terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Análise de Feriadão
O Bom teatro pode nascer de uma boa ideia, de uma musica, de um poema, de uma inspiração. Para mim nesses últimos tempos tenho a sensação de que nasce de uma boa equipe, de um bom conjunto de atores. Já ouvi dizer que um bom conjunto de atores é aquele que quando um precisa se ausentar o outro se desdobra para preencher sua ausência. O teatro é um vício meio maluco, uma profissão meio equivocada na galeria de profissões bem sucedidas, afinal na maioria das vezes seus seguidores tem fama e reconhecimento mas pouco ou nenhum dinheiro. Há o amor incondicional pelo que se faz, ou a necessidade prática de quem escolheu o teatro como profissão. Em meio a tudo isso, você se apega, afinal em que outra profissão seus colegas de "trabalho" o vêem chorar, amar, beijar, ficar nú, desfigurar-se em torpores de ódio ou prazer? O Teatro é íntimo!
E os atores são humanos, com filhos, mães, dores, tristezas e alegrias. E seu trabalho artesanal não pode submeter-se a substituições, não há horários. Há o público sentado, esperando por sua voyer diversão. Com quem o ator conta nessa hora? Com seus colegas, com os Deuses.
Defenderei aqui eternamente, por traz das cortinas há muita generosidade, e é através da generosidade que se alcança o sucesso nessa profissão, o público não aceita mesquinhez.
O espetáculo de titulo equivocado apresentado nesse cena às 7 (por ser às 19 horas), não obteve bom público, mas os atores apresentaram com um prazer e uma alegria contagiante. Não importa se há cinco ou cem pessoas formando a platéia, merecem a dedicação por igual sempre, o contrário disso é o egoísmo profundo dos atores.
As cinco crianças estavam intensas, rápidas, envolventes. As canções as vezes deixaram a desejar pela dublagem nem sempre perfeita, a voz mais ouvida sempre é a de Cléber Lorenzoni, o que antes de ser um elogio ao interprete serve de crítica ao elenco que deve se esforçar no tema. Evaldo e Fernanda marcaram presença, Renato Casagrande foi bom como sempre o é, já Alessandra Souza apesar de ótima em cena, deve estar mais atenta na cena do carro. Evaldo Goullart andava distante, mas parece que nessa apresentação voltou ao prumo. A trilha executada por Leonardo Drea, foi bem executada. (como um grupo tão bom pode trocar tanto de técnicos e não ter um sonoplasta e um iluminador fixos?)
O mais triste sem dúvida é ver um grande grupo, bons atores tendo que adaptar tantos espaços na busca por um bom palco. O Cena às 7 decaiu, perdeu público, também perdeu sua continuidade quase religiosa. São coisas não é? Mas o que não pode decair é a garra, a busca sempre pela arte, a dedicação, o engajamento e os grandes atores. Essa foi a primeira apresentação depois que o Máschara fez 22 anos. e que mais 22 venham e que aqueles que chegam saibam honrar o legado daqueles que vieram antes de nós.
(***) Evaldo Goullart, Fernanda Peres
(**)Renato Casagrande, Cléber Lorenzoni, Alessandra Souza, Leonardo Drea, Ricardo Fenner.
A Rainha
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Análise de Lili especial de Natal - Largo da prefeitura 23/12/2013
O Grupo Máschara encerrou seus 21 anos de trabalho nos palcos com a apresentação do espetáculo Lili, especial de Natal. Um espetáculo teatral traz consigo muitos códigos e logicamente o ponto de vista de grande parte de uma equipe. Quero dizer, a mensagem por trás de uma determinada encenação é na verdade o ponto de vista do diretor, ou do dramaturgo ou do elenco... Claro que as vezes a mensagem que um espetáculo passa pode ser exatamente o contrário do que prega aquele que o montou.
