(Dagoberto entra, olha ao redor, encontra algo coberto pelo
pano e se surpreende, ele faz umas micagens atrás do palquinho e sai pelo lado,
junto com ele ou atrás dele sai um palhaço que começa a imitar ele, dago se dá
conta do ser e acaba se assustando)
Dago- Ah!!!
Palhaço- (se assusta junto)
Brincadeira eu sou o
palhaço bolinha
(eles entram para trás do palquinho e ele assiste a cena,
coro grego entra com máscaras no rosto e sem muita movimentação corporal)
Nascemos do pó, mas desejamos tocar o céu.
E no palco, cada espetáculo um pedaço de eternidade.
sou eu quem toca a
música,
sopra o pó e se esparrama pelo céu eu vejo toda a eternidade
dos palcos.
Bolinha- Eles estão ali…
Madame – Atenção atenção! A Caneva da alegria apresenta a
história das três mulheres!
(os empregados sorrateiramente espia pelo lado do palquinho
e então entra o pantaleão no palco inquieto e anda em círculos)
Arlequim- Acalme-se meu senhor ou você vai acabar abrindo um
buraco no chão!
Polichinelo- Sim se acalme senhor
Pantaleão- Calma? Logo o pretendente da minha filha chega e
eu estou aqui sozinho em casa! Saiam já daqui e vão buscar aquelas duas, e
deixem que mesmo vou buscar minha filha!
(entra polichinelo puxando madame)
Doutore- Eu tenho alguns tro…
(Entra Pantaleão puxando a Jacobina pela orelha porém vê o
doutore e solta ela limpando a sua mão e cumprimenta o personagem)
Pantaleão- Que bom chegou!
Doutore - Você com certeza não é minha prometida
Pantaleão - Ah com certeza não, é minha filha, que estava
ansiosa para te conhecer
(Jacobina com uma fita na boca faz sinal de não com a cabeça
e é puxada pelo pai que fica entre eles)
Pantaleão- Veja como ela é recatada e timida! Será uma ótima
esposa não? Assim como minha queridinha, que me ama tanto,e por mais que eu seja muito rico ela me ama de
verdade e com certeza não se casou comigo pelo dinheiro!
(se junta a madame, no canto)
Pantaleão - Agora vamos logo com isso! Mamãaae!
(viuva entra no palco novamente)
Viuva- Sim meu filhinho
Pantaleão - Case os dois! (vira para a madame) Antes que
esse tambem desista
(Ela então faz os votos e então)
Viuva - Se tem alguém contra fale agora ou cale-se para
sempre!
Dagoberto - EU TENHO! Parem esse casamento agora!
(todos se chocam olhando para dagoberto viuva desmaia)
Dagoberto- Não estão vendo que ela não quer se casar com
ele, e nem ele com ela!
Madame- Seu garotinho atrevido! Não se meta! Façam algo!
(diz ela apontando para os empregados que pegam a corda amarrando o pantaleão e
a madame e jogando eles para fora de cena enquanto resmungam e o bolinha
arrasta a viuva para fora de cena)
Dagoberto - Agora rapido fujam daqui!
(os dois noivos fogem e então comemoram dagoberto e os zanni
volta a enamorada e beija a abraça dagoberto)
Jacobina - Você é meu herói!
(os zanni riem e então entra os outros personagens com cara
de bravos para eles e eles agradecem)
(Eles largam no chao um chapéu e então)
Madame- Agora vamos partir que a próxima cidade nos espera!
(saem de cena e dagoberto fica abanando para eles)
Dagoberto- Só não quebrem nada dessa vez!
(após olhar para eles saindo para coxia dagoberto e bolinha
volta sua atenção a geringonça)
Dagoberto- Nossa esse teatrinho foi bem divertido!
Konstantin- Haha sim, muito divertidíssimo e os moradores do
feudo também adoravam! Afinal de contas quem não iria gostar dessas histórias
saltitadas, com máscaras fantabulosas e um humor cheio de deboche sobre elas
mesmas?
Bolinha - É verdade! quem não adora uma boa e velha piada!
Dagô - Eu adoro uma boa piada! e você adora konstantin?
Konstantin- ah sim! Amo muitíssimo! Mas adoro muito mais o
lugar para onde vamos agora, Bolinha faça as honras de nos levar até o teatro
elisabetano!
Dago - Elisabetano? Da rainha Elisabeth? aquela que morreu
ano passado?
Bolinha- Não, essa veio muito antes!
