segunda-feira, 8 de junho de 2015

Senhor Poeta ao lado do público


Os Prêmios e Indicações para Melhor Ator


2015

Cléber Lorenzoni como Rosalinda no 1º Festival da Cidade dos Anjos (Santo Angelo) 34ª Indicação

2014

Cléber Lorenzoni como Fred em Feriadão no FESTVALE (Rolante) 33ª Indicação
2012

Cléber Lorenzoni como Ericão - no Art in Vento de Osório 19º Troféu

Cléber Lorenzoni como Gata  no Art in vento de Osório - 31ª Indicação.

2010


Cléber Lorenzoni como Rosalinda - no Art in Vento de Osório 18º Troféu

Gabriel Wink como Ágatha,`Vassili e Rafael no Art in Vento de Osório -1ª Indiação

Cléber Lorenzoni como Rosalinda e Úrsula - 11ºFestival de Itaqui- 29ª Indicação

2008

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – 1º FETTEN – 28ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 1º FETTEN- 17º Troféu

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – XVº Erechin – 16º Troféu

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – XVº Erechin – 15º Troféu

Cléber Lorenzoni por Sr. Poeta em Lili – 10º DOMPA – 14º Troféu

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 10º DOMPA – 13º Troféu

2007

Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 14º FERTAI – 12º Troféu

2006
Cléber Lorenzoni por Mario em Esconderijos – 5º FESTSALTO – 11º Troféu

2003

Cléber Lorenzoni por Noivo em Bodas de Sangue –Xº FERTAI – 20ª Indicação

2002

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth – XIIIº FETARGS – final 10º Troféu

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth – XIIIº FETARGS – 18ª Indicação

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth- 16º CANELA – 9º Troféu

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo- 2º FESTSALTO – 8º Troféu

Cléber Lorenzoni por MacBeth em MacBeth –9º FERTAI – 7º Troféu

2001

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo –XIIº FETARGS final – 6º Troféu

Alexandre Dill por Orgon em Tartufo –VIº Santiago em cena- 1º Troféu

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo – VIº Santiago em cena – 13º Indicação

Cléber Lorenzoni por Tartufo em Tartufo – XIIº FETARGS – semifinal -12º Indicação

2000

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – XIº FETARGS –Final 11ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – Iº FESTSALTO – 10ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – XIº FETARGS –Semifinal 5º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – IVº Santiago em cena- 4º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – 2º Uruguaiana – 3º Troféu

Cléber Lorenzoni por Creonte em Antígona – 2º Rosário sem Cena- 6ª Indicação

1999

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – 1º Uruguaiana – 2º troféu

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – 9º Guaíba – 4ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Palhacinho em Carrocinha – VIºFERTAI - 3ª Indicação

1998

Cléber Lorenzoni por D.Flávia em Dorotéia – IXº FETARGS semifinal 2ª Indicação

1997

Alexandre Dill por Tudo Azul em Bulunga – VIIIº FETARGS semifinal 1ª Indicação

Cléber Lorenzoni por Morgana em Bulunga VIIIº FETARGS semifinal 1ª Troféu

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – 7º Guaíba – 5ª Indicação

Diluio Penna por Andre em Um dia a casa cai – IVº FERTAI – 4ª Indicação

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – IVº FERTAI -1º Troféu

1996

Diulio Penna por Bulunga em Bulunga – VIIº Fetargs semifinal- 2ª Indicação

Diulio Penna por Leônidas em Cordélia Brasil – IIIº FERTAI – 1ª Indicação

1995

Eduardo Gonçalves por Júpiter em O dia em que Júpiter encontrou Saturno – IIº FERTAI – 2ª Indicação

1994

Eduardo Gonçalves por André em Um dia a casa cai-1º FERTAI -1ª Indicação

Coluna no jornal Opinião Pública


Com o troféu de Melhor Espetáculo Juri popular no festival da cidade dos Anjos


domingo, 7 de junho de 2015

Ponto de Vista

Talento, técnica ou o que mais gostei?


