quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O antigo e o novo...


As grandes personagens inesquecíveis


2011
 Cléber lorenzoni como Adelaide Fontana E Angélica Ertel como Helena Em As Balzaquianas

2010
 Gabriel Wink como Ágatha em A Maldição e Angélica Ertel por suas substituições

2009
Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni em A Maldição do Vale Negro

2008
Tatiana Quadros como fada mascarada em Lili Inventa o Mundo e Dulce Jorge como Penelope em Ed Mort.

2007
Gabriel Wink como Peeter Stockman Em Um Inimigo do Povo e Angelica Ertel como Glorinha Em Esconderijos do Tempo


2006
Cléber Lorenzoni como Mario Quintana e Kellem Padilha como Lili Em Esconderijos do Tempo


2005
Alexandre Dill-Como Dr. Cícero e Miriam Kempfer como Rita Paz Em O Incidente

2004
Lauanda Varone em A Carrocinha

2003
Dulce Jorge como Mãe em Bodas de Sangue

2002
Jorge Pittan como Rei Duncan e Simone De Dordi como Lady Macduff Em Macbeth

2001
Marcele Franco como Mariana e Cléber Lorenzoni como Tartufo Em Tartufo

2000
Alexandre Dill como Hêmon e Dulce Jorge como Antígona Em Antígona

1999
Cléber Lorenzoni como palhacinho e Ariane Pedrotti como Espanhola Em O Conto da Carrocinha

1998
Cléber Lorenzoni como D. Flávia e Simone De Dordi como Das Dores Em Dorotéia

1997
Cléber Lorenzoni como Fada Morgana e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1996
Diulio Penna como o Gato Bulunga e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul

1995
Dulce Jorge como Cordélia Brasil Em Cordélia Brasil

sábado, 22 de dezembro de 2012

Semana natalina

Nesse natal o Grupo Máschara preencheu várias situações com intervenções artísticas temáticas. Presépio vivo, estátua viva e vitrine viva. Algumas por iniciativa própria e outras por convite do SESC na pessoa de Bárbara Lopes Moraes. Tudo com intuito de oferecer a cidade um pouco de brilho artístico ao seu natal.


              No presépio encenado no monumento de Fátima no dia 16 de dezembro, surpreendeu pelo clima etéreo que produziu, embora a escolha das músicas tenha deixado a desejar. O ambiente também não acrescentou muito, já que a penumbra exagerada dificultou o aproveitamento por parte da assistência. O presépio constituído pelo Máschara trazia uma luta entre bem e mal, vencida pelo poder do Deus-menino. Algo interessante foi a escolha de uma criança para   servir de Menino Jesus, nada de bonecos, ou trochas de pano. Os reis magos também tinham um toque diferente, tanto na interpretação quanto no visual. Destacaram-se ali Alessandra Souza com seu trabalho corporal e o casal José e Maria ( Luis Fernando Lara e Fernanda Peres) pela "presença" forte e preenchimento das ações com maestria. 
                         Um dia depois o Máschara já atraía atenções para a Vitrine da Loja Becker da Pinheiro, com uma vitrine viva infantil, inspirada nas vitrines das grandes lojas Novayorkinas. Três criaturinhas que lembravam ajudantes de papai noel ou brinquedos inanimados, moviam-se ao ritmo de canções natalinas variadas. Cléber lorenzoni com perfeição de movimentos reuniu com o auxilio de Alessandra Souza e Renato Casagrande, uma pequena multidão de curiosos. O mais interessante era ver nos olhos dos adultos a vontade de voltar a ser criança.
                                           Na quinta feira dia 20, quatro estátuas atravessaram o calçadão, com o corpo todo maquiado em prata e instrumentos angelicais. Os atores do Máschara mais uma vez emocionaram, e muitos foram os transeuntes que ficaram longos instantes admirando ou mesmo fotografando os artistas. Destacaram-se ali Renato Casagrande pela criatividade de movimentos e  Luis fernando Lara pelo caracterização. 
                                            No ultimo dia 21, O Presépio Vivo esteve em Boa Vista do Incra, o presépio vivo encantou as pessoas que foram ao Ginásio Municipal. Foi uma tentativa interessante de algo expressionista, embora a falta e ensaios tenha atrapalhado. O visual que o Máschara tentou criar no espaço é louvavel. Roberta Queiroz, atriz que esteve no grupo de 2008 à 2010 voltou a integrar o elenco, destacando-se juntamente com a ótima escolha de repertório musical, embora mal operada.
                                Foi emfim uma semana de ótima programação artística e que sirva de inspiração para um natal mais sensível e inesquecível. 