(bolinha aperta os botões e então a máquina funciona
trazendo então os personagens da tragédia do Romeu e julieta)
(entra primeiro o anunciante após três batidas)
Atenção atenção, a rainha está no camarote real
(Outras três batidas e os atores se colocam nos lugares, e
assim as outras três batidas dando início a cena)
Julieta- Oh Romeu, oh
Romeu, por que sua família tem que ser inimiga da minha? Porque Montéquio tem que ser meu inimigo, e
esse ser seu nome?
Romeu- Julieta, Julieta, por nosso amor agora serei
rebatizado, e não serei mais um Montéquio, a partir de agora não pergunte mais
meu nome, serei apenas seu amado!
(ama cochicha no ouvido de Julieta)
Julieta - Para podermos ficarmos juntos, vamos forjar nossa
própria morte, e amanhã seremos livres! Sem Montequio e sem Capuleto.
Romeu- E assim fugiremos juntos, que bela ideia minha amada!
(Julieta desce da escada, pega da bandeja o sonífero e toma,
ama sai, entra romeu vê ela caída e morre com a faca, Julieta acorda e morre
com a faca também)
Bolinha - Que história mais triste! Sempre choro com essa!
(Dagoberto corre até os dois caidos no meio do palco e
grita)
Dago- EEEEEI VOCÊS ESTÃO BEM?
(dagoberto e bolinha fazem cócegas nos dois)
Dagô- Ufa que susto!... (fica encarando os personagens que
olham ao redor) ja sei, ja sei, vocês estão loucos para brincar aqui! mas
brinquem rápido porque já já vocês vão ir embora daqui!
(os personagens saem de cena e vão para fora de cena dando
mais um som de coisa quebrando)
Bolinha - Você devia ter avisado eles também!
Dago- Como eu sou esquecido!
Konstantin- Cof cof, bem estava ansiosíssimo para contar a
você senhor Dagoberto sobre o da rainha! Onde surgiram os primeiros teatros
abertos ao público, já que antes as
casas de teatro eram apenas para a corte real!
Dagô- E o que mais? o que mais?
Konstantin- Foi aí também que surgiu o incrível, talentoso e
incrível!
Bolinha - Sheakespeare!
Konstantin - é isso mesmo bolinha! e geralmente quem fazia
todos os papéis do teatro eram os homens, e as mulheres não atuavam… mas depois
de alguns anos isso se resolveu. e por último mas não menos importante, o jeito de fazer teatro estava muito mais nos
atores do que os grandes cenários, se preocupando muiito mais com o texto e com
o corpo!
Dagoberto- Uau, quanta coisa pra se aprender sobre o teatro!
Bolinha - Sim! e ainda tem muito mais!
Dagoberto - Mais!!! (desmaia no chão mas logo se levanta se
recompondo) Mas e esses personagens todos vão continuar aqui no porão do vovô?
E o teatro na época deles, como fica?
(som de alerta, e konstantin se remexe dentro do palquinho)
Bolinha- Isso não é um bom sinal! Acho que eles precisam
voltar o quanto antes!
Dagô- Pessoal, venham cá agora mesmo vocês precisam voltar
para casa agora, se não o teatro vai deixar de existir!
Bolinha - Os deuses vão ficar sem teatro, as praças vão
ficar sem teatro, os reis vão ficar sem
teatro e nós também
todos: Mas nós não sabemos voltar!
Dagô: Espera ai… O teatro vai deixar deixar de existir?
(todos correm desesperados saindo do palco)
Dagô- Bolinha manda eles de volta pra casa! O mundo não pode
ficar sem teatro!
(bolinha mexe na máquina mas não funciona então ele volta
até dagoberto)
Bolinha- Não funcionou dagoberto, o teatro vai ser arruinado e a culpa é sua!
(sai correndo desesperado também)
Dagô- Pensa Dagoberto! Pensa!
(vai até a máquina e apertar o botão vermelho, fazendo a
máquina desligar rapidamente e ligar de novo começando a fazer um barulho
estranho e sugando as épocas do teatro para dentro)
Dagoberto - Ufa, essa
foi por pouco! Não foi Bolinha?… (olha ao redor e não tem ninguém) Konstantin?
(e o Konstantin não se mexe)
Dagoberto- Bom, pelo menos, o teatro está a salvo!...O
teatro do ontem, do hoje e do sempre, das crianças e dos grandões, o nosso
eterno teatro que para sempre permanece! Viva o teatro
(dagoberto sai de cena, a máquina liga novamente e começa
uma música e os personagens voltam ao palco e dançam em seus núcleo e no fim
dagoberto agradecendo)
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