PEQUENO PRÍNCIPE – ESMATE
(PRÓLOGO)
Ana Clara- Pessoal da produção, acendam a luz de
serviço , por favor. NÃO A DO PÚBLICO, A DE SERVIÇO, SEU IMBECIL!
Ana Costa- Ai amiga, eu adoro chegar cedo para passar
o meu texto
Valentina- É mesmo. Você tem pancake?
Ana Costa- Vamos no meu camarim ver
Valentina- Vamos! Me dá licença!
Alex- Que gente mal educada, eu hein. (Susto) MEU
DEUS, O QUE É ISSO?! NINGUÉM ME RESPEITA
Michely- Me
dá o pino, por favor!
(Coreografia Sucesso, Aqui Vou Eu)
Klebér- O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI!?
Michely- Diretor, nós marcamos o ensaio geral para
às 17h, e já é 18h e não tem ninguém aqui!
Valentina- Eu estou me maquinando, dire!
Kleber- Vão pro camarim se arrumar!
Michely – Diretor, nós marcamos a peça 19h, já são
20h e não tem ninguém aqui!
Kleberson- Dire! Nós não temos o boy!
Kleber- Que
boy?
Kleberson- Que boy?
Alex- O menino!
Kleberson- O menino!
Kleber- Que menino?
Kleberson- Que menino?
Alex- O príncipe!
Kleberson- o príncipe!
Kleber- Chegou o dia da estreia e vocês não
acharam o protagonista?! MAS QUE- (todos gritam)
( P.P vem da plateia e entra na rotunda)
(CENA ANOS 20)
P.P- Senhora! Onde fica o bondinho? Senhor, onde fica o
bondinho? Por que ninguém me responde?
AVIADOR- Porque ninguém fala com garotos perdidos,
menino. Onde estão os seus pais?
P.P- Eu não sei, acho que me perdi deles
AVIADOR- Como é o seu nome?
JORNALEIRO- Cavalheiro,
gostaria de um jornal?
AVIADOR- Claro! É importante estar informado! (
p.p se aproxima para ler o jornal) Tu já sabes ler, menino?
P.P – Sim! Olhe, a guerra!
AVIADOR- É mesmo. O mundo vai enlouquecer, garoto
P.P- Para mim, o mundo já enlouqueceu. Por que o
senhor está com esta roupa?
AVIADOR – Não reconheces a roupa da aeronáutica de
vossa majestade?
P.P- Um aviador?!
AVIADOR- Um aviador! Tu gostaria de ser um?
P.P- É claro! Conhecer planetas, viajar pelos
ares, passar por todos os oceanos...
AVIADOR- O que tem de tão importante no céu?
P.P- Para mim, tudo o que vem do céu é mágico... (
figurantes fazem um bolinho e arrastam aviador para fora de cena)
P.P- AVIADOR! AVIADOR! Onde foi o aviador? (adormece)
(CENA AVIADOR)
AVIADOR- Mei dei! meia dei! Ah não! Eu sabia que
este avião não podia viajar pelos ares novamente
P.P- Então isso que é um avião de verdade?
AVIADOR – O que lhe parece?
P.P- Parece que não tem concerto
AVIADOR -Tenha fé. Eu acho que perdi a peça neste
deserto. Gostaria de me fazer companhia?
P.P- Claro! O senhor me desenharia carneiro?
AVIADOR - Logo um carneiro não sou bom em
desenhar, mas vamos ver... um carneiro...
P.P- Não,
esse ai está muito doente. Faça outro!... Não! Esse ai não é um
carneiro, é um bode. Tem chifres...Esse ai está velho demais, quero um que viva
bastante
AVIADOR- Isso aqui é uma caixa, o carneiro que
tanto desejas está ai dentro
P.P- E como o carneiro vai respirar dentro dela?
Faça furos!
AVIADOR- pronto!
P.P- Era assim mesmo que eu queria! Olha, ele
adormeceu!
AVIADOR- Bom, enquanto brincas com o teu carneiro,
eu irei procurar a peça do meu 14 bis
(CENA RAPOSA)
P.P- Quem é você?
RAPOSA- Você mora por aqui, menino?
P.P- Eu sou daquele planeta
RAPOSA- Há
caçadores no seu planeta?
P.P-Não
RAPOSA- Que
bom. E galinhas?
P.P-Também não
RAPOSA-Nada é perfeito. Eu caço galinhas e eu fujo
dos caçadores. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem uns
com os outros. Por isso eu me aborreço, tudo é muito monótono.
P.P- Eu acho que eu gostaria de sua companhia
RAPOSA- Mas então você tem que se comportar como
eu
P.P-Como?
RAPOSA- Assim
P.P- O que você está fazendo?
RAPOSA- Conhecendo esse veículo estranho
P.P- E precisa cheirar?