Cléber Lorenzoni (**)(***)(***)(**)
Renato Casagrande(**)(*)(***)(***)
Alessandra Souza (***)(*)(**)(**)
Ricardo Fenner (***)(-)(-)(-)
Fernanda Peres (***)(-)(*)(*)
Luis Fernando Lara (***)(-)(**)(*)
Evaldo Goulartt (***)(-)(-)(*)
Roberta Queiróz (-)(-)(-)(***)
Gabriela Oliveira(***)(*)(**)(*)


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Natal do Máschara em vitrines


Ensaio pouco antes de intervenção natalina


Auto de Natal

Em cena Luis Fernando Lara (José) Fernanda Peres (Maria) e o pequeno Stevem como Jesus Cristo
                                                              

O ultimo Cena às 7 de 2012

                         Era para começar as oito, no entanto a equipe chegou a conclusão que seria melhor atrasar, já que o público não é pontual e começou a chegar já em cima da hora. As 20 horas e 20 minutos o auditório Prudêncio Rocha já acomodava um bom público que veio para assistir bom teatro e para ajudar as famílias mais carentes já que a entrada era um kilo de alimento que o banco de alimentos coletaria.
O começo não foi bom, sem ritmo, tenso. As coisas começaram a melhorar apenas a partir da terceira cena.     
Tia Benona, Caroba e Eurico arrancaram gargalhadas e o elenco cada dia mais apropriado do trabalho encontrou novas jogadas, novas piadas e o ritmo perfeito para a curva dramática. 

                           Foi a despedida de um dos mais marcantes, talentosos e controversos atores que já passou pelo Grupo. Um ótimo comediante que construiu uma carreira que sempre deixará lembranças nas plateias, cheio de instinto, criatividade, e um domínio omérico do palco.   Tia Benona, Felipinho, e o cigano Vassili são alguns dos tantos personagens que Ele deu vida e que ficarão no imaginário dos novos atores e do público por muito tempo.

                          A parte técnica do espetáculo não estava nos melhores dias. A iluminação era incerta, as coisas aconteciam segundos depois que deveriam. Ex: Se há uma cena em que o ator entrará em um quarto escuro, o quarto não pode escurecer depois que ele já entrou!  A Sonoplastia também estava manipulada de forma agressiva, estouros, falta de nuance.
                           Foi enfim mais uma noite de emoções e se não foi uma das melhores investidas do Máschara, certamente foi verdadeira, honesta e cheia da emoção que esse grupo põe em tudo o que faz. Em 2012 o Grupo levou ao palco da Casa de cultura 11 edições do Cena às 7, com 7 peças em 19 noites de espetáculos. Para 2013, a intenção são doze edições com 24 espetáculos. Para isso conta com a população e seus atores dedicados e cheios de garra.

Cléber Lorenzoni (**)
Dulce Jorge (*)
Gabriel Wink (**)
Alessandra Souza (**)
Luis Fernando Lara (***)
Gabriela Oliveira (*)
Renato Casagrande (**)
Fernanda Peres (*)
Ricardo Fenner (**)


                                                   A Rainha

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os Saltimbancos - SESC 24/11/2012

                O teatro infantil é concebido pensando no público infantil, seus figurinos são pensados de forma a seduzir o público infantil, as marcações são elaboradas pensando no público infantil, o cenário é desenhado tentando encher os olhos das crianças. Sendo assim, durante o espetáculo o público infantil tem o direito de se pronunciar e agir como bem quiser, qualquer forma de coibir a postura das crianças, estaria indo contra o objetivo da "mise em cene".  Bons atores devem compreender que a atuação não é uma obra fechada, separada do público por uma parede imaginária. O teatro é uma troca, ele é tridimencional, triangular...                                  Alguns artistas são mais sensíveis a isso e por isso se destacam, exemplo foi Cléber Lorenzoni, indagando as crianças e tentando trazê-las para o espetáculo. Gabriel Wink já o faz desde a estréia, no entanto poderia triangular mais com a assistência. Os Saltimbancos envolve, diverte, e até emociona crianças e adultos. Há no entanto de se ensaiar mais no intuito de não deixar as danças perderem sua perfeição. 
Se um espetáculo fosse a cada apresentação, uma repetição da noite anterior, perderia rapidamente o interesse dos artistas, seres criativos por natureza. Há então de se buscar sempre novas inspirações e aprimoramento de intenções e sutilezas.
                   Alessandra Souza destacou-se nessa intervenção, pode ainda brincar muito com a voz, com as intonações. Minha dica a essa atris é que invista no trabalho vocal. O cuidado e carinho com a adaptação do espaço se deve muito ao trabalho de Cléber Lorenzoni e Luis Fernando Lara, mas preciso aplaudir o trabalho em equipe de todos. 
                    O que não posso compreender, e que me deixa muito surpresa é a falta de respeito de alguns atores para com a direção. Um ator que se revolta em ter que tirar o óculos para contracenar com os colegas na hora de marcar as cenas pouco antes do espetáculo, não deveria realmente ser considerado. Outra situação discutível é a falta de segurança dos atores já que enquanto estão em cena os contra-regras ficam manipulando suas cosias nos camarins. A esses dois casos pergunto, que tipo de teatro estão fazendo? O Grupo Máschara chegou há vinte anos por dedicação, respeito e teatro levado a serio. 