Lili especial de natal é praticamente Lili Inventa o Mundo com um toque daquelas historias e personagens típicos das festividades de fim de ano. Por trás disso eu vejo a versatilidade de um grupo que passou por vários formatos, que adequou-se a cada novo elenco, a cada nova equipe.
Desde sua criação em 1992, mais de cem jovens artistas de Cruz Alta e região passaram pelo Máschara, isso sem contar alunos e oficinados. Pesquisou-se muito, trocou-se muito. Talentos empíricos, técnicas próprias desenvolvidas.
Hoje o Máschara se permite ousar, cortar, adaptar e sempre consegue agradar o público.
No palco hoje, Cléber Lorenzoni (nº21), Renato casagrande (nº78), Alessandra Souza (nº 76), Fernanda Peres (nº86), Tatiana Quadros (nº67) e Evaldo Goullart (nº87), sobre um tablado, com microfones falhando, tentando contar uma historia para duas mil pessoas que dividiam sua atenção entre o palco e os mil sons e códigos vindos de todos os lados. O Máschara não faz espetáculos de rua, faz espetáculos para palco italiano, mas constantemente os apresenta nas ruas, uma dicotomia confusa.
Fernanda Peres (*) como protagonista precisa doar-se mais, com exatidão, perfeição, as vezes atua muito sobre a margem do erro, sobre uma linha tênue do estabanamento. Mas a atriz é ótima, mas deve sempre aprofundar sua técnica, lapidá-la. Alessandra Souza (**) é sempre bastante formal, precisa quebrar essa casca e chegará muito mais longe, teatro não é ciência exata, ainda que seja matemático! Renato Casagrande (**) está ótimo em "lili", mas as vezes esquece algumas rubricas, um ator muito ansioso! Evaldo Goullart (*) esteve muito elétrico em cena, precisa de mais pausa, a sabedoria dos atores mais maduros. O Teatro mora no silêncio! Cléber Lorenzoni (**) como senhor Noel é interessantíssimo, esse ator se transforma a cada papel e não havia visto ainda uma dramaturgia que incluísse a personagem de Papai Noel. Tatiana Quadros (**) é uma boa atriz mas seus constantes afastamentos dos palcos interferem diminuindo seu timing.
Lili especial de natal é praticamente Lili Inventa o Mundo com um toque daquelas historias e personagens típicos das festividades de fim de ano. Por trás disso eu vejo a versatilidade de um grupo que passou por vários formatos, que adequou-se a cada novo elenco, a cada nova equipe.
Desde sua criação em 1992, mais de cem jovens artistas de Cruz Alta e região passaram pelo Máschara, isso sem contar alunos e oficinados. Pesquisou-se muito, trocou-se muito. Talentos empíricos, técnicas próprias desenvolvidas.
Hoje o Máschara se permite ousar, cortar, adaptar e sempre consegue agradar o público.
No palco hoje, Cléber Lorenzoni (nº21), Renato casagrande (nº78), Alessandra Souza (nº 76), Fernanda Peres (nº86), Tatiana Quadros (nº67) e Evaldo Goullart (nº87), sobre um tablado, com microfones falhando, tentando contar uma historia para duas mil pessoas que dividiam sua atenção entre o palco e os mil sons e códigos vindos de todos os lados. O Máschara não faz espetáculos de rua, faz espetáculos para palco italiano, mas constantemente os apresenta nas ruas, uma dicotomia confusa.