Sempre que saio de um festival de teatro, tento encontrar justiça naquilo que vi, pois foi em busca disso que lá estive.
Durante anos falei para atores e público, que o teatro não é para ser gostado ou não. Isso o tornaria muito pequeno, muito simplório. O teatro é para aplacar, chocar, questionar. Nelson Rodrigues já dizia que as boas ações ficavam bem em um jardim de infância, o teatro é o lugar da gangrena.
Atores, atrizes, diretores, contra-regras, técnicos, saem de suas casas e percorrem kilometros em busca de que? Levando em conta a dificuldade em se fazer teatro, levando em conta o amor pela vida no palco, levando em conta a total prostração por essa entrega, só posso pensar que buscamos reconhecimento, luz, e valorização no que se faz. Durante anos, ví grupos se esmerando em alcançar algo que o conhecimento coletivo de vários festivais ia ditando.
Uma grande mestra que muito admiro, uma verdadeira mulher de teatro, por sua luta, garra, conquistas, por tudo isso cabe lhe esse titulo. Disse uma vez: Quem decide os premiados do festival, não somos nós jurados, mas sim uma coisa muito maior, superior a todos nós. Preciso acreditar que "essa coisa maior", é o saber coletivo, o bom senso de todos. Uma percepção cênica que os jurados e demais presentes notam e que é o que faz o todo aceitar, concordar. Se eu for a um festival apenas para mostrar meu trabalho, e esse festival não tiver o caráter ético e serio, se o juri não pensar que está fazendo um serviço ou um desserviço dependendo daquilo que fala, prega ou julga, qual será minha contribuição para o teatro? Para atores de todo o estado que querem melhorar sua obra? 
Uma vez no palco, o que está sendo levado em conta? Minha compreensão do que fiz? O efeito de minha obra sobre o público? A excelência de meu elenco? O profissionalismo de minha trupe? Ou o simples gosto dos julgadores?
Recordo que sempre que estive nessa função, me cobri de culpas e preocupações pela simples imaginação de não ter agido com total sapiência. Estava recebendo para aquilo, estava durante um pequeno período de tempo, com o poder de ditar o que era o certo e o que era o incerto. Atores jovens levariam aquilo em conta por algum tempo em seus novos trabalhos. Em minhas mãos, trabalhos advindos de várias historias diferentes, trabalhos universitário, trabalhos instintivos, trabalhos de pesquisa, improvisos...Por várias vezes preferi trabalhos que perderam, pois me tocavam fundo, mas não os premiei, pois não preenchiam as qualidades  que os ganhadores precisavam ter. Ao mesmo tempo espetáculos com ideologias ou técnicas que não aprecio, eu os galardoei, pois chegavam ao público, os atores atuavam com a primazia esperada. 
No ultimo festival vi muitas coisas, vi atores com domínio corporal incrível, vi cenas tórridas, difíceis de serem executadas, vi atores falando baixo, vi trilhas sonoras absurdamente escolhidas, vi técnica e vi instinto, vi intuição. Lado a lado companhias antigas e jovens. Grandes textos da dramaturgia mundial e carpintarias pequenas, algumas muito amadoras. Vi grandes interpretes, vi aspirantes. Vi talento, vi técnica, vi acidentes... 
Fazer um festival não é fácil, fazer um grande festival é ainda mais difícil. Fazer um festival em que os que não se fizeram presentes sintam vontade de estar na próxima edição, é ainda mais difícil. Pois lida-se com pessoas, seres humanos contraditórios por natureza. Mas não é impossível,  Muitos de nós os presenciaram, com grandes mestres. para citar dois deles: Luis Paulo Vasconcellos e Sandra Dani... Poderia citar vários, mas esses são para mim o Panteão do teatro gaúcho. Agora alguém dirá: Mas qualquer um pode ser jurado! Pois a arte é democrática e o conhecimento não é de poucos. -Qualquer um, se o que estiver sendo levado em conta for o gosto pessoal, se o que é levado em conta é o crescimento justo do todo, a parcimônia e  a tentativa da alusão, nesse caso precisaremos sempre dos melhores. 
Durante muito tempo ausentei-me de festivais, durante toda a década de 90 e a primeira dos anos 2000, adquiri muito em festivais, muito esse que tento passar para os novos atores que o universo nos oferece. SIM essa é a tarefa dos que vem antes de nós, preparar-nos qual anciãos em volta da roda da fogueira. Preciso agora tomar cuidado, não estamos naqueles áureos anos, precisa-se ver bem o que será ensinado ao jovens atores. 
Certamente muitos que lerão essa opinião me criticarão, afinal nesse mundo de rabos presos, onde nossa pequenez é tão visível, ninguém quer se comprometer com ideologias, ou lados do muro, afinal não sabemos qual mão lavará a nossa amanhã. 
Parabéns a tantos tantos tantos que conheci, que o teatro vingue-se por si só e que de forma ou outra o conhecimento nos venha. Que a consciência de cada um não esteja apenas limpa, mas cheia de incertezas. Afinal são as duvidas que nos levam de volta ao palco.



