domingo, 17 de outubro de 2010
Diário de Bordo XXX- Lili Inventa o Mundo em Antonio Prado
sábado, 16 de outubro de 2010
Diário de Bordo XXIX- Lili Inventa o Mundo no 36º Cena às 7
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Diário de Bordo XVIII - Lili Inventa o Mundo em Garibaldi
Embora eu ame de paixão o espetáculo Lili Inventa o Mundo, embora eu o tenha elogiado profundamente na crítica anterior, ainda assim não posso deixar de perceber pequenos probleminhas na peça. As apresentações na serra foram divinas e não quero parecer uma chata criticando tão bons atores. No entanto se não deflagrar os pequenos problemas como esses intrépidos atores vão poder continuar exercendo seu ótimo trabalho?
Lili Inventa o Mundo já ultrapassou a marca de oitenta apresentações e espero ansiosamente pela centésima intervenção do espetáculo, sendo assim começo a perceber pequenos detalhes que com o tempo vão surgindo e prejudicando um espetáculo que não pode parar devido a seu importante serviço junto ao público infantil. Cléber Lorenzoni continua magnânimo em seu Sr. Poeta e percebe-se a condução que dá aos espetáculos qual maestro que conduz sua orquestra. Mesmo estando em cena ele é capaz de mudar o rumo do espetáculo, agilizar, arrastar, cortar, tudo isso de dentro da cena, o que torna a montagem pulsante, viva. No entanto, em determinadas apresentações, Gabriel Wink e Cléber Lorenzoni tendem a arrastar algumas cenas exageradamente, claro que tem em sua defesa o domínio perfeito, e se falo é por medo de ver maculada tão incríveis atuações. Cabe no entanto tomar cuidado com os rumos das cenas de Sr. Poeta e Malaquias. Angélica Ertel, como Lili tem sido um acerto contundente, no entanto é necessário tomar cuidado com a infantilização extrema da personagem bem como do personagem Matias. Interpretar crianças é sempre muito difícil, achar o ponto certo da mímise, o tom de vóz, a ingenuidade, a leveza. E embora ambos já tenham caminhado pelo mundo das crianças com maestria, hoje vejo com um pouquinho de abitolação os personagens tema da trama.
Alessandra Souza faz a mais perfeita rainha das rainhas da montagem, por outro lado precisa buscar o trabalho perfeito na rua. Isto é, quando o espetáculo é apresentado na rua precisa de perfeito jogo de cena, espaçamento entre os personagens, noção de que o palco passa a ser todo o ambiente da rua, o palco é tridimensional. Sua parte são todas as partes que sobram do colega, esse paradoxo é muito complexo, e cabe a atriz compreendê-lo rapidamente.
No mais, Lili Inventa o Mundo continua sendo um perfeito exemplo do que o teatro é capaz de fazer com uma bela historia literária.
A Rainha
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Diário de bordo XVII- Lili Inventa o Mundo -Veranópolis
Eu acredito em fantasia...
Ainda em Veranópolis, eu ri, chorei e me diverti com os seis personagens de Lili Inventa o Mundo. Mario Quintana onde estiver deve ficar muito satisfeito com o que o Máschara fez com sua obra. Angélica Ertel não poderia estar melhor e completa o jogo com Cléber Lorenzoni. Daría com certeza troféu de conjunto de atores. Todos afiados, vivazes, pulsantes... O Malaquias é adorável, a rainha das rainhas tão doce, e a fada mascarada divertidissima. Posso dizer que é o melhor espetáculo infantil que já assisti. Em Lili há magia, diversão, boas piadas, bom texto, refinamento, suspense, surpresa e beleza.
A cena se adapta, e as crianças entram com facilidade na trama. Para os adultos há a segunda chance de ser criança. Lili não subestima a inteligência, pelo contrário, nos convida a sermos pra sempre crianças, assistindo ao espetáculo, da vontade de voltar a brincar, de sonhar, de ter esperança.
Mas existe um bom motivo para o elenco de Lili Inventa o Mundo serem tão bons, a noção do drama, a seriedade com que se dedica ao teatro infantil.
Como colocar a figura de nossa senhora em cena? Como transformar um menino em patinho apenas com o hogo cênico? Como não se encantar pelas canções adaptadas por Dulce Jorge?
Hoje não tenho que ficar analizando ou criticando, só tenho elogios, e eles devem ir à quem merece... Parabéns aos atores do Máschara.
A Rainha

