quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Os Melhores do ano até 2012
2012
Dulce Jorge como Caroba e Gabriel Wink como Benona em O santo e a Porca
2011
Cléber lorenzoni como Adelaide Fontana E Angélica Ertel como Helena Em As Balzaquianas
2010
Gabriel Wink como Ágatha em A Maldição e Angélica Ertel por suas substituições
2009
Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni em A Maldição do Vale Negro
2008
Tatiana Quadros como fada mascarada em Lili Inventa o Mundo e Dulce Jorge como Penelope em Ed Mort.
2007
Gabriel Wink como Peeter Stockman Em Um Inimigo do Povo e Angelica Ertel como Glorinha Em Esconderijos do Tempo
2006
Cléber Lorenzoni como Mario Quintana e Kellem Padilha como Lili Em Esconderijos do Tempo
2005
Alexandre Dill-Como Dr. Cícero e Miriam Kempfer como Rita Paz Em O Incidente
2004
Lauanda Varone em A Carrocinha
2003
Dulce Jorge como Mãe em Bodas de Sangue
2002
Jorge Pittan como Rei Duncan e Simone De Dordi como Lady Macduff Em Macbeth
2001
Marcele Franco como Mariana e Cléber Lorenzoni como Tartufo Em Tartufo
2000
Alexandre Dill como Hêmon e Dulce Jorge como Antígona Em Antígona
1999
Cléber Lorenzoni como palhacinho e Ariane Pedrotti como Espanhola Em O Conto da Carrocinha
1998
Cléber Lorenzoni como D. Flávia e Simone De Dordi como Das Dores Em Dorotéia
1997
Cléber Lorenzoni como Fada Morgana e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul
1996
Diulio Penna como o Gato Bulunga e Dulce Jorge como Bruxa Magnólia Em Bulunga o Rei Azul
1995
Dulce Jorge como Cordélia Brasil Em Cordélia Brasil
domingo, 8 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Por Ana Paula Furlanetto (aluna de ESMATE) critica de A Maldição do Vale Negro
A peça apresentada pelo grupo teatral Maschara no dia 08 de novembro de 2013 conta aparentemente uma história trágica, mas no desenrolar dos acontecimentos uma sátira fica bem identificada, em situações mais ou menos engraçadas. Os atores enfatizam bem os detalhes de seus personagens, que neste caso um mesmo ator faz mais de um personagem, mas em cada um deles conseguem transpor tudo que envolve suas respectivas personalidades, com detalhes visuais e textuais. A sincronia dos personagens era muito tranquila, podendo amenizar certas falhas ou imprevistos que se declaravam em alguns momentos, acabando por se tornarem engraçadas.
Quando chegou-me a informação que a peça seria um pouco longa, a primeira coisa que me passou foi que seria bastante desgastante para os atores, confirmado no final vendo como estavam cansados, mas ao mesmo tempo em nenhum momento deixaram transparecer em cena, o que acho fazer diferença mesmo algumas vezes a Rosalinda , a cigana e o conde terem que ficar bem na frente, aonde haviam dois holofotes grandes que passavam nitidamente muito calor para quem estava em frente. A narrativa feita com som mecânico, para melhor entendimento da peça estava baixa, sendo que fui perceber que eram informações importantes tempo depois perdendo detalhes iniciais.
Em relação à estética visual, não vi grandes faltas no cenário e na vestimenta somente pequenos detalhes que no decorrer da peça apareciam e por estar bem na frente podia repara-los. A iluminação poderia estar favorecendo melhor os atores, enfatizando cenas principais da peça; Gostei da maquiagem e das trocas de figurino que realmente eram muito bem feitas, reutilizando ao máximo uma da outra encaixando com seus personagens.
