terça-feira, 20 de outubro de 2026

COARTE em oficina de iniciação










 

Exercício de composição COARTE



 

No espaço Quintana na Feira de Livros de Bento Gonçalves


 

A Turminha II do NUMAC 2026, concluiu com louvor, o curso de iniciação Teatral


 

Clara Devi, Junior Lemes, Luly Nicoli, Antonia Serquevitio, Renato Casagrande, Andriele Dall Agnol e Paulo Amaral em Quintanares- o menino pássaro


 

Tia Flica ao lado dos alunos da EEEF Hildebrando Westphalen


 

Premiados 5º FESTEATRO

 

                                                   Lista de Premiados do 5º FESTEATRO

 

MELHOR TRABALHO ARTÍSTICO

                       A Roupa Nova do Faraó – EMEF Amado Lacroix

2ºMELHOR TRABALHO ARTÍSTICO

                        Quero ser uma Estrela – NUMAC

3ºMELHOR TRABALHO ARTÍSTICO

                       Dom Quixote de La Cruz – EMEF Getúlio Vargas

MELHOR ATOR –

           VENCEDOR:     João Agusto de Freitas –EMEF Amado Lacroix

                                     Jorge Tassoti-EMEF Getúlio Vargas

                                     Ravi Dantas- NUMAC  (EMEF Artur Moreira)

                                     Arthur Machado – EMEF Arthur Moreira

 

MELHOR ATRIZ-

           VENCEDORA:     Eloisa Mendes – EMEF Gabriel Annes

                                     Maria Costa – EMEF Castelo Branco

                                     Isabela da Costa –EMEF Antônio Serra

                                     Isabela dos Santos – EMEF Getúlio Vargas

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE-

            VENCEDOR:   Eric e Joaquim da Silveira – NUMAC  (Tottem)

                                     Alisson Kunt – EMEF Gabriel Annes

                                     Kevin Dijon – NUMAC   (Alberto Pasqualini)

                                    

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE-

              VENCEDORA:   Agatha Hespanhol – NUMAC  - Annes Dias

                                         Emily de Oliveira – EMEF Ildo Meneguethi

                                         Thaíssa Parnow – EMEF Ildo Meneguethi

                                         Isadora Ribeiro – EMEF Gabriel Annes

 

MELHOR ATOR REVELAÇÃO:

              VENCEDOR :  David Lopes – EMEF - Amado Lacroix

                                      Douglas da Costa – EMEF Getulio Vargas

                                      Davi da Silva – EMEF Gabriel Annes

 

MELHOR ATRIZ REVELAÇÃO:

               VENCEDORA: Giovana Peralta- EMEF 18 de Agosto

                                        Sophia Hadassa – EMEF Arthur Moreira

                                        Eva Maria Oliveira – NUMAC

                                        Lívia Matrid-EMEF Toríbio Verissimo

 

MELHOR CONJUNTO DE ATORES

                 VENCEDORES: Aó que pegou – EMEF Frederico Baiocchi

                                            O tesouro do General – EMEF Gabriel Annes

                                            Quero ser uma Estrela – NUMAC

 

MELHOR DRAMATURGIA:

                  VENCEDOR:   A Roupa Nova do Faraó – Renato Casagrande e Carol Guma

                                          Quero Ser Uma Estrela – Renato Casagrande e Roberta Teixeira

                                           Dom Quixote de LA Cruz –Gabriel Bem e Roberta Teixeira

                                           O Tesouro do General – Kléber Lorenzoni e Ana Kraemer

MELHOR CARACTERIZAÇÃO:

                  VENCEDOR:   A Roupa nova do Faraó – Figurino – EMEF Amado Lacroix

                                          Quero Ser uma Estrela – Figurino – NUMAC

                                           Dom Quixote de La Cruz – Maquiagem – EMEF Getúlio Vargas

                                           Aó Que Pegou – Figurino – EMEF Frederico Baiocchi

 

MELHOR APARATO TÉCNICO:

                   VENCEDORA: A Roupa Nova do Faraó – Trilha e Cenário – EMEF Amado Lacroix

                                            De volta a Maria Fumaça – Cenário – EMEF 18 de Agosto

                                            Quero Ser uma Estrela – Trilha – NUMAC

                                            Dom Quixote de La Cruz – Cenário – EMEF – Getúlio Vargas

 

MELHOR PRODUÇÃO:  Os jurados decidira por unanimidade conceder o prêmio a todos os                              diretores do projeto Dia D Teatro, pela competência e esforço com as peças teatrais apresentadas.

 

TROFÉU DE PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

                    Vencedor:     Roberta Teixeira – Quero ser uma estrela

                                            Valentina Lemes – Aó que pegou

                                            Michely Moura – A Roupa Nova do Faraó

                                            Giovana Lopes – A Ultima Marchinha

                               

1º PRÊMIO ESPECIAL DO JURI: Como reconhecimento pelo excelente trabalho de logística no transporte dos alunos durante o FESTEATRO, o prêmio especial do Juri vai para Cristiano Rodrigues e Marquinhos Silveira.

 

2º PRÊMIO ESPECIAL DO JURI: Para a organização do Festeatro, em reconhecimento à iniciativa de ampliação do evento para dois dias, proporcionando uma melhor agilidade de logística para as apresentações.

Premiados na 5ª Edição do Festeatro


 

Cidadezinha QUintana, recital performático


 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

1396- Quintanares, O menino Pássaro (tomo 7)

 De volta ao ninho...

