segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Crítica do 31º Cena às 7 - 12 de julho de 2009

Depois de alguns anos de batalha exaustiva por parte dos admiradores e entusiastas do teatro, Cruz Alta tornou-se uma cidade repleta da arte de representar, um pólo das artes-cênicas; Não sei se é certo usar o termo pólo, mas afinal espetáculos abarrotam a casa de cultura nos fins de semana disputando o pouco espaço que temos. Um público culturalizado reúne-se no palácio das artes, antiga capoeira, lá onde estão imortalizados Prudêncio, Gioconda, Teresa e outros tantos artistas do passado.No último domingo, 12 de julho subiu ao palco “todo o teatro cruzaltense” , Esconderijos do Tempo, um libelo a Mario Quintana, regido pela mão firme de Cléber Lorenzoni. O Teatro cresceu, o público cresceu, os patrocinadores surgiram, mas será que Cruz Alta está preparada para receber essa arte? O que vejo? É pouquíssimos artistas sentados nas cadeiras do teatro, muito bem eles são artistas, não público?! Carrinhos de pipoca e de churrasquinho. A sala Prudêncio Rocha tornou-se um parquinho onde só falta a fumaça de cigarro para que o templo de Dionísio vire um bar de 5ª categoria. Há alguns dias soube que certos “artistas” pretendem fixar ventiladores nas paredes do palco, um arrojo descabido que só mesmo nossa sucupira poderia permitir.
Mas os atores continuam inquebrantáveis, mártires que dependem da sagacidade e gentileza de espaços como o auditório do Instituto Annes Dias, ali alguns mestres, compreendem a importância da arte para o crescimento de um povo. Compreendem a necessidade da repetição e da continuidade do trabalho artístico que sem espaço para o treino incansável está condenado.Mas há muito que fazer, talvez o surgimento de uma nova geração, talvez a união do público e dos artistas, talvez a construção de um teatro, talvez o esforço de pessoas frias ou de coração insensível em compreender que a arte é um bem para todos e que os filho de um povo que da as costas para a cultura está fadado ao esquecimento e as feridas da droga, da violência e da intolerância.
Apoiemos o teatro cruzaltense.
A Rainha

sexta-feira, 3 de julho de 2009

sinopse do incidente

Sinopse


Em uma montagem ousada para homenagear a obra do escritor Erico Veríssimo, o Grupo Máschara traz ao palco os sete mortos da fictícia cidade de Antares. Em uma sexta feira 13 de dezembro de 1964, O advogado Cícero Branco, A beata Quitéria Campolargo, O pianista Menandro Olinda, A prostituta Erotildes, o sapateiro Barcelona, o Bêbado Pudim de Cachaça e o jovem João Paz são deixados insepultos na porta do cemitério, após uma greve geral que assola o município. Revoltados com o descaso dos coveiros e das autoridades locais, os defuntos rebelam-se e vão em marcha  para o centro da cidade reivindicar seu funeral. Incidente em Antares é uma assombrosa crítica a uma sociedade corrompida, cheia de falsas moralidades, que mistura humor à magia do realismo fantástico. Em uma época em que as pessoas não podiam falar, Erico Veríssimo deu a chance dos mortos alardearem a corrupção e falta de humanismo de uma população que bem pode ser o reflexo de toda a sociedade. O Grupo Máschara montou o espetáculo O Incidente em 2005, ano do centenário do escritor gaúcho e continua despertando no público o interesse por uma das obras mais importantes do contexto literário brasileiro O Incidente em Antares.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Interpretes substitutos em Esconderijos do Tempo


Alessandra Souza




















Renato Casagrande Roberta Correa

Antígona 2000/2001


Ficha Técnica


TEXTO- Sófocles

DIREÇÃO- Cléber Lorenzoni

ELENCO-Dulce Jorge(antigona), Cléber Lorenzoni(creonte), Ariane Pedroti(corifeu), Marcele Franco(ismene), Alexandre Dill(hêmon), Simone De Dordi(euridice,tirésias), Leonardo(polinices).

TRILHA SONORA-Fernanda Garrido

ILUMINAÇÃO- Úrsula Macke

CENÁRIO- Cléber Lorenzoni

MAQUIAGEM- Cléber Lorenzoni

FIGURINOS- Dulce Joge


Sinopse


Numa das mais belas e dramáticas tragédias já escritas, Sófocles devassa em toda a sua profundidade o amor, a lealdade, a dignidade. A historia conta a historia de Antígona, que deseja enterrar enterrar seu irmão Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas, mas o tirano da cidade,Creonte, promulgou uma lei impedindo que os mortos que atentaram contra a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma grande ofensa para o morto e sua família, pois a alma do morto não faria a transição adequada ao mundo dos mortos. Antígona, enfurecida, vai então sozinha contra a lei de uma cidade e enterra o irmão, desafiando todas as leis da cidade, Antígona é então capturada e levada até Creonte, que sentencia Antígona a morte, não adiantando nem os apelos de Hemon, filho de Creonte e noivo de Antígona, que clama ao pai pelo bom senso e pela vida de Antígona, pois ela apenas queria dar um enterro justo ao irmão.Hemon briga com Creonte e então Antígona é levada a morte, uma tumba aonde Antígona ficará até morrer. Aparece então Tirésias, o adivinho, que avisa a Creonte que sua sorte está acabando, pois o orgulho em não enterrar Polinice acabará destruindo seu governo. Antes de poder fazer algo, Creonte descobre que Hemon, seu filho, se matou, desgostoso com a pena de morte de Antígona.Aparece Eurídice e conta que, ao abrir a tumba onde Antígona estava presa, encontram-na enforcada e Hemon a seus Creonte se aproxima e então Hemon se mata, após tentar acertar o pai.Eurídice, desiludida pela morte do filho também se mata, para desespero de Creonte, que ao ver toda sua família morta se lamenta por todos os seus atos, mas principalmente pelo ato de não ter atendido o desígnio dos deuses, o que lhe custou a vida de todos aqueles que lhe eram queridos.