sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Esquete da turma do NUMAC

Três grupos disputam a final de um festival musical, com diferentes estilos. Em meio a brigas, trapaças e luta por egos, cada grupo fará de tudo para se tornar uma estrela., no caminho descobrirão onde está realmente a melhor parte do festival. 
 

1361-Dona Flica e seus dois Maridos (tomo 09)

                Sai da minha vida! Disse Dona Flica, ao pular o "contatinho" no aplicativo de relacionamento. Há dias em que o teatro pode ser um estorvo na vida dos artistas, afinal a pressão para quem vive essa profissão, chega a ser exaustiva. Você precisa agir como profissional, ainda que seja "amador", na forma como ganha pelo trabalho. Precisa amar muito, aceitar muito, se esforçar em demasia, resignar-se... Os "Match's" vêm, o carinho do público, o aplauso da plateia e até o reconhecimento. Mas é preciso alegrar-se com os elogios e também com a crítica. É preciso realmente merecer os elogios e lembrar que reconhecimento é algo a se conquistar dia a dia. É preciso dar-se conta que o mundo é feito de dois tipos de pessoas: as que fazem suas funções por obrigação, fazem de qualquer jeito e as vezes deixam a desejar, e as pessoas que fazem sua função e as de outros e fazem com prazer e orgulho. Destas, a segunda opção é das pessoas responsáveis por fazer o mundo andar, evoluir e crescer. 

         Dona Flica é um desses espetáculos simples, mas que toca, faz rir e faz chorar. Ele não tem, talvez, a grandeza de grandes espetáculos repletos de símbolos ou técnicas. Por outro lado, toca a gente pela leveza com que trata assuntos referentes a um lugar por onde praticamente todos nós passaremos. 
           Dona Flica e não, Tia Flica, tem uma força grandiosa, explosiva, que está guardada na primeira cena, sob várias camadas de roupas de boneca. Uma força que vem do seu intérprete e sua gana cênica. Essa mesma energia parte de vários artistas do grupo Máschara, principalmente os das gerações mais antigas. O dia foi de estreia. Douglas Maldaner e Antonia Serquevitio fazem agora parte da cena. Ele traz uma leitura muito próxima a do seu colega anterior Fabio Novello, o que colabora com o espetáculo, já que quando o artista tem a sensibilidade de manter a arte que está substituindo ele causa um número menor de transformações que interfiram em outros personagens do espetáculo. Por outro lado, a criatividade de Antonia Serquevitio e sua juventude de artista, conferiram uma pegada diferente em Beatriz. Não chegou a transformar tanto o espetáculo, mas içou o ritmo  para ouro lugar. 

                      Sempre que assisto a um espetáculo do Máschara, eu me emociono pelo sacerdócio com que os atores encaram essa profissão. A força com que carregam seus desafios e a percepção de que o teatro está acima de tudo. Nada, pode ou deve ter a força de impedir um artista com seu dom, com seu talento, de empregá-lo ao público. Uma senhora sentada na plateia, comentou mais tarde com alguém da organização, que nunca havia ido ao teatro. Pois bem, missão cumprida. 

                   A parte técnica do Máschara por outro lado vem deixando a desejar já há alguns quadriênios: esquecimentos, perdas, atrasos. Há um exercício que é proposto ainda na apostila de Iniciação Teatral, ele consiste em jogar um balão para o alto e gritar o nome de algum colega, esse colega deve fazer de tudo para que o balão na caia. Esforçar-se, dedicar-se, fazer sacrifícios, ajudar o "outro", cumprir a missão. Esses objetivos devem nortear o teatro durante toda a carreira de um artista do palco. Aquele espaço é sagrado, envolve vidas, conecta pessoas. Fala de sentimentos. Ora, boa parte da plateia se viu sobre o palco, sendo representada pelo elenco. Homens que já tiveram incontinência, mulheres que foram mal atendidas por suas cuidadoras ou abandonadas por suas famílias, etc... Então você está usando seu corpo, sua voz, para falar de coisas muito humanas. Não pode ser de forma superficial. 