RAPOSA- As criaturas da minha raça tem o olfato
muito aguçado. Se o odor é agradável, é confiável, mas se o odor é ruim, fuja e
enterre. Agora está tarde, preciso ir.
P.P- Posso lhe fazer companhia?
RAPOSA- Depende, você compreende as
responsabilidades de me fazer companhia?
P.P – Como assim?
RAPOSA - Nós nos tornamos responsáveis por aqueles
que conquistamos
P.P- Eu conquistei você?
RAPOSA- Estou lhe dando atenção, estamos
conversando e esta nascendo uma amizade
P.P- Não sabia que fazer amizades exigia
responsabilidades
(ENTRA ACENDEDOR DE LAMPIÕES)
P.P- O que você está fazendo?
ACENDEDOR- tentando acender este lampião
P.P- Por quê?
ACENDEDOR- porque os lampiões foram feitos para
acender, então precisam ser acesos
P.P- Por que o senhor fica fazendo esse barulho?
ACENDEDOR-Que barulho?
(P.P imita os gemidos do acendedor)
ACENDEDOR- Não sei, deve ser o hábito
P.P- Hábito? e o que a senhor está procurando?
ACENDEDOR- uma lâmpada
P.P- o senhor quer ajuda?
ACENDEDOR- Não sei se vai conseguir, é muito difícil fazer isso...
P.P- Essa aqui serve?
ACENDEDOR- Ótimo!
P.P- Que lindo!
ACENDEDOR- É verdade, mas é perigoso
P.P -Por quê ?
ACENDEDOR- Por
que tudo que é bonito é perigoso e por isso eu preciso cuidar. Eu preciso ir
acender outros lampiões, menino. Existem muitas pessoas na
escuridão
P.P- -Como você é alto lampião, até parece um baobá!
(CENA BAOBÁ)
SOLDADAS - Saia do caminho de vossa majestade!
P.P- Nossa, onde está ela? Que horas ela vem? Onde
está a rainha?
(RAINHA ENTRA)
P.P- O que a senhora está fazendo?
RAINHA- Não vais te curvar a tua rainha?
P.P- Com satisfação! O que a senhora está fazendo?
RAINHA- Cumprimentando meu povo
P.P- e como você faz isso?
RAINHA- é simples, eu lhe ensino. O problema é que no
final do dia sinto meus braços muito cansados
P.P- Deve ser bem cansativo.
RAINHA- Você não imagina , nós rainhas não podemos
expressar nossas opiniões nem sentimentos. Não podemos fazer nada, fazer nada é
muito cansativo, precisa de muita energia. Tu queres ser meu súdito?
P.P- E o que eu devo fazer?
RAINHA- É simples, basta dizer sim para tudo que eu
falar e sem questionar
SOLDADA- Vossa
majestade, vai deixar ele te questionar tanto?
RAINHA - Quieta! Eu ordenei que falasse? Cortem a
cabeça dela! Vamos, cortem!
SOLDADA- Não majestade, por favor. Perdão! Perdão
( saem)
P.P- Nossa, precisava fazer isso?
RAINHA- É para
que todos saibam o meu poder. E então, quer ou não ser um dos meus súdito?
P.P- Acho melhor não, sou um menino que gosta de perguntar.
Numa dessas a senhora não ia gostar
RAINHA- És um menino sábio, só por isso não
cortarei sua cabeça, ao contrário, vou nomeá-lo príncipe honorário do meu
plante. E lembre-se, nunca se vira as costas para uma rainha.
P.P- Então agora eu sou um príncipe
RAINHA- O pequeno príncipe
CENA VAIDOSA
VAIDOSA- Como você é bonito. Você é realmente
bonito, na verdade, acho que Deus te
abençoou com tamanha beleza
P.P- Você está
falando comigo?
VAIDOSA- É claro que não
P.P- Mas só tem nós dois aqui
VAIDOSA- Eu estou falando comigo. como você é bonito
P.P- Mas você esta falando consigo mesmo!
VAIDOSA- Exato, só falo com quem gosta de mim
P.P- Isso pode ser solitário
VAIDOSA- Não mesmo, veja bem, sente-se aqui. Eu
sou bonito? Viu só? Ele disse que sim. Eu sou inteligente, sim, viu só?
Experimente você também
P.P- Como eu faço pra ir pra casa?
VAIDOSA – Isso ele não vai te responder. Ele tem
um mecanismo muito inteligente e evoluído, só responde perguntas de sim ou não
P.P- Faz sentido
VAIDOSA- Não fique assim, ele é um menino bonito?
Sim! Viu? Você já ficou feliz, sempre
que as pessoas concordam conosco, nós ficamos felizes
Eu prefiro conversar com outras (P.P se ajoelha na frente
de vaidosa)
P.P- Mas e se as pessoas não concordarem?
