terça-feira, 3 de novembro de 2026

Texto o Pequeno Príncipe, criado em sala de aula pelos alunos da ESMATE

 

PEQUENO PRÍNCIPE – ESMATE

(PRÓLOGO)

Ana Clara- Pessoal da produção, acendam a luz de serviço , por favor. NÃO A DO PÚBLICO, A DE SERVIÇO, SEU IMBECIL!

Ana Costa- Ai amiga, eu adoro chegar cedo para passar o meu texto

Valentina- É mesmo. Você tem pancake?

Ana Costa- Vamos no meu camarim ver

Valentina- Vamos! Me dá licença!

Alex- Que gente mal educada, eu hein. (Susto) MEU DEUS, O QUE É ISSO?! NINGUÉM ME RESPEITA

Michely-  Me dá o pino, por favor!

(Coreografia Sucesso, Aqui Vou Eu)

Klebér- O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI!?


Michely- Diretor, nós marcamos o ensaio geral para às 17h, e já é 18h e não tem ninguém aqui!

Valentina- Eu estou me maquinando, dire!

Kleber- Vão pro camarim se arrumar!

Michely – Diretor, nós marcamos a peça 19h, já são 20h e não tem ninguém aqui!

Kleberson- Dire! Nós não temos o boy!

Kleber-  Que boy?

Kleberson- Que boy?

Alex- O menino!

Kleberson- O menino!

Kleber- Que menino?

Kleberson- Que menino?

Alex- O príncipe!

Kleberson- o príncipe!

Kleber- Chegou o dia da estreia e vocês não acharam o protagonista?! MAS QUE- (todos gritam)

( P.P vem da plateia e entra na rotunda)

 

(CENA ANOS 20)

P.P- Senhora! Onde fica o bondinho? Senhor, onde fica o bondinho? Por que ninguém me responde?

AVIADOR- Porque ninguém fala com garotos perdidos, menino. Onde estão os seus pais?

P.P- Eu não sei, acho que me perdi deles

AVIADOR- Como é o seu nome?

JORNALEIRO- Cavalheiro,  gostaria de um jornal?

AVIADOR- Claro! É importante estar informado! ( p.p se aproxima para ler o jornal) Tu já sabes ler, menino?

P.P – Sim! Olhe, a guerra!

AVIADOR- É mesmo. O mundo vai enlouquecer, garoto

P.P- Para mim, o mundo já enlouqueceu. Por que o senhor está com esta roupa?

AVIADOR – Não reconheces a roupa da aeronáutica de vossa majestade?

P.P- Um aviador?!

AVIADOR- Um aviador! Tu gostaria de ser um?

P.P- É claro! Conhecer planetas, viajar pelos ares, passar por todos os oceanos...

AVIADOR- O que tem de tão importante no céu?

P.P- Para mim, tudo o que vem do céu é mágico... ( figurantes fazem um bolinho e arrastam aviador para fora de cena)

P.P- AVIADOR! AVIADOR! Onde foi o aviador? (adormece)

 

 

(CENA AVIADOR)

AVIADOR- Mei dei! meia dei! Ah não! Eu sabia que este avião não podia viajar pelos ares novamente

P.P- Então isso que é um avião de verdade?

AVIADOR – O que lhe parece?

P.P- Parece que não tem concerto

AVIADOR -Tenha fé. Eu acho que perdi a peça neste deserto. Gostaria de me fazer companhia?

P.P- Claro! O senhor me desenharia carneiro?

AVIADOR - Logo um carneiro não sou bom em desenhar, mas vamos  ver... um carneiro...

P.P- Não,  esse ai está muito doente. Faça outro!... Não! Esse ai não é um carneiro, é um bode. Tem chifres...Esse ai está velho demais, quero um que viva bastante

AVIADOR- Isso aqui é uma caixa, o carneiro que tanto desejas está ai dentro

P.P- E como o carneiro vai respirar dentro dela? Faça furos!

AVIADOR- pronto!

P.P- Era assim mesmo que eu queria! Olha, ele adormeceu!

AVIADOR- Bom, enquanto brincas com o teu carneiro, eu irei procurar a peça do meu 14 bis

 

(CENA RAPOSA)

P.P- Quem é você?

RAPOSA- Você mora por aqui, menino?

P.P- Eu sou daquele planeta

RAPOSA-  Há caçadores no seu planeta?

P.P-Não

 RAPOSA- Que bom. E galinhas?

P.P-Também não

RAPOSA-Nada é perfeito. Eu caço galinhas e eu fujo dos caçadores. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem uns com os outros. Por isso eu me aborreço, tudo é muito monótono.

P.P- Eu acho que eu gostaria de sua companhia

RAPOSA- Mas então você tem que se comportar como eu

P.P-Como?

RAPOSA- Assim

P.P- O que você está fazendo?

