quarta-feira, 16 de maio de 2012

Análise de A Maldição do Vale Negro



                              A Maldição do Vale Negro subiu ao palco atrasada, não sei se por culpa dos atores ou por desejo da organização da feira. Os atores começaram bem. Gabriel Wink expontâneo e criativo de inicio, Ricardo Fenner um tanto formal e Cléber Lorenzoni com a "gana" já conhecida, o que não adiantou já que havia um clima de afobamento e desorganização que perpassava por todo o espaço. A sonoridade estava agressiva, as mãos do resaponsável pelas trilhas atacavam os botões. Ser um bom sonoplasta, tecnico de som, é uma arte!
A luz era obtusa, amarelada, e não se decidiu durante os cinquenta e tantos minutos de espetáculo. Isto é, havia tentativas de organizar, de criar algo, climas com as cores e intensidades, mas isso só piorava.
As primeiras cenas demoraram a cair no gosto. Talvez o cansaço dos atores tenha colaborado para uma desorganização cênica.
                   Os diálogos estavam acelerados, o que condizia com a situação. (noite fria, espetáculo praticamente ao ar livre). A movimentação da platéia era estressante. O público as vezes não percebe que ao movimentar-se para ir embora ( o que é direito seu), atrapalha queme stá interessado em assistir ao espetáculo.
                             Passadas as primeiras cenas o clima estabeleceu-se de forma mais apropriada. O cenário foi adaptado, eis um agradável mérito do Máschara. Algumas Cias. ao viajarem pelo país, ligam antes e pedem aos organizadores que arrumem sofás, camas, tapetes, enfim, infinidade de materiais para compor os seus cenários. Sem a mínima preocupação se aquilo terá tratamento homogêneo com seu espetáculo, um cenário não é algo que possa ser jogado no palco, é preciso um tratamento adequado para adereços e composições. O Máschara sempre carrega suas coisas, mas se precisa de alguma forma fazer uso de materiais que já estarão no ambiente, o faz de forma tão qualificada, que é impossível detectar o que antes já não fazia parte de seu material cênico. O sofá vermelho adequou-se perfeitamente, e apesar do tamanho, os atores  e em um estalar dedos o fizeram ser "o sofá".  O palco era pequeno, desajeitado para um espetáculo de grande porte como é o caso de A Maldição, e algumas cenas ficaram prejudicadas pela falta de iluminação, tendo que ser adequadas rapidamente.  
                               O público demorou mas embarcou na piração desse melodrama e o espetáculo passou sua mensagem, que aliás em dias estabanados confunde-se um pouco. O Máschara e já o disse em várias ocasiões, tem que aprender a atuar com microfones. A voz de Ricardo Fenner (**) ficava estridente, e facilmente tornava-se incompreendível. Gabriel Wink (**) improvisou de forma interessante, mas alguns excessos do Marquês me entristeceram, não é necessário ser tão sexual, pesar tanto nas insinuações para ser engraçado. O Máschara na verdade nunca precisou disso e sempre me orgulhei da equipe por essa opção. É uma escolha do ator eu sei, mas Gabriel Wink é um ator tão incrível, com tanto humor a empregar em seus personagens, não precisa de subterfúgios. Cléber Lorenzoni (**)  parecia desesperado em salvar o espetáculo, eu que o conheço percebi sua aflição. Esse ator se cobra de mais, se exige em excesso e aproveita de menos. Sua dicção é sempre perfeita, mas fiquei chateada com a forma que resumiu as cenas da louca. Por outro lado tive conhecimento de que a organizadora da feira pediu-lhes que acelerassem o espetáculo. Um espetáculo é uma obra de arte redonda, completa. Se hoje algo é tirado do espetáculo e ainda assim o público compreenderá a cena então aquele algo era uma barriga... Deverá ser o quanto antes suprimido da cena. 
                              Não sei direito opinar sobre esse espetáculo em uma feira de livros, talvez não seja a escolha mais certa. Não compreendo os objetivos com os organizadores em certas feiras. O único interesse é arrancar risadas, ou questionar, ou levantar bandeiras, ou divertir, ou educar... A Maldição do Vale Negro  é uma comédia mais que bem feita. Mas em determinadas situações não parece a escolha mais acertada para uma feira de livros. A não ser que com ela venha a análise do texto, de período histórico de quem foi Caio Fernando Abreu. O teatro é uma arte complexa, pode-se tudo sempre, tudo é permitido, mas onde isso chega, para onde estamos caminhando? O que será o futuro do teatro, da arte e de nosso povo? 
                                   A contra-regragem de Renato Casagrande e Alessandra Souza merece o céu, pois faz milagres em qualquer palco que a Cia esteja, e nada seriam os três atores sem o apoio dos dois artistas se ambos não estivessem muito afinados. A trilha sonora de Gabriela Varone infelizmente merece o Xeól, foi de minima competência e não me refiro apenas a erros e acertos, mas à insensibilidades e falta de técnica na função.  
                                                                              A Maldição do Vale Negro é um dos melhores espetáculos do Máschara e deveria ser ainda muito assistida, quer por Caio Fernando Abreu, quer pelos três atores em cena, quer pela direção que esmerou-se criando essa linda performance em melodrama. Mas para isso atores precisam de ensaios, ensaios, ensaios, essa é a arte do teatro.

