Alessandra Souza, Renato Casagrande, Fernanda Peres, Evaldo Goullart e Cléber Lorenzoni
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Grupo Máschara no Festivale
Quem quer teatro?
Durante os últimos dias do mês de junho, a Cia. Máschara de teatro participou do festival de teatro de Rolante. Um festival de teatro é sempre algo memorável e gratificante para os entusiastas das artes cênicas. Eles lembram os primórdios do teatro na Grécia antiga, quando as encenações eram feitas em homenagem a Palas Atena, ou a outros deuses olímpicos.
Para os artistas de teatro, todas as inciativas que abonam o teatro soam como uma lufada de ar junto à uma arte tão pouco respeitada. O Grupo Máschara que iria participar com o espetáculo A Maldição do Vale Negro, decidiu participar com o espetáculo infantil "O Feriadão". Um espetáculo simples, em mutação, com texto de Hércules Grecco e que passa por constantes mudanças. Um espetáculo que sob o olhar de alguns, é um tanto comercial, facilitado até, para a compreensão da assistência.
O Máschara subiu ao palco no turno da manhã com Alessandra Souza, Cléber Lorenzoni, Fernanda Peres, Renato Casagrande e Evaldo Goulart no elenco, além de Evandro Amorim e Fabio Novello respectivamente como operadores de Som e Luz.
O espetáculo recebeu o troféu de Iluminação pela ótima criação e operação de Fabio Novello que o fez tendo assistido a peça, apenas uma vez. Cléber Lorenzoni trouxe ainda uma indicação para Melhor Ator infantil. Até aí tudo certo, o Máschara trouxe na bagagem mais do que buscava, ponderações sobre seu trabalho, críticas sobre a carpintaria teatral de O Feridão e um olhar sobre tantos trabalhos que o festival possibilitou.
Logo depois do festival a perguntas que não cessa é: e agora? qual o próximo passo do Máschara? Continuar viajando? Trazer de volta o Cena às 7? Ressuscitar a Matinê do Máschara? Montar novos espetáculos? Quem são os atores do Máschara atualmente? O que eles querem fazer? O que é o teatro? Uma missão? O reflexo de uma sociedade? A necessidade de pronunciar-se sobre algo?
O máschara que nós conhecemos foi aquele que aprendeu a fazer teatro nos festivais, que sorveu cada gota da sabedoria e do bom senso do fazer teatral de 1992 à 2002, dez anos de curso, de busca, de pesquisa. Em 2005 foi sua formatura e em 2006 a consolidação dessa aprendizagem com Esconderijos do Tempo. Não estou dizendo que o Máschara tornou-se o melhor grupo de todos, não, o Máschara tornou-se o grupo que queria tornar-se. Um grupo talentoso, preparado e digno de louros e elogios.
A partir de então produziu: Um inimigo do povo, A Maldição do Vale Negro, As balzaquianas, O santo e a Porca e A Serpente, além dos mais fracos Os Saltimbancos (ótima trabalho de composição em um texto simples e superficial), Deu a louca no ator (uma adaptação de algo já feito, mas necessário para ser gritado sempre. e Ed Mort (remontagem necessária para o Cena às 7 de algo já concebido antes). Esses três trabalhos não mancham de forma alguma a grandiosidade dos primeiros. Se em 2002, 2001 e 2000, havia técnica apurada, nesses últimos havia organicidade, maturidade. O mergulho profundo dos atores em A Serpente. A necessidade de falar sobre as verdades escondidas em Inimigo do Povo, A criatividade e a superação dos três atores de A maldição do Vale Negro. O talento e a intensidade no jogo de As Balzaquianas e a farsa unida à extremo trabalho vocal e compreensão de texto em O Santo e a Porca.
Cléber Lorenzoni e sua Cia. escolhem a dedo, inclusive os textos que não parecem acertos em um primeiro momento e dizem muito. E o que querem dizer não provém de instinto ou de suposições em meio ao vão; mas em pesquisas de campo buscadas em milhares de pessoas que o assistiram. De 2004 à 2014, o Máschara viajou pelos quatro cantos do estado, ouviu crianças, adultos, outros artistas, jurados, produtores, e foi construindo o que é hoje. Mas não se tornou comercial, apenas aprendeu, ou percebeu que o artista tem uma obrigação, a obrigação de formar plateias. Não há teatro, não há público de teatro no interior do estado. Esqueceram esse público e as "ditas" grandes Cias. vez ou outra lembram de voltar-se para o interior, onde os poucos atores tentam manter-se com migalhas, fazendo sua teimosa arte.
