quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Animadores do Máschara em Selbach/RS por ocasião da feira de livros


 

Dona Flica junto ao público do CCI na semana do idoso.


 

Rede Super Sul parabenizando Grupo Máschara


 

O grande circo Mágico em outubro


 

Personagens em performance ao lado de nossa prefeita Doutora Paula


 

Nova formação de Os Saltimbancos (2012) ao lado do público de Horizontina


 

O ator Renato Casagrande se preparando para a cena em Os Saltimbancos


 

terça-feira, 28 de setembro de 2021

948- Os Saltimbancos - tomo 34

 

Quatro animais dublando juntos… Acho que vai ser a maior sensação

 

Uma gata o que é que tem? Carisma... Um jumento o que é que tem? Domínio de cena... Um Cachorro o que é que tem? Energia... E a Galinha o que é que tem? Detalhe...

Junte tudo e vamos  ter... Um espetáculo funcional.

Que maravilhoso reunir novamente um elenco para um espetáculo presencial, não é nem de longe o melhor espetáculo infantil do Máschara, até por que trata-se de uma remontagem para sanar necessidades de uma Cia. de mais de vinte e cinco anos.

O espetáculo aconteceu na  rua, sobre o palco do RECRIARTE (SESC), reunindo crianças e famílias da cidade de Horizontina. As crianças foram à loucura, já que todos estávamos ansiosos pelo ato comunitário de assistir teatro. Bom teatro.

O musical Os Saltimbancos vive em nosso consciente imaginário, graças a Lucinha Lins que ao lado dos trapalhões  imortalizou a personagem da gata. Por isso tenho certeza que alguns pais e mães apreciaram ainda mais o espetáculo do que as crianças. Saltimbancos fala de diferenças, que cada um é do seu jeito, mas aí está o sucesso das iniciativas. Cada um de nós tem algo para emprestar ao todo, e essa premissa é importantíssima de ser trabalhada desde a tenra idade. Há lugar para todos, espaço para todos e ninguém precisa tentar roubar o espaço de outro.

Renato Casagrande é um ótimo artista e nos enche de orgulho quando gentilmente passa seu personagem para outro artista e assume o Jumento para que o espetáculo tenha continuidade.

Talvez Renato Casagrande já tenha dito tudo o que pretende com esse personagem e portanto seja hora de dar oportunidade a outro artista. Renato Casagrande coloca muita energia em seu Jumento, talvez pudesse tentar atuar aqui com mais calma, menos movimento, já que cada animalzinho representa um tempo dentro da mobilidade física do espetáculo. Gostaria de ver Casagrande mais diretor ao fim do espetáculo, conversando com a plateia. Isso também faz parte do show!

Stalin Ciotti é uma boa revelação, é um ator intenso, muito capaz, que parece gostar de desafios. Alguns resvalos na dublagem, mas no todo, trabalho muito bem feito. Torçamos agora, que Stalin amadureça mais no papel e esteja sempre disposto, compreendendo que o teatro é dominador e ciumento! Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni não ofereceram grandes revelações, ele com um magnetismo sempre incrível, a ponto das crianças quererem-no ainda durante as cenas e Alessandra Souza com detalhes muito pontuais na dublagem e nas ações.

Teatro é algo tão grande que não seria capaz de ponderar como um todo nessa análise, mas algumas dicas podem ser refletidas. Existem dois tipos de atores, os que fazem o que lhes é pedido e os que vão muito mais longe... Dos que vão ainda mais longe, há dois tipos, os que compreendem os limites do espetáculo e improvisam dentro do objetivo intrínseco, e os que improvisam com uma falta de apropriação do universo.

Teatro dá certo quando todos os marinheiros acompanham os ideias do capitão do navio. Se eu não concordo eu explico por que, e então ou me adapto, ou pulo fora. Caso contrário o navio certamente afundará.

Os Saltimbancos é um espetáculo histórico, datado, que serve para refletirmos coisas que não devem se estabelecer, mas ele também nos ensina sobre outras tantas sabedorias que fica difícil nominar todas. Eu assisti todas as versões do Máschara, e lembro-me que ainda na estreia o tema mais abordado, era a violência contra os animais... Mas nós sabemos que não é disso que se trata. Mas teatro é assim, ele nasce na cabeça do dramaturgo para virar um montão de outras coisas...

Parabéns ao elenco!

                O melhor é sem duvidas, a capacidade do Máschara se reinventar, se adaptar e sempre cumprir sua função.

                O pior, a trilha sonora que teve falhas, e que deveria ser ao vivo.


Espetáculo: Os Saltimbancos

Estreia: Maio de 2012

Elenco Inicial: Gabriel Wink, Cléber Lorenzoni, Alessandra Souza e Renato Casagrande

Interpretes em Substituição: Ricardo Fenner, Evaldo Goulart e Stalin Ciotti(***)

Equipe de montagem: Roberta Correa e Angélica Ertel

Direção: Cléber Lorenzoni

Contraregragem - Clara Devi(*), Laura Heger(**) e Nicolas Miranda(**)


Cléber Lorenzoni, na direção de mais um grande espetáculo - clip Romaria de Fátima


 

Dona Flica em ação com os idosos do Centro Comunitário do Idoso


 

Cléber Lorenzoni- Chaplin em mais um projeto social!