Alessandra Souza (***)
Luis Fernando Lara (**)
Gabriel Wink (**)
Renato Casagrande (**)
Cléber Lorenzoni (***)
Gabriela Oliveira (**)
Fernanda Peres (**)
Ricardo Fenner(**)

         De que forma vocês estão fazendo teatro????!!!!????!!!!


domingo, 11 de novembro de 2012

54º Cena às 7

                           Não importa o que se diga, não importa o que se faça, o teatro nasce do ensaio. da repetição, da organicidade, da EXAUSTÃO, da prática. Depois que um espetáculo estréia, não precisa mais de ensaios sistematicamente, seguidamente, afinal, os atores passam a ter aquele espetáculo afixado em sua epiderme, em seus poros, alma. Precisam apenas de alguns poucos ensaios para não deixar o espetáculo se desajustar, "o trem descarrilhar". Mas isso só se refere à temporadas. Quando um espetáculo é apresentado com grandes intervalos de tempo, com outros espetáculos permeando-o e ainda com substituição de elenco, então precisará de ensaios frequentes para que o "jogo" aconteça, para que a afinação de cenas, marcas, textos não se perca. O talento de um ator não se baseia no quanto ele consegue brilhar no momento de uma encenação, mas no quanto ele cria com seus colegas de cena.
                          Tartufo é uma das melhores incursões do Máschara pelos clássicos do teatro, uma comédia elegante, um texto afiado, uma critica indispensável aos nossos dias. Gabriel Wink e Cléber Lorenzoni a dois grandes personagens, Orgon e Tartufo, ambos velhos no texto, mas com um olhar contemporâneo, sua velhice não está na aparência, mas na postura. Farsa (absurdo tratado com naturalidade) é sempre um prato cheio para atores mostrarem sua versatilidade. Dulce jorge alcança vôos altos com sua Dona Elmira e Tatiana Quadros tem em sua Dorina seu melhor papel. Fernanda Peres e Renato Casagrande formam um casal lindo que estreou há pouco no espetáculo e que traz toda uma energia nova à cena. 
                              O visual do espetáculo conta o objetivo de sua montagem, a crença que abafa, o desejo, os segredos, a ignorância, a sobriedade. Tudo está estampado em cena e cumpre sua função iconográfica. O texto francês em cinco atos foi transformado em dois, o primeiro cheio de ação, malabarismos corporais, o segundo com cenas mais longas, cheio de nuances construído de forma a valorizar o melhor de cada ator envolvido. 
                                     Talvez Tartufo seja um belíssimo trabalho do Máschara que deve ser guardado na galeria dos grandes espetáculos da Cia. Sendo assim esperemos que nesse domingo o público aproveite uma das ultimas chances de assistir esse clássico.


Cléber Lorenzoni (**) Fez o básico, mas sempre de forma marcante e incrível.
Gabriela Oliveira (***) No que diz respeito ao seu trabalho de camareira esteve inteira, preocupada em fazer o melhor. O que errou, o fez por não ter ainda aprendido. 
Alessandra Souza (**) Mereceria um * já que em alguns momentos a trilha das aparições de Tartufo entrou baixa de mais. No entanto foi uma ótima parceira em fazer o cena às 7 acontecer nesse mês.
Fernanda Peres (***) Intensa, vívida, com pouquíssimos ensaios tirou de letra os obstáculos. Pode ser logicamente muito melhor.
Tatiana Quadros (***)Uma das melhores e mais profissionais atrizes com que já tive o prazer de contracenar.
Dulce Jorge (*) Elegantérrima, intensa, no entanto a falta de ensaio prejudicou um pouco sua colocação vocal e textual.
Ricardo Fenner (**) Exerceu sua parte de forma eficaz...
Renato Casagrande (**) Esteve muito bem, 
Gabriel Wink (*) É ótimo no que faz, e seu Orgon esteve muito bem, mas a falta de ensaios prejudicou sua precisão e por vários momentos perdeu-se na farsa.
Luis Fernando Lara (**) Exerceu sua parte de forma eficaz.