No festival vi muitos grupos e foi realmente elogiada a capacidade de um grupo como o Máschara durar mais de 20 anos. Uma caminhada que exige apoio mútuo, sacrifícios e dedicação. Agora próximo à fazer 25 anos, vejamos o que faremos pelo "nosso grupo".
Não vou aqui creditar a análise da apresentação já que alguns não queriam ali estar, é preciso deixar-se tocar pela arte, laçá-la, apropriar-se e isso é tarefa pessoal de cada um, ainda que para poucos...
Arte é "SACRIFICIO"
terça-feira, 3 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Melhor Iluminação- Fábio Novello por FERIADÃO
Obrigado ao ator e iluminador Fabio Novello pela conquista de melhor iluminação para o espetáculo Feriadão durante a XXIª Edição do Festivale
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Agenda 2014
681- Feriadão (tomo 107) Vista Alegre do Prata
680-Esconderijos do Tempo (tomo 81) Boa Vista do Sul 14/10/2014
679-Lili Inventa o Mundo (tomo 100) Boa Vista do Sul 14/10/2014
677/678-O Castelo Encantado (tomos ) Veranópolis 08/10/2014
675/676-A maldição do Vale Negro (tomos 25/26) Veranópolis 08/10/2014
674-A Maldição do Vale Negro (tomo 24) Guaporé 9/09/2014
672/673- O Castelo Encantado (tomos ) Guaporé 09/09/2014
671-A Maldição do Vale Negro (tomo 23) Guaporé 9/09/2014
670- O Castelo Encantado (tomo ) Apresentação de rua - Cruz Alta 6/09/2014
669- Ed Mort (tomo 14) Nova Bassano 12/08/2-14
668-Lili Inventa o Mundo (tomo 99) Nova Bassano 12/08/2014
667-Esconderijos do Tempo (tomo 80) Nova Bassano 11/08/2014
666-O Incidente (tomo 77) 4/08/2014 Unicruz
665- O Santo e a Porca 64º Cena às 7 (tomo 08)
663/664- A Maldição do Vale Negro Tomos 21/22) Marau -22/07/2014
680-Esconderijos do Tempo (tomo 81) Boa Vista do Sul 14/10/2014
679-Lili Inventa o Mundo (tomo 100) Boa Vista do Sul 14/10/2014
677/678-O Castelo Encantado (tomos ) Veranópolis 08/10/2014
675/676-A maldição do Vale Negro (tomos 25/26) Veranópolis 08/10/2014
674-A Maldição do Vale Negro (tomo 24) Guaporé 9/09/2014
672/673- O Castelo Encantado (tomos ) Guaporé 09/09/2014
671-A Maldição do Vale Negro (tomo 23) Guaporé 9/09/2014
670- O Castelo Encantado (tomo ) Apresentação de rua - Cruz Alta 6/09/2014
669- Ed Mort (tomo 14) Nova Bassano 12/08/2-14
668-Lili Inventa o Mundo (tomo 99) Nova Bassano 12/08/2014
667-Esconderijos do Tempo (tomo 80) Nova Bassano 11/08/2014
666-O Incidente (tomo 77) 4/08/2014 Unicruz
665- O Santo e a Porca 64º Cena às 7 (tomo 08)
663/664- A Maldição do Vale Negro Tomos 21/22) Marau -22/07/2014
661/662-Esconderijos do Tempo (tomo 78/79) -Marau 21/07/2014
660- Os Saltimbancos(tomo 23) - 5ª Matinê do Máschara 8/06/2014
659- Feriadão (tomo 106) Festvale- Rolante - 30/05/2014
658-Os Saltimbancos (tomo 22) André da Rocha/RS com Cléber Lorenzoni e Renato Casagrande 08/05
657-Os Saltimbancos -Fragmento-(tomo 21) com Ricardo Fenner e Alessandra Souza 27/04
655/656-Esconderijos do Tempo (tomos 76/77) Lajeado/RS com Dulce Jorge e Alessandra Souza
654- Esconderijos do Tempo (tomo 75) Ijuí com Fábio Novello e Cléber Lorenzoni
653 - Feriadão (tomo 105) Ibirubá com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goullart
651/652- Lili Inventa o Mundo - (tomo 97 e 98) Horizontina comFernanda Peres e Renato Casagrande
650-A Maldição do vale Negro (tomo 20) UNICRUZ -26/02
646-Esconderijos do Tempo (tomo 71) Santa Rosa com Cléber Lorenzoni, e Dulce Jorge
645- Feriadão - 63º Cena às 7 (tomo 104) Clube Internacional
644-Lili especial de natal (tomo 3) Cruz Alta 23/12/2013 com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goulart
643-Lili especial de natal (tomo 2) Ibirubá 21/12/2013 com Alessandra Souza e Renato Casagrande
642- Performance vitrine viva em Cruz Alta com Cléber Lorenzoni
641-Lili especial de natal (tomo 1) Boa Vista do Cadeado 11/12/2013 com Tatiana Quadros e Fernanda Peres-
