quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sinopse de O Feriadão

O Feriadão




Nesse musical infantil o grupo Máschara trata do assunto sério que é a mobilidade das pessoas, o direito de ir e vir, a cidadania e o respeito. Além é claro dos cuidados que devemos ter no trânsito. Fred, Serenita, Faísca e Luisinho estão brincando em uma praça quando começam a debater em meio as brincadeiras, seus pontos de vista. As crianças cantam, dançam, querem brincar de skate, mas “existe lugar certo para isso” e os idosos¿ Como devem ser tratados, será que algumas crianças sabem que os avós podem lhes ensinar muitas coisas¿ E como são nossos pais, o que aprendemos com eles no dia a dia convivendo e observando suas ações¿ A família Metralha e a família Prudente vão a praia, mas cada uma de uma forma diferente. Faísca e Fredi são crianças mais agitadas, traquinas mesmo, Serenita e Luisinho são crianças mais calmas e que gostam de ler. Enfim, durante o feriadão cada criança vai agir de uma forma desenvolvendo no público seus pontos de vista de como melhor proceder para o mundo ser um lugar melhor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Grandes casais no teatro

Cão e Gata -  Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni
Macbeth e Lady Macbeth- (Macbeth) Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge
Rosalinda e Rafael -(A Maldição do Vale Negro)Cléber Lorenzoni e Gabriel Wink
Mario e Glorinha-(esconderijos) Cléber, Angélica Ertel e Dulce Jorge
Ed Mort e Penélope- (ed Mort) Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge
João Paz e Rita Paz- (O Incidente) Gelton Quadros e Miriam Kempfer
Vassili e Úrsula- (A Maldição) Gabriel Wink e Cléber Lorenzoni
Dr. Stokmann e Catarina (Um Inimigo do Povo) Cléber e Marcele Franco
Bibi e Rubenci-(Ed Mort) Angélica Ertel e Ricardo Fenner
Leonardo e Noiva (Bodas de Sangue) Cléber e Tatiana Quadros
Antígona e Hêmon (Antígona - Dulce Jorge e Alexandre Dill)
Valério e Mariana (Tartufo - Marcele Franco e Atores)

sábado, 4 de setembro de 2010

Entrevista feita por Rômulo Seitenfus do Jornal Estilo de Cruz Alta ao ator Cléber Lorenzoni


1- Como foi o início de sua carreira e por que escolheu o teatro como profissão?

O inicio foi conturbado, cheio de dúvidas incertezas, pois sabía que não estava lidando com uma profissão qualquer, e sim com algo que envolvia com princípios, alma! Não fui eu que o escolhi, foi ele que me escolheu... Engraçado por que também não o escolhi como profissão, sei que para atores maravilhiosos não passa de uma profissão, para mim é mais que isso, é uma forma de vida!!!



2 - Você é ator e diretor do grupo Máschara. Como é conciliar as duas responsabilidades e qual delas lhe proporciona mais satisfação?

Certamente ambas já se tornaram uma só para mim, não consigo me imajinar apenas atuando ou apenas dirigindo no máschara. Como diretor organizo as idéias que tenho e que desejo que meus atores passem adiante como comunicador. Como ator eu comunico, alí cara a cara com o público, minhas verdades, sonhos e esperanças...



3 - Você participou de muitos festivais de teatro. Quantos foram no total e as premiações?

Poxa, não ligo para premiação. No principio, quando mais novo, o que importava era o troféu. Com o tempo vc vai percebendo que o troféu significa muito pouco, é apenas o ponto de vista daquelas quatro ou cinco pessoas que estão alí, naquele momento, mas não é como um filme por exemplo, quem julga um filme vê teu trabalho na tela que é um só, não da para melhorar nem estragar. Daqui déz anos o público vê e pensa "Ah! Determinado ator ganhou esse troféu por que estava bem nesse filme... " Mereceu...