RAPOSA- Conhecendo esse veículo estranho

P.P- E precisa cheirar?

RAPOSA- As criaturas da minha raça tem o olfato muito aguçado. Se o odor é agradável, é confiável, mas se o odor é ruim, fuja e enterre. Agora está tarde, preciso ir.

P.P- Posso lhe fazer companhia?

RAPOSA- Depende, você compreende as responsabilidades de me fazer companhia?

P.P – Como assim?

RAPOSA - Nós nos tornamos responsáveis por aqueles que conquistamos

P.P- Eu conquistei você?

RAPOSA- Estou lhe dando atenção, estamos conversando e esta nascendo uma amizade

P.P- Não sabia que fazer amizades exigia responsabilidades

 

(ENTRA ACENDEDOR DE LAMPIÕES)

P.P- O que você está fazendo?

ACENDEDOR- tentando acender este lampião

P.P- Por quê?

ACENDEDOR- porque os lampiões foram feitos para acender, então precisam ser acesos

P.P- Por que o senhor fica fazendo esse barulho?

ACENDEDOR-Que barulho?

(P.P imita os gemidos do acendedor)

ACENDEDOR- Não sei, deve ser o hábito

P.P- Hábito? e o que a senhor está procurando?

ACENDEDOR- uma lâmpada

P.P- o senhor quer ajuda?

ACENDEDOR- Não sei se vai conseguir,  é muito difícil fazer isso...

P.P- Essa aqui serve?

ACENDEDOR- Ótimo!

P.P- Que lindo!

ACENDEDOR- É verdade, mas é perigoso

P.P -Por quê ?

ACENDEDOR-  Por que tudo que é bonito é perigoso e por isso eu preciso cuidar. Eu preciso ir acender outros lampiões, menino. Existem muitas pessoas na escuridão

P.P- -Como você é alto lampião, até parece um baobá!

 

(CENA BAOBÁ)

 

SOLDADAS -  Saia do caminho de vossa majestade!

P.P- Nossa, onde está ela? Que horas ela vem? Onde está a rainha?

(RAINHA ENTRA)

P.P- O que a senhora está fazendo?

RAINHA- Não vais te curvar a tua rainha?

P.P- Com satisfação! O que a senhora está fazendo?

RAINHA- Cumprimentando meu povo

P.P- e como você faz isso?

RAINHA- é simples, eu lhe ensino. O problema é que no final do dia sinto meus braços muito cansados

P.P- Deve ser bem cansativo.

RAINHA- Você não imagina , nós rainhas não podemos expressar nossas opiniões nem sentimentos. Não podemos fazer nada, fazer nada é muito cansativo, precisa de muita energia. Tu queres ser meu súdito?

P.P- E o que eu devo fazer?

RAINHA- É simples, basta dizer sim para tudo que eu falar e sem questionar

SOLDADA-  Vossa majestade, vai deixar ele te questionar tanto?

RAINHA - Quieta! Eu ordenei que falasse? Cortem a cabeça dela! Vamos, cortem!

SOLDADA- Não majestade, por favor. Perdão! Perdão ( saem)

P.P- Nossa, precisava fazer isso?

RAINHA-  É para que todos saibam o meu poder. E então, quer ou não ser um dos meus súdito?

P.P- Acho melhor não, sou um menino que gosta de perguntar. Numa dessas a senhora não ia gostar

RAINHA- És um menino sábio, só por isso não cortarei sua cabeça, ao contrário, vou nomeá-lo príncipe honorário do meu plante. E lembre-se, nunca se vira as costas para uma rainha.

P.P- Então agora eu sou um príncipe

RAINHA- O pequeno príncipe

 

CENA VAIDOSA

VAIDOSA- Como você é bonito. Você é realmente bonito, na verdade,  acho que Deus te abençoou com tamanha beleza

P.P-  Você está falando comigo?

VAIDOSA- É claro que não

P.P- Mas só tem nós dois aqui

VAIDOSA- Eu estou falando comigo. como você é bonito

P.P- Mas você esta falando consigo mesmo!

VAIDOSA- Exato, só falo com quem gosta de mim

P.P- Isso pode ser solitário

VAIDOSA- Não mesmo, veja bem, sente-se aqui. Eu sou bonito? Viu só? Ele disse que sim. Eu sou inteligente, sim, viu só? Experimente você também

P.P- Como eu faço pra ir pra casa?

VAIDOSA – Isso ele não vai te responder. Ele tem um mecanismo muito inteligente e evoluído, só responde perguntas de sim ou não

P.P- Faz sentido

VAIDOSA- Não fique assim, ele é um menino bonito? Sim! Viu?  Você já ficou feliz, sempre que as pessoas concordam conosco, nós  ficamos felizes  

Eu prefiro conversar com outras (P.P se ajoelha na frente de vaidosa)

P.P- Mas e se as pessoas não concordarem?

