sábado, 27 de novembro de 2010

Diário de Bordo XXXV - Esconderijos do Tempo em Três Coroas

UM ESPETÁCULO PARA A VIDA TODA


Quando um grupo de teatro do interior é convidado à encerrar um festival de teatro do estado deve sentir-se muito honrado, afinal, começou sua caminhada participando dos festivais, aprendendo com os jurados e grupos que alí estavam. Essa foi a realidade do máschara que começou sua trajetória em 1992 participando do festival de Montenegro, organizado na época pela FETARGS, a cada ano, os atores do Máschara  foram se aprofundando, anotando tudo o que os jurados falavam, debatendo os outros trabalhos que assistiam nos festivais, querendo com toda sua garra crescer, aprender, tornar-se bom no que faziam. Hoje, não por exibicionismo ou prepotência, mas por merecimento, seus trabalhos são dignos de abrir ou encerrar um festival de teatro, e alí serão vislumbrados por atores, pelo público teatral que aproveitará aquele breve momento artístico para desenvolver ainda mais seu olhar artístico.
O Grupo Máschara chegou em Três Coroas após seis horas de viagem, na bagagem um espetáculo com cinco anos de historia e a vontade de encher os olhos da assistência, sim essa deve ser a função dos artistas, querer ser bom, querer causar algo na patéia, não vejo nada de mal em artistas serem exibidos, é o que o público espera deles.
No festival velhos conhecidos: Jaqueline Pinzon, que em 2001 deu assistência ao espetáculo Tartufo do Máschara; a Cia. do Carvão, com a Mônica Pinhatti e o Luciano(não me recordo seu sobrenome) velhos amigos, da 'Pipocas de Papiro'; Paulo Rezendes, de Jó e Diário de um Louco; Paulo Mello, do festival de Uruguaiana; Pessoal de Osório, (O rocambole); Juliano Cannal, de Capão da Canoa; Alguns amigos de Santo Angelo; Mauro, Ida, Sandra, enfim, todos velhos conhecidos que fazem parte da historia do teatro gaúcho.
O teatro de Três Coroas é lindo, invejável e o festival organizado pela bela Carine Setti, sempre tão gentil e tão disposta a fazer o melhor pelo festival. Um palco maravilhoso, grande, com material de primeira, (pena o tempo ser tão curto para não poder fazer algo mehor com a iluminação), camarins espaçosos com suco e biscoitos esperando os atores. Um arrojo!
O cenário foi erguido como de costume, com discuções breves sobre a melhor disposição dos adereços e marcas. O teatro é assim, adapta-se a cada novo espaço. Everton da luz e Carcará, foram incríveis, não mediram esforços para fazer o melhor, pena o pouco número de gelatinas. Mas nada que prejudicasse o trabalho.
Casa cheia, alguns aquéns nas coxias antes do inicio do espetáculo, mas compreensível, dia de encerramento de festival, uma correria para fazer o melhor. Uma queda de luz rápida causada pelo dedinho metido de "Mario Quintana" e que a Anfitriã soube contornar com elouquência viváz.

Durante quase uma hora desenrolou-se o drama Esconderijos do Tempo, emocionando artistas e pessoas da comunidade. Cléber Lorenzoni envelhecendo sem recurso algum, apenas um óculos, uma bengala e um chapéu, manuzeados alí mesmo, frente aos olhos ávidos da platéia. Angélica Ertel mais poética, Tatiana Quadros de volta aos palcos depois de longa temporada, maravilhosa como sempre, Gabriel Wink aprofundando o humor em seu Gouvarinho, uma energia forte da platéia na hora em que Dulce Jorge entra em cena com a Glorinha idosa. Na sonoplasia alguns aquéns de Alessandra Souza quase puseram em perigo os silêncios tão necessários do espetácuo. Iluminação perfeita de Ricardo Fenner. Encontros e desencontros naquela estilizada praça no fim da rua da praia de Porto Alegre, onde Mario Quintana recebia a todos como se fossem visitantes de sua casa, de sua Porto Alegre. Malaquias e a morte despedindo Mario para entrar para a eternidade e finalmente o "se roubei, se roubei teu coração..." no proscenio, encerrando sob palmas carregadas um dos mais lindos espetáculos de poesia que já tive o prazer de assistir.
Emcionante ver os grupos "cô-irmãos" como disse Cléber Lorenzoni, aplaudindo emocionados Esconderijos do Tempo.
Após o espetáculo, a premiação, distribuição de louros, não aos melhores, mas aos mais marcantes daquela ocasião. O teatro é uma arte viva, pulsante, não existem melhores ou piores, existe o momento, e a emoção expontânea. Nenhum dia é igual ao outro! No camarim ainda estiveram Ida Celina, uma das "madrinhas" do Máschara, que não continha as lágrimas e encheu de doces elogios o elenco, Sandra Loureiro, matando a saudade e mencionando o trabalho do ator que lhe lembrava demais Mario Quintana que conhecera pessoalmente anos antes, e Juliano Canal que não podería deixar de cumprimentar os amigos de tempos.
O Máschara ainda despediu-se de Três Coroas com um agradável jantar no restaurante Esperança e depois de seis horas de viagem com mais um dia de dever cumprido para com a arte, a certeza de que Três Coroas agora faz parte da agenda do grupo para 2011. Na vida o que importa são os dons que trouxemos, a arte que amamos e os amigos que fazemos!



                                                                                         A Rainha

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cena do documentário, Os olhos do General - Sobre o Coronel Firmino de Paula



Cléber Lorenzoni interpretando um dos coronéis mais temidos da história

As Minnies em dia de Incidente Cena às 7- 17º 16 de agosto de 2007



















Dona Quitéria, Dr. Cícero, Suzana Campolargo, Menandro Olinda

Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge ao lado de Mauro Soares, diretor do IEACEN - Instituto Estadual de Artes Cênicas

Dulce Jorge e Cléber Lorenzoni no curta Cadê a nota?

Dulce Jorge, Melhor atriz coadjuvante em Teutônia 2008


















Dulce Jorge recebendo troféu por sua interpretação de D. Glorinha

Grupo teatral Máschara, vencedor do festival de Teutônia 2008

Premiados do festival de Teutônia 2008


















No centro abaixo grupo teatral Máschara,

As Minnies divulgando Esconderijos do Tempo


Gabriel Wink, Dulce Jorge, Cléber Lorenzoni e Angélica Ertel