Tatiana Quadros, Renato Casagrande, Gabriel Wink, Cléber Lorenzoni, Roberta Corrêa, Alessandra Souza E Angélica Ertel
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Diário de Bordo XIX - A Maldição do Vale Negro - 33º Cena às 7
O Prazer de Todos
Quando assisto à um espetáculo, costumo prestar atenção em tudo o que acontece no espaço a minha volta. O Teatro não acontece somente no palco, ele começa la na porta do teatro, no Foyer. Gosto de observar o pessoal da gabine técnica, ver se estão nervosos, anciosos, calmos... Gosto de observar as barras de luz, antes mesmo da cortina abrir. Gosto de observar a movimentação dos técnicos, se vão aos camarins, se há algum problema ou se tudo está perfeito. No Cena às 7 por exemplo, observo quem está na portaria, se há cartazes, se houve divulgação, como organizaram mesa de som e luz, e assim depois que percebo todo o ambiente é que estou preparada para assistir ao espetáculo. O Teatro é uma energia que se estabelece quando tudo e todos conspiram a seu favor...
Ontem à noite fui recebida pela atriz Dulce Jorge, saudade de vê-la em cena. Já no auditório escolhi um ligar agradável, nem muito a frente, nem muito atrás. A frente deixo para os mais medíocres e as ultimas cadeiras para os que foram por outros motivos...
A Maldição do Vale Negro nunca esteve tão inteira, viva como nessa edição do Cena às 7. Havia gana (não que esse seja o único ingrediente necessário), os atores estavam inteiros, a triangulação foi perfeita.
Será que os atores são capazes de perceber o quanto um contra-regra também tem de artista?
Fiquei irritada no entanto com dois pequenos aquéns, que para mim prejudicaram a noite. Primeiro a falta de uma sinopse, ou mesmo ficha técnica no inicio. Como era de praxe em noites de Cena às 7. Em segundo, a presença de um fotógrafo que caminhou pelo teatro incansavelmente tirando minha atenção, fazendo barulho, movimentando a platéia, e ainda usando o flash da câmera, o que ocaionou em dois momentos a quebra do efeito blecaute do espetáculo. Uma pena... Mas, o teatro como eu disse é feito por muitas pessoas, e não há como ensinar todas elas.
A Rainha
domingo, 13 de junho de 2010
Diário de Bordo XIII - lili Inventa O Mundo em Julho de Castilhos - 2010
O Ator Criador
Que um espetáculo está sempre em constante mutação, que o teatro é uma arte em movmento, que uma apresentação nunca é igual a outra nós já sabemos, contudo, as vezes o ator cai em pequenas armadilhas que podem por em risco seu trabalho. Depois de algum tempo com um espetáculo, acontece um fenômeno causado pela maior compreensão da narrativa, o ator começa a esticar suas pauzas, suas intenções de forma que o espetáculo vai se tornando longo, espichado até transformar-se em outra coisa. Outra situação é a robotização, o ator começa a repetr sempre da mesma forma sua cena. Isso não chega a prejudicar a leitura do espetáculo por parte do público, mas a longo prazo pode deixar a cena fria e sem interesse. Há ainda o ator que vai modificando suas intenções em pról de novas reações do público, por exemplo, na comédia vai mudando as piadas em busca de novas fontes de riso. O Teatro é uma profissão complexa, você tem um diretor, que mais ou menos te diz o que deve ser feito em cena. Mas na hora "h", é o proprio ator que sabe de sí, que acaba fazendo o que quer em cena. No entanto é necessário perfeito jogo entre diretor e ator, em pról do melhor à cena.
A Atriz Alessandra Souza compõe uma figura muito harmônica em cena, mas precisa aprender a canalizar sua energia. A figura de A rainha das rainhas, È uma das figuras mais fortes que já vi em um espetáculo infantil, é grande em simbologia. E sua intérprete precisa saber carregá-la. Veja bem, é necessário que o que a personagem e a atriz tenham a dizer seja mais forte que o que o público já traz consigo sobre essa figura.
Depois de tanto tempo vi em cena Roberta Corrêa... Mas ela estava realmente em cena? Sim a atriz parecia concentrada, "presente", mas devia se perguntar, qual realmente é minha função aqui...Veja bem, como posso somar, somar para que a narrativa se torne mais compreensiva.
E quanto a minha atriz infantil prediléta... Não estava inteira na cena, estava sim corporalizada, mas sua alma não estava tão presente...
Quanto ao elenco masculino, alguns excessos, algumas anemias, mas no todo, cumpriu mais uma vez sua função.
Não me canso desse espetáculo por que continua vivo, pulsante... Mas é preciso estar atentos...
A Rainha
Diário de Bordo XII - Oficina de Teatro em Veranópolis - junho 2010
O Teatro também para os adultos...
Muitas vezes, escuto os adultos se pronunciando a respeito de oferecer teatro as crianças, dizendo que precisam levar seus filhos ao teatro, que gostariam de colocá-los em escolinhas de teatro etc... Quando na verdade me pergunto se o adulto não precisa ainda mais da educação artística...
É como se oferecendo teatro a criança, o adulto se eximisse da obrigação de ter que participar da arte...
Nessa segunda-feira, viajei quase sete horas para levar oficina de teatro à professoras de uma escola de Veranópolis.
