domingo, 17 de outubro de 2010

Malaquias


Gabriel Wink

O Senhor Poeta.
























O Ator Cléber Lorenzoni

Uma das bonequinhas do mundo da poesia...

























A Atriz Alessandra Souza

A Eterna Lili
























A Atriz Angélica Ertel

Diário de Bordo XXX- Lili Inventa o Mundo em Antonio Prado

Uma das últimas lilis

Existem duas formas de se fazer esse espetáculo, ou ele é extremamente divertido, a ponto de fazer as crianças e até os adultos terem verdadeiras convulsões de tanto rir, ou ele é singelo, poético como deve ser... Hoje foi a primeira opção. Teve claro uma parcela de poesia pois alguns atores carregam consigo a compreensão e poesia necessárias.
Gabriel Wink esteve extraordinário, uma de suas melhores interpretações de Malaquias. Renato Casagrande continua infantilóide, Angélica Ertel tentou arrumar o que saiu do prumo.
No entanto é preciso dizer, Lili Inventa o Mundo está com os dias contados. Esse espetáculo estreou em 2006, foram quatro anos de turnês, foram vários intérpretes, foram vários públicos e a peça muito colaborou para o crescimento do grupo. Foi alí que nasceu Renato Casagrande. Foi também uma escola para Angélica Ertel junto com Esconderijos do Tempo. Foi presente para o jogo de Cléber e Gabriel. Foi forma de homenagear O Conto da Carrocinha. Foi forma rápida e prátca de levar teatro a vários públicos. Foi façanha ousada no teatro infantil. Mas é hora de descançar. 2011 pede novo espetáculo e alguns atores de Lili Inventa o Mundo começam a despedir-se. Seu legado principal? Bem se um ser tenha ficado com vontade de alimentar a criança dentro de si e guardá-la para sempre, então, eis o sucesso.


                      A Rainha

sábado, 16 de outubro de 2010

Diário de Bordo XXIX- Lili Inventa o Mundo no 36º Cena às 7

                                                                        Encantamento

              O mais assustador do mundo, é o fato de várias pessoas terem os mesmos sonhos, no entanto devido a vários problemas de diálogo, elas acabam por não se compreender, por não somar seus sonhos vivendo assim cada uma em um mundo diferente. No teatro isso é extremamente prejudicial, quando os atores tem os mesmos sonhos mas não sabem diálogor, cada um caminha para um lugar. O teatro é sublime, mágico, mas as vezes é um dom mal tratado, pouco valorizado.
               Quando um ator não tem mais a arte de encantar, quando não consegue mais perceber a grandiosidade de sua importância, então deve parar de fazer teatro, para não incorrer no risco de afastar o público da arte.
                Ainda mais triste é assistir do palco o público lá embaixo e perceber que nas crianças pouco ou nada restou do encantamento da infância. Nesse domingo ví o público de crianças de 2 à 10 anos completamente absorto ao que acontecia no palco, bem como o público adulto de pais e mães incluindo adultos que não conduziam crianças. Mas o público jovem, esse não parecia envolvido pela trama das personagens de Mario Quintana. Aí me perguntei, será que Lili Inventa o Mundo tem alguma apelação que desaprova o público? Mas então por que em outras cidades todos gostam tanto de Lili e Matias? Foi então que percebi onde estava o problema... Estava na triste distancia dos jovens cruzaltenses para com a arte. Sim por que Lili é um libelo a beleza do sonhar e do imaginar, sentimentos que vamos perdendo enquanto nos tornamos mais velhos, afinal "vamos querendo aprender tudo tão depressa que não se aproveita é nada". Há de se alimentar o sonho sempre, e guardar a criança dentro de nós, ela está ligada a nossa alma e o dia que essa criança se despede nossa alma perde muito de sua luz.
                  Luis Fernando na sonoplastia pode ser mais delicado com os botões e Diego Pedroso deve aproveitar esse começo na iluminação para aprofundar o conhecimento e talvez tornar-se cada vez mais útil para o Máschara.
                 Nessa apresentação Cléber Lorenzoni guiou o elenco pelo caminho da emoção e da mensagem do espetáculo o que muito me agradou. Essa sequência de apresentações que provém da turnê pela serra acaba por afiar bons e dedicados atores e enfraquecer os que pouco se esforçam, afinal o cansaço e a preguiça podem acabar com o talento.
                 Palmas a Cléber, Gabriel e Alessandra que evoluiram a olhos vistos nessa turnê.

                                                                                                                           A Rainha

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Diário de Bordo XVIII - Lili Inventa o Mundo em Garibaldi

                                                     O efeito puxa-puxa...

