quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cléber Lorenzoni e Fernanda Peres em Esconderijos do Tempo


Elenco de Esconderijos com a platéia em UNIVATES


Elenco do Máschara -Abril de 2014

Atores        Tempo     Status  

                         1- Dulce Jorge (Fundadora)  ---->
2- Giane Ries
3- Claudia
4- Diogo
5- Cezar Dors
6- Thire
7- Marli
8- Wilson
9- Nadia Régia (1992/1994) I
10- Eduardo Gonçalves (1992/1995) II
11- Janaína Peroti (1992/1996)
12- Dão Dill (1992/1995) III
13- Vera Porto (1992/1998) IV
14- Fernandra Strainbrenerr (1996)
15- Altiva Soares (1993/1997) IV  + 2009
16- Katiússia (1996)
17- Claudia Cavalheiro (
18- Odacir Pena (1996/1997) II
19- Carolina Monteiro (1996/1997) III
20- Evandro Silva (1992/1994) IV

                             21- Cléber Lorenzoni (membro remido) I A

22- Fábio Branco (1996)
23- Bibiana Monteiro (1996/1997) IV
24- Zenaide Perez (1996/1997) IV
25- João Paulo Perez (1996/1997) IV
26- Maiara
27- Paulo César Perez (1996/1997) IV
28- Alexandre Dill (1996/2006) I
29- Janiele Peroti (1996/1997) IV
30- Adriane Fiúza (1997/1998) IV
31- Adilson Sattes (1997) IV
32- Naiara (1996/1997) IV
33- Simone De Dordi (1997/2002) I --->
34- Luciano
35- Maria Amélia
36- Ariane Pedroti (1998/2003) III    
37- Fernanda Garrido (1998/2001) V
38- Cristiane (1999)
39- Leonardo Mattos (1999/2002) IV
40- Matheus da Rosa (1999) IV
41- Úrsula Macke (1999/2000) V
42- Guilherme Macke
43- Eduardo
44- Rosimere
45- Marcele Franco (1998/2010) III
          46- Fábio Novelo (2001) IV (2014_____)Honorário

47- Diego Barcellos (2001) IV

         48- Ricardo Fenner (2001/____) A

49- Yanna Monge
50- Suzzete Siqueira

51- Cássius
52- Lauanda Varone (2002/2006) II
53- Pothira
54- Rafael Aranha (2003/2006) III
55- Daiane Albuquerque (2002/2006) III
56- Ana Paula (2002) V
57- Jorge Pittan (2002) IV
58- Guto Baugrathz (2002) V
59- Monique Vogel (2002/2003) IV
60-Luiz Fernando Lara (2002/2013)IV
61-Lilian Kempfer (2005) V
62- Cristiano Albuquerque (2002/2011) IV
63- Gelton Quadros (2005/2010 ) III
64- Kellen Padilha (2005/2007) II
65- Mirian Almeida (2005/2006) II
66- Ezequiel Mattos (2005)IV
    67- Tatiana Almeida (2005/____ ) II Honorário
68- Fabiúla
69- Claudia
70- Gabriel Wink (2006/2012) III 
71- Marciele Benittes
72- Angélica Ertel (2006/2013) II
73- Luiz Henrique Da Costa (2006/2008) IV
74- Jéssica Martins (2006/2007) V
75- Kauane Leite Linassi (2006/2007) IV


   76- Alessandra Souza (2008/____) II

77- Roberta Corrêa (2008/2010-2012/2013) III (2014/____)
  
78- Renato Casagrande (2008/____)II


79-Pamêla Canciani
80-Rodrigo Fabrício
81-Michele da Rosa
82-Diego Pedroso (2011)IV -
83-Lucas Padilha 
84-Newton Moraes (2011)IV
85-Gabriela Varone (2011/2013)IV
   
                

          86-Fernanda Peres (2011/____)III
  
               87-Evaldo Goulartt (2012/____)IV

88-Evandro Amorim (2014)V


                             