                                                                                           A Rainha

                                                                Bento Gonçalves 14 de Maio de 2012.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Analise de Os Saltimbancos

Animais cantando, atores dançando, personagens enchendo de magia o palco, e que lindos costumes. Dulce Jorge e Cléber Lorenzoni acertaram novamente. É de longe a mais linda montagem de Os Saltimbancos que já tive o prazer de assistir. Não digo a melhor interpretada, não entro nesse mérito, mas sem dúvida não sei de outra montagem desse texto que tenha tão delicadas e perfeitas composições para esses já conhecidos quatro personagens de Chico Buarque. O texto do musical é simbólico: O Burro representa o inteligentista: a galinha a classe operária; o cachorro, os militares e a gata os artistas. Os barões, inimigos dos animais, são a personificação da elite, ou "os detentores do meio de produção". Mas a peça, embora tenha sido composta para determinada situação social do país, não pode ficar restrita a tal leitura, uma obra artística é imortal pela sua reinvenção em todas as épocas e quaisquer situações.
No elenco, Renato Casagrande de quem estou virando fã assumida, Cléber Lorenzoni me surpreendendo novamente, esse ator simplesmente ousa e faz qualquer coisa! Gabriel Wink com um trabalho delicado, e a Alessandra Souza, me surpreendendo positivamente. 
O figurino de Dulce Jorge e a maquiagem de Cléber Lorenzoni são destaques a parte de uma das melhores concepções em espetáculos infantis do grupo. O cenário também assinado por Cléber Lorenzoni precisa ainda de certo acabamento, mas simplifica a cena de forma genial, criando ilusões necessárias e colaborando para a criação de planos e cenas. Aprecio a tangencialidade que percorre o CD original de Bardotti, e penso que ainda muita coisa vai se criar. 
A trilha é a já conhecida por todo ator que se preste, e sinto não ouvir apenas a voz do elenco, mas acredito que com o tempo a direção aos poucos irá suprimir a trilha em playback. 
Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge adaptaram a historia em uma sequencia na qual os animais parecem estar contando algo já ocorrido, e eles mesmos interpretam seus barões, creio que aí falte uma melhor solidificação no roteiro. A peça tem duração agradável, mas merece uma curva mais acentuada. Renato Casagrande (***)  tem um border-collie muito bem composto. Seu personagem é o mais redondo nessa estréia e também a melhor investida do ator em sua breve carreira. O trabalho corporal de Casagrande é louvável, tem trabalho continuo e seu corpo dançante prende a atenção do público durante toda a encenação. O jogo de cena a personagem da gata é o que mais anima a platéia e nos faz crer na verdade cênica das personagens. 
Alessandra Souza está muito bem, precisa ainda nos dar mais da personagem, há muito para se fazer em uma galinácia, uma ave, e tenho certeza que a atriz se dedicará cada vez mais, mas aconselho e cabe a atriz, logicamente, acatar ou não minha sugestão, "cócócomo vão", seria mais interessante do que "côcôcomo vão"! (**) Alessandra está carregando um dos mais bonitos e criativos figurinos do espetáculo, pode tirar mas proveito disso. Há uma infinidade de possibilidades para uma jovem atriz em meio a Saltimbancos. 
