quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quitéria Campolargo e Tibério Vacariano!

Embate de atrizes...

Elenco Atual do Máschara

Atores        Tempo     Status  

1- Dulce Jorge (Fundadora)  ---->
2- Giane Ries
3- Claudia
4- Diogo
5- Cezar Dors
6- Thire
7- Marli
8- Wilson
9- Nadia Régia (1992/1994) I
10- Eduardo Gonçalves (1992/1995) II
11- Janaína Peroti (1992/1996)
12- Dão Dill (1992/1995) III
13- Vera Porto (1992/1998) IV
14- Fernandra Strainbrenerr (1996)
15- Altiva Soares (1993/1997) IV  + 2009
16- Katiússia (1996)
17- Claudia Cavalheiro (
18- Odacir Pena (1996/1997) II
19- Carolina Monteiro (1996/1997) III
    20- Evandro Silva (1992/1994) IV
    21- Cléber Lorenzoni (membro remido) I
    22- Fábio Branco (1996)
    23- Bibiana Monteiro (1996/1997) IV
    24- Zenaide Perez (1996/1997) IV
    25- João Paulo Perez (1996/1997) IV
    26- Maiara
27- Paulo César Perez (1996/1997) IV
28- Alexandre Dill (1996/2006) I

29- Janiele Peroti (1996/1997) IV
30- Adriane Fiúza (1997/1998) IV
31- Adilson Sattes (1997) IV
32- Naiara (1996/1997) IV
33- Simone De Dordi (1997/2002) I --->
34- Luciano
35- Maria Amélia

36- Ariane Pedroti (1998/2003) III    
37- Fernanda Garrido (1998/2001) V
38- Cristiane (1999)
39- Leonardo Mattos (1999/2002) IV
40- Matheus da Rosa (1999) IV
41- Úrsula Macke (1999/2000) V
42- Guilherme Macke
43- Eduardo
44- Rosimere
45- Marcele Franco (1998/honorário) III
46- Fábio Novelo (2001) IV
47- Diego Barcellos (2001) V
48- Ricardo Fenner (2001/____) II
49- Yanna Monge
50- Suzzete Siqueira
51- Cássius
52- Lauanda Varone (2002/2006) II
53- Pothira
54- Rafael Aranha (2003/2006) III
55- Daiane Albuquerque (2002/2006) III
56- Ana Paula (2002) V
57- Jorge Pittan (2002) IV

58- Guto Baugrathz (2002) V
   59- Monique Vogel (2002/2003) IV
   60- Luiz Fernando Lara (2002/ Honorário) III
   61- Lílian Kempfer (2005) V
   62- Cristiano Albuquerque (2002/2005) IV
   63- Gelton Quadros (2005/2010 ) III
   64- Kellen Padilha (2005/2007) II
   65- Mirian Almeida (2005/2006) II
66- Ezequiel Mattos (2005) V
67- Tatiana Almeida (2005/Honorário ) III

68- Fabiúla
69- Claudia
70- Gabriel Wink (2006/___) II  
71- Marciele Benittes
72- Angélica Ertel (2006/____) II
73- Luiz Henrique Da Costa (2006/2008) IV
74- Jéssica Martins (2006/2007) V
75- Kauane Leite Linassi (2006/2007) V
76- Alessandra Souza (2008/____) III

77- Roberta Corrêa (2008/2010) IV
     78- Renato Casagrande (2008/____)III
     79-Pamêla Canciani
     80-Rodrigo Fabrício
     81-Michele da Rosa
     82-Diego Pedroso 
     83-Lucas Padilha 
     84-Newton Moraes (2011/____)V
     85-Gabriela Varone (2011/____)V

Crítica de Feriadão em Garibaldi nov/2011

Catarse para crianças... 