Esconderijos do Tempo na UNIVATES -tomos 78/79

EXORCISMO

                O teatro assim como suas regras e convenções, possui seus próprios termos, deles o que mais aprecio, é "CATARSE" ou a purificação da alma através das emoções que o drama nos causa. Esconderijos do Tempo é poderoso nesse ato, pois nos empurra para o mais profundo de nós e lá nos coloca de encontro com nossos medos, o envelhecer, o envelhecer dos que nos cercam, a morte. Acrescente aí as nossas culpas, fracassos, e bum, uma catarse desmedida. O Teatro é poderoso quando nos identificamos com as personagens sobre o tablado. Quando percebemos em nós a ambição de Macbeth, a inveja de Iago, o desejo de Fausto, a fragilidade de Otelo e assim por diante. O Mario Quintana criado pelo Grupo Máschara, é humano e ao mesmo tempo muito filosófico, é causa e efeito de seu drama, afinal como o próprio poeta dizia, sua obra era sua vida. 
                    No entanto no palco, os atores também estão se catarseando; em prol de uma interpretação mais eloquente, colocam a serviço suas próprias verdades. Há quem pense que o ator distancia-se de suas próprias dores e que sua dor cênica passe apenas pela superfície da pele. Não em Esconderijos. Não há como escapar das dores que a narrativa evoca. E para a dor dos atores aumentar acrescente ao "cozido" a burocracia das entidades que chamam teatro de evento, a total incompreensão de quem parece investir na arte mas nada compreende sobre seus dogmas. Acrescente o público não habituado a arte e que te humilha ainda que sem maldade. Acrescente também o espaço improprio para a arte, e claro a perigosa fogueira das vaidades que os atores veladamente ou não,  disputam. 
                      Esta quarta feira teatral foi farta de emoções e acontecimentos, mas no final o teatro saiu vencedor, o público foi para casa satisfeito e ainda elogiado pelo diretor que encerrou com as palavras: "Atuamos juntos, obrigado!" Ao contrário do encerramento da tarde que foi: "até outra vez quando espero, estejamos mais preparados para o teatro". 
                            Não importa se é Quintana, Escoderijos é um espetáculo ADULTO, e essa triste mania de colocar os jovens a fazerem coisas de adulto com a desculpa de que hoje em dia as coisas evoluem rápido, me enoja. Sobre o palco não estava Mario Quintana e sua obra passeando pela praça da Alfândega, estava uma obra artística para adultos, concebida por Cléber Lorenzoni¹³ e Dulce Jorge¹².
                            Fazer teatro com Cléber Lorenzoni é ser testado diariamente, testado como pessoa e como artista, pois para esse diretor o teatro é uma religião, sincretista é claro, mas ainda assim uma religião, alguém pode perguntar: -Quem é ele para testar assim os outros? Ninguém! Apenas um devotado servo do teatro. E que acredita sim que a única forma de mudar algo nessa confunda existência é através da arte. E os testes foram muitos, e as percepções visíveis, "O estar disponível" de Alessandra Souza. "A vontade de trabalhar" de Evandro Amorim²². "A humildade em querer melhorar" de Fernanda Peres. "A dedicação pelo todo" de Fabio Novello. "O perceptível  amadurecimento" de Ricardo Fenner²² na iluminação. "O disponibilizar-se pelo grupo" de Dulce Jorge. "O dedicar-se atento" de Evaldo Goullart³² e a disposição em ajudar a todos" de Renato Casagrande.
                                  Nossa, o teatro prepara o ser humano e o aprimora, quando o ser humano é aberto logicamente. Alessandra Souza³² soube em últimos momentos que entraria em cena com duas personagens e o fez, devotadamente, sagradamente. E foi amada pelo público como merece. Quem não vê alí sua desmedida dedicação pelo Máschara, pelo espetáculo, pelo teatro, certamente precisa lavar as vistas e ser mais humilde. A humildade está em simplesmente aceitar o outro em sua mais límpida forma de ser.  Aliás Esconderijos é embora a vida de Mario Quintana vivida por Cléber Lorenzoni naquele diapasão da existência, um espetáculo para grandes atrizes. Dulce Jorge sempre brilhante e tão linda em cena, a prima-dona da companhia. Fernanda Peres²³ iluminada no corredor, sorrindo cheia de delicadeza e com as faces lavadas em lágrimas, nossa! Uma figura tão linda, que o interprete de Mario desatou a chorar quando a encarou na hora da despedida das Glorinhas. 
                                    Renato Casagrande²² passou um tanto desapercebido hoje, parecia distante, embora sua interpretação tenha sido muito boa, parecia não envolvido como sempre o vemos e nos orgulhamos. Fábio Novello²² me encanta sempre com a capacidade de abraçar o Máschara como se fosse seu grupo. É pelo que vejo, um ator cômico. e isso se comprova através da forma como ajudou a prender o público jovem na apresentação da tarde. Na apresentação da noite seu soneto foi melhor executado, mas ainda pode alcançar a perfeição. 
                                           Por fim, A entrada de Evandro Amorim no Máschara é esperança que se renova, é novo ciclo para o teatro, sempre que alguém deseja, busca o teatro, me toca muito. O teatro não pode morrer. Espero que esse jovem propenso ator, respeite e lute pelo teatro e que o teatro lhe devolva em sucesso e prazeres, que a vida sacrificada de artista não o afugente.