Gabriel Wink ainda não está totalmente entregue a personagem como em Lili inventa o Mundo, ou mesmo em Feriadão com seu Filipinho. O Jumento é um personagem maduro, inteligente, que precisa de mais peso, e será fácil para esse ator transmutar a presença que tem no peso que necessita. (**) Outra coisa mencionavel é a facilidade com que o mesmo pegou a platéia, me pergunto se Gabriel Wink tem noção da capacidade que tem de elouquencia junto as crianças. Ou se tornará um desses atores que não aproveita todo o talento que tem. Sua capacidade de  improviso rápido visto em tantos outros espetáculos e mesmo nessa estréia, aind apode render e muito.
Quanto à Cléber Lorenzoni, (***) esse tem um tino muito bom para sua carreira, escolhendo muito perspicazmente as personagens que interpretará. Sua gata é simplesmente inigualável. E muito inteligente se faz sua inspiração no conhecido musical Cats. O jogo entre Gata e Cachorro é bem construído e ninguém percebe que um ator faz a personagem que é feminina. Não suporto atores que  embora interpretem papéis femininos, o façam pelo simples prazer de usar um "vestido", teatro é mais que desculpa para travestir-se. Ou também teatro é desculpa para o qualquer coisa. Mas Cléber Lorenzoni o faz com o respeito e a distinção que o público e os Deuses do teatro merecem. O elenco enfim é de bailarinos! Falta afinar um pouco a vóz e ouvir com calma a sonoplastia de Gabriela Varone (***) e não esquecer nunca desse jogo poderoso que os quatro possuem. Os Saltimbancos já é um dos melhores espetáculos do Máschara.



                                                 A Rainha.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Entrevista com Cléber Lorenzoni, feita por esta crítica de teatro...




Então vocês acabam de estrear Os Saltimbancos de Chico Buarque. Como foi o processo? Como se sentiram, e quais as expectativas para o futuro?

As expectativas são as melhores... Apresentar muito... Fechar o ciclo! As musicas são lindas, são de Chico Buarque e Sergio Bardotti e nos emociona muito fazê-lo, afinal há muitos anos tínhamos essa talante. Fomos estrear agora em Bento Gonçalves, para um público muito legal, em plena 27ª Feira de Livros. O processo foi maravilhoso e exaustivo, bem ao estilo Máschara de fazer teatro. Muitos ensaios, pesquisa corporal, construção há várias mãos. Aliás, esse espetáculo que estreou aqui em Bento Gonçalves, começou a ser construído, concebido, em 2003, com outra formação de elenco. E todos eles colaboraram de alguma forma, afinal como tu sabes, essas criações ficam todas codificadas em nossas mentes, memorizadas por muito tempo. Na época Lauanda Varone faria a Gata, que agora é interpretada por mim, Rafael Aranha faria a galinha, e Alexandre Dill faria o cão e eu o Jumento. Mais tarde em 2009, Roberta Correa e Angélica Ertel também abraçaram a idéia, mas não vingou. Sei lá, são os deuses do teatro que decidem essas coisas... Talvez não fosse o momento, mas claro, ficou-nos muita coisa dessas tentativas e que agora aparecem na cena.

