60º Cena às 7 (estréia) 23/06/2013

627- Lili Inventa o Mundo - 4º Matinê do Máschara 08/06/2013 (tomo 96)

626 - Ed Mort - 07/06/2013 (tomo 12)

625 - Esconderijos do Tempo - 07/06/2013 (tomo 70)

624 - ´Lili Inventa o Mundo - 07/06/2013 (tomo 95 )

623 - Ed Mort - 59º Cena às 7 26/05/2013 (tomo 11)

Festivale com participação do Grupo Máschara



sábado, 10 de maio de 2014

Os Saltimbancos - Andre da Rocha - tomo 22

Teatro para quem o quer...

               Mais uma incursão de Os Saltimbancos no interior do Rio Grande do Sul, dessa vez em Andre da Rocha, município próximo à Nova Prata e Marau. População pequena, desconhecedora da mise en scene, e portanto mais um potencial desafio para os atores da Cia. O espetáculo já foi muito apresentado no entanto se considerássemos que uma apresentação assemelha-se a outras, estaríamos abdicando de toda a complexidade que há por trás da interpretação. 
            Era um novo dia, após uma gama de sensações e vivencias de cada um dos membros da equipe. Durante os últimos dias muitos ensaios, mas principalmente acontecimentos novos, registros humanos novos. Cada ator sofreu, ou riu, ou chorou, jamais saberemos; mas essa gama de impressões adquiridas interferem profundamente na atuação. Elas formam o talento a organicidade do artista. 
              Essas gamas todas apareceram ao menos para mim que conheço razoavelmente bem o elenco. A composição das personagens sempre me surpreende nesse espetáculo, mas nesse dia Renato Casagrande movimentava braços e pernas bailando por entre as cenas de forma brilhante. Alessandra Souza e Ricardo Fenner vem desenvolvendo muitas coisas. Um desafio para a atriz é buscar sempre a leveza. Talvez exercícios de Laban, e grandes doses de auto crítica. Ricardo Fenner cresceu muito nesses últimos intensivos, criou partituras e em cena evoluiu deveras. Cléber Lorenzoni, embora seja perfeito no que diz respeito a técnica, não parecia inteiro. Solucionou muita coisa, cortou, acelerou, trocou de microfones e tudo em perfeita ação pelo palco, no entanto não parecia inteiro. Parecia distante, parecia preocupado demais, diretor demais.
                  O cenário adaptado não atrapalhou, mas também pouco contou... pode sim continuar sendo aquele mas precisa ser incluído, ou corre o risco de tornar-se uma barriga visual. Uma barriga visual que Grotowski certamente desprezaria.
                       Atuar com microfones não é uma solução para a falta de acústica. Atuar com microfones é uma escolha, uma aposta, e exige técnica, capacidades. Não basta pegar um microfone na mão e acreditar que o milagre da comunicação teatral acontecerá...
                      A historia foi toda reduzida, beirando a não compreensão. Claro ainda se percebe o encontro dos quatro bichinhos e sua decisão em ficar na casa, mas a parte da "casa-pensão" fica pouco clara. Deve ser bem decidido o que se busca com a narrativa. O grande mérito do dia é a capacidade do Máschara em apropriar-se de um texto, desconstruí-lo e reconstruí-lo, e isso é algo que se vê em todos os seus trabalhos.
                      Parabéns a equipe de os Saltimbancos.



Os Saltimbancos
Direção - Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge
Elenco -
Gata Cléber lorenzoni (**)
Cachorro Renato Casagrande(***)
Jumento Ricardo Fenner(***)
Galinha Alessandra Souza(**)
músicas de Chico Buarque
Contra-regragem Evaldo Goulart (**)e Evandro Amorim (**)


                                                Teatro é vida
                                                                                      A Rainha                    