                                           Arte é Vida.



                                                                                     A Rainha

terça-feira, 15 de abril de 2014

Esconderijos 78 e 79 em Lajeado


O palco de Veranópolis


Cordel com a corda toda

CORDEL COM A CORDA TODA

 (cantando com a dor do sertão, mas sem sofrimento interno)
3x-Ai meu deus, meu deus do céu, ai meu deus, me ajuuda!
(rindo muito vem chegando até o palco)
 La por traz daquele morro tem um pé de aipim      
todo mundo anda dizendo que ocês gostam de mim
(sentado massageando os pés, dando a ideia de que vem de muito longe)
 (tom) Ocês gostam de mim?   E ocê aí? gosta de mim ou não? Ôxe que cansasso, to vino de muito longe...      Você aí, florzinha de guabijuba, venha cá beija minha juba...
Ôxe, mas chega de fala de mim, vamo é fala de meus versu...
(tom) (avançando para o proscênio) La em cima daquele morro tem um pé de bananeira
 e com o cheiro desse povo, deve tudo ta uma... suadeira
(risos animalescos, sons estranhos e movimento corporais que surpreendam, para criar uma  figura que pareça fantasiosa)
                                      Pensaro que eu ia dizer palavrão num é mesmo?
                                       Mas não, oceis tem que pensar maió... Tem que pensa grande

Construção Cênica - Cordel com a corda toda

                  Zé do Cordel é um contador de historias que leva de cidade em cidade historias do povo sertanejo, com gracejos, prosa e verso. A literatura de cordel, tão marcante na cultura de nosso país, ainda não se espalhou pelo rio grande do sul, mas fica muito mais clara nas mãos dessa figura típica do nosso nordeste. Zé vai envolvendo a platéia e nos encantando em um jogo lúdico e de fácil compreensão. O cordel vai abrindo espaço e nos convidando com a corda toda a mergulharmos nas historias cotidianas e tão humanas da literatura de cordel.