Voltando a duração do espetáculo, por ser uma peça longa, acabava por desviar a atenção do público em alguns momentos tirando o foco do espetáculo. Em uma visão geral, estética, conseguir entrar na história que está sendo apresentada é simplesmente o resultado de um conjunto de tudo, que possa valorizar a época proposta pela peça e o valor social de cada personagem, auxiliando na identificação dos objetos que se dispõe no palco. Acrescento que poder vivenciar por alto uma história que não se conhece em sua forma mais orgânica, é simplesmente muito inspirador e criativo. Realmente em uma peça de teatro, aonde existam atores que se propõem passar uma mensagem, merece cuidado com relação aos detalhes que, podem parecer não importar, mas na hora fazem uma grande diferença. Em relação a isso vejo a necessidade da sintonia dos atores com aquilo que eles fazem de melhor e que gostam, para que se algo não estiver dando certo em algum momento da preparação do espetáculo, ou não sair como esperado em relação ao desempenho geral dos atores em toda a duração da peça, que sobre a alegria de estar entre amigos e que com eles passe a melhor forma do teatro que eles merecem ver, lembrando que chegará de maneiras diferentes em cada um.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O que nos move? Feriadão em Vila Nova do Sul
...Havia um ator, não muito conhecido, não muito reconhecido, ganhava pouco, mas amava o que fazia. Sua ambição era ser perfeito, cada vez que acabava uma apresentação, já começava a pensar na próxima, nos novos desafios. Para ele, em primeiro lugar vinha sempre o público, e tinha que ser assim, pois era para o público que fazia. Alguns atores dizem que fazem teatro para si mesmos, mas ai devem fazer em uma sala fechada! O Teatro é para o outro e por isso é um exercício tão humano. Tão digno. Para fazer seu teatro passava por vários sacrifícios e assim sempre foi, é e será. Antes de cada apresentação fazia uma prece, para si, para os colegas atores e para o público. Era pragmático e mítico. Doía-se por dentro quando algo dava errado, doía-se por dentro quando percebia que o público não compreendia o espetáculo apresentado, e então chorava. Chorava por si próprio, pelo público e pelo teatro. As vezes se apresentava em grandes teatros, as vezes em lonas, as vezes na rua, mas sempre se emocionava quando estava em lugares pequenos, lugares que nada tinham a ver com o teatro, pois aí tinha certeza de sua missão, de levar a arte, de tocar as pessoas. Ele convivia com todo tipo de artista, era amigo de vários atores e dividia o palco com atores e não atores. Constantemente se indignava, questionava-se, admirava-se com os atores todos. Com atores que não liam, com atores que não cuidavam ou trabalhavam a voz, com atores preguiçosos, com atores que não sentiam a presença do público quando estavam no palco. Esse ator idealizou um grupo, uma Cia.. Sua intenção era desenvolver o talento dos atores a sua volta, criar, debater, aprender, e envolver o público. Sua intenção era um grupo onde todos se apoiassem e se admirassem uns com os outros. Um Grupo onde todos fossem engajados, onde todos pudessem opinar, e mostrar sua criatividade...
Vila Nova do Sul raras vezes teve teatro, uma cidade pequena e por isso com um público muito disposto a divertir-se com algo novo. O espetáculo Feriadão com temática sobre o trânsito emocionou e fez brilhar os olhinhos de muitas crianças; da frente do palco as crianças viram cenas divertidas e pequenas lições. De onde eu estava eu vi atores esforçados, sacrificando suas gargantas na tentativa de serem ouvidos já que a combinação lona x chuva, tornava inaudível o texto. No palco havia água e equipe de som e luz caminhando e atrapalhando a encenação, atravessando o palco inacreditavelmente durante as cenas, e os atores restritos a um espaço de 16 metros quadrados.
O espetáculo rolou muito bem, os atores (Renato Casagrande, Alessandra Souza e Cléber Lorenzoni) dominam com perfeição a mise en scene. Principalmente no uso dos adereços e seu manuseio. Evaldo Goulart pode e deve ser mais verdadeiro, lembrando sempre que Filipinho é uma criança e o vovô é o Filipinho brincando de ser idoso. Fernanda Peres esteve muito bem nas apresentações, mas ainda pode descobrir novas soluções para sua Serenita, além de lembrar de não se deixar infantilizar demasiado. O ator Goulart precisa ser mais atento, mas cuidadoso com figurinos e ações, lembrar de não parecer egoísta preocupando-se com tantas coisas terceiras na hora de entrar em cena. Em primeiro lugar vem a interpretação. Falta-lhe uma boa dose de Grotowski.
Os atores Alessandra Souza e Renato Casagrande mostram uma vocação incrível com seu cuidado com cenários e figurinos, a dedicação com o todo, o que os torna atores tão bons e próximos do 1º Status. Leva-se anos para alcançar essa completa noção teatral. A percepção de que tudo está interligado. Cléber Lorenzoni cortou alguns textos na apresentação da tarde preocupando-se coma percepção total do espetáculo, isso é muito delicado, conseguir cortar o texto, mantendo o que é realmente importante. A primeira apresentação durou cerca de 48 minutos a segunda 33, isso mostra versatilidade. Poderia ser falta de profissionalismo, mas ninguém pode acusar esses atores do Máschara que viajam por todo tipo de lugar, de não serem profissionais.
