segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cena às 7

70) Ed Mort - 13/12/2017

69) Bruxamentos e Encantarias - 19/11/2017

68)A Roupa Nova do Rei - (estréia) 15/10/2017

67) O Santo e a Porca - 24/09/2017

66) Olhai os Lírios do Campo -20/08/2017

65) O Santo e a Porca-16/12/2015

64) O Santo e a Porca -27/07/2014

63)Feriadão - 19 de Janeiro de 2014

62) A Maldição do Vale Negro - 08 /11/ 2013

61) A Serpente - 13, 14 de Julho de 2013

60) A Serpente - 23 de Junho de 2013

59) Ed Mort -26 de Maio de 2013

58) Deu a Louca no ator - 16 e 17 de março de 2012

57) Lili  Inventa o Mundo - 16 e 17 de Fevereiro de 2012

56) As Balzaquianas - 12 e 13 de Janeiro de 2013

55) O Santo e a Porca - 15 e 16 de dezembro de 2012

54) Tartufo - 10 e 11 de Novembro de 2012


53) Os Saltimbancos - 13 e 14 de Outubro de 2012


52) O santo e a Porca - 08 e 09 de Setembro de 2012

51) O Santo e a Porca - 18 e 19 de Agosto de 2012

50) Esconderijos do Tempo- 21 e 22 de Julho de 2012

49)-Tartufo - 23 e 24 de Junho de 2012


48)Os Saltimbancos- 26 e 27 de Maio de 2012

47)A Maldição do Vale Negro - 21 e 22 de Abril de 2012

46)Deu a Louca no Ator - 18 de Março de 2012

45)As Balzaquianas - 15 de Dezembro de 2012

44)Esconderijos do Tempo - 04 de Dezembro de 2011

43) O Incidente - 06 de Novembro de 2011

42) Feriadão  - 09 de outubro de 2011

41) Ed Mort  - 18 de Setembro de 2011

40) Deu a louca no ator -21 de Agosto de 2011

39) A Maldição do Vale Negro 17 de julho de 2011

38) As Balzaquianas 19 de junho de 2011

37) As Balzaquianas -ESTRÉIA- 15 de maio de 2011

36)Lili Inventa o Mundo- 10 de outubro de 2010

35)Esconderijos do Tempo - 29 de agosto de 2010

34)Ed Mort - 18 de julho de 2010

33)A Maldição do Vale Negro - 13 de junho de 2010

32)Ed Mort - 13 de setembro de 2009

31) Esconderijos do Tempo - 12 de julho de 2009

30)A Maldição do Vale Negro - 14 de junho de 2009

29)A Maldição do Vale Negro - 3 de maio de 2009

28)Ed Mort - 14 de novembro de 2008

27)Bodas de Sangue-outubro 2008

26)Tartufo - 14 de setembro de 2008

25)Ed Mort -10 de agosto de 2008

24)Ed Mort - Estréia - 6 de julho de 2008

23)Esconderijos do Tempo - 8 de junho de 2008

22)O Incidente - 11 de maio de 2008

21)Esconderijos do Tempo - ? de dezembro de 2007

20)Lili e Tartufo - 11 de novembro de 2007

19)Um Inimigo - 14 de outubro de 2007

18)Um Inimigo do povo - ESTRÉIA-9 de setembro de 2007

17)O Incidente - 16 de agosto de 2007

16) Feriadão -15 de Julho de 2007

15) Tartufo - 10 de junho de 2007

14) Esconderijos do Tempo - 20 de maio de 2007

13) Bodas de Sangue - 21 de abril de 2007

12) Romeu e Julieta - 3 de dezembro de 2006

11) Esconderijos do Tempo

10) Esconderijos do Tempo - Maio de 2006

9) Amanajé

8) Feriadão - Fevereiro de 2006

7) Casa de Samba

6) O Castelo Encantado - 8 de Janeiro de 2006

5) Macbeth

4) Impressões

3) Bodas de Sangue

2) Amanajé

1)Tartufo - 17 de outubro de 2005

A Roupa Nova do Rei - Mais um sucesso do Máschara


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O Castelo Encantado 785 (tomo 129)

