domingo, 18 de agosto de 2019
sábado, 17 de agosto de 2019
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Analise critica do espetáculo O Hipocondríaco por alunos da ESMATE
Esperando o espetáculo começar, vi no centro do palco um cubo cheio de símbolos, entradas e
saídas... Logo comecei a pensar: o que será proposto? E indaguei-me pela luz, música e
cenário, contudo, a coxia que se mexia como que estivesse sendo balançada me voltava
sempre para a realidade crua do ambiente. A minha realidade... Quando se iniciou a farsa,
estavam em minha frente: Laura Heger, Renato Casagrande e M. Antônia Silveira Neto, ambos
os atores com quem já contracenei e admirei em trabalhos anteriores.
Renato tem a presença de ator ancião, a qualidade da voz, corpo, e entrega são características
inquestionáveis e já esperadas. Laura Heger pareceu-me mais madura e entregue,
comparando-a com ela mesma quando fizera: “lendas da mui leal cidade” é perceptível sua
maior dedicação ao tetro. Sua voz aguda ainda precisa ser mais bem ouvida, falta-lhe volume e
clareza em alguns momentos. Não é um problema apenas dela. E eu que sentei-me na
primeira fileira fiquei pensando nos mais afastados do palco...
M. Antônia é uma atriz que admiro, mas achei-a fraca nesta peça, faltou corpo, voz, objetivo e
certa transformação, acredito que deve ter tido dificuldades em encontrar a personagem, o
que é totalmente normal, e penso que deve continuar trabalhando e dedicando-se ao teatro.
Ellen Faccin, atriz preocupada. A doutora do SUS fala com nitidez e encena de forma bem
natural, vi alguns vícios corpóreos que me remeteu a uma versão farsesca de Anita (lendas),
mas, a atriz arrancou-me boas risadas junto de Evaldo G. que estava magnifico, sem duvidas
um dos melhores em cena.
Alessandra Souza e Clara Devi me fizeram dar gargalhadas com o seu jogo em cena. Ambas
com o trabalho corporal muito bem construído. Mas nada se compara a Nicolas Miranda, o
ator construiu um personagem que roubava a atenção e nunca perdia a graça, não perdeu o
ritmo em nenhum momento. Deixou-me de boca aberta! Conseguira triangular, jogar e me
arrisco a igualar sua qualidade à atores como Cleber e Renato, nesta peça.
Em Stalin Ciotti e Laura Hoover é visível a dedicação de ambos, a voz falada com nitidez e
clareza, a entrega, a fé cênica e o trabalho corporal... Tudo de boa qualidade. A composição de
Laura fez-me acha-la estranhamente fofa e junto de Ciotti e Cleber L. a cena deu um gás
maravilhoso a peça. Stalin apesar do nome de forte e histórico mostrou-se muito delicado e
romântico. É inegável, ótimos atores.
Tudo que está no palco está ali com algum proposito. As roupas, a escolha do cenário, as
músicas, luz, maquiagem... Tudo está ali com a intenção de nos fazer pensar sobre alguma
coisa. O teatro tem essa função transformadora, fazer pensar! A peça “o Hipocondríaco” tem
tudo para ser uma grande peça, e com certeza, para primeira apresentação, arrancou boas
risadas e divertiu o público. Penso que muitos personagens devem ser melhores
aprofundados. Confesso que as primeiras cenas me cansaram, faltou ritmo e volume.
Os batimentos cardíacos de um ser humano variam entre o acelerar e o alentecer,
dependendo da situação em que esse ser se encontra. Dando assim transformações rítmicas à
vida, ao corpo e, para quem acredita, à alma. Quando se encerram as batidas, esse ritmo
constante, encerra-se a vida, o corpo e alma vai-se embora. Dessa mesma maneira as artes
cênicas dependem do ritmo para sua sobrevivência, sem ele não há nada que aprisione os
olhares do público para dentro do universo teatral ali proposto. Essa reflexão, talvez um
pouco “viajada”, proponho aos atores do hipocondríaco. Concluo-me aqui, ansiosa para a
próxima peça e agradecida aos Deuses do teatro por esse espetáculo incrível.