E quem são os envolvidos agora? Como tu escolheste o elenco?
Para grupos do interior não há muito o que escolher, afinal tu vais trabalhando com quem está ali afim. No elenco somos eu, Gabriel Wink que é um ator muito criativo, muito intuitivo e que faz o Jumento. Alessandra Souza, uma atriz que está aos poucos se revelando um grande intérprete e que faz a Galinha. Há também Renato Casagrande que é um jovem muito dedicado e desafiador no papel do cão. Na direção somos eu Dulce Jorge. Na contra-regragem e responsável pela execução da sonoplastia tenho Gabriela Varone, que é natural de Julio de Castilhos e que vem se adaptando muito bem ao grupo e é claro contamos com o apoio de vários outros colegas que nos ajudam a por tudo em cena. Mas queríamos um elenco pequeno, fácil de reunir, de trabalhar. Por isso apenas quatro atores. Renato Casagrande tinha que ser o cachorrinho, seu crescimento é visível, vai ser com certeza um grande ator. Gabriel Wink era nossa melhor opção para o Jumento, afinal tem quase seis anos de palco, um bom trabalho corporal. Alessandra Souza também tem sido uma companheira de lutas e provou estar a altura do papel.

Tu sempre dirigiste os espetáculos do Máschara, e também fostes o primeiro papel, agora divides a direção com Dulce Jorge e entregas o papel principal a Gabriel Wink, por que, estás começando a cansar?

Na verdade em As Balzaquianas(2011) eu e Angélica Ertel dirigimos juntos, e em A Maldição do Vale Negro(2009) Dulce Jorge dirigiu ao meu lado. É uma questão de idéia, de inspiração, da situação atual. Acho que também há o interesse em dividir algo. Algo que se quer muito. E a Dulce Jorge é minha irmã de alma, de gostos teatrais. São anos cirando, compondo, idealizando juntos. Então na verdade tudo o que dirijo tem a assinatura dela também. Quanto ao papel principal, durante anos tive que ser a cara dos espetáculos, mas também por uma questão de disponibilidade. Eu vivo inteiramente para o teatro, para o Máschara. Posso dedicar 24 horas por dia para a cena. Então isso me da uma confiança em mim mesmo.Mas claro que depois de tempos trabalhando com Gabriel Wink, e já que eu queria fazer o papel da gata, decidimos que ele deveria assumir o primeiro papel. Mas não vou mentir que não tive milhões de receios. Sou libriano, indeciso sempre.
E como é dirigir um grupo de jovens artistas?
Não é fácil e não é de todo difícil. Diretor tem que ser meio psicólogo, meio conselheiro. Tem que ser muito político. Gabriel Wink é um ator de muita personalidade. Ele sabe o que quer fazer no palco. Renato Casagrande é o tipo de ator que te desperta a vontade de desafiá-lo. Alessandra Souza tem algumas dificuldades, e aos poucos vem revelando muita independência. Por tanto tu não podes chegar mandando, tu precisas absorver muito dos atores. Afinal eles tem muito a dar.
Tu me surpreendes, até pouco tempo atrás pensava que tu preferias trabalhar com atores que omitissem seu ponto de vista e apenas cumprissem sua vontade cênica, como Charles Chaplin...
Sim, sim, mas acho que isso tem haver com amadurecimento. Agora é mais vivaz, mais prazeroso saber o que os atores tem para ofertar à cena. Por exemplo, com Renato Casagrande fazendo o cachorro e eu a gata, é uma festa, criamos muito juntos. Enfim dirigir é muito complexo.