                       A vida no palco é um privilégio, que alguns conquistaram e outros ganham de mão beijada. Alguns lutam engolem sapos, fazem grandes sacrifícios. Outros chegam e vestem roupas. Não que também não façam sacrifícios. Mas é incomparável... O Máschara criou um sistema lá nos anos 90, de respeito ao público, de boas escolhas de textos e de grandiosidade cênica. Seu sistema fez escola, copiada e admirada por muitos artistas. Essa mesma escola é que vemos, quando o ator Cléber Lorenzoni caminha entre o público, sem abandonar a personagem, sem importar o quão exausto está; a mesma escola em que o Gauchão improvisa com tanta facilidade nas gravações das quais participa como influenciar, a mesma escola onde vejo o ator Kleberson Ben, trabalhar com seis turmas do projeto DIa D teatro. Ou seja, comprometimento! 

                              Dona Flica chega à sua nona apresentação, mas com possibilidade de ir ainda mais longe, pela importância de sua narrativa. Maldaner e Serquevitio, se continuarem nos respectivos papéis, certamente tem muito a descobrir com Jerônimo e Beatriz. Até porque, toda vez que encaramos um novo personagem, ainda que ele seja substituição, precisamos ir fundo dentro de nós, nos catarsiarmos, procurarmos aquilo que nos falta. Só assim o sentido mais alto do teatro se cumpre. Do contrário, por que iriamos querer deixar de lado quem somos para viver outros seres? Maldaner tem uma interpretação delicada, ao mesmo tempo impetuosa. O que as vezes atravessa determinadas piadas. Serquevitio iniciou o espetáculo falando baixo, e deve buscar uma maturidade mais tranquila para Beatriz.

                                 Na parte técnica, a equipe formada por Teixeira, Kraemer, Lemes e Devi, cumpriram sua funções, inclusive achando rápida solução para um problema de adereços. 


O Melhor: O jogo cômico que faz rir e chorar em altos e baixos...

O Pior: O esquecimento de objetos, a falta de listas e desorganização nas últimas apresentações do grupo.



Arte é sem dúvida, o reflexo da vida.

Dona Flica e Seus Dois maridos:


Direção e Roteiro: Kléber Lorenzoni

Elenco: Kléber Lorenzoni, Raquel Arigony, Renato Casagrande, Fabio Novello. Interpretes em substituição: Dulce Jorge, Antonia Serquevitio(**) e Douglas Maldaner(**).


Contrarregragem: Roberta Teixeira(**)/ Junior Lemes(***)/Clara Devi(***)/Antonia Serquevitio(*)/Ana Clara Kraemer (**)


                                        

                   

Esquete da escola 18 de Agosto


As crianças do bairro estão se divertindo na rua, até que Joca fica entediado e decide inventar uma brincadeira totalmente nova. Usando a imaginação, ele transforma o grupo em tripulantes de uma incrível Maria Fumaça! A partir daí, a rua vira trilho e a cidade se torna um mapa de descobertas. Quais aventuras esperam por esses pequenos exploradores nessa viagem inesquecível?


 

Amor em cena-Gauchão e Flica


 

Dia da tia Flica fazer novas amizades


 

Preparação Festeatro


 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Aó que pegou - FESTEATRO


 AÓ que pegou! - Baiocchi 

Um acampamento entre amigos parece uma boa ideia, cada um com sua barraca, em meio a uma floresta longe da cidade, onde há somente bons amigos, histórias para se contar e os animais da floresta, ah sim, isso sim é uma boa ideia! Pelo menos até a noite cair, afinal de contas a floresta é a casa dos bichos, e tudo se torna mais selvagem a noite, é fácil se perder em meio a mata, os caminhos se dividem, o medo toma conta e o instinto e a lanterna que ilumina o que os olhos vêem! Cuidado com o som que vem dos arbustos, a sombra que está fora da barraca, e até mesmo a sensação de estar sendo observado… você nunca está sozinho neste acampamento! E não sobrou nenhum motivo para tudo isso ser uma boa ideia!

Doutora Gênia e a máquina do tempo


 

O Tesouro do general -Festeatro


 Durante um sequestro feito por um grupo de piratas em busca de um misterioso tesouro deixado por seu bisavô, o General Firmino de Paula, Maribel acaba conhecendo Pluft, o Fantasminha medroso.

Juntos, os dois embarcam em uma jornada para encontrar o tesouro do General antes que os piratas consigam colocá-lo em suas mãos. Porém, durante a aventura, eles descobrem que o verdadeiro tesouro deixado pelo bisavô de Maribel não é feito apenas de riquezas, mas representa algo muito mais valioso.