sábado, 31 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
O Castelo Encantado na escola Venancio Aires tomo 103
Outra vez em uma escola...
Depois de encerrar a temporada de O Castelo Encantado na Matinê do Máschara, o elenco ainda teve energia para incursionar pelo colégio Venancio Aires com as personagens inspiradas em Erico Verissimo. Eu particularmente ando receosa em entrar em ambientes escolares, os pais de hoje não se esmeram muito na educação dos filhos, o que se ouve e se vê em um espaço repleto de jovens não é lá muito legal. No entanto, os pequenos que aguardavam pela peça, pareciam totalmente compenetrados, sendo assim, a encenação foi uma das melhores que vi nas ultimas incursões de O Castelo.
Embora tenham investido em apenas quatro atores. Cléber Lorenzoni, Renato Casagrande e Evaldo Goulart estiveram muito conectados. Volumes agradáveis. Piadas funcionais. Personagens crescentes. Um arrojo. Só indico ao terceiro, um melhor apuro da dicção.
A cena de Basílio foi adaptada ao elenco que se tinha, e embora o anãozinho tenha uma importancia enorme, a bandeira da necessidade de se respeitar os animaizinhos foi debatida. O Duende de O Castelo Encantado me lembra um pouco o âmago de Rapumpelsisse, e creio que por isso goste tanto da personagem. Mas o importante é sempre contar uma boa historia, não importa como o faça.
O ritmo de O Castelo Encantado é intenso, as cenas curiosas e divertidas, e adaptação que o elenco faz ao espaço, dá todo um toque especial ao espetáculo. Se Lili Inventa o Mundo agrada os adultos pelo apelo sentimental, Castelo nos chega pelo ótimo desempenho das personagens.
Penso que o Máschara deveria investir em um sonoplasta, e em um contra-regra. Não é vida um ator passar a vida toda tendo que descascar abacaxis e ao mesmo tempo bem atuar.
Alessandra Souza alcança nessa pequena mocinha, o seu melhor, não pode no entanto, acomodar-se. Perigo para qualquer ator. Vida longa ao teatro infantil do Máschara.
Alessandra Souza (**)
Renato Casagrande (**)
Cléber Lorenzoni (**)
Evaldo Goulart (**)
Douglas Maldaner (*)
A Rainha
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Ultimo domingo de Castelo Encantado - tomo 102
Neste último domingo chegou ao fim a curta temporada do espetáculo O Castelo Encantado na Matinê do Máschara. Depois de seis domingos, o espetáculo agora entra em recesso até surgir nova oportunidade. O maior mérito do espetáculo, é o amadurecimento dos atores, principalmente da protagonista, Alessandra Souza. No decorrer das seis apresentações, Alessandra se tornou mais delicada, mais relaxada e portanto menos tensa. Ao menos externamente.
Sempre que um espetáculo se encerra, sinto-me um pouco frustrada, será que ele foi visto por todos quanto podia, ou devia? Não sei, mas a platéia do ultimo dia poderia ser contada nos dedos. Espetáculo ruim? Jamais! Falta de hábito dos Cruzaltenses? Também não creio ser o caso. Mas há certamente algo de errado com as frustradas tentativas em aplicar o teatro na mui leal cidade do divino...
Evaldo Goulart também evoluiu e muito, passou a se entregar mais para o teatro. Revelou seu respeito pela nobre arte. Descobriram-se talentos como Douglas Maldaner e Bruna Malheiros e finalmente vislumbrou-se Amanda Oliveira e Gabriel Araujo sobre o palco.
Mesmo com público pequeno, os atores fizeram um ultimo trabalho, valorizando o público que la estava. O ritmo ainda que em determinado momento se torne constante e cansativo, faz da obra algo divertidíssimo e repleto de interação. Os acontecimentos e personagens vão surgindo de forma tão natural e interligada que parecem fazer realmente parte de uma mesma historia, historia essa que foi contada por Cléber Lorenzoni, a partir da obra de Verissimo.