                            Embora eu ame de paixão o espetáculo Lili Inventa o Mundo, embora eu o tenha elogiado profundamente na crítica anterior, ainda assim não posso deixar de perceber pequenos probleminhas na peça. As apresentações na serra foram divinas e não quero parecer uma chata criticando tão bons atores. No entanto se não deflagrar os pequenos problemas como esses intrépidos atores vão poder continuar exercendo seu ótimo trabalho?              
                                    Lili Inventa o Mundo já ultrapassou a marca de oitenta apresentações e espero ansiosamente pela centésima intervenção do espetáculo, sendo assim começo a perceber pequenos detalhes que com o tempo vão surgindo e prejudicando um espetáculo que não pode parar devido a seu importante serviço junto ao público infantil. Cléber Lorenzoni continua magnânimo em seu Sr. Poeta e percebe-se a condução que dá aos espetáculos qual maestro que conduz sua orquestra. Mesmo estando em cena ele é capaz de mudar o rumo do espetáculo, agilizar, arrastar, cortar, tudo isso de dentro da cena, o que torna a montagem pulsante, viva. No entanto, em determinadas apresentações, Gabriel Wink e Cléber Lorenzoni tendem a arrastar algumas cenas exageradamente, claro que tem em sua defesa o domínio perfeito, e se falo é por medo de ver maculada tão incríveis atuações. Cabe no entanto tomar cuidado com os rumos das cenas de Sr. Poeta e Malaquias.  Angélica Ertel, como Lili tem sido um acerto contundente, no entanto é necessário tomar cuidado com a infantilização extrema da personagem bem como do personagem Matias. Interpretar crianças é sempre muito difícil, achar o ponto certo da mímise, o tom de vóz, a ingenuidade, a leveza. E embora ambos já tenham caminhado pelo mundo das crianças com maestria, hoje vejo com um pouquinho de abitolação os personagens tema da trama.
                                     Alessandra Souza faz a mais perfeita rainha das rainhas da montagem, por outro lado precisa buscar o trabalho perfeito na rua. Isto é, quando o espetáculo é apresentado na rua precisa de perfeito jogo de cena, espaçamento entre os personagens, noção de que o palco passa a ser todo o ambiente da rua, o palco é tridimensional. Sua parte são todas as partes que sobram do colega, esse paradoxo é muito complexo, e cabe a atriz compreendê-lo rapidamente.
                                       No mais, Lili Inventa o Mundo continua sendo um perfeito exemplo do que o teatro é capaz de fazer com uma bela historia literária.

                                                                                                                          A Rainha

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Diário de bordo XVII- Lili Inventa o Mundo -Veranópolis

                                                Eu acredito em fantasia...                  Ainda em Veranópolis, eu ri, chorei e me diverti com os seis personagens de Lili Inventa o Mundo. Mario Quintana onde estiver deve ficar muito satisfeito com o que o Máschara fez com sua obra. Angélica Ertel não poderia estar melhor e completa o jogo com Cléber Lorenzoni. Daría com certeza troféu de conjunto de atores. Todos afiados, vivazes, pulsantes... O Malaquias é adorável, a rainha das rainhas tão doce, e a fada mascarada divertidissima. Posso dizer que é o melhor espetáculo infantil que já assisti. Em Lili há magia, diversão, boas piadas, bom texto, refinamento, suspense, surpresa e beleza. A cena se adapta, e as crianças entram com facilidade na trama. Para os adultos há a  segunda chance de ser criança. Lili não subestima a inteligência, pelo contrário, nos convida a sermos pra sempre crianças, assistindo ao espetáculo, da vontade de voltar a brincar, de sonhar, de ter esperança.
                    Mas existe um bom motivo para o elenco de Lili Inventa o Mundo serem tão bons, a noção do drama, a seriedade com que se dedica ao teatro infantil.
               