No teatro não é assim, cada dia é diferente. Posso estar péssimo fazendo um personagem e nod ia que os jurados vêem, por causa da adrenalina, posso estar maravilhoso. Posso errar a medida no dia em que o jurado vê e depois melhorar e ser sempre incrível em determinado personagem... Então é muito complexo. Claro que um troféu meche com o ego, em uma profissão tão pouco reconhecida e respeitada, é como um carinho caloroso. São muitos troféus, mas acho que o que mais amo é o primeiro que ganhei há 13 anos atráz interpretando meu primeiro personagem infantil.



4 - No último final de semana você interpretou o personagem principal Mário de "Esconderijos do Tempo", uma adaptação de Mário Quintana. Após o encerramento, revelou à plateia que foi a peça mais marcante. Poderia nos falar sobre isso?

Poxa, fazer Mario Quintana no palco é maravilhoso. Primeiro por que o que ele escrevia é maravilhoso, perspicaz, contundente e todo mundo se identifica com alguma poesia, soneto ou prosa... Não procuro imitar ele, procuro interpretá-lo o que é muito diferente... Mas as pessoas dizem: "Poxa até tua voz ficou como a dele" Eu fico muito agradescido, afinal esse é meu trabalho, minha voz, minha postura, tudo é meu trabalho e se me elogiam, é por que sou um bom trabalhador... O problema é que me identifico demais com Mario Quintana então preciso tomar cuidado para não fazer uma viagem dentro de mim e sair de cena deprimido. A arte é assim, ela engrandesce o ator, mas também o judía...



5 - Como é viver de teatro no interior?

Uma droga e uma glória. Tudo é um problema, a falta de dinheiro, a falta de apoio, a falta de público, a falta de espaço adequado, a falta de respeito... Por outro lado, o público do interior é mais fascinável. Eles tem ainda uma sinceridade, uma sensibilidadeque as pessoas das cidades grandes estão perdendo, penso que por isso nos grandes centros o teatro pós moderno seja mais aceito. Ninguém da cidade grande se preocupa em levar teatro ao interior, a não ser que esteja passando fome e querendo ganhar dinheiro fácil. Eles sabem que chegando aqui basta dizer que tem um ator global e todo mundo corre. A gente que tem menos visibilidade em meios de comunicação corre com as próprias pernas. Tem cidade, como Soledade por exemplo, que nos conhece por que já fomos em quatro oportunidades, assim vamos criando um público. Talvez um dia, quando pararmos de fazer teatro, ou formos para a cidade grande como vivem nos aconselhando, ninguém mais faça teatro em Cruz Alta, e talvez mesmo nos esqueçam rápido. Isso é muito triste. Por isso não posso parar. Tenho que fazer o quanto conseguir o maior número de vezes, para que o teatro fique no coração das pessoas.



6 - Fale sobre os desafios da profissão e os prazeres que ela proporciona?

Prazer é o aplauso, prazer é o olhar fascinado da criança, ou o olhar do adulto. Prazer é saber que teu espetáculo gerou discução, mesmo que ninguém tenha gostado. Só não suporto quando alguém trata o teatro como um evento, não é evento, não é para prestigiar, é como ver um filme, vc vai, vê e depois senta no bar ou na lanchonete e discute com teu marido, ou namorada ou familia se entendeu, o que pensa a respeito daquilo etc...



7 - Encarnar um personagem exige além da técnica um envolvimento emocional, vivenciando uma catárse e até mesmo transcendendo ao tempo. Como você encara todo esse processo?

Como eu disse, é dificil, as vezes vc pega uma personagem que em um primeiro momento parece nada ter a ver com você, mas depois vai vendo o quanto tudo tem haver com você. Pois no palco está você falando com a mascara daquela personagem. É um paradoxo, você se veste como outra pessoa para poder ser você mesmo. Por exemplo, as vezes você é muito tímido e não tem coragem de se pronunciar, mas lá dentro você sabe que tem pontos de vista, que quer ser popular etc... Aí você recebe uma personagem que tem o dom da oratória, que se expressa maravilhosamente bem, que é tudo o que você não consegue ser, e aí, no palco, protegido pela quarta parede, pela iluminação, pelo figurino, você torna tudo possível. É um jogo maluco!!!!! E o melhor é que o público leva aquilo para casa, na mente, ou no coração, ou no estômago. Sim tem espetáculos que vão com você em seu estômago. Outros vão no seu sexo. Cada espetáculo vai com você em algum lugar, mas sempre vai...