O que posso dizer dessa empreitada do Máschara? Todos os elementos postos em cena são bem operados, o espetáculo encanta, diverte e faz pensar, ponto. Um misto de diferentes unidades, diferentes elementos que, justapostos, constroem uma só linguagem, um só texto...Mas o Máschara tem um objetivo em oferecer teatro mediante tanto trabalho e pouco dinheiro, ao público de sua cidade. A pergunta que não silencia é: O público cruzaltense quer teatro?
Alessandra Souza (*)
Renato Casagrande (*)
Evaldo Goulart (**)
Douglas Maldaner (**)
Fabio Novelo (**)
Gabriel Araujo (**)
Arte é vida...
domingo, 25 de outubro de 2015
Ed Mort 16 (718) - Os Saltimbancos 31 (719) - O Santo e a Porca 9 (720)
Três espetáculos extremamente diferentes em sim, praticamente o mesmo elenco, substituições de última hora e em comum, o amor pelo palco.
O grupo Máschara montou seu palco em um clube da cidade de Nova Ramada. No primeiro espetáculo do dia, a comédia crônica de Luis Fernando Verissimo, o humor ácido a partir de um caso investigatório na vida do detetive Ed Mort. O ponto alto do espetáculo certamente foi a estréia de Alessandra Souza no papel da vilã Bibi. Para mim, a interprete preenche as necessidades do espetáculo, a terceira Bibi da montagem de 2008, deveria triangular todo o espetáculo e Alessandra o faz, no entanto a mudança de lugar prejudica um pouco a estrutura do elenco. A cena da carrasca foi abalada e a cena das crianças. Então me pergunto, até que ponto a saída de um ator, não pede o congelamento de um espetáculo e o inicio de outro que produza algo novo a partir do elenco que se tem.
Evaldo Goulart assumiu nova função, mas não abriu mão de sua função anterior, o que prejudicou totalmente a sonoplastia do espetáculo. Portanto uma má escolha da direção. E essa má escolha reflete-se em praticamente todo o espetáculo. Renato Casagrande (***) salva boa parte do espetáculo com sua veia cômica. Enquanto isso Cléber Lorenzoni corre de um lado para o outro, pede musica, entra em cena sem maquiagem e ainda consegue tirar muita graça com Edna.
As 15 horas e vinte e dois minutos, inicia-se Os Saltimbancos. A escolha da encenação em arena aproxima o público, mas prejudica os atores mais rasos. A iluminação de Fabio Novello (***) não chega a criar efeitos grandiosos, mas dá o tom da arena. Algum acontecimento impediu a canção original da gata, e o operador deu ao intérprete uma musica com outro arranjo, o que visivelmente prejudicou a interpretação. Os Saltimbancos, é um espetáculo extenuante e os atores não deveriam apresentá-lo em dias em que encenarem outra peça. Ricardo Fenner fica em cena o espetáculo inteiro, ora, atores que não possuem muito tempo para treinar corpo e voz, não aguentam um esforço tão grande sem que isso repercuta em sua interpretação. Alessandra Souza esteve bárbara, e Cléber Lorenzoni certamente abocanhou as crianças na pele da gatinha enfezada.
A grande espera do dia, no entanto, foram as armações de"Caroba", Evaldo Goulart (***) surpreende a equipe com sua Benona, possivelmente uma cópia do que Gabriel Wink compôs em 2012, mas que tem tudo para despontar em algo ainda maior, isso claro, se o espetáculo não ficar encaixotado na ESMATE. O Santo e a Porca teve como ponto alto o trabalho em equipe. O cansaço de um dia inteiro de trabalho felizmente não apareceu em cena. Embora Dulce e Ricardo tenham engolido algumas palavras de seus textos. Fabio Novello (***) mais uma vez se esmerou em iluminar o palco/chão e com poucos pontos de luz conseguiu ótimos efeitos.Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni tem o espetáculo na mão, pelo conhecimento dos cortes, pela direção de palco que fazem, mas Dulce Jorge (***) da o tom em todo a metade final do espetáculo e consegue sem apelações, ser engraçada, graciosa e efusiva. Já Alessandra Souza (***) embora precise melhorar sua dicção nesse espetáculo, acerta em cheio em sua "mocinha".
Foi certamente um dia inesquecível, onde muitas coisas foram testadas e o que venceu foi a gana pelo teatro.
Arte é vida, para alguns...
A Rainha
sábado, 24 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
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