   Como colocar a  figura de nossa senhora em cena? Como transformar um menino em patinho apenas com o hogo cênico? Como não se encantar pelas canções adaptadas por Dulce Jorge?
                    Hoje não tenho que ficar analizando ou criticando, só tenho elogios, e eles devem ir à quem merece...  Parabéns aos atores do Máschara.
                                                                                                                    A Rainha
              
                  

Diário de Bórdo XVI- O Incidente Veranópolis- Tomos 62/63

                  A desunião de sete mortos    

            Por mais que atores sejam profissionais, o que promove um bom espetáculo, é a cumplicidade entre os atores, a permissão de intimidade de uns para com os outros... Nessa quarta, dia 6 de outubro, os sete atores no centro do palco jogavam cada um por sí próprio. Lógo que a cortina foi descerrada eu fiquei assustada. Dulce Jorge não estava presente. Alí já se perdia metade de O Incidente. Alguns atores, aqueles que mais se aprofundam em determinados espetáculos, são todo o espetáculo. Em O Incidente Dulce Jorge é essa atriz.   
            Quando um ator me pergunta por que fazer um espetáculo, por que reapresentar um espetáculo que foi montado há tempos, eu  fico muito irritada. Ora a resposta é óbvia, por que essa é sua função! Os personagens de O Incidente estão sofrendo nas mãos de seus intérpretes. Depois de um tempo, os atores vão esticando suas interpretações, vão arrastando suas cenas, vão dando pauzas longas na tentativa de encontrar seu texto interno. Isso lógicamente acontece por que o ator necessita de novas inspirações, mas ele não pode prejudicar a narrativa toda.
             O professor Menandro Olinda é o personagem mais querido de Erico Verissimo em O Incidente, conta-se que sería um menino, mas que D. Mafalda aconselhou o marido a não fazê-lo pois sería por demais chocante. O que vejo na cena é um Menandro agressivo, revoltado, que nada tem de frágil. Quando o público riu em sua queda, ao final das duas apresentações, fiquei extremamente aborrecida, realmente triste com o rumo da personagem. Talvez essa seja a verdade do ovo intérprete e respeito muito ela, mas o bom ator não pode, não deve mudar toda a cadência de um papel, precisa sim, saber administrá-lo dentro da proposta do diretor.
              Erotildes da Conceição continua cheia de presença, mas é um bom exemplo de choro que já não emociona, a culpa não é da atriz, na verdade é de todo o contexto. O intérprete tem que encontrar mecanismos para não tornar robótica sua interpretação. Tem que estar vivo, aberto para se inspirar com o frescor da arte.
                A atriz que interpréta Rita Paz, fica sempre anciosa por fazer sua cena, na tentativa de acertar, no entanto, o palco não é lugar para tentar acertar, é o lugar para repetir o que criaram no ensaio. João Paz, não é nada generoso. A cena não acontece, ficam ambos os atores se olhando, como se tivesse uma parede entre ambos. Isso me confunde, afnal fora de cena me parecem bastante próximos. E a incível fala "Tenho a impressão que somos passageiros..."Nunca foi dita com a intenção real, aguardo vê-la a anos, tenho esperança! Provavelmente o dia em que seu intépretealcaná-la, festará pronto para fazer um bom Shakspeare.
                 Pudim de Cachaça é outro personagem equivocado. O Jovem ator a quem coube a personagem, faz com vontade, dedicação, mas infelizmente falta-lhe entendimento.
                  Barcelona é um dos personagens mais simples de compor em O Incidente, ao mesmo tempo pode ser totalmente complexo, dependendo da disponibilidade do intérprete. Pena que o ator que o carrega tenha ensaiado tão pouco.
                  Cícero Branco está prejudicado pela falta de texto, parece um simples narrador.
                  Dona Quitéria, ainda que substituída por uma exímia atriz, também não esteve presente.
                  Por outro lado, Incidente continua sendo um libélo profundo que prende a atenção de qualquer público, deve ser, acredito, pela presença dos atores do máschara que estão embaixo daquelas roupas. E os atores do máschara são dignos de admiração, pois tem uma presença, uma energia, um vigor admirável. Pena que tenham deixado um ótimo espetáculo escorrer-lhes pelas mãos!
                  Quanto a casa de cultura de Veranópolis, é sem duvidabastante agradável. Pena que algumas pessoas sejam tão deseducadas. E não tenham sensibilidade para lidar com artistas. Uma casa de cultura não deve ser administrada como um museu, um lugar que respira arte, tem que se adaptar a arte. Precisa procupar-se com o público e com o artista e não com meia díza de engravatados catedráticos que fazem palestrinhas sem graça e pensam que estão fazendo arte.  Mas enfim, para ensinar-lhes realmente o que é arte, teria que começar alfabetizando seus avós!


                                                                                                           A Rainha

sábado, 2 de outubro de 2010

Comissão de Frente da Imperatriz - 2007



















Em pé: Marcele Franco, Luìs Henrique, Gabriel Wink, Geltom Quadros, Luìs Fernando, Rodrigo.
Sentados: Tatiana Quadros, Cléber Lorenzoni (a imperatriz), Angélica Ertel e Kelem Padilha.