8 - Quais foram os momentos mais marcantes de sua carreira?

Sempre é marcante, felizmente tudo é tão dificil, tão intenso, nosso grupo tem uma característica de ser um grupo muito intenso, muito verdadeiro em suas ideologias. Isso torna todos os momentos marcantes... Mas principalmente quando estréia um novo espetáculo e vc vê que o público aceitou, aprivou, aí é marcante...



9 - Poderia nos citar os personagens inesquecíveis que você interpretou? E as peças que mais lhe deram prazer como diretor?

Personagens todos são inesquecíveis, sou uma pessoa de museu, carrego tudo comigo sempre em meu coração e falo o tempo todo no passado, nas emoções vividas... Mas penso que o Mario em Esconderijos do Tempo foi maravilhoso interpretar e dirigir. O Dr. Stokmann em Um Inimigo do Povo... Todos..



10 - Considerações finais

O Teatro é complexo demais para tentar falar dele em nove perguntas, e talvez com cinquenta ainda teria o que falar, por isso mais simples é assistir ou fazer. Eu o faço, exerço essa profissão como um sacerdócio. Ao público resta assistir para tentar achar respostas para as milhares de perguntas que não estão nessa entrevista...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Todo o Cena às 7

36)Lili Inventa o Mundo- 10 de outubro de 2010
35)Esconderijos do Tempo - 29 de agosto de 2010
34)Ed Mort - 18 de julho de 2010
33)A Maldição do Vale Negro - 13 de junho de 2010

32)Ed Mort - 13 de setembro de 2009
31) Esconderijos do Tempo - 12 de julho de 2009
30)A Maldição do Vale Negro - 14 de junho de 2009
29)A Maldição do Vale Negro - 3 de maio de 2009
28)Ed Mort - 14 de novembro de 2008
27)Bodas de Sangue-outubro 2008
26)Tartufo - 14 de setembro de 2008
25)Ed Mort -10 de agosto de 2008
24)Ed Mort - Estréia - 6 de julho de 2008
23)Esconderijos do Tempo - 8 de junho de 2008
22)O Incidente - 11 de maio de 2008
21)Esconderijos do Tempo - ? de dezembro de 2007
20)Lili e Tartufo - 11 de novembro de 2007
19)Um Inimigo - 14 de outubro de 2007
18)Um Inimigo do povo - 9 de setembro de 2007
17)O Incidente - 16 de agosto de 2007
16) Feriadão -15 de Julho de 2007
15) Tartufo - 10 de junho de 2007
14) Esconderijos do Tempo - 20 de maio de 2007
13) Bodas de Sangue - 21 de abril de 2007
12) Romeu e Julieta - 3 de dezembro de 2006
11) Esconderijos do Tempo
10) Esconderijos do Tempo
9) Amanajé
8) Castelo Encantado
7) Casa de Samba
6) Feriadão - 08 de Janeiro de 2006
5) Macbeth
4) Impressões
3) Bodas de Sangue
2) Amanajé
1)Tartufo - 17 de outubro de 2005

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Diário de Bordo XV - Esconderijos do Tempo no 35º Cena às 7