VAIDOSA- Não vai acontecer
P.P- Mas pode ser que aconteça
VAIDOSA- Por isso que eu só falo com ele
P.P- eu prefiro
falar com pessoas e não com espelhos. Você é um pouquinho narcisista, parece até a minha
amiga rosa
VAIDOSO- ( para o espelho) eu pedi a opinião dele?
Não!
(CENA ROSA)
ROSA- O que você esta fazendo menino? Você é meu
admirador?
P.P- Mas eu estou a conhecendo agora
ROSA- Então beije minha mão. Essa não a outra. Não,
essa não, a outra, não melhor as duas
P.P- Como você é difícil
ROSA- Claro que sim, sou uma diva. Diga-me, estou
perfumosa?
P.P- Não saberia dizer
ROSA- Então melhor você ir embora
P.P- Está bem
ROSA- Espere
P.P- Você quer a minha presença?
ROSA- Não, eu quero água, muita água. Vais me
molhar ou não?
P.P- Sinceramente, não tenho nenhuma vasilha ou
torneira, acho que vamos ter que esperar chover
ROSA- Mas eu preciso de água agora
P.P- Sinto muito
ROSA- Por que os homens são sempre assim? Você
decididamente não sabe dar atenção a uma mulher.
P.P- Oque eu posso fazer então?
ROSA- O
terreno está muito seco, você vai precisar amaciar o meu solo. ( risada) Ai, assim você me faz cócegas
P.P- Mas eu nem encostei em você
ROSA- Ai menino tolo, são as minhas raízes. Elas
se estendem por todos o jardim. ( ri) Pronto,
agora minha terra está macia. Está escurecendo vou voltar para a minha estufa
(AVIADOR)
AVIADOR- não adianta, procurei por todos os lado e não
achei a peça que faltava do meu avião
P.P- Mas porque os olhos são cegos e preciso buscar as
coisas com coração
AVIADOR- Veja desenhei uma raposa e um baobá pra você!
P.P- As orelhas da tua raposa estão compridas demais,
parecem chifres. E o teu baobá parece um repolho
AVIADOR- Você é engraçado
as vezes
P.P- Você é meu amigo?
AVIADOR- Acho que sim
P.P- Eu aprendi com a minha amiga raposa que a gente só
conhece as coisa que cativa, e ai sim elas se tornam nossas amigas. Está vendo
esse campo de trigo? daqui a apouco tu sairás voando sobre ele com o teu avião
e me deixarás. Será que lembrarás de
mim?
AVIADOR- Eu sempre lembrarei de ti, grumete
P.P- Será que eu o cativei? Você sempre quis ser aviador?
AVIADOR- Que pergunta curiosa! Na verdade, meus
pais queriam que eu trabalhasse em alguma profissão executiva, como trabalhar em uma repartição pública
P.P- oque é uma repartição pública?
(GEÓGRAFO E ASTRÔNOMO)
P.P- O que você está fazendo?
GEÓGRAFA - Não vê que estou ocupada?
P.P- E você?
MULHER- Você não
pode me atrapalhar
P.P – O que você está fazendo?
GEÓGRAFA- eu observo os planetas
P.P- Pra que?
GEÓGRAFA- Para que eles sejam observados
P.P- Eu posso olhar a sua lune...
GEÓGRAFA- Tira a mão
P.P- E a suas anota...
GEÓGRAFA- Tira a mão
P.P- Oque você esta fazendo?
MULHER- será
possível, você não entende que eu estou carimbando?
P.P- Sim, mas o que você está carimbando?
MULHER- Ora, papéis importantes que precisam ser carimbados
P.P- Quem disse?
MULHER- Ninguém disse, apenas deve ser feito
P.P- Por quê?
MULHER- Porque sim
( Susto)
P.P- POR QUE VOCÊ ESTÁ CARIMBANDO?
MULHER- Porque é o meu trabalho, criança. Me deixe
trabalhar, por favor
P.P- Quem foi q pediu pra
você carimbar?!
MULHER- eu já nem me lembro mais, só sei que preciso
carimbar. E agora me deixe trabalhar
(P.P vai para mesa da geografa e pega luneta)
P.P- Eu n consigo ver nada
GEÓGRAFA- É claro que não, você não é um astrônomo
P.P- E o que faz
um astrônomo?
GEÓGRAFA- Eu desenho mapas dos planetas e corpos celeste
e agora me devolva minha luneta
(P.p pega luneta e carimbo e sai correndo)
P.P- E agora, o que está fazendo?
MULHER- Carimbando, não está vendo?
P.P- E você, o que
está fazendo?
GEÓGRAFA- Olhando os corpos celestes
AS DUAS- Hora do intervalo
(BÊBADO)
P.P: quantas garrafas… o que tem nelas?