640-Os Saltimbancos (tomo 20) no estádio Guaraní- 08/12/2013 comRicardo Fenner e Cléber Lorenzoni
638/639-Feriadão (tomos 102/103) Vila Nova do Sul com Cléber Lorenzoni e Fernanda Peres -19/11/2013
637-62ºCena às 7 A Maldição do Vale Negro- Annes Dias- (tomo 19) com Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner e Renato Casagrande - 8/11/2013
636- Performance com Personagens de Os Saltimbancos (tomo 19) com Alessandra Souza e Ricardo Fenner -Festival do Guaraná- 12/10/2013
635- O Incidente em Vacaria/RS (tomo 76) com Gelton Quadros e Cristiano Albuquerque -05/10/2013
633/634 - Feriadão (tomos 100 e 101) Vacaria -05/10/2013 comCléber Lorenzoni e Fernanda Peres
632- Performance de danças dos anos 60 no clube Arranca com os Atores Alessandra Souza e Fernanda Peres em 28 de Setembro de 2013
631- Ed Mort -(tomo 13) UNICRUZ 08/08/2013
629/630- A Serpente - 61º Cena às 7 (tomo 02/03) 13 e 14/07/2013
628-A Serpente - 60º Cena às 7 (estréia) 23/06/2013
627- Lili Inventa o Mundo - 4º Matinê do Máschara 08/06/2013 (tomo 96)
626 - Ed Mort - 07/06/2013 (tomo 12)
625 - Esconderijos do Tempo - 07/06/2013 (tomo 70)
624 - ´Lili Inventa o Mundo - 07/06/2013 (tomo 95 )
623 - Ed Mort - 59º Cena às 7 26/05/2013 (tomo 11)
sábado, 10 de maio de 2014
Os Saltimbancos - Andre da Rocha - tomo 22
Teatro para quem o quer...
Mais uma incursão de Os Saltimbancos no interior do Rio Grande do Sul, dessa vez em Andre da Rocha, município próximo à Nova Prata e Marau. População pequena, desconhecedora da mise en scene, e portanto mais um potencial desafio para os atores da Cia. O espetáculo já foi muito apresentado no entanto se considerássemos que uma apresentação assemelha-se a outras, estaríamos abdicando de toda a complexidade que há por trás da interpretação.
Era um novo dia, após uma gama de sensações e vivencias de cada um dos membros da equipe. Durante os últimos dias muitos ensaios, mas principalmente acontecimentos novos, registros humanos novos. Cada ator sofreu, ou riu, ou chorou, jamais saberemos; mas essa gama de impressões adquiridas interferem profundamente na atuação. Elas formam o talento a organicidade do artista.
Essas gamas todas apareceram ao menos para mim que conheço razoavelmente bem o elenco. A composição das personagens sempre me surpreende nesse espetáculo, mas nesse dia Renato Casagrande movimentava braços e pernas bailando por entre as cenas de forma brilhante. Alessandra Souza e Ricardo Fenner vem desenvolvendo muitas coisas. Um desafio para a atriz é buscar sempre a leveza. Talvez exercícios de Laban, e grandes doses de auto crítica. Ricardo Fenner cresceu muito nesses últimos intensivos, criou partituras e em cena evoluiu deveras. Cléber Lorenzoni, embora seja perfeito no que diz respeito a técnica, não parecia inteiro. Solucionou muita coisa, cortou, acelerou, trocou de microfones e tudo em perfeita ação pelo palco, no entanto não parecia inteiro. Parecia distante, parecia preocupado demais, diretor demais.
O cenário adaptado não atrapalhou, mas também pouco contou... pode sim continuar sendo aquele mas precisa ser incluído, ou corre o risco de tornar-se uma barriga visual. Uma barriga visual que Grotowski certamente desprezaria.
Atuar com microfones não é uma solução para a falta de acústica. Atuar com microfones é uma escolha, uma aposta, e exige técnica, capacidades. Não basta pegar um microfone na mão e acreditar que o milagre da comunicação teatral acontecerá...
A historia foi toda reduzida, beirando a não compreensão. Claro ainda se percebe o encontro dos quatro bichinhos e sua decisão em ficar na casa, mas a parte da "casa-pensão" fica pouco clara. Deve ser bem decidido o que se busca com a narrativa. O grande mérito do dia é a capacidade do Máschara em apropriar-se de um texto, desconstruí-lo e reconstruí-lo, e isso é algo que se vê em todos os seus trabalhos.
Parabéns a equipe de os Saltimbancos.