terça-feira, 29 de abril de 2014

Os Saltimbancos - Para rede super sul- 27/04/2014

Mas e o que é teatro?
             Hoje não houve teatro, o que vimos foi um show de variedades... Havia logicamente atuação, havia dança, havia canto... Mas o que é teatro? Teatro é a arte da interpretação, é o conflito, é a catarse. O teatro difere do circo por não ser apenas a arte da repetição. No teatro há o jogo, há o desafio diário, a troca, a comunicação e principalmente a transformação de algo que se desequilibra no princípio e se reequilibra no final. Um cão adestrado consegue repetir determinados números, uma equilibrista que treinou durante um, dois ou mais anos, dependendo da dificuldade de seu número, consegue atravessar uma corda esticada no ar, ou equilibrar 5 pratos em hastes. Mas e um ator, por mais que "treine" algo, está em busca do diferente, do novo desafio, é como se o ator começasse o número equilibrando cinco pratos esperando terminar o número equilibrando 10. Enquanto que para a equilibrista isso seria o fim de seu número, já que foi "treinada" apenas para os cinco pratos. 
             Via-se na cena o ator Cléber Lorenzoni tentando chegar ao público nas arquibancadas. Esse ator é certamente um grande comunicador. Renato Casagrande possui uma energia ímpar, e domina esse espetáculo como ninguém, mas esperava mais de seu cãozinho nessa apresentação. Alessandra Souza e Ricardo Fenner pareciam confusos as vezes, mas equivaleram-se. Alessandra pode buscar mais leveza e Ricardo Fenner mais percepções...
              "Os Saltimbancos", sem os textos e diálogos de interação, parece confuso, pequeno para  a percepção da platéia. Um desserviço ao teatro.  O público que nunca foi ao teatro, assiste e se pergunta por quê não está compreendendo, passa a não gostar e assim nunca mais deseja ir ao teatro. O ator  tem que compreender também sua função de agente do teatro. 
                  O espetáculo montado pelo Máschara em 2012 é muito bom, no entanto muitas coisas foram se perdendo e precisam ser revistas. Não discordo da apresentação do fragmento apenas, afinal o teatro deve estar presente sempre, seja como for. E entendo que em uma cidade como Cruz Alta, muito pouco se faz pela arte, portanto qualquer tentativa do Máschara é bem vinda. A trilha sonora nas mãos de Evaldo Goullart pode ser melhor executada. O ser humano deve buscar sim a perfeição sempre e não há melhor lugar para isso que no teatro.
                    Que a GAJUCAGA continua e melhore cada vez mais...

"O teatro é a verdade, é o grito, é a fala... Deve ser dito sempre, de forma verdadeira, honesta, livre e de acordo com a capacidade de quem está gritando, ou então será tão falsa quanto o mundo corrupto que o cerca"



                                                    A Rainha

Alessandra Souza (**)
Renato Casagrande (*)
Ricardo Fenner (*)
Cléber Lorenzoni (**)
Evandro Amorim (***)
Evaldo Goullart (**)


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sobre "Cordel com a corda toda"

                        O cordel provoca nas pessoas duas únicas reações, amor ou ódio, admiração ou incomodo. No entanto a poesia do cordel faz uso da arte-cênica para envolver a platéia, para criar pontes comunicativas, desenvolver links artísticos, aí não há como não se envolver. O Teatro sempre honrou as outras artes (dança, música, poesia), incluindo-as em seus dramas. Hoje no palco. O ator-comunicador Roger Castro envolveu teatro e cordel de forma substancial. A trama é simples e a escolha dos versos não chega a ser marcante. No entanto a forma com que o texto vai se costurando e se desenrolando é muito orgânica, um mérito do curto espetáculo. 
                   Roger Castro começou sua carreira como animador, aventurou-se pelo palco como ator, cursou uma faculdade de dança e agora é conhecido como um marcante comunicador nas feiras de livros e outros eventos pelo estado. Algumas pessoas dizem que atuar é como andar de bicicleta. você nunca esquece. Não é bem uma verdade. O organismo do ser humano "enferruja" em suas ações e possibilidades corpóreas, e o teatro não é somente sentimento, bem como não é apenas movimento. Teatro é um misto de ações, sentimentos, impressões e outro sem número de possibilidades. Na dança o movimento é o regente da "ação" - ação nos moldes ditos por Aristóteles- mas a dança é apenas um braço do corpo que forma o teatro e assim sendo o corpo teatral de Roger Castro tem muito à seu lado.                                              
                          No cenário um baú magico, muito bem projetado. De dentro dele vai saindo a historia contado por Zé do Cordel. Embora a narrativa pudesse envolver mais historias e versos. Mesmo por que ficamos ansiosos pela historia da Nega de um peito só e outras tantas que infelizmente são apenas mencionadas na historia. O Figurino é estilizado, criativo; Os adereços bagunçam-se as vezes, parecem atrapalhar em uma desorganização organizada. Mas não dá para dizer que Roger não tenha domínio de tudo o que toca. Tudo na cena está à seu serviço.
                            No que tange as pronuncias, Roger domina muito bem a vocalidade, podendo ainda aumentar seu acervo de entonações, e as gags criadas pelo artista ainda podem render muito, afinal assisti apenas a estréia. 
                                   Cordel coma  corda toda preenche muito as necessidades de uma performance para alunos, amantes da literatura, frequentadores de feiras de livros. Para público de teatro ainda pode desenvolver-se mais. O que não será difícil se levarmos em conta a criatividade e o prazer no que faz Roger Castro. Cléber Lorenzoni pode exigir mais do ator e "Cordel" ainda pode alcançar outros grandes méritos.



                                    Arte é Vida

                                                                    A Rainha

Grupo Máschara na Festa do Livro

Alessandra Souza, Renato Casagrande, Everlei Martins, Cléber Lorenzoni e Ricardo Fenner