O espetáculo tem um clima bastante lúdico, mas como deixar lúdico algo que foi projetado para um palco italiano e que é apresentado com intervenções tão inapropriadas?
O espaço apertado embolou um pouco as cenas, e o som mal operado (pois isso exige técnica) atrapalhou alguns textos de serem ouvidos.
Quanto ao palco quem deve montá-lo é sempre o contra-regra, que nesse caso era o sonoplasta.
O Teatro é uma caminhada, que deve começar pela compreensão do espaço cênico, pelos detalhes, por som e luz bem elaboradas. Pela valorização do trabalho artesanal que é o teatro.
Você ama o teatro? Quando se afasta do palco, ou da interpretação sente uma solidão terrível, um vazio profundo? Não? Então não ama... Teatro é algo que invade a alma!!!!
Teatro é vida, para uns poucos!
A Rainha
Cléber Lorenzoni - Status I A - (*)(**)
Alessandra Souza - Status II - (***) (**)
Renato Casagrande - Status II - (**)(***)
Fernanda Peres - Status III - (**)(**)
Evaldo Goulart - Status IV - (*)(**)
Júnior Mello - Estagiário - (*)(**)
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Diário de Bordo - A Maldição do Vale Negro 19 - Colégio Annes Dias
De quem é a responsabilidade?

Desde sempre me peguei procurando um responsável para que o teatro dê certo em Cruz Alta, ou mesmo no interior. A Arte é profundamente importante, indispensável, necessária para todos, em contra ponto ouvimos sempre diversos comentários como: A arte é importante nas escolas; A Arte deve ser difundida; Peçam apoio aos governantes. No entanto o que temos? Uma sociedade sempre tão apressada que não tem tempo para preocupar-se em realmente fazer algo, afinal quais são as ditas necessidades básicas da sociedade? Saúde e educação. Mas eu pergunto, a arte não está extremamente ligada a essas duas esferas?
Na noite da última sexta-feira, 8 de novembro, atores do Grupo Máschara subiram ao palco com A Maldição do Vale Negro, do gaúcho Caio Fernando Abreu, em uma suposta parceria entre comunidade escolar e o Máschara. Não sei o que aconteceu, mas a parceria não se cumpriu. Atores fizeram sua parte, ponto.
A Maldição do Vale Negro segue com a mesma proposta de quando estreou -2009. Três atores cumprindo sete personagens. Não acho possível catalogar em um ou outro gênero o espetáculo, afinal o conceito "teatro" alcança uma gama de variantes, de possibilidades que se opõe a classificações. No passado buscava-se a interpretação "correta" do texto, hoje no entanto, busca-se a personalidade a exclusividade a idéia artística do novo, que venha, ainda que com um texto conhecido, destacar-se pelo diferente. O dito ato cênico vai cumprir-se com apoio de sua iluminação, trilha, cenário e uma gama de técnicas que o universo de um espetáculo teatral. O paradoxal mundo melodramático de A Maldição do Vale Negro partiu de dezenas de exercícios onde cada ator usava sua criatividade em transformar corpo e voz compondo cada uma das personagens do texto.
No elenco Renato Casagrande, Ricardo Fenner e Cléber Lorenzoni, os três com perfeito domínio corporal, exímio trabalho de coluna. A composição das personagens femininas é brilhante a ponto de o público desavisado julgar atrizes em cena. Destaco nessa encenação Renato Casagrande pela potência vocal e o ritmo alcançado. O espetáculo teve curva bastante acentuada, e as gags embora não tenham arrancado riso excessivo da platéia, promoveram agradável divertimento.
A técnica do espetáculo não foi perfeita como esperada. Fernanda Peres e Evaldo Goullart deviam jogar juntos, trabalhar em equipe. E principalmente lembrar que o ator que começa compreendendo todo a base do teatro torna-se melhor ator. "Completo" eu diria.Alessandra Souza foi extremamente profissional e cumpriu com perfeição sua contra-regragem. Ricardo esteve melhor em sua cigana, mas o conde decaiu um pouco, falta provavelmente de ensaios. Cléber Lorenzoni pontuou bem as cenas, mas havia um quê de preocupação de sua parte nas cenas.
Foi enfim, uma tentativa a mais de reerguer o Cena às 7. Mas infelizmente isso não depende apenas dos atores.
Alessandra Souza ***
Alessandra Souza ***
Renato Casagrande ***
Cléber Lorenzoni **
Ricardo Fenner **
Evaldo Goulart *
Fernanda Peres **
Dulce Jorge **
A Rainha
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
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