sábado, 23 de maio de 2009

Sobre Ed Mort

Critica de Ed Mort
No dia 8 de julho, o grupo Máschara estreou seu mais novo espetáculo, Ed Mort. Embora eu não aprecie comédias, fui assistir, afinal eu nunca perco teatro, principalmente sendo um grupo de minha cidade, e o que vi, no mínimo me surpreendeu. O jogo entre os atores era tão brando que pareceu-me ser apresentação de temporada. Havia um prazer desmedido que rompia a quarta parede e chegava ao público calorosamente, colhendo em troca, gargalhadas merecidas. Vi na platéia um brilho, uma admiração capaz de reverenciar os atores como se fazia em áureos tempos do teatro, quando Cacilda, Autran, Bibi e tantos outros eram como deuses sobre o palco. O elenco, conhecido de longa data, era comandado por Cléber Lorenzoni no papel tema, que deu um show de interpretação nos quase 120 minutos de encenação; esta, recheada de gags e bordões típicos de filmes de detetives, claro que a modo de Luís Fernando Veríssimo, mago do sarcasmo. Dulce Jorge (agora loura) surpreendeu em uma personagem vivaz e contemporânea, tão diferente das matronas que compusera nos espetáculos anteriores.
Em meio ao conjunto, caras novas, agradáveis surpresas vindouras do “Núcleo de Teatro” do município. Tatiana Quadros com maturidade cênica, Ricardo Fenner em papel mais expressivo, conquistando espaços. Marcele Franco e Gabriel Wink coesos e engraçadissimos. No mais, fiquei confusa com a personagem de Angélica Ertel, papel bom, interpretação comedida, obtusa...Cenários reutilizados, figurinos igualmente, natural para uma companhia que luta tanto e tem pouco ou nada de apoio do poder público. Atores, o mérito é todo vosso!!!Um detalhe a parte que não poderia deixar de mencionar, nossa casa de cultura não tem coxias, não tem rotunda, não tem urdimento, não tem lambrequim, ou varas, não tem mês de som ou de luz, no entanto quando vou assistir a um espetáculo do Máschara, tudo está lá, montado, cenários complexos que foram erguidos sem sequer a ajuda de uma escada, tudo para que o público veja o melhor do teatro, nada de paredes descascadas ou cortinas velhas. Está na hora de Cruz Alta ter um teatro, uma sala de espetáculos, ou ninguém percebeu que o grupo Tholl se apresentando no ginásio por falta de local mais adequado é de morrer...Em setembro novo espetáculo, aguardo anciosa, teatro é vida!A rainha

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