Os Saltimbancos
Direção - Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge
Elenco -
Gata Cléber lorenzoni (**)
Cachorro Renato Casagrande(***)
Jumento Ricardo Fenner(***)
Galinha Alessandra Souza(**)
músicas de Chico Buarque
Contra-regragem Evaldo Goulart (**)e Evandro Amorim (**)
Teatro é vida
A Rainha
O cenário adaptado não atrapalhou, mas também pouco contou... pode sim continuar sendo aquele mas precisa ser incluído, ou corre o risco de tornar-se uma barriga visual. Uma barriga visual que Grotowski certamente desprezaria.
Atuar com microfones não é uma solução para a falta de acústica. Atuar com microfones é uma escolha, uma aposta, e exige técnica, capacidades. Não basta pegar um microfone na mão e acreditar que o milagre da comunicação teatral acontecerá...
A historia foi toda reduzida, beirando a não compreensão. Claro ainda se percebe o encontro dos quatro bichinhos e sua decisão em ficar na casa, mas a parte da "casa-pensão" fica pouco clara. Deve ser bem decidido o que se busca com a narrativa. O grande mérito do dia é a capacidade do Máschara em apropriar-se de um texto, desconstruí-lo e reconstruí-lo, e isso é algo que se vê em todos os seus trabalhos.
Parabéns a equipe de os Saltimbancos.
Os Saltimbancos
Direção - Cléber Lorenzoni e Dulce Jorge
Elenco -
Gata Cléber lorenzoni (**)
Cachorro Renato Casagrande(***)
Jumento Ricardo Fenner(***)
Galinha Alessandra Souza(**)
músicas de Chico Buarque
Contra-regragem Evaldo Goulart (**)e Evandro Amorim (**)
Teatro é vida
A Rainha
sexta-feira, 9 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
Os Saltimbancos - Para rede super sul- 27/04/2014
Mas e o que é teatro?
Hoje não houve teatro, o que vimos foi um show de variedades... Havia logicamente atuação, havia dança, havia canto... Mas o que é teatro? Teatro é a arte da interpretação, é o conflito, é a catarse. O teatro difere do circo por não ser apenas a arte da repetição. No teatro há o jogo, há o desafio diário, a troca, a comunicação e principalmente a transformação de algo que se desequilibra no princípio e se reequilibra no final. Um cão adestrado consegue repetir determinados números, uma equilibrista que treinou durante um, dois ou mais anos, dependendo da dificuldade de seu número, consegue atravessar uma corda esticada no ar, ou equilibrar 5 pratos em hastes. Mas e um ator, por mais que "treine" algo, está em busca do diferente, do novo desafio, é como se o ator começasse o número equilibrando cinco pratos esperando terminar o número equilibrando 10. Enquanto que para a equilibrista isso seria o fim de seu número, já que foi "treinada" apenas para os cinco pratos.
Via-se na cena o ator Cléber Lorenzoni tentando chegar ao público nas arquibancadas. Esse ator é certamente um grande comunicador. Renato Casagrande possui uma energia ímpar, e domina esse espetáculo como ninguém, mas esperava mais de seu cãozinho nessa apresentação. Alessandra Souza e Ricardo Fenner pareciam confusos as vezes, mas equivaleram-se. Alessandra pode buscar mais leveza e Ricardo Fenner mais percepções...
"Os Saltimbancos", sem os textos e diálogos de interação, parece confuso, pequeno para a percepção da platéia. Um desserviço ao teatro. O público que nunca foi ao teatro, assiste e se pergunta por quê não está compreendendo, passa a não gostar e assim nunca mais deseja ir ao teatro. O ator tem que compreender também sua função de agente do teatro.
O espetáculo montado pelo Máschara em 2012 é muito bom, no entanto muitas coisas foram se perdendo e precisam ser revistas. Não discordo da apresentação do fragmento apenas, afinal o teatro deve estar presente sempre, seja como for. E entendo que em uma cidade como Cruz Alta, muito pouco se faz pela arte, portanto qualquer tentativa do Máschara é bem vinda. A trilha sonora nas mãos de Evaldo Goullart pode ser melhor executada. O ser humano deve buscar sim a perfeição sempre e não há melhor lugar para isso que no teatro.
Que a GAJUCAGA continua e melhore cada vez mais...
"O teatro é a verdade, é o grito, é a fala... Deve ser dito sempre, de forma verdadeira, honesta, livre e de acordo com a capacidade de quem está gritando, ou então será tão falsa quanto o mundo corrupto que o cerca"
A Rainha
Alessandra Souza (**)
Renato Casagrande (*)
Ricardo Fenner (*)
Cléber Lorenzoni (**)
Evandro Amorim (***)
Evaldo Goullart (**)
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