                   O cinema sempre teve um fascínio especial pelo retorno à casa, às origens, àquele lugar onde, de alguma forma, deixamos um pedaço de nós mesmos. Foi assim com Scarlett O’Hara, em E o Vento Levou, quando, depois de tantas perdas e tormentas, retorna a TARA, a fazenda que representa sua força e a possibilidade de recomeçar. Foi assim também em E.T. – O Extraterrestre, com a saudade do pequeno visitante por seu planeta, e em De Volta para o Futuro, quando Marty McFly precisa reencontrar o caminho de casa atravessando o tempo e as próprias raízes. Em cada uma dessas histórias, voltar não significa simplesmente chegar a um endereço conhecido, mas recuperar a identidade, reconhecer o que nos constitui e compreender que, por mais longe que a vida nos leve, há lugares, pessoas e memórias que continuam nos chamando. Talvez porque, no fundo, todos nós carreguemos essa inquietação: a de partir para descobrir o mundo e, um dia, precisar voltar para entender quem somos.

                     Essa é a proposta da COARTE com Quintanares, um retorno às origens de Quintana. O poeta que sai do Alegrete muito garoto e agora retorna ao seu pago através da fábula do menino pássaro. Uma pena que a arte sempre acaba sendo prostituída de alguma forma. Um espetáculo pensado com tanto carinho, cor e delicadeza, acaba se adaptando as relações humanas e trancos da vida real. As dificuldades do acesso a cultura e principalmente  à arte, vão cerceando as possibilidades de um bom aproveitamento da obra. Horários, ambiente, falta de diálogo entre equipes... Alegrete é bem aventurada por ter em sua grade de artistas, a equipe da COARTE, com um espetáculo que não deixa nada a desejar para outras montagens. O sul do Brasil, e do estado, embora esteja vendo um crescimento palpável de possibilidades culturais, ainda recebe e produz, em escala muito pequena. Nosso público ainda assiste muito pouco teatro, e a tendência é que isso diminua ainda mais. Sei que estou sendo pessimista, mas o mundo capitalista corre a passos largos e cada vez há menos espaço para quem pensa "fora da caixa". Por isso é preciso criar uma corrente, um esforço coletivo. Estar nos espetáculos, assistir, divulgar, debater, ou seja, fazer uma força tarefa para que as próximas gerações continuem tendo acesso ao teatro.

                           Quando eu ainda era jovem, havia em minha cidade, dezenas de pequenos grupos teatrais, nas escolas, no grêmios, etc... Hoje em dia, nossas crianças continuam sendo desincentivadas. Uma lástima. Meus netos todos fazem teatro e isso me enche de alegria. A arte, seja ela qual for, sempre propulsiona o mundo para o âmbito do questionamento. 

                        Paulo Amaral e Rosiane Teixeira obtém resultados excelentes em cena. Nas suas performances enquanto Poesino e Prefácia/Virginia, ao espectador é servido um arsenal de trabalho corporal muito bem desenvolvido. A dupla representa agregando valores à produção, ao espetáculo, ao teatro que constroem. Durante todo tempo, desejamos ficar um pouco mais com eles, devido a leveza e energia do espetáculo. Maico, como personagem título, tem um físico formidável, uma leveza louvável.  Atrás deles e com eles um grupo de atores também cheio de virtudes: Lully Nicoli, Adrieli DallAgnol e Antonia Serquevitio. No palco também está Junior Lemes (outro empréstimo do Máschara).

                           É ponto pacífico: o uso de microfones em teatro é sempre um problema. Embora passível de serem contornadas, as dificuldades trazidas pela ampliação artificial da voz do ator quase em sua totalidade traz prejuízos ao espectador e à produção. 

                                  Dramaturgia e direção se encontram numa produção que se divide em dois atos, em dois climaxes: a batalha de Limeriques e a partida de Quintanares.  Uma avaliação criteriosa há que apontar, entre tantos aspectos positivos, a perda do ritmo momentos antes do segundo clímax, que carece de um pouco mais de emoção, e a não recuperação do excelente ritmo inicial nas cenas finais do espetáculo. Em outras palavras, as cenas vibrantes do início não encontram par nas mais próximas do final, o que é uma pena, se esquecermos o que foi dito na abertura dessa análise: trata-se de um excelente espetáculo. O Figurino é um elemento tão coerente e delicado, que parece uma pintura. Sinal de que há uma criteriosa produção por trás do espetáculo. Lorenzoni deve rever algumas questões como o violão nas mãos da interprete de Virgulina e os textos esquecidos em alguns momentos. A trancada de todo o elenco no final, manchou um pouco a beleza do espetáculo. Junior Lemes também poderia estar mais dentro da peça, com mais ruídos, mais sons. 

                                  Pode se tomar um pouco mais de cuidado com pequenos erros de concordância nas falas do elenco e preciso aplaudir Antonia Serquevitio por fazer todo o espetáculo com um microfone da mão. Uma lástima para um espetáculo tão lindo.

                                   Para encerrar, minha gratidão pela COARTE falar de poesia e minha frustração em ver um público tão pequeno em uma Feira de Livros. 


ARTE é VIDA



                             A RAINHA

Oficinas com o diretor Kléber Lorenzoni


 

Feira de Livros de Alegrete - Quintanares


 

45ª Feira de Livros de Alegrete-Elenco e direção da COARTE