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
A morte
Domingo foi dia de aplaudir a nova musa inspiradora do espetáculo Esconderijos do Tempo. Depois de outras grandes intérpretes terem vivido a morte de Quintana, essa é a vez de Kauane Silva. A atriz que entrou no grupo em 2019, já vai construindo uma linda caminhada. Para lembrar antes dela viveram essa personagem a talentosíssima Kelem Padilha, além de Tatiana quadros, Roberta Corrêa e Alessandra Souza
853- Esconderijos do Tempo (tomo 90)
Sobre Deuses e Heróis
Sempre me atenho ao talento, a alma dos atores, do seu potencial divino quando escrevo uma crítica. Todavia, hoje, voltarei minha análise para o lado técnico, o profissionalismo dos heróis do Máschara. Heróis, pois é intento heroico suportar as auguras de se fazer arte no interior. Profissionalismo é principal característica de um bom funcionário em qualquer emprego, em qualquer instituição. Profissionalismo em ser pontual, ser um bom colega, agradável e disposto a ajudar. Profissional em cumprir o que se lhe é esperado, casando técnica e genialidade, estudo e sensibilidade. Winston Churchil, premier Britanico, costumava falar do Edificante e do Eficiente, o edificante é exemplo, digno e respeitável, o eficiente é o que trabalha, que conquista, soluciona. Entre os atores do Máschara percebemos membros que representam os dois fatores, membros que representam um dos fatores, e finalmente membros que infelizmente precisam rapidamente assumir quaisquer um desses fatores.
Eu conheço esse grupo há muito tempo, e compreendo a luta para se manter irradiando luz. Mas é preciso pensar, as pessoas passam, as instituições ficam e nas paredes das instituições ficam marcadas, imortalizadas as pessoas que fizeram a diferença.
Clara Devi por exemplo tem se mostrado um grande exemplo, trabalhando sem questionar, correndo de um lado para o outro silenciosamente, ajudando as coisas a acontecer. Claro que a jovem ainda é muito menina, falta amadurecimento, instinto, compreensão. Coisas que virão com o tempo se ela continuar se dedicando. Alessandra Souza, Kauane Silva, Dulce Jorge, Laura Hoover, todas se arrumaram praticamente sozinhas, dão exemplo do que se espera de uma atriz. Alessandra foi um pouco monocórdia do meio para o fim de sua cena, talvez tenha se desconcentrado com ruídos da platéia, de qualquer forma, Lili esteve lindíssima, composição excelente, afinação e triangulação dignas de uma grande atriz. Laura parecia um pouco tensa, embora sua Glorinha seja formidável. Dulce Jorge deu todo o tom da cena final, com ritmo e delicadeza. Finalmente Kauane Silva mostra-se madura e grandiosa como o espectro de musa que o espetáculo pede, Kauane Silva tems e mostrado também dedicada, disposta e não há problema nenhum em ter humildade e colaborar pelo bem do grupo, um dia quem hoje é status cinco, será status quatro e outros iniciantes estarão trabalhando e você, status 4, será o mestre, o que terá que ensinar. Kauane Silva começou sua carreira com muita calma, não entrou no Máschara de cara no primeiro ano, recebeu pequenas pontas, substituições. E aos poucos vai galgando seu espacinho. Desconfio de quem sobe muito depressa. Os sutis detalhes em suas construções e as responsabilidades que assume com entrega e responsabilidade tem levantando bons comentários entre a turma mais antiga da Cia.
A noite foi das mulheres, cabelos e maquiagens lindíssimos, Laura Hoover talvez precise de ajuda na sobrancelha da próxima vez, anular a sobrancelha para uma platéia que senta-se tão próxima, não é tarefa fácil. A plateia também foi bastante feminina, parece que muito pouco há de atraente aos homens no teatro.
