Prezados Integrantes do Grupo Máschara
As realizações pessoais são abrilhantadas quando a arte sempre está presente. Em tudo o que fazemos existe uma pitada de cultura e arte. Basta possuir a sensibilidade de percebê-las. Gostaríamos que o povo brasileiro percebesse mais o quanto o sentimento artístico é benéfico para nossas vidas. Fotografar o espetáculo do Grupo Máschara foi uma experiência ímpar, de aprendizado e aumento na percepção artística. Parabéns às pessoas privilegiadas com o "Cena às Sete". E dizem que a vida é feita de lembranças e escolhas: agradeço por escolher e lembrar sempre deste grupo teatral.
Gentileza e fotos de Alexandre Giacomini
Neste ultimo fim de semana, mais precisamente no domingo, dia 23 de junho, estreou o mais novo trunfo do Máschara, A Serpente de Nelson Rodrigues, ultimo texto do autor, escrita em 1978 mas tão atual e contemporâneo quanto Aristófanes ou qualquer outro besteirol de sucesso. E isso porque trata dos instintos humanos arraigados há muito tempo. Nelson é não só nosso clássico dramaturgo, como também o autor mais montado do país e ainda o que mais causa furor. Sofre grande preconceito por parte dos mais moralistas e conservadores, mas chega fácil a compreensão humana.
A produção do cena às 7 foi incrível, algo novo, algo que surpreendeu quem estava presente. A principal função do Máschara, que é sempre ousar, pesquisar a arte, os estilos e as linguagens, foi muito bem cumprida. O público era recebido na portaria pelo elenco, vestidos de noivos, brindando com taças de espumante. Na arena, uma cama, uma janela e um banco. Tudo em preto, branco e vermelho.
A trilha é de muito bom gosto, forte, tangos e outros sons equivalentes. Batidas buscadas na obra de Ênnio Morricone. A luz muito bem operada por Roberta Corrêa. E os figurinos extremamente simbólicos.
O público não foi grande, lástima, o teatro não é prato principal na mesa do Cruzaltense, ao contrário, vem em ultimo lugar. Outros já haveriam desistido, mas o Máschara continua ali, enfrentando leões, passando sufocos para manter o teatro. Até quando?
Alessandra Souza (**)
Tatiana Quadros (**)
Renato Casagrande (**)
Cléber lorenzoni (**)
Evaldo Goulart (**)
Ricardo Fenner (**)
Fernanda Peres (**)
Roberta Corrêa (***)
Arte é vida A Rainha
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