segunda-feira, 15 de abril de 2013

Atores do Castelo Encantado


IIª Matinê do Máschara


619 - 86 O Castelo Encantado

“Existem duas tragédias, uma é não conseguir, a outra conseguir”.  Oscar Wilde

               O teatro é sem dúvida a arte do inesperado, não é matemático como a dança ou como a própria música. Claro que ambas tem alma, mas o teatro é inesperado, tanto para o público quanto para o próprio ator.
                Cruz Alta continua sem salas para  espetáculos, por isso ontem fui ao clube internacional assistir a 2ª Matinê do Máschara. Tudo ajeitadinho , como é típico da Cia., coxias, fundo escuro, cenário bem acabado, embora aqueles pés dos pedestais aparecendo me incomodem profundamente.  Colchonetes no chão para as crianças (gentileza do SESC) e público de 67 pessoas. Bom público para o teatro, bom público para o teatro em Cruz Alta, bom público para a matinê.
             A plateia era plana, o que prejudicava um pouco a assistência, mas felizmente não havia muitas cenas em plano  baixo. O texto da vez era O castelo Encantado, uma pequena homenagem a obra infantil de Erico Verissimo, escritor imortalizado por sua obra adulta e menos conhecido pelo seu passeio pelo universo dos pequenos.
               Em cena um elenco dividido em dois grupos. O primeiro carregava o espetáculo, ao menos era o que se pretendia. O primeiro grupo aparecia, destacava-se, se não por talento,  então pela própria narrativa. Esses três atores já são conhecidos de longa vivência em espetáculos infantis. A protagonista estava direitinha, mas não carregava o espetáculo. O destaque mesmo foi para o versátil ator que arrancou rizadas com o “comissário de bordo” e o elefante Basílio.  Uma dica para o outro ator desse primeiro grupo:  No teatro quando se pensa que se sabe tudo em determinado mote, é hora de traçar caminhada em novo mote...
           O segundo elenco  era disposto em: Porquinho amarelo, apresentadora do circo e Rafael. Três jovens atores que não reconheci de outros espetáculo, mas que precisam de mais ensaio e segurança.
O espetáculo foi curto, rápido demais, as vezes gritado e por muitas vezes confundi-me na trama. Senti falta de um personagem  que me conduzisse. Calma Rosa Maria, calma, pausa, silêncio, triangulação e tempo.
O cenário funciona bem, os retalhinhos saem dos figurinos e penduram-se nas cortinas. Os figurinos são um primor e as mascaras compõe bem, embora alguns atores não saibam carrega-las. Não basta por uma mascara no rosto, é preciso extrair vida delas...
             A equipe técnica e a produção deram tudo de si e seria errôneo de minha parte não dar três estrelas a Luis Fernando Lara. A execução da trilha beirou o fracasso, as musicas não apareceram no espetáculo, nem as eletrônicas, nem as humanas.  Eu realmente não compreendi a musica final, não entendi o objetivo pela primeira vez no Máschara, havia uma musica vindo do rádio e outra da boca dos atores. Por favor o que foi aquilo? Só não direi que a situação acabou com o espetáculo  por que isso já havia acontecido a partir da terceira cena.
           O Castelo Encantado é sem duvida um rascunho de Lili Inventa o Mundo e há duas sugestões : Arrumem-no, consagrem-no ou então enterrem-no logo. Dessa apresentação ficou comigo além do belíssimo visual, a falta de ritmo, a discrepância nas atuações e a patada da morte.

“Não da para ser o melhor sempre...”
Dá sim, basta desejar e os olhos fechar!


A rainha


Renato Casagrande **
Alessandra Souza *
Cléber Lorenzoni**
Roberta Corrêa *
Fernanda Peres *
Evaldo Goullart **
Luis Fernando Lara ***
Gabriela Oliveira *
Dulce Jorge **

sábado, 6 de abril de 2013

Texto da peça "O Cavalinho Azul" de Maria Clara Machado




“O CAVALINHO AZUL” foi levado, pela primeira vez, pelo TABLADO, no Rio de Janeiro, em maio de 1960, com cenário de Anna Letycia; música de Reginaldo de Carvalho; figurinos de Kalma Murtinho; bichos de Marie Louise e Dirceu Nery; luz de Fernando Pamplona; assistente de direção, Heloisa Guimarães; piano, Martha Rosman; baixo, Livolsi Bartolomeo; flauta, Carlos Guimarães; maquiagem de Fredy Amaral; execução de cenário, Wagner dos Santos; eletricistas, Anthero de Oliveira e Diaci de Alencar; direção de Maria Clara Machado. Personagens: Cesar Tozzi, Caire Isabella, José de Freitas, Anna Maria Magnus, Carlos Augusto Nem, Delson de Almeida, Anthero de Oliveira, Yan Michaslki, Luiz de Affonseca, Ivan Junqueira, Celina Whately, Diaci de Alencar, Núvio Pereira, Geisa Virgílio, Lejzor Bronz, Afonso Veiga, Reynaldo Pereira, Virginia Valli e Paulo Mathias da Costa.

O CAVALINHO AZUL
1 ato e 9 cenas
Música de Reginaldo de Carvalho
PERSONAGENS

Venda de Ingressos