Vilões e Mocinhos

               O teatro tem suas regras, têm suas personagens maravilhosas, seus heróis e suas megeras, suas mocinhas e seus vilões. E são estes que nos movem, pois são eles que causam todos os conflitos. Mesmo nas novelas e filmes, os coadjuvantes têm muitas funções, divertir, informar, ajudar a conduzir a trama. Mas cabe aos vilões e mocinhos o jugo de causar os transtornos ou trazer de volta a mansidão. É durante seus incríveis surtos que se para constrangido sem saber ao certo o que fazer. São eles que têm o poder de mudar ou não o percurso da historia. O teatro não se resume aqueles sessenta minutos sob os holofotes, o teatro começa bem antes e termina muito depois que a ultima pessoa sai do templo de Baco. Ah! E como não mencionar os servos enfadonhos e ridículos dos vilões, seus capachos, que ficam ali, ao lado lambendo-lhe os pés, mesmo que seus mestres estejam equivocados. Existe também um bobo, que faz piada de tudo, talvez para acalmar os ânimos, ou por que não tem capacidade para compreender? Duvído, o palhaço da corte costuma ser muito sagaz, mas sabe que precisa abster-se de certos posicionamentos se quiser que o espetáculo  continue. Há os sádicos, essas criaturas malévolas que se alimentam da desgraça. Voiers que se divertem, que até jogam felpas nas batalhas e depois apenas vêem a estrutura desmoronar, essas estranhas criaturas se alimentam sempre dos restos. E contentam-se com isso. Nesses espetáculos complexos, assomam-se os virtuosos amigos dos mocinhos, que embora gritem frases heróicas, sabem ser dissimulados. Afinal, na hora da vitória deverão cair méritos para todos os lados.
         Mas definitivamente o que mais gosto de observar é a postura dos vilões, criaturas complexas, cheias de desejos e vontades, provavelmente vindas de famílias onde mimos não faltaram. Os vilões espalham suas maldades a todos, e nunca se vêem errados. Claro, para eles suas verdades são justas e cheias de certezas. Mas como conseguem ver as mocinhas indefesas, os lacaios ridículos, as vítimas familaires, desesperadas e não se tocarem com isso? De que foram feitos os corações dos vilões? De pedra? O que lhes terá acontecido? Algo de muito ruim na adolescência? O que os fez perdem os sentidos do princípio? Os valores da moral? Pobres criaturas, merecedores de toda nossa pena, afinal, como será seu fim? Vazio? Com os sapatinhos dançantes da malvada madrasta de Cinderela? Ou ainda envelhecendo para sempre como a de Branca de Neve? Ou sendo morto no meio da batalha como Ricardo III, ou esfaqueado como Iago? Penalizaivos dessas pobres criaturas.
           Mas enfim, deve ser toda essa confusão de sentimentos que faz das vilãs e dos vilões, criaturas tão admiradas... Sua ambição desmedida, seu egoísmo desmedido, sua inveja desmedida. E o que me conforta é que vilões vem e vão, passam rápido ao esquecimento para logo surgirem outros.
            Na noite de ontem felizmente vi mais mocinhos, ou seriam lobos disfarçados de cordeirinhos? Não sei, mas me emocionaram. Cada encontro cênico me rendia emoção ao coração. A Musa de Roberta Corrêa tão elegante, emotiva, sincera... O elenco principal recheado de emoções, Mario mais vivo do que nunca. Perfeito jogo com Gouvarinho, as Glorinhas inteiras, Dulce Jorge com o peso certo. Renato Casagrande precisa tomar cuidado com a monocórdia dos seus textos e aprender a diferenciar tipos de personagens. Alessandra Souza é uma atriz nova, talvez por isso ainda lhe falte o domínio total do drama, das emoções. As vezes falta, as vezes ultrapassa. Mas de todo modo foi uma de suas melhores investidas. Novas reações, novas inter-relações, como eu já disse, espetáculo novo! Como é gostoso ouvir um texto bem pronunciado, sem frases acidentadas ou verbos se esbarrando. Angélica Ertel esteve com o tom de comédia quase no ponto assim como Gabriel Wink, que ergueu o drama impedindo-o de ficar tão melancólico.
           Um sucesso, de alguém que soube durante os últimos dias encontrar o clima certo de que a apresentação precisava. Não sei se obra de mocinhos ou vilões. Resta-me assistir ao próximo espetáculo e saber qual o fim de cada um desses maravilhosos anti-heróis. 