              O teatro infantil sofre muito com a falta de bons textos, com a falta de boas montagens, com a falta do respeito dos próprios atores quanto a essa forma de teatro. O teatro infantil durante anos nem mesmo foi catalogado, a memória do teatro infantil sempre foi obnubilada. Há aqueles que defendem a idéia de que o teatro infantil deve ser feito por crianças, há aqueles que defendem que todo o teatro infantil deve ser educativo. Enfim, toda uma pataquada sem sentido para algo que é tão importante, necessário e de representação quanto o teatro adulto. 
                Hoje pela manhã assistindo Feriadão em um espaço escuro e adaptado, sem acústica, mas ventilado, diverti-me com um espetáculo infantil que tem tudo o que procuro em um espetáculo. Aliás, os espetáculos do Máschara tem isso, e me pergunto, que magia é essa, como se chama essa magia que adapta o palco sempre, ouvi dizer que os grupos devem ser tolerantes, mas o Máschara dá sempre um jeitinho e seus espetáculos acabam saindo do jeito que devem ser. Sempre! Que atores são esses que interpretam qualquer coisa que sai da cabeça pensante que bola essas coisas malucas e maravilhosas? Esse grupo que sempre segura o público, que muda de sonoplasta e consegue deixar tudo sempre tão perfeito... Grupo que faz rir, que arranca lágrimas...  Me digam que magia é essa que me fez ver Feriadão em 2002 e ontem assistir uma sucata daquilo transformada em algo tão melhorado, tão teatral, tão sem barriga...
                       Quando o Máschara esta em qualquer lugar, lá vou assisti-lo, não importa onde seja, claro, faço isso por que amo teatro e adoro ver e rever espetáculos. O Máschara me fascina, quando escolho a poltrona na hora marcada para o espetáculo fico esperando para ver qual mudança, criatividade, invenção haverá nessa nova encenação. Os atores são aqueles, pilares do Máschara, Alessandra Souza, Angélica Ertel, Cléber Lorenzoni, Gabriel Wink e Renato Casagrande. Atores que se forjaram nos palcos do estado, pequenos palcos, palcos improvisados, mas onde depositaram toda a verdade da arte-cênica, ali tiveram lições de arte, frente a frente com o público e posso dizer que acredito que eles possam enfrentar qualquer palco. São atores entusiastas, jovens, valentes. Cheios de jogo, a peça parecia um ping-pong. Ativa, rápida, até por que em um dia quente espetáculos arrastados tendem a ficar intragáveis, e esse nada tinha de arrastada. 
                     Talvez o canto poderia ser melhor aproveitado, já que não se trata de dublar, trata-se de sobrepor as vozes pré-gravadas. Preencher o espaço com a própria voz, apenas guiando-se pelas vozes em play-back. Claro que o calor insuportável poderia estar tirando o fôlego dos artistas que por serem completos, atuavam interpretando, cantando e dançando. 
                           Obrigada Grupo Máschara, pelo belíssimo espetáculo infantil...


                                             A Rainha...


O Feriadão
Elenco: Cléber Lorenzoni, Angélica Ertel, Alessandra Souza, Renato Casagrande
Direção: Cléber Lorenzoni
Contraregragem: Gabriela Varone
Operador de Som: Luis Fernando Lara
Músicas: Leonardo Diaz Morales
Texto: Hercules Grecco


Impossível não decretar um céu há todo o elenco...

O Incidente, elenco 2011


Tatiana Quadros, Cristiano Albuquerque, Luis Fernando Lara, Gabriel Wink, Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge, Renato Casagrande, Alessandra Souza, Marcele Franco, Angélica Ertel e Ricardo Fenner

Amantes do teatro cruzaltense

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Incidente no Cena às 7 de novembro