Os homens do Máschara são também fatores eficientes. Cléber Lorenzoni é um faz tudo. Não sei como consegue atuar bem, e ainda ter os olhos atentos à tudo. nunca saberei. Mario Quintana cumpriu sua função envelhecendo lentamente. Escolha honrosa e demasiado triste para um espaço tão pequeno. As dores multiplicam-se em espaço claustrofóbico. Espaço caloroso, charmoso e de bom gosto para com a arte cênica.
A partitura de Renato Casagrande, ator muito grande e digno na pequena ponta que executa. Talvez seu maior mérito seja o trabalho por traz da cena. Outra medida correta do Máschara, saber mostrar aos jovens atores que a dignidade não está no tamanho do papel que recebem, mas no valor que lhe empregam.
Fábio Novello esteve fraquinho na cena, seu Gouvarinho já está presente no grupo há tempos. Quero ver mais, quero me emocionar mais... Palmas à quem vem de longe atuar, sempre disposto e gentil. Um artista. Um herói.
Ainda na contra-regragem, Evaldo Goulart, que precisa de mais ouvido para executar a sonoplastia. Fazer a sonoplastia não é apertar botões, fazer a sonoplastia é dar voz aos silêncios. Fazer a sonoplastia também é pintar quadros de cena. Um espetáculo tão magnífico precisa de uma grande execução em sua parte técnica.
Enfim, uma noite de bons acertos e alguns erros. Uma noite de bom teatro. Fazer teatro no palacinho requer prática e conhecimento do espaço em suas mãos.
Arte é Vida
O melhor: O trabalho técnico dos atores, principalmente dos status um e dois. A linda estréia de KAuane Silva no espetáculo.
O pior: A execução tão desajustada da parte técnica do espetáculo.
A Rainha
A noite foi das mulheres, cabelos e maquiagens lindíssimos, Laura Hoover talvez precise de ajuda na sobrancelha da próxima vez, anular a sobrancelha para uma platéia que senta-se tão próxima, não é tarefa fácil. A plateia também foi bastante feminina, parece que muito pouco há de atraente aos homens no teatro.
Os homens do Máschara são também fatores eficientes. Cléber Lorenzoni é um faz tudo. Não sei como consegue atuar bem, e ainda ter os olhos atentos à tudo. nunca saberei. Mario Quintana cumpriu sua função envelhecendo lentamente. Escolha honrosa e demasiado triste para um espaço tão pequeno. As dores multiplicam-se em espaço claustrofóbico. Espaço caloroso, charmoso e de bom gosto para com a arte cênica.
A partitura de Renato Casagrande, ator muito grande e digno na pequena ponta que executa. Talvez seu maior mérito seja o trabalho por traz da cena. Outra medida correta do Máschara, saber mostrar aos jovens atores que a dignidade não está no tamanho do papel que recebem, mas no valor que lhe empregam.
Fábio Novello esteve fraquinho na cena, seu Gouvarinho já está presente no grupo há tempos. Quero ver mais, quero me emocionar mais... Palmas à quem vem de longe atuar, sempre disposto e gentil. Um artista. Um herói.
Ainda na contra-regragem, Evaldo Goulart, que precisa de mais ouvido para executar a sonoplastia. Fazer a sonoplastia não é apertar botões, fazer a sonoplastia é dar voz aos silêncios. Fazer a sonoplastia também é pintar quadros de cena. Um espetáculo tão magnífico precisa de uma grande execução em sua parte técnica.
Enfim, uma noite de bons acertos e alguns erros. Uma noite de bom teatro. Fazer teatro no palacinho requer prática e conhecimento do espaço em suas mãos.
Arte é Vida
O melhor: O trabalho técnico dos atores, principalmente dos status um e dois. A linda estréia de KAuane Silva no espetáculo.
O pior: A execução tão desajustada da parte técnica do espetáculo.
A Rainha
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
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