BEBADO: agora, nada! Eu bebi tudo…
P.P: nossa! O senhor deve ter bebido muito!
BEBADO: talvez… quando eu bebo, esqueço dos meus
problemas…
P.P: o que lhe causa problemas?
BEBADO: tudo! E todos!
P.P: mas aqui não
tem ninguém
BEBADO: porque eles foram embora
P.P- O senhor quer companhia?
BEBADO- Apenas da minha garrafa
P.P- Que estranho esse planeta onde pessoas preferem
companhia de coisas do que pessoas
BEBADO- Vá se acostumando menino, na maioria da vezes todos
te abandonam
(CENA SERPENTE)
SERPENTE- Menino, psiu... Menino
P.P -Quem é você?
SERPENTE- Uma simples moradora da terra, e você?
P.P- Eu vivo lá em cima
SERPENTE- Você me parece triste, por quê? Gostaria de estar em casa?
P.P- Você pode me mandar de volta para casa? Eu n
sei eu tbm gosto daqui
Eu posso levar judas
Como?
SERPENTE-posso qualquer coisa, sou mais poderosa
do que o dedo de um rei
P.P- Você cobra
SERPENTE- Mal
tão subjetivo, menino. N gosto de rótulos
P.P- Você é
do mal
SERPENTE- O mal e tão subjetivo menino
P.P- Se você me morder eu morro
SERPENTE- É o jeito de ver as coisas, prefiro dizer que eu posso mandar as pessoas
de volta para o lugar de onde vieram
P.P- Até para o meu planeta?
SERPENTE- É claro que sim. Mas pense bem, uma vez
que você vai ao seu planeta, não pode mais voltar. Façamos um trato, quando
tiver certeza, me chame e eu lhe ajudo. Vá, preciso ficar sozinha
(JARDINEIRO)
P.P- O que você esta fazendo?
JARDINEIRO- Regando que susto
P.P- A Bem bonitas
JARDINEIRO- Nem
percebi. Se você trabalhasse todos os dias nessa porcaria de jardim, não ia nem ligar
para as flores
P.P- Eu posso pegar uma?
JARIDINEIRO- Para que? Para levar para casa e botar em um
copo com água?! As pessoas não sabem apreciar a beleza querem tudo pra si
(Rosas- Um Segredo e Um Amor)
P.P- Eu posso lhe dar um beijo?
JARDINEIRO- Só se você quiser
P.P- Eu vou lhe ajudar um pouco antes de ir embora
(começa a regar as flores)
(RAPOSA)
P.P- Olá, raposa
RAPOSA- Você aqui? Nós combinamos as 16h
P.P- Mas é ruim chegar antes?
RAPOSA- Sim, porque eu ainda não me preparei
P.P- É preciso se preparar para ver os amigos?
RAPOSA- Claro que sim, encontrar os amigos é uma
comemoração festiva, são ritos!
P.P- Ritos? O que são ritos?
RAPOSA- Ritos é oque faz um dia ser diferente dos outros.
A partir de hoje, quando disseres que vem
me visitar às 16h, às 15h estarei feliz
P.P- Eu se eu for embora e nunca mais voltar?
RAPOSA- Não importa, você é especial para mim. Hoje em
dia, as pessoas compram de tudo, pois tudo se acha nas lojas, mas não existe
loja de amigos. Eu sou muito sortuda por ter você como amigo
P.P- Sinto falta da minha rosa e de me sentar a sombra da
minha baobá...
RAPOSA- Então volte para seu planeta
P.P- Você quer ir comigo?
RAPOSA- Não posso. Eu pertenço a este planeta, e você ao
outro, mas irei guardar você no meu coração. A distância não separa uma amizade
verdadeira
(COBRA)
P.P- Dona cobra! Dona cobra!
COBRA- Estás decidido então?
P.P- Sim, já é tarde minha rosa está muito tempo sozinha,
é melhor voltar logo
COBRA- Parece frustrado com a sua viagem
P.P- Não gostei do que vi. Não entendi nada, achava que as pessoas eram
diferentes
COBRA – Então chegou a hora mesmo
P.P- Oque eu devo fazer?
COBRA- Será muito simples, vai ser como uma dança
(AVIADOR)
AVIADOR- Grumete, grumete! Achei a peça que faltava! Foste
tirar um cochilo logo agora?...Grumete?... Andei pelo mundo todo, viajei por
todos os lugares, mas cheguei tarde demais para ver a mim mesmo. Ouça, numa
outra oportunidade, te prometo que tudo será mais fácil. Tombou devagarinho
como uma árvore tomba. Eis ai um mistério bem grande, que nenhum adulto jamais compreenderá
tamanha importância. Você é responsável por aquilo que cativas
(AGRADECIMENTO)
P.P- O teatro é assim, cativa todos nós!
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