 

Cléber Lorenzoni e Clara Devi em atração do Mães de Anjos, projeto da Secretaria de Desenvolvimento Social


 

sábado, 25 de setembro de 2021

934- Complexo de Elektra - tomo 18

 

Um retorno intenso

 

Afastada um tempo por problemas pessoais, somente há alguns dias retornei as minhas funções de crítica teatral, algo que me agrada imensamente. Pensar o teatro, a arte, em todas as suas matizes é algo que me emociona, e é tão importante falarmos em arte nesses tempo obscuros. Tempos de silêncios críticos, de críticas supérfluas, de apontamentos, muitas vezes, medonhos, que  mais separam do que unem.

O teatro nos une sempre, e por mais que pareça adormecer, ele sempre retorna. Ele se reinventa e qual Fênix, ele volta ainda mais poderoso para tomar conta do mundo e nos fazer refletir nossas ações,  muitas vezes brutas e desumanas. Eu tenho muito orgulho dos artistas, seres que enfrentam todo tipo   de dificuldade para manter o oficio, o sacerdócio que exercem em respeito aos deuses.

E foram certamente os deuses que nos possibilitaram  revisitar o mundo decrépito e criminoso da família de Ereda, heroína da obra de Ivo Bender, que em uma casa estabelecida dentro do palacinho do Máschara , nos recebe para: ora agredindo, ora refletindo, questionar os atos daquela que julga a culpada por seus infortúnios.

Os sentimentos da famigerada Ulrica beiram a sordidez  e a corrupção, ainda que a personagem tente de todas as formas se mostrar frágil e debilitada emocionalmente. Aí o mérito é todo de seu intérprete Cléber Lorenzoni, que consegue de forma cinematográfica mudar a personagem em um suspiro de réplica. O público ao redor do ator, nessa  “quase arena” mal consegue acompanhar o ritmo com que a adúltera  senhora da casa exprime seus sentimentos.  Lorenzoni está mais maduro em cena, mas inteiro, as vezes explode e quase deixa alguns colegas para trás... Há no espetáculo, silêncios preciosos emitidos principalmente por Renato Casagrande, que comumente é bastante verborrágico, mas aqui surpreende e ainda guia brilhantemente o colega Stalin Ciotti em cena.

Substituições não costumam ser tarefas fáceis, principalmente em um espetáculo tão tridimensional, que escorre do palco pegajosamente e se ergue entre paredes de uma casa antiga. Aqui há certamente uma cobrança por parte dos atores mais antigos da Cia. que precisam que o substituto seja grande, a altura do restante do elenco. Não há espaço para arestas, para ruídos interpretativos. Stalin cumpre muito bem a função de seminarista, e se não teve o mérito de criar a personagem, foi humilde e inteligente o suficiente para reproduzir com muito detalhe a composição de Gabriel Giacomini. Claro que cada corpo é um corpo e produz um ruído diferente, um tempo que é seu. O produto advindo daí, que nós chamamos de “personagem” , é único. Sendo assim, o seminarista de Stalin Ciotti parece um tanto mais misterioso, um tanto menos frágil, mas muito interessante.

As interpretações de Raquel Arigony, Fabio Novello e Douglas Maldaner não tiveram grandes mudanças desde a ultima vez que assisti ao espetáculo, mas mantém a energia intensa até o final do espetáculo. Tio Bertold e Ereda não criam muito na cena de embate, mas ambos rendem ao lado do diretor. Douglas Maldaner pode estar mais furioso, mais agressivo, mais animalesco, afinal ele pode muito bem ser um pré Tio Bertold. A velha interpretada por Arigony me soou cômica em alguns momentos, pode ser uma escolha da direção, era?

Alessandra Souza segue firme com sua Ereda atrás de algo que não fica muito claro, o texto nos diz que é vingança, mas eu penso que haja outro motivo. A força que coloca na personagem é intensa e contínua.

Parafraseando Vera Karan, eu diria que há sob a garoa fria, um fogo, um incêndio que não cessa. Um incêndio buscado por todo elenco, mas que fica mais visível em duas ou três interpretações. Eu sou uma amante da obra, mas ela perde muito  enquanto  filmada. Teatro bien faite como o Máschara busca, não funciona nessa outra linguagem, que tem regras e que elas não se aplicam ao palco.

Sigamos no tablado sagrado, aprendendo, ensinando e emocionando.

 

 

Arte é Vida

 

 

Cléber Lorenzoni

Alessandra Souza

Renato Casagrande

Fabio Novello

Douglas Maldaner

Alessandra Souza

Clara Devi

 

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Clara Devi e Fabio Novello em animação nos supermercados Super Util


 

Homenagem ao dia do gaúcho


 

Renato Casagrande, Eliani Aléssio e Laura Heger em esmate grupo II - Coral de sacerdotizas


 

Douglas Maldaner e Alessandra Souza em performance de animação


 

ALunos ESMATE BABY - familia Capuleto


 

Alunos da ESMATE BABY em criação visual com as personagens de Romeu e Julieta


 

O Ator Renato Casagrande interpretando o personagem gaudério no supermercado Super Útil


 

Dia de celebrar nosso Anciâo Fabio Novello