domingo, 29 de agosto de 2010

Diário de Bordo- Lili Inventa o Mundo em Progresso, duas seções

Grandes Esperanças
              Se o Deus cristão escreve certo por linhas tortas, que diremos de Baco (ou Dionísio), entorpecido do melhor vinho do Olímpo? Deve fazer grandes rabíscos, sair da linha constantemente enquanto nós, pobres mortais tentanos compreender e nos adecuar aqui embaixo. 
               Em Progresso, a auxência de uma atriz, levou o Máschara a readaptar o espetáculo Lili Inventa o Mundo. E o que conquistaram? Um degrau a mais na carreira de Alessandra Souza, que soube interpretar a Fada Mascarada com louvor. Tudo tomou um anova leitura, ao invés de seis atores tinhamos cinco, mas o jogo era impecável. Na primeira tinhamos microfones prejudicando de certa forma o trabalho corporal da trupe. Contudo na segunda encenação, já sem microfones, a conexão atores-público foi radiante. Aliás é importante para Alessandra Souza e Renato Casagrande, aprenderem a melhor se portar quando da necessidade de microfones no espetáculo.
                 Uma professora fez a gentileza de quase dormir durante o espetáculo, claro que não teve culpa, devia estar cansada, e os atores em cena souberam demonstrar sua insatisfação com a situação. Ora, os professores devem estar alí em prol da arte, como fomentadores, incentivando as crianças e não tão pouco dispostos como alguns dos presentes. Mas a arte é assim, tem momentos, tem caminhos, as vezes envolve, as vezes distancía. A arte é por demais complexa.
                   Lili Inventa o Mundo é um espetáculo de 2006, mas ainda comove, não perde a essencia, suas poesias chegam vivas nas crianças em forma de encenação. Mesmo os adultos se deixam tocar por elas e captam a idéia de que devemos manter sempre uma crianças em nossos corações.
                   Cléber Lorenzoni estava vivo, como não o vía há tempos, provavelmente impolgado pelo desafio da troca de elenco. Angélica Ertel e Gabriel Wink também transmitiam virtuosidade cênica. Enfim, vigor de um espetáculo infantil apresentado em um espaço todo adaptado, mérito do Grupo Máschara, um dos melhores do estado sem dúvida.


                                                             A Rainha
               



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Diário de Bordo- A Maldição do Vale Negro em Soledade

O Paradoxo da falta de estrutura.

Quando os governantes decidem fazer benfeitoriasnem seus governos construíndo espaços culturais, não se preocupam em pedir auxilio à artistas ou pessoas capacitadas que no mínimo compreendem as necessidades da arte-cênica. Conclusão: O que é oferecido são ótimos espaços para conferências e palestras, nunca teatros.
Aliás há um caso marcante sobre a inauguração do famoso TBC, Teatro Brasileiro de Comédias, fundado no Rio de Janeiro na década de 40. Na ocasião a imortal atriz Cacilda Becker, foi convidada para brindar o novo teatro com uma garrafa de champagne a ser quebrada no palco do novo espaço. No entanto a atriz foi surpreendida com uma coluna de alicerce no centro do palco. Intrigada, foi naquela coluna que Cacilda quebrou a garrafa e os atores do TBC passaram o resto dos anos fazendo espetáculos a se adaptar aquela coluna...
Enfim espaços sem urdimento, coxias, rotundas, cortinas, iluminação e pasmem, até sem sonorização, são oferecidos para que artistas que vem de longe façam seu trabalho. E os organizadores de tais eventos não tolerariam menos que o melhor. O que ocorre? Diretores extressados, atores nervosos e técnicos a beira de um ataque histérico. 
Claro que o público quer ver a interpretação, no entanto o teatro contemporâneo nos chega munido de grande recurso técnico, show de luzes, cabos de aço, alçapões... E como pedir a um diretor que extirpe membros de seu espetáculo convertendo-o em algo inferior ao que concebeu.
Domingo em Soledade, via-se o transtorno do diretor desesperado tentando ofertar seu melhor. No palco, luzes pares, canhões de Lead. Blecautes sem dimmer. Um inferno dantesco. Felizmente o elenco estava afiado e o público viu o melhor do Máschara. Um arrojo. Aliás os soledadenses já assistiram O Incidente, Esconderijos do Tempo, Ed Mort e agora o universo de Rosalinda, Maurício, e Agatha. 
Os ciganos roubaram novamente a cena com o jogo impecável de Ricardo Fenner e Gabriel Wink. À Angélica Ertel coube a sonoplastia e a iluminação, que fez com exatidão e sensibilidade.
O aplauso foi caloroso, e o Máschara sem dúvida lógo voltará àquelas paragens.


A Rainha