O Lúdico e o Telúrico

                                      Quando o Máschara viaja e leva sua arte para outras paragens, está criando um fluxo, pequeno, quase imperceptível. Está trocando energias, abrindo comportas entre plateias, construindo pontes. Dando vasão a necessidade da arte que é como a água, ela vai encontrando brechas nas rochas, sulcos na terra e vai se esparramando. A arte precisa se espalhar. Claro que seus efeitos serão perceptíveis através da continuidade, da permanência de seus fundamentos entre uma mesma platéia. Por isso mesmo em Cruz Alta o programa Cena Às 7 tenta criar o hábito de se ir ao teatro. Por outro lado, algumas vezes um único contato entre público e teatro, consegue criar um diapasão, consegue despertar um novo olhar. 
                                 O Castelo Encantado pendeu nessa ultima apresentação para o Telúrico. A energia sobre o palco era explosiva. Acredito que há dois canais de contato, um é o do poético, o outro é o da energia. Havia energia, e até ritmo. Mas o poético ficou um tanto de lado. O Máschara é muito capaz e Castelo Encantado vem se reinventando. Mas falta há alguns atores o domínio da microfonia. Não basta largar um microfone nas mãos de alguém, erguer o volume máximo e esperar que os atores brilhem. 
                                         Alessandra Souza e Renato Casagrande, são dois "bons" do Máschara, mas sua energia, sua força, foram seus maiores inimigos durante a apresentação. É preciso ao lado de um microfone que irá propagar sua voz, conter-se, acalmar-se, pensar com a mente no microfone. Ele é seu contato com o público. Grande parte do que foi dito perdeu-se no ar, tornou-se incompreensível. Raquel Arigony perdeu-se em meio à tantos adereços, microfone, pau de macarrão, bengala. Sua comunicação corporal ficou prejudicada. 
                                          Por outro lado, foi uma apresentação de desafios, a entrada do elenco, o tamanho do palco, a adaptação do cenário, a construção do mise en scène, tudo exigiu trabalho em equipe. No entanto alguns pontos precisam ser mencionados. Renato Casagrande ocupa o Status II da companhia, pois na mesna não há ninguém que faça o que ele faz. Organizar o material cênico para viajar, reunir adereços, figurinos, etc... Mas seu maior mérito não pode ser visto como titulo simbólico. É preciso trabalhar com afinco para mantê-lo, do contrário deveria ocupar o Status III. Seu trabalho não é favor, é mostra de capacidade digna de aplauso, por isso mesmo quando era esquecendo apetrechos importantes, deve admitir seu erro e buscar não errar mais. 
                                       Cléber Lorenzoni, embora muito bem em cena, já passou da fase de esquecer pequenos detalhes, então é inadmissível que adentre o palco portando uma aliança nos dedos. Um espetáculo tão cuidado não pode pecar nos detalhes. 
                                       Alessandra Souza é uma atriz com méritos e fraquezas. Mas o que mais me surpreende é essa dificuldade em compreender códigos rápidos, em saber ouvir uma crítica sem dar mil explicações desnecessárias. se quer ser uma grande atriz, precisa de mais humildade. E principalmente precisa buscar ser a melhor. Buscar subir degraus. Ou ficará estagnada como vários atores que conheço que simplesmente estacionam, julgando-se razoáveis e contentando-se com isso. 
                                         A trilha de Gabriel Giacomini, a energia de Evaldo Goulart, a disponibilidade de Stalin Ciotti e Laura Hoover, foram detalhes perceptíveis e louváveis. Mas ainda assim, não foi um bom dia de teatro. 

                        Para lembrar: O trabalho em equipe, a tentativa de solucionar problemas.
                         

Arte é Vida

 A RAINHA

Alessandra Souza (**)
Renato Casagrande (*)   
Raquel Arigony (*)
Cléber Lorenzoni (*)
Evaldo Goulart (**)
Gabriel Giacomini (**)
Laura Hoover (**)
Stalin Ciotti (**)     




quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Grupo Máschara e direção da escolinha Arco Íris


Os Saltimbancos - Escolinha Arco Íris - 784 (tomo 33)