                      Sempre gostei muito de Erico Verissimo e de sua forma de escrever, quando ainda era muito jovem, li O tempo e o vento e fascinei-me.  Ana Terra, Bibiana e Maria Valéria, forraram meu imaginário de situações que carregaria para sempre comigo. Só bem mais tarde é que voltei meu olhar para O Incidente em Antares, e surpreendi-me com a fantástica crítica aos anos de repressão. Em uma época em que ninguém ousava falar Erico falou e como se não bastasse, pôs sete cadáveres a falarem. E falaram tudo. A historia tem um quê de "zumbilândia", um pouco de humor negro. Cara de tragédia, corpo de drama. Enfim, um prato cheio para o teatro. Des de seu texto, até seu impactante visual. 
                           O começo, confesso, foi meio confuso, o público era recebido com algumas narrativas pré-gravadas e tenho certeza de que muito pouco se aproveitava daquilo. O espetáculo tinha inicio com a atriz Angélica Ertel narrando o dia fatídico em que os mortos levantaram-se de suas tumbas. Angélica Ertel é o tipo de atriz que tem facilidade em subir e descer em sua interpretação. Um dicção e volumes incríveis.  A caracterização de O Incidente é marcante, roupas e acessorios, tudo converge para que a assistência se sinta voltando no tempo. E então vem a marcha. marcha, criativa, assustadora, chocante e engraçada. Os sete mortos  formados por Cléber, Dulce, Gabriel, Tatiane, Luis Fernando, Cristiano e Renato, invadem o palco e suas maquiagens são inenarraveis, mérito do trabalho de união do grupo que no decorrer das temporadas foi aprimorando cada detalhe. Cada personagem morreu de causa diferente, sendo assim é um deleite ir descobrindo aos poucos qual doença ou crivo deu fim de cada um.
                             Cléber Lorenzoni encarna muito bem o truculento Cícero Branco, mas mais para o fim do espetáculo parece perder força. Dulce Jorge sobe pouco ao palco, mas quando sobe é impagável, inteira. Prefiro vê-la em performances dramáticas, pois tem um tipo de comédia muito sua,  comédia clássica. Um tipo de atriz que cria nos detalhes. Gabriel Wink sempre me emociona em Menandro Olinda, talvez por que seu repertório tenha sido constantemente raso. Não por escolha do ator, mas por necessidades da trupe. Talvez a personagem pudesse ter se destacado mais e com silêncios, Menandro Olinda teria chegado mais fundo no público. Penso que o teatro mora nas pausas, no silêncio do encenador. E isso fez falta na cena de Menandro Olinda. Tatiana Quadros é uma atriz que quase não vejo, poderia ter mostrado maior presença. afinal tem uma razoavelmente longa trajetória nos palcos. Sua cena cresceu mesmo com a entrada de Marcele Franco, a cena das duas cresceu muito, mas quem roubou mesmo o espaço foi Marcele Franco. Espontânea, grande, e tocante. As cenas de encontro entre mortos e vivos são pratos cheios que Angélica Ertel e Marcele Franco ambas souberam usar a seu favor. 
                              Luis Fernando também aparece pouco em cena, mas é um ator muito intrigante, bom sem dúvida, mas acho que ainda espero vê-lo em um grande papel que o revele. Cristiano Albuquerque é um ator inexperiente, talvez pelo pouco tempo que dedica ao palco, sua cena é curta, mas preciso destacar o quanto ele permanece intenso, vivo durante o espetáculo inteiro. Renato Casagrande é um jovem ator, que vem se destacando, um agradável orgulho, sua cena era digna de um ator de mérito. No entanto com sua parceira de cena Alessandra Souza, conseguiu fazer muito pouco. O drama do casal Paz não fica claro, se enreda em uma constante gritaria, Rita Paz compõe direitinho a mocinha, mas é marcante que a histeria em ver um homem morto retornar do caixão seja menor que a de ter traído o grupo de amigos. Talvez a direção tenha optado, já que a peça faz uma crítica há época da tortura e do domínio militar. No entanto a propria atriz precisa delimitar seu real objetivo, vem a cena desabafar com o marido ou vem dar-lhe um último Adeus. Alessandra Souza é uma atriz interessante, com bom volume e presença, mas precisa dedicar-se mais às nuances, aos detalhes. 
                              Ricardo Fenner é um ator surpreendente, no dia a dia não se supõe ator, serio, em seu trabalho habitual, quando no palco da espaço há uma criatividade ímpar. Seu coronel Tibério Vacariano é engraçado e lembra perfeitamente os coronéis e políticos tacanhos de uma época que ficarão para sempre em nosso imaginário coletivo.
                                O Incidente é um espetáculo longo, mas não vemos o tempo passar. A trama prende, choca, diverte. Talvez, suponho, alguns possam ter ficado chocados, e até se sentido ofendidos com algumas colocações, mas não é essa a função do teatro, revirar a terra dentro de nós?
                                  A trilha sonora é interessante, algumas faixas estimulam o espectador, mas os atores não podem depender das emoções que a música conduz, e foi o que pareceu já que estava mal administrada. A luz pontua embora não tenha grandes achados. Foi por fim um bom programa para um domingo à noite. Um trabalho clássico do conhecidíssimo  Grupo Máschara.



                                                                       A Rainha
Ficha técnica:
Direção: Cléber Lorenzoni
Elenco:  Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge, Gabriel Wink, Angélica Ertel, Ricardo Fenner, Luis Fernando lara,                              Renato Casagrande e Alessandra Souza. 
Atores Convidados: Cristiano Albuquerque, Marcele Franco e Tatiane Quadros.
Operador de Som: Gabriela Varone
Operador de Luz: Lucas Padilha
Produção: Ricardo Fenner
Produção Gráfica: Gabriel Wink


Cléber Lorenzoni  +
Dulce Jorge      C
Gabriel Wink    +
Angélica Ertel      C
Luis Fernando lara    +
Ricardo Fenner          C
Alessandra Souza           I
Renato Casagrande           +
Cristiano Albuquerque      +
MArcele Franco            C
Tatiane Quadros              +

Lucas Padilha              +
Gabriela Varone           I
                                
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lili Inventa o Mundo e Feriadão

                                                                 