E por que Saltimbancos?
Saltimbancos é um clássico do teatro. Foi escrito em plena ditadura e seu texto está repleto de críticas a política e ao regime da época. Mas não é texto morto, embora pareça muito datado. Quase todo mundo já montou ou vai montar e meu preconceito para com esse texto era enorme e paradoxal. Mas ele me toca em dois aspectos. Ele fala de união e de diversidade. Não gosto de falar em mensagem do espetáculo, penso que isso é mastigar o texto, a idéia, no entanto é indiscutível a força com que Chico representou a premissa de que a união faz a força. Em O Conto da Carrocinha (1999) havíamos discutido a fábula de O patinho feio, não me convencia a idéia de que O “patinho-cisne” precisasse viver com seus iguais para viver feliz. E por isso ele não quis ficar nem com os Cisnes nem com os “Patos”. Quis viver com alguém que simplesmente era outro ser. A diversidade está aí, presente nos chocando, nos questionando e é hora sim de falar disso. Tenho a pretensão de mudar o mundo, não no quesito para melhor ou para pior, quero virá-lo de ponta cabeça ao menos. Em uma cena maravilhosa de A Dama de Ferro com Meryl Streep, a atriz, intepretando Margareth Teacher, comenta que as pessoas sentem demais e pensam de menos. Talvez por isso haja cada vez mais depressivos e burros no mundo.
E desse ano eleitoral, o que espera para o teatro para as artes?
Que se os políticos não forem ajudar que ao menos não atrapalhem. Eles passam a arte fica!

                                          Bento Gonçalves 14 de Maio de 2012

                                                 A Rainha e Cléber Lorenzoni

quarta-feira, 25 de abril de 2012


Próximos Espetáculos




?-Os Saltimbancos - 10/11/2012 Salto do Jacuí 
 
?-O Santo e a Porca - 08/11/2012 Feira de Livros de Garibaldi 

?-Ed Mort - 08/11/2012 Feira de Livros de Garibaldi 

?-O Castelo Encantado 08/11/2012 Feira de Livros de Garibaldi 

?- Os Saltimbancos   07/11/2012 Feira de livros de Garibaldi

549/550- TArtufo (tomo 28/29) 49º Cena às 7

547/548- Os Saltimbancos (tomo 06/07) 06/06/2012 14 e 16 horas E.E. Venâncio Aires

545/546- Os Saltimbancos (tomo 04/05)  05/06/2012 14 e 16 horas E.E Margarida Pardelhas

543/544- Os Saltimbancos (tomo 02/03) 48 º Cena às 7 dias 26 e 27 de maio


541/542- O Castelo Encantado (tomo83/84) 15/05/2012 Feira de Livros de Bento Gonçalves

540- A Maldição do Vale Negro (tomo 17) 14/05/2012 Feira de Livros de Bento Gonçalves

539 - Os Saltimbancos (tomo 01) 14/05/2012 Feira de Livros de Bento Gonçalves

537/538 -A Maldição (tomo 15/16) 21 e 22/04/2012 47ºCena às 7

536-O Incidente Frag. (tomo 74) 18/04/2012 Bento Gonçalves

535-Ed Mort (tomo 09) 04/04/2012 Capão da Canoa

534-Esconderijos do Tempo (tomo 66) 27/03/2012 Osório

533 - Deu a louca no ator (tomo 02) 18/03/2012  46º Cena às 7

530/531/532- As Balzaquianas (tomo 05-06-07) 03,04,05/02/2012 Sala Carlos Carvalho 
Porto Verão Alegre

529- As Balzaquianas (tomo 04) 15/01/2012   45º Cena às 7

528-Esconderijos do Tempo-(tomo 65)04/12/2011 44ºCena às 7

526/527- Lili Inventa o Mundo (tomos 91/92) 26/11/2011- feira de livros de Viamão