Fernanda Peres (*) como protagonista precisa doar-se mais, com exatidão, perfeição, as vezes atua muito sobre a margem do erro, sobre uma linha tênue do estabanamento. Mas a atriz é ótima, mas deve sempre aprofundar sua técnica, lapidá-la. Alessandra Souza (**) é sempre bastante formal, precisa quebrar essa casca e chegará muito mais longe, teatro não é ciência exata, ainda que seja matemático! Renato Casagrande (**) está ótimo em "lili", mas as vezes esquece algumas rubricas, um ator muito ansioso! Evaldo Goullart (*) esteve muito elétrico em cena, precisa de mais pausa, a sabedoria dos atores mais maduros. O Teatro mora no silêncio! Cléber Lorenzoni (**) como senhor Noel é interessantíssimo, esse ator se transforma a cada papel e não havia visto ainda uma dramaturgia que incluísse a personagem de Papai Noel. Tatiana Quadros (**) é uma boa atriz mas seus constantes afastamentos dos palcos interferem diminuindo seu timing.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Agenda 2014
645- Feriadão (tomo 104) - 71ª Cena às 7 - Restaurante do Clube Internacional- 19/01/2014
Com Cléber Lorenzoni, Fernanda Peres, Renato Casagrande e Evaldo Goulart
Contra-regragem de Ricardo Fenner
646- Esconderijos do Tempo (tomo 71) - Santa Rosa / RS - 17/02/2014
Com Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge, Fernanda Peres e grande elenco.
Com Cléber Lorenzoni, Fernanda Peres, Renato Casagrande e Evaldo Goulart
Contra-regragem de Ricardo Fenner
646- Esconderijos do Tempo (tomo 71) - Santa Rosa / RS - 17/02/2014
Com Cléber Lorenzoni, Dulce Jorge, Fernanda Peres e grande elenco.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Agenda 2013
647/648/649-Esconderijos do Tempo (tomos 72/73 e 74) Porto Verão Alegre com Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni
646-Esconderijos do Tempo (tomo 72) Santa Rosa com Cléber Lorenzoni, e Dulce Jorge
645-Esconderijos do Tempo (tomo 71) 63º Cena às 7 com Dulce Jorge e Cléber Lorenzoni
644-Lili especial de natal (tomo 3) Cruz Alta 23/12/2013 com Cléber Lorenzoni e Evaldo Goulart
643-Lili especial de natal (tomo 2) Ibirubá 21/12/2013 com Alessandra Souza e Renato Casagrande
642- Performance vitrine viva em Cruz Alta com Cléber Lorenzoni
641-Lili especial de natal (tomo 1) Boa Vista do Cadeado 11/12/2013 com Tatiana Quadros e Fernanda Peres-
640-Os Saltimbancos (tomo 20) no estádio Guaraní- 08/12/2013 comRicardo Fenner e Cléber Lorenzoni
638/639-Feriadão (tomos 102/103) Vila Nova do Sul com Cléber Lorenzoni e Fernanda Peres -19/11/2013
637-62ºCena às 7 A Maldição do Vale Negro- Annes Dias- (tomo 19) com Cléber Lorenzoni, Ricardo Fenner e Renato Casagrande - 8/11/2013
636- Performance com Personagens de Os Saltimbancos (tomo 19) com Alessandra Souza e Ricardo Fenner -Festival do Guaraná- 12/10/2013
635- O Incidente em Vacaria/RS (tomo 76) com Gelton Quadros e Cristiano Albuquerque -05/10/2013
633/634 - Feriadão (tomos 100 e 101) Vacaria -05/10/2013 comCléber Lorenzoni e Fernanda Peres
632- Performance de danças dos anos 60 no clube Arranca com os Atores Alessandra Souza e Fernanda Peres em 28 de Setembro de 2013
631- Ed Mort -(tomo 13) UNICRUZ 08/08/2013
629/630- A Serpente - 61º Cena às 7 (tomo 02/03) 13 e 14/07/2013
628-A Serpente - 60º Cena às 7 (estréia) 23/06/2013
627- Lili Inventa o Mundo - 4º Matinê do Máschara 08/06/2013 (tomo 96)
626 - Ed Mort - 07/06/2013 (tomo 12)
625 - Esconderijos do Tempo - 07/06/2013 (tomo 70)
624 - ´Lili Inventa o Mundo - 07/06/2013 (tomo 95 )
623 - Ed Mort - 59º Cena às 7 26/05/2013 (tomo 11)
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