                              A maravilha infantil

                                Quando assisto um espetáculo infantil tento sempre me pôr no lugar das crianças, claro que é impossível ver o mundo, senti-lo como as crianças o sentem, afinal a vida nos trás um olhar diferente sobre a existência. Por outro lado acredito que os artistas tem dentro de si, um olhar mais continuo de sua infância, conseguem manter por mais tempo a percepção infantil da existência, pois vivem no mundo dos sonhos, onde a realidade que os cerca é diferente da realidade simples do mundo real. Pois bem, ao olhar para o palco nas duas apresentações últimas do Máschara, Feriadão e Lili Inventa o Mundo respectivamente, tentei ver, encontrar, as crianças dentro daqueles atores que ali estavam. Os dois espetáculos tem muito em comum, embora com tramas diferentes, um fala da mobilidade das pessoas, o outro fala da poesia, ambos são extremamente sensoriais... Tocam pela magia infantil, pelo desejo absurdo e incontestável de se permanecer no mundo infantil... Os personagens de Lili Inventa o Mundo poderiam ser bregas, bobos, mas nos comovem por sua ingênua verdade, pela sua exacerbada docilidade. Em Feriadão mal da para imaginar as idades das crianças, comecei imaginando-as com doze ou onze e então me percebi imaginando-as com quatro, cinco, e depois desisti de tentar contestar suas idades, ora, tinham idade de crianças, mentes de crianças, aquela gostosa presença sensível que nós adultos queríamos muito manter. E os atores do Máschara são exímios em chegar lá, no fundo, na curva da infância, aquela época boa em que beijávamos nossos pais com mais afeto, sem vergonha ou medo. Na platéia das duas peças, os adultos patinavam juntos, brincavam, prestavam oferenda a sua própria época meninota, dando boas risadas e se emocionando. 
                              Fiz a partir daí um paralelo com a dita infância artística de cada um desses atores. Cléber Lorenzoni e seu primeiro trabalho também infantil-Bulunga o rei azul...mais  tarde em O Conto da Carrocinha, e lá já via seu olhar meigo e dócil sobre o mundo das crianças. Recordei de Angélica Ertel, muito fofa em sua primeira participação em Esconderijos do tempo, como a menina Lili. Pequenina, sorridente, em sua nascedoura carreira de atriz, enchendo de orgulho seu papai e sua mamãe. Gabriel Wink como Luisinho, começando pelo espetáculo Feriadão, quando ainda carregava toda a timidez de jovem ator. Renato Casagrande, nas primeiras aulas do núcleo, vestido de índio, entrando de cabeça no mundo do faz de conta e finalmente Alessandra Souza, quando estreou como uma das crianças de Ed Mort... Bons tempos, quando o amor, a ansia por subir no palco era maior que tudo. Havia alí uma gana, uma extrema doação. Um acreditar maravilhoso que descia do palco e me enchia os olhos. Por que as coisas vão perdendo a graça? Por que as coisas vão ficando tão monótonas? Por que a vida vai nos empurrando para a realidade e que bom que vocês atores lutam por nos presentear com o contrário!
                               Feriadão prendeu as crianças e professores da escola Annes Dias, e Lili Inventa o Mundo atentou as crianças que estavam na feira agropecuária de Cruz Alta. Cléber Lorenzoni tem portanto uma assinatura muito marcante em seus trabalhos, com o teatro infantil não poderia ser diferente, se sabe exatamente o que o diretor quer dizer. E isso vem ainda da época de O Conto da Carrocinha. Aliás engraçado no final de O Feriadão as crianças não gritarem em uníssono "Pra sempre crianças".
                                    A sonoplastia de Feriadão teve alguns probleminhas e a voz de Cléber Lorenzoni sempre se destaca, enfim, os outros atores do trabalho deveriam cantar com maior energia, para igualar seu tom, ao do intérprete de Frédi. Em Lili Inventa o Mundo, poderia haver mais jogo de Alessandra Souza para com os colegas de cena e Gabriel Wink precisa visivelmente de mais ensaios para não perder-se nos diálogos. Finalmente, dois espetáculos ótimos que todos deviam assistir, pois nos lembram constantemente a alegria e o prazer de sermos crianças.





                                                                                A Rainha



Lili Inventa O Mundo
 Gabriel Wink - Alessandra Souza e Renato Casagrande - I
Cléber Lorenzoni  - +
Angélica Ertel - C
O Feriadão
Gabriel Wink - Alessandra Souza -  Cléber Lorenzoni  - Angélica Ertel -  RenatoCasagrande +
  


sábado, 29 de outubro de 2011