VAIDOSA- Não vai acontecer

P.P- Mas pode ser que aconteça

VAIDOSA- Por isso que eu só falo com ele

P.P-  eu prefiro falar com pessoas e não com espelhos. Você  é um pouquinho narcisista, parece até a minha amiga rosa

VAIDOSO- ( para o espelho) eu pedi a opinião dele? Não!

 

(CENA ROSA)

ROSA- O que você esta fazendo menino? Você é meu admirador?

P.P- Mas eu estou a conhecendo agora

ROSA- Então beije minha mão. Essa não a outra. Não, essa não, a outra, não melhor as duas

P.P- Como você é difícil

ROSA- Claro que sim, sou uma diva. Diga-me, estou perfumosa?

P.P- Não saberia dizer

ROSA- Então melhor você ir embora

P.P- Está bem

ROSA- Espere

P.P- Você quer a minha presença?

ROSA- Não, eu quero água, muita água. Vais me molhar ou não?

P.P- Sinceramente, não tenho nenhuma vasilha ou torneira, acho que vamos ter que esperar chover

ROSA- Mas eu preciso de água agora

P.P- Sinto muito

ROSA- Por que os homens são sempre assim? Você decididamente não sabe dar atenção a uma mulher.

P.P- Oque eu posso fazer então?

 ROSA- O terreno está muito seco, você vai precisar amaciar o meu solo. ( risada) Ai,  assim você me faz cócegas

P.P- Mas eu nem encostei em você

ROSA- Ai menino tolo, são as minhas raízes. Elas se estendem  por todos o jardim. ( ri) Pronto, agora minha terra está macia. Está escurecendo vou voltar para a minha estufa

 

 

(AVIADOR)

AVIADOR- não adianta, procurei por todos os lado e não achei a peça que faltava do meu avião

P.P- Mas porque os olhos são cegos e preciso buscar as coisas com coração

AVIADOR- Veja desenhei uma raposa e um baobá pra você!

P.P- As orelhas da tua raposa estão compridas demais, parecem chifres. E o teu baobá parece um repolho

AVIADOR- Você  é engraçado as vezes

P.P- Você é meu amigo?

AVIADOR- Acho que sim

P.P- Eu aprendi com a minha amiga raposa que a gente só conhece as coisa que cativa, e ai sim elas se tornam nossas amigas. Está vendo esse campo de trigo? daqui a apouco tu sairás voando sobre ele com o teu avião e me deixarás.  Será que lembrarás de mim?

AVIADOR- Eu sempre lembrarei de ti, grumete

P.P- Será que eu o cativei? Você sempre quis ser aviador?  

AVIADOR- Que pergunta curiosa! Na verdade, meus pais queriam que eu trabalhasse em alguma profissão executiva,  como trabalhar em uma repartição pública

P.P- oque é uma repartição pública?

 

 

 

 

(GEÓGRAFO E ASTRÔNOMO)

P.P- O que você está fazendo?

GEÓGRAFA - Não vê que estou ocupada?

P.P- E você?

MULHER-  Você não pode me atrapalhar

P.P – O que você está fazendo?

GEÓGRAFA- eu observo os planetas

P.P- Pra que?

GEÓGRAFA- Para que eles sejam observados

P.P- Eu posso olhar a sua lune...

GEÓGRAFA- Tira a mão

P.P- E a suas anota...

GEÓGRAFA- Tira a mão

P.P- Oque você esta fazendo?

MULHER-  será possível, você não entende que eu estou carimbando?

P.P- Sim, mas o que você está carimbando?

MULHER- Ora, papéis importantes que precisam ser carimbados

P.P- Quem disse?

MULHER- Ninguém disse, apenas deve ser feito

P.P- Por quê?

MULHER- Porque sim

( Susto)

P.P- POR QUE VOCÊ ESTÁ CARIMBANDO?

MULHER- Porque é o meu trabalho, criança. Me deixe trabalhar, por favor

P.P- Quem foi q pediu pra  você carimbar?!

MULHER- eu já nem me lembro mais, só sei que preciso carimbar. E agora me deixe trabalhar

(P.P vai para mesa da geografa e pega luneta)

P.P- Eu n consigo ver nada

GEÓGRAFA- É claro que não, você não é um astrônomo

P.P- E o que  faz um astrônomo?

GEÓGRAFA- Eu desenho mapas dos planetas e corpos celeste e agora me devolva minha luneta

(P.p pega luneta e carimbo e sai correndo)

P.P- E agora, o que está fazendo?

MULHER- Carimbando, não está vendo?

P.P- E você,  o que está fazendo?

GEÓGRAFA- Olhando os corpos celestes

AS DUAS- Hora do intervalo

 

 

 

 

 

(BÊBADO)

P.P: quantas garrafas… o que tem nelas?