525- O Feriadão (tomo 96) -10/11/2011) Tarde Garibaldi

524-A Maldição do Vale Negro (tomo  14) - 10/11/2011 manhã - Garibaldi

523- O Incidente (tomo 73) 09/11/2011 -manhã - Garibaldi

522- Feriadão (tomo 95) 08/11/2011-tarde- Garibaldi

521-O Incidente (tomo 72) 06/11/2011 -Cruz Alta - 43°Cena às 7

520-Lili Inventa o Mundo (tomo 90) Cruz Alta - 28/10/2011

519- Feriadão (tomo 94) 21/10/2011 Cruz Alta Annes Dias

518 - O Castelo Encantado  (tomo 82) 17/10/2011 Antonio Prado

517- O Castelo Encantado  (tomo 81) 17/10/2011 Antonio Prado

516- O Incidente (tomo 71) 16/10/2011 Antonio prado

515-Feriadão (tomo93) 09/10/2011 42º Cena às 7

514 - Ed Mort -41º Cena às 7 (tomo 08) 18/09/2011

513- Deu a louca no ator (tomo 01) 21/08/2011 40º Cena às 7

512- As Balzaquianas (tomo 03) 17/11/2011 - Itaqui

511 - Lili Inventa o Mundo (tomo 89) 12/11/2011 Feira de Livros

510 - A Maldição do Vale Negro (tomo 13) 17/07/2011 39º Cena às 7

509 - As Balzaquianas (tomo 02) 19/05/2011 38º Cena às 7

508 - O Feriadão  (tomo 92) 18/05/2011 Bento Gonçalves

507 - A Maldição do Vale Negro - 19/05/2011 (tomo 12) Bento Gonçalves 

506- Lili Inventa o Mundo - 18/05/2011 (tomo 88) Bento Gonçalves 

505 - O Incidente - 18/05/2011 (tomo 70) Bento Gonçalves

504 - Feridão - 17/05/2011 - (tomo 91) Bento Gonçalves

503 - O Incidente -17/05/2011- (tomo 69) Bento Gonçalves

502 - Lili Inventa o Mundo 16/05/2011-(tomo 87) Bento Gonçalves

501 - 37º Cena às 7 - As Balzaquianas -15/05/2011  (tomo 01)

500- Esconderijos do Tempo - 20/03/2011 (tomo 64) Teatro Carlos CArvalho

499-Esconderijos do Tempo - 19/03/2011 (tomo 63) Teatro Carlos Carvalho


498 - Esconderijos do Tempo - 18/03/2011 (tomo 62) Teatro Carlos Carvalho

497- Lili Inventa o Muno - 02/11/2010 (tomo 86) Tupanciretã

  496 -Esconderijos do Tempo - 24/11/2010 (tomo 61) Três Coroas


495- O Incidente - 05/11/2010 (tomo  68 ) Nova Prata

494- O Incidente - 05/11/2010 (tomo 67 ) Nova Prata

493 - O Castelo Encantado - 04/11/2010 (tomo 80 )  Nova Prata

492- O Castelo Encantado - 04/11/2010 (tomo 79 ) Nova Prata

491 - O Incidente -03/11/2010 (tomo 66 ) Nova Prata

490 - O Incidente -03/11/2010 (tomo  65  ) Nova Prata

489-A Maldição do Vale Negro - 23/10/2010 - (tomo 11 ) Osório 

488- Lili Inventa o Mundo - 1617/10/2010 (tomo 85) Antonio Prado

487-Feriadão -16/10/2010- (tomo 90) Antonio Prado

486 - Lili Inventa o Mundo- 10/10/2010- (tomo 84) 36º Cena às 7  -infantil-

485- Lili Inventa o Mundo - 09/10/2010 (tomo 83) Garibaldi

484 - Feriadão - 09/10/2010 - (tomo 89 )  Garibaldi

483 - Lili Inventa o Mundo - 07/10/2010 - (tomo 82 )  Garibaldi

482 - Lili Inventa o Mundo - 07/10/2010 - (tomo  81 )  Garibaldi

481 - Lili Inventa o Mundo - 06/10/2010  (tomo 80) Veranópolis

480 - Lili Inventa o Mundo - 06/10/2010 - (tomo 79 )  Veranópolis

479- O Incidente- 06/10/2010 -(tomo 63) Veranópolis

478- O Incidente - 06/10/2010 - (tomo  62 )  Veranópolis

TEATRO INDEPENDENTE - Delírios de Amores e Cigarros- (02/09/2010)
Festival de Esquetes Teatrais de Gravataí