Direção e Roteiro= Cléber Lorenzoni
Atuação= Roger Castro
Texto inspirado na literatura de cordel com versos de Patativa do Assaré, José Walter Pires e Leandro Gomes de Barros

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Vem aí- Os Saltimbancos


Esconderijos no sesc de Ijuí- tomo 77

                                  Engraçado como o teatro para quem olha de fora é apenas uma arte de repetição, como ele parece simples e fácil, como ele se esbarra em olhares ignorantes e cai em meio ao vão da analise medíocre. O teatro não é necessário, não é mesmo indispensável para quem não foi treinado, acostumado com ele. Teatros são como museus, necessidades de terceira ou quarta instancia, em uma realidade tão pobre onde se clama por saúde e educação. Não há como não julgá-lo prazer de elite. Claro, respeitando aí os 30% dedicados aos prazeres etílicos da noite, ao futebol, e as baladas... Para esses sempre haverá dinheiro.
                                       Tudo parece contra o teatro, poucos lutam por ele e muitas vezes nem mesmo os atores tem garra para defendê-lo. Em Santa Rosa a secretaria de cultura e de esportes fundir-se-á em uma única pasta. Em Cruz Alta há mais de um ano não há auditório para o teatro. As coisas vão de mau a pior.
                                        Na ultima noite de sexta a Cia. Máschara subiu ao palco do SESC em Ijuí, para dar mais uma vez vida aos personagens de Mario Quintana. E quase que precisamos pedir o "Guarda-chuva do Sr. Gouvarinho emprestado", pois a torrencial chuva que caiu não parecia querer deixar o público chegar. Os Deuses do teatro são complexos e geniosos, ciumentos, exigentes e por algum motivo não cessaram a chuva naquela noite. Mas a casa teve bom público mesmo assim, na certa daqueles que não podiam ficar sem teatro.
                                          O elenco estava muito afinado, em perfeito equilíbrio, a dicotomia ocorrida nas ultimas apresentações não se estabeleceu, dando ao espetáculo um clima elegante, apurado, e técnico sem perder a emoção. Isso logicamente enche de orgulho a direção do espetáculo que prima sempre pela excelência do trabalho. Alessandra Souza confirma o porque é uma atriz de Status II, com belíssima interpretação e preenchimento vivaz nas marcas. Dulce Jorge e Tatiana Quadros triangulam com uma leveza, a primeira nos faz esquecermos que estamos ouvindo um texto escrito por alguém, ela simplesmente vive tão organicamente a personagem que na penúltima cena de Esconderijos do Tempo, quem ainda não chorou, acaba sendo consumido pela melancolia proposta pelo encontro entre o casal protagonista. Já a segunda, ainda que em silêncio, preenche o palco com uma sonoridade interna que assombra. 
                                             Fábio Novello vem amadurecendo em um papel que não criou mas que ganhou por vários méritos, sua maior dificuldade é agora dar vida a partituras e inspirações que outro ator anteriormente propôs e isto não é tarefa fácil. Contudo percebo grande evolução. Não sei se foi o fato de estar "jogando em casa" em frente a seus alunos, que proporcionou uma ótima atuação. Fernanda Peres tem o segundo papel do espetáculo e portanto uma tarefa difícil,  vem se esmerando cada vez mais, acredito no entanto, que precisa prestar mais cuidado na sua respiração, a ofegância que as vezes se notou atrapalha seu brilhantismo. Renato Casagrande preenche com presença e força, e na cena final pronuncia um texto honroso e célebre que talvez resuma aí toda a proposta de Esconderijos do Tempo. 
                                        Quanto ao interprete de Mario Quintana continuam elogios e talvez, apenas para incomodar, devo dizer que a concentração caia as vezes, saía do prumo, e percebi sua preocupação com a chuva e com a técnica do espetáculo. Mas nada que colocasse em risco a magnifica interpretação.
                                              A contra-regragem desse trabalho tem importancia ímpar. Toda a plástica do espetáculo perpassa pela iluminação, montagem de cenário e trilha sonora clássica. Tudo nas mãos de uma afinada equipe, Ricardo Fenner, Evaldo Goullart e o principiante auxilio de Evandro Amorim.
                                          Ijuí foi agraciado com um grande trabalho. E Mario Quintana onde estiver deve estar mais feliz por sua poesia ter sido levada a mais plateias.