BEBADO: agora, nada! Eu bebi tudo…

P.P: nossa! O senhor deve ter bebido muito!

BEBADO: talvez… quando eu bebo, esqueço dos meus problemas…

P.P: o que lhe causa problemas?

BEBADO: tudo! E todos!

P.P:  mas aqui não tem ninguém

BEBADO: porque eles foram embora

P.P- O senhor quer companhia?

BEBADO- Apenas da minha garrafa

P.P- Que estranho esse planeta onde pessoas preferem companhia de coisas do que pessoas

BEBADO- Vá se acostumando menino, na maioria da vezes todos te abandonam

 

 

(CENA SERPENTE)

SERPENTE- Menino, psiu... Menino

P.P -Quem é você?

SERPENTE- Uma simples moradora da terra, e você?

P.P- Eu vivo lá em cima

SERPENTE- Você me parece triste,  por quê? Gostaria de estar em casa?

P.P- Você pode me mandar de volta para casa? Eu n sei eu tbm gosto daqui

Eu posso levar judas

Como?

SERPENTE-posso qualquer coisa, sou mais poderosa do que o dedo de um rei

P.P- Você cobra

SERPENTE- Mal  tão subjetivo, menino. N gosto de rótulos

P.P- Você  é do mal

SERPENTE- O mal e tão subjetivo menino

P.P- Se você me morder eu morro

SERPENTE- É o jeito de ver as coisas,  prefiro dizer que eu posso mandar as pessoas de volta para o lugar de onde vieram

P.P- Até para o meu planeta?

SERPENTE- É claro que sim. Mas pense bem, uma vez que você vai ao seu planeta, não pode mais voltar. Façamos um trato, quando tiver certeza, me chame e eu lhe ajudo. Vá, preciso ficar sozinha

 

 

(JARDINEIRO)

P.P- O que você esta fazendo?

JARDINEIRO- Regando que susto

P.P- A  Bem bonitas

 JARDINEIRO- Nem percebi. Se você trabalhasse todos os dias  nessa porcaria de jardim, não ia nem ligar para as flores

P.P- Eu posso pegar uma?

JARIDINEIRO- Para que? Para levar para casa e botar em um copo com água?! As pessoas não sabem apreciar a beleza querem tudo pra si

(Rosas- Um Segredo e Um Amor)   

P.P- Eu posso lhe dar um beijo?

JARDINEIRO- Só se você quiser

P.P- Eu vou lhe ajudar um pouco antes de ir embora (começa a regar as flores)

 

 

(RAPOSA)

P.P- Olá, raposa

RAPOSA- Você aqui? Nós combinamos as 16h

P.P- Mas é ruim chegar antes?

RAPOSA- Sim, porque eu ainda não me preparei

P.P- É preciso se preparar para ver os amigos?

RAPOSA- Claro que sim, encontrar os amigos é uma comemoração festiva, são ritos!

P.P- Ritos? O que são ritos?

RAPOSA- Ritos é oque faz um dia ser diferente dos outros.  A partir de hoje, quando disseres que vem me  visitar às 16h, às 15h estarei feliz

P.P- Eu se eu for embora e nunca mais voltar?

RAPOSA- Não importa, você é especial para mim. Hoje em dia, as pessoas compram de tudo, pois tudo se acha nas lojas, mas não existe loja de amigos. Eu sou muito sortuda por  ter você como amigo

P.P- Sinto falta da minha rosa e de me sentar a sombra da minha baobá...

RAPOSA- Então volte para seu planeta

P.P- Você quer ir comigo?

RAPOSA- Não posso. Eu pertenço a este planeta, e você ao outro, mas irei guardar você no meu coração. A distância não separa uma amizade verdadeira

 

 

(COBRA)

P.P- Dona cobra! Dona cobra!

COBRA- Estás decidido então?

P.P- Sim, já é tarde minha rosa está muito tempo sozinha, é melhor voltar logo

COBRA- Parece frustrado com a sua viagem

P.P- Não gostei do que vi.  Não entendi nada, achava que as pessoas eram diferentes

COBRA – Então chegou a hora mesmo

P.P- Oque eu devo fazer?

COBRA- Será muito simples, vai ser como uma dança

 

 

(AVIADOR)

AVIADOR- Grumete, grumete! Achei a peça que faltava! Foste tirar um cochilo logo agora?...Grumete?... Andei pelo mundo todo, viajei por todos os lugares, mas cheguei tarde demais para ver a mim mesmo. Ouça, numa outra oportunidade, te prometo que tudo será mais fácil. Tombou devagarinho como uma árvore tomba. Eis ai um mistério bem grande, que nenhum adulto jamais compreenderá tamanha importância. Você é responsável por aquilo que cativas

 

(AGRADECIMENTO)

 

P.P- O teatro é assim, cativa todos nós!

 

 

 

 

 

 

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