477- Esconderijos do Tempo 29/08/2010 - (tomo 60 ) 35º Cena às 7

476- Lili Inventa o Mundo 27/08/2010 - (tomo   78  ) Progresso

475- Lili Inventa o Mundo 27/08/2010 - (tomo  77  ) Progresso 

474- A Maldição do Vale Negro (tomo-09) Soledade 22/08/2010

473- Lili Inventa o Mundo  1/08/2010  (  tomo - 76  ) Tupacireta

472- Ed Mort -18/07/2010  (tomo-07)     34º Cena às 7

Oficina de Interpretação com Sandra Loureiro Projeto Semear e Colher 
2 à 18/07/2010

Teatro Independente Delírios de Amores e Cigarros, 10/07/2010 - teatro 13 de Maio Santa maria
Teatro Independente  Delírios de Amores e Cigarros, 2/07/2010 - teatro Tui Santa maria

471-A MAldição do Vale Negro  - 13/06/2010 (tomo-08)  33º Cena às 7

470- Lili Inventa o Mundo-11/06/2010 (tomo-75) Emancipar Julho  de Castilhos

   Oficina de teatro em Veranópolis, ministrada por Cléber Lorenzoni
junho/2010

469- Lili Inventa o Mundo-29/06/2010 (tomo 74 ) Emancipar Panambí

468 -Lili Inventa o Mundo-28/06/2010  (tomo 73 ) Feira de Livro Lagoa Vermelha

467 - A Maldição do Vale Negro -28/04/2010 (tomo 07 ) Horizontina

466 - Esconderijos do Tempo -24/04/2010 (tomo 59 ) Ijuí

465  -Lili Inventa o Mundo -23/04/2010 (tomo 72 ) 3 de Maio Emancipar

464-A Maldição do Vale Negro 10/04/2010 (tomo  06 ) Festival de Teatro de Itaqui

463- O Castelo Encantado 01/04/2010 (tomo 78 )  Feira de Livros de Capão da Canoa

462- O Incidente- 31/03-2010 (tomo 61 )  Feira de Livros de Capão da Canoa

461- O Castelo Encantado-31/03/2010 (tomo  77 ) Feira de Livros Capão da Canoa
460-  Lili Inventa o Mundo 24/03/2010 (tomo 71 ) Emancipar Tapera

459- Lili Inventa o Mundo  24/03/2010 (tomo 70 ) Emancipar Tapera 

458- Esconderijos do Tempo 11/03/2010 (tomo 58 ) Emancipar Sano Angelo

457- Lili Inventa o Mundo 23/11/2009 (tomo 69 ) Feira de Livros Nova Ramada

456- Esconderijos do Tempo 23/11/2009 (tomo 57  ) Feria de Livros Nova Ramada

455- Lili Inventa o Mundo 13/10/2009 (tomo 68 ) Annes Dias

454 -Lili Inventa o Mundo 09/10/2009 (tomo  67 ) Veranópolis

453 - Lili Inventa o Mundo 09/10/2009 (tomo 66 ) Veranópolis

452 - Esconderijos do Tempo 09/10/2009 (tomo 56 ) Veranópolis

451 - Feriadão 08/10/2009 (tomo 88 )Veranópolis

450 - Lili Inventa o Mundo 07/09/2009 (tomo 65 )Emancipar São Luís Gonzaga

449- Ed Mort - 13/09/2009 (tomo 04 ) 32º Cena às 7

448- O Incidente - 25/08/2010 (tomo-60) Festival de Dom Pedrito