                    Sempre que há teatro, todos os teatros, quaisquer teatros. Lá estou eu, disposta, ativa, interessada. Sou fã do trabalho do Máschara, que luta, luta, mete o pé, tentando impor o teatro em um mundo cada vez mais vazio de arte e cultura (que não são a mesma coisa). O problema é que estas são gotas, gotas pequenas em meio a fogueiras inteiras, queimadas de vazio cultural. A cada dia as pessoas mais se distanciam da arte, fecham museus, tornam-se viciadas em práticas deprimentes. Os modismos que surgem levam as plateias para todos os lados, menos ao teatro e a dança. Em Cruz Alta, o teatro do Máschara tem muitos adeptos, fãs, e isso me enche de orgulho.
                        Vi a trupe reunida na FENATRIGO, dias chuvosos e tristes, vendas, comercio, negócios, onde tentava-se emplacar algumas gotas culturais. Lá estavam os super-heróis do Máschara. Em uma criativa ideia de Cléber Lorenzoni, mas as vezes executada com menos interpretação e mais exibicionismo. Para ser arte é preciso mais da linguagem artística, mais construção e menos clima de "festa anos 80". No sábado surpreendi-me com um visual impecável. O verdadeiro circo místico.
Não há como não elogiar profundamente Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni por suas ideias bombásticas. Claro que Alessandra Souza, e Douglas Maldaner podem e devem aprofundar-se muito mais nessa linguagem, vencer obstáculos. Visual sozinho não preenche espaços, não atrai público. O que atrai é talento/técnica. Já havia me retirado quando soube que um dos atores sofreu um acidente durante a prática de seu oficio. Fiquei preocupadíssima. Sei que acidentes acontecem e  certamente uma equipe tão unida se apoiou nessa hora. Pois como sempre digo, no teatro a vida do outro vale mais que a nossa.
Poucos dias depois (sim, o Máschara é incansável), lá estão eles em cena novamente, dessa vez com Os Saltimbancos. A inspiração de Chico Buarque para o conto dos Irmãos Grimm, Os Músicos de Bremen. Quando chegamos para assistir Os Saltimbancos, algumas coisas já vem em nosso consciente coletivo. Gata leve, Galinha com a cabeça para frente e corpo em pliè, cachorro com a parte de trás das mãos levantadas para cima e jumento pesado e lento. Pois bem, algumas dessas bases não estavam presentes. Escolhas. Renato Casagrande e Cléber Lorenzoni fazem o que querem com a platéia, isso os torna louváveis. Alessandra Souza estava impagável, divertidíssima. Evaldo Goulart é um ator jovem que precisa de mais maturidade. Quando está no palco, preenche maravilhosamente a cena. Mas o que quer? Qual sua caminhada? Para onde vai? Precisamos ter objetivos. O jumento de Goulart é fraco na cena, por vários momentos os colegas tentam lhe ajudar a conduzir a cena que começa a afundar, mas ele parece não querer essa ajuda. 
As vezes penso que os atores do Máschara deveriam descer de Status, pois se por um lado são mágicos, poderosos, eficientes e talentosos, por outro lado deixam a desejar em situações simples e que deveriam nos surpreender. 
Abrir perguntas ao público é matéria para atores de tarimba, pois é preciso saber conduzir as crianças, encerrar um assunto para começar outro. Renato Casagrande consegue se impor com sua voz e coordena a cena como bem quer. Cléber Lorenzoni usa de outros macetes, e com uma graça que adquiriu em sua caminhada teatral consegue reiniciar, recomeçar ou dar fim a cenas. 
Os Saltimbancos na escolinha Arco Íris, foi uma dessas situações em que o Máschara tenta lançar gotas, as crianças de Cruz Alta estão cada vez mais conquistadas pelo teatro, e isso gerará frutos no futuro. Espero que os pais percebam o quão bem essa presença do teatro faz bem aos jovens. Claro que apresentar um espetáculo em um espaço pequeno sem o aparato cênico acaba por esfarelar um pouco o trabalho, a criação cênica. A peça mais parecia uma contação de historias. Ainda assim, era o teatro fazendo sua parte. 
Quanto a trilha sonora, é preciso treinar melhor os operadores de som, comentários sobre a sonoplastia confusa podem ser sinônimo de incompetência profissional. E uma equipe como a do Máschara não pode se dar ao luxo de ser considerada incompetente. 
Ainda sobre status, atores bons não são superiores a ninguém. São bons e serão inesquecíveis, mas são ainda colegas de trabalho e devem não se encher de egos. Todos precisam de todos. Quem chegou para se apresentar deve ser agradecido a quem chegou muito antes e montou seu cenário. Quem precisa de seu cachê para pagar as contas do mês deve ser agradecido a quem ficou dias negociando um espetáculo. Quem recebeu o aplauso no final do espetáculo deve lembrar que não nasceu sabendo atuar, que ao contrário, precisou de muitos ensinamentos e dicas para chegar onde está. Quem veste o elenco deve lembrar que não ocupa espaço superior, apenas ganhou um voto de confiança para mostrar sua capacidade. Quem aparece uma vez ou outra para participar de algumas peças deve ser agradecido por as portas lhe estarem sempre abertas. Quem aponta defeitos em todos deve recordar-se que todos os temos. Quem tanto critica deve lembrar que não só com critica se ensina. Teatro é ensinamento, o que estou ensinando?


Arte é vida, você faz arte? Tem certeza? Então como é sua vida?

A Rainha


Cléber Lorenzoni (**-***-**)
Alessandra Souza (**-*-***)
Evaldo Goulart (**-**-*)
Douglas Maldaner - (**-**)
Stalin Ciotti (*)
Renato Casagrande (**-***-**)