                                                         A Rainha

Elenco:
Cléber Lorenzoni (**)
Fernanda Peres (**)
Dulce Jorge (**)
Fabio Novello (***)
Alessandra Souza (***)
Renato Casagrande (**)
Tatiana Quadros (**)

Operador de Som; 
Evaldo Goulart (***)

Operador de Luz 
Ricardo Fenner (***)

Contra-Regragem
Evandro Amorim

Roger Castro como Zé do Cordel


Direção de Cléber Lorenzoni

Direção de Cléber Lorenzoni da composição Cênica "Cordel com a corda toda" para Roger Castro

sábado, 29 de março de 2014

Feriadão em Ibirubá- apresentação 105

O Trânsito é o estar em movimento...

O texto de Hércules Grecco subiu mais uma vez ao palco, nas mãos e no corpo do Grupo Máschara, na cidade de Ibirubá, tentando através do teatro, alertar os jovens quanto as discrepâncias pelas quais está passando nossa realidade no que tange ao ato de conviver em sociedade. Sim, por que as fronteiras do texto Feriadão vão muito mais longe que regras de sinalização ou acelerar ou frear um automóvel. A vida em trânsito é a vida em diversidade, é a vida em conflito com o espaço a sua volta. E há de se aprender a respeitar o espaço de cada um.  
O público apesar de ser de adolescentes, parece ter curtido Feriadão, riu-se muito das gag"s engraçadas das cinco crianças. Casagrande, Souza, Peres, Goullart e Lorenzoni mantiveram a assistência compenetrada e atraída por 48 minutos de espetáculo. A primeira cena passou um tanto confusa, sem ritmo, normal para um público que vinha de uma longa palestra de moldes adultos e que precisou de alguns segundos para codificar a concepção do espetáculo, as convenções. Sim, pois cada espetáculo tem um formato, uma existência, uma aparência.  
Foi uma das apresentações do Feriadão, em que mais me encantou a forma como as personagens abandonaram os atores, isto é, não se via em cena fragmento do "cavalo", do "boneco", das "carnes" que dão vida a personagem. Os atores estavam em um entrega maravilhosa, admirável. E muito viva. Renato Casagrande e Alessandra Souza usaram muito bem a coluna, jogaram com vigor. A triangulação de Cléber Lorenzoni poderia ser mais pontual. Evaldo Goullart esteve muito bem em seu Filipinho, precisa cuidar uma trancadinha que vem dando em cena, quase uma gagueira, mas a personagem do vovô apareceu mais redonda nas cenas. O que ainda parece estouvar o ator em seu crescimento é uma escolha pela expressão exagerada que nasce não do interior, mas da expressão facial. Isso pode ser perigoso para o ator já que corta o caminho sem passar pela emoção...
Fernanda Peres esteve mais madura em sua Serenita. É muito legal já que o ator está sempre se reconstruindo. Uma personagem boa, estagnada, não acrescenta. O teatro é o reflexo da vida, a imitação da vida. A vida exageradamente jogada na sua cara. Para ser percebida, analisada, debatida. Portanto não há como não transformar-se a cada dia.
Fabio Novello que há pouco mais de dois meses juntou-se à Cia., tem sido de um acréscimo indispensável ao grupo. Soma-se à sua capacidade como ator, uma facilidade de perambular por todos os segmentos do teatro. Realmente um homem de teatro.
Que Feriadão continue sendo apresentado e muito. De várias funções do teatro, ajudar a sociedade a sobreviver em meio a nosso trânsito caótico, é no mínimo digno de aplauso.


Alessandra Souza (***)
Renato Casagrande (***)
Cléber Lorenzoni (**)
Fabio Novello (**)
Fernanda Peres (**)
Evaldo Goullart (**)
Evandro Amorim (**)


                                                   A Rainha