Teatro é vida

A Rainha

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ed Mort com cara de estréia - 690 - tomo 15

             Sempre que um espetáculo adulto é apresentado em uma escola, fico apreensiva, me perguntando que estará sendo dito àquelas crianças ou adolescentes. Ed tem texto inspirado na obra de Luis Fernando Verissimo. Ou seja, não foi Luis Fernando Verissimo quem escreveu a peça. Verissimo escreveu crônicas, alguém adaptou e alguém dirigiu. Então, caso Luis Fernando Verissimo assista o espetáculo, não assinará embaixo. Afinal o produto sobre o palco é fruto de pontos de vistas variados, pontos de vista de atores, e da direção do espetáculo. Isso é o que torna um espetáculo teatral tão exclusivo, inédito, único. 
                        Assistindo Ed Mort, diverti-me razoavelmente e aproveitei em fim, um espetáculo sem apelações, coerente com a linguagem e bastante triangular. Acredito profundamente que os alunos que assistiram, aproveitaram, ou curtiram como eles mesmo dizem,  e possivelmente irão se interessar ainda mais em ler os livros de Luis Fernando Verissimo.
                       No palco, um elenco coeso, cada um cumprindo sua unção com pesos e importâncias a altura de suas capacidades.  Ao lado dos sete atores do Máschara, dois alunos da ESMATE- Espaço Máschara de Teatro. Um bom exemplo da importância da presença de uma escola de teatro em Cruz Alta. Tanto Nicole Ardengui quanto Gabriel Araujo estavam inteiros, concentrados e contracenaram perfeitamente com Cléber Lorenzoni.
                        A trama rápida que mescla investigação, suspense e um pouquinho de romance, foi fácil de compreender, foi bem contada. Apesar da falta de acústica, a voz dos atores potencializou-se por todo o espaço. 
                          O mais importante do dia, a meu ver, foi a estreia dos dois pretensos atores, por que? Por que o teatro baseia-se no futuro. No investimento atual para a maturidade cênica no futuro. Ardengui e Araujo vem já há bom tempo estudando o teatro em todos os seus motes, mas nada é exagerado ou imposto. Ao contrario, respeita-se o tempo de cada um, a idade e a capacidade de compreensão. O teatro precisa ser motivado, instigado, regado na mente das crianças. Atores que caem de paraquedas ou pessoas que resolvem começar a fazer teatro a partir de uma certa idade, encontram mais dificuldade para alcançar seus objetivos sobre o palco. Um bom exemplo disso, são Alessandra Souza e Renato Casagrande, ambos, alunos do extinto núcleo de teatro da "extinta?" Casa de Cultura de Cruz Alta. 
                         Evaldo Goulart também vêm das oficinas de teatro de Boa Vista do Cadeado. Ou seja, o teatro encontrará um terreno melhor em pessoas que puderam pesquisar, discutir, debater, acertar/errar, antes de propriamente se dizerem atores. 
                         O teatro é resposta ao estudo, estudo esse necessário para que o ser sobre o palco possa com sapiência, representar a vida humana. O ser-humano é figura de estudo do artista de teatro, e para estudá-lo, para interpreta-lo, provocá-lo em seu lugar seguro, o ator precisa no mínimo conhecer um pouco a psiquê humana. 
                        No palco, ótimos momentos como a transformação que dá vida à Edna. Momentos confusos como as mãos de Ed desamarradas, que graças ao approach do intérprete foi resolvido. Edna e as crianças vão de "avião" para a disney, mas por problemas de contra-regragem, voltaram sem avião? A pasta do contrabandista parecia vazia? 
                             Ao final o público aplaudiu satisfeito e foi mais um dia de tarefa cumprida. Um bom exemplo de trabalho em equipe. E torçamos para que Nicole e Gabriel estejam mais vezes no palco.



                           Teatro é vida

A Rainha

Dulce Jorge  (**)
Cléber Lorenzoni  (***)
Ricardo Fenner  (**)
Renato Casagrande  (***)
Alessandra Souza  (**)
Fernanda peres  (**)
Evaldo Goulart  (***)
Bruna Malheiros   (**)

Participação especial:
Nicole Ardengui  (**)
Gabriel Araujo   (**)