Lógo na chegada uma professora interceptou-me para falar sobre uma esposição de quadros que estava acontecendo alí onde haveira a oficina. Ela parecia muito interessada no que via, e me questionou: -Que será que quer dizer essa pintura?
Aquilo me inspirou, instigou-me. Mais tarde na oficina eu questionava às professoras: -O que o artista quer nos falar? O que ele está fazendo sobre o palco? O que é o teatro afinal?
Voltei um tanto frustrado... As vezes queremos muito tornar agradável nossa aula, as vezes queremos fazer com que os alunos passem a admirar ainda mais a arte. Mas infelizmente as vezes é uma experiência que faz bem apenas ao oficineiro.
O Teatro tem muitas funções, pode ser manipulado em pról da arte em sí, mas também da terapía, do auto conhecimento, e de mil outras possibilidades. Mas ainda é doloroso perceber que ele não é tão bem vindo, que as pessoas não sentem necessidade de compreendê-lo. Algumas inclusíve tem medo dele. Medo do poder de desmascarar que o teatro possui. Os não iniciados rapidamente acabam por ser vencidos. A máscara da desinibição exagerada, os piadistas da turma, são na verdade os mais inseguros. Os mais timidos ao contrário, revelam-se fortes, corajosos.
Algumas professoras me emocionaram muito em suas improvisações. Foram sensíveis em sua percepção do que eu estava fazendo alí.
Mas nesse dia saí frustrado, pergutando-me por que a arte é algo tão distante da nossa realidade....
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Entrevista Feita por uma aluna de Pejuçara ao ator Gabriel Wink - Maio 2010
1- Qual a a importancia do teatro para você?
O Teatro hoje tomou conta da minha vida, busco cada dia ser melhor, me aprofundar mais, é o que melhor sei fazer e o que mais me sinto bem fazendo, quando ouço o barulho da platéia chegando, os holofótes se acendendo algo dentro de mim começa "a entra em erupção" e aí tenho a certeza de que estou fazendo a coisa certa.
2- A quanto tempo voce trabalha nesta profissão?
Trabalho como ator a cinco anos, mas parece que fiz isso a vida toda, acho até que só comecei a viver de verdade quando conheci o teatro, ou pelo menos comecei a viver melhor. Já fiz mais de quinze espetáculos, já fiz, comédias, dramas, tragédias, clássicos, de tudo um pouco.
3- Qual o nome do grupo em que voce trabalha? Conte um pouco da historia do mesmo.
Trabalho no GRUPO MÁSCHARA, grupo que tem dezoito anos de história, com mais de cem premiações em variados Festivais de Teatro, e desde 2008 integra o circuito do "Projeto Emancipar" projeto do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e também recebeu em 2005 o Prêmio Cultura Gaúcha.
4- Em que tipo de peça voce gosta de atuar?
Alguns atores, não gostam ou acham que não há mérito em fazer peças infantis, mas eu não, gosto da peças infantis , gosto de retorno imediato da falta de inibição que as crianças tem ao invés dos adultos, elas sim são verdadeiras.
5- Que papel voce prefere representar nas peças?
Gosto de tudo e de todos, o teatro quando bem feito se torna tão maravilhosos, que se pode fazer qualquer coisa, rir, chorar, tanto faz tudo está acontecendo no palco, tudo não palco é melhor e muito maior do que todo o resto.
6- Que tipo de peça o grupo apresenta com mais freqüência?
Olha só, não sei dizer exatamente apresentamos muitos espetáculos em várias cidades, cada cidade quer um espetáculo diferente, então acaba sendo difícil saber.
7- Como você se descobriu um ator?
Isso é difícil de explicar, mas desde criança gostava de brincar de fazer teatro juntava os amigos, primas e primos e iamos todos para área de minha avó encenar histórias, depois na escola foi da mesma forma ia eu juntar os colegas para fazer os casamentos caipiras e outras coisas, aí entrei no Grupo Máschara, onde encontrei a base teórica do teatro e pude lapidar e desenvolver aquilo que desde criança eu sem perceber estava buscando.
8- Para voce, quais as principais caracteristicas de um bom ator?
Poderia falar em presença, em habilidade corpórea, potência de voz , tudo isto é importante sim, e compõem um bom ator, mas tudo isso não passa de obrigação, para mim um bom ator tem que estar vivo naquilo que faz, tornar único e impossível de se reproduzir. Tem que buscar ser o melhor e o mais verdadeiro possível.
9- Na sua opiniao, o tetro envolvendo jovens, ajuda a incentivá-los a seguirem um caminho correto?
Com certeza, além de ator sou também professor de teatro, realizo aulas e oficinas com jovens e crianças de Cruz Alta e já trabalhei com oficinas em outras cidades. O teatro auxilia não apenas na desinibição , mas na compreensão de um todo, desde respeitar e entender diferenças, estimular a leitura e a vontade de aprender mais.
10- Para voce, a sociedade valoriza o teatro?
Viver de arte é muito difícil, ainda mais quando se está no interior, não temos um salário fixo, férias, 13º salário, plano de saúde, dentre outros. As pessoas demoram a desenvolver seu senso cultural, a tomar gosto pela arte, mas continuamos lutando, meu grupo como já disse tem 18 anos, é muito premiado e reconhecido em todo o estado e até fora, mas mesmo assim temos muitas dificuldades.
O Teatro hoje tomou conta da minha vida, busco cada dia ser melhor, me aprofundar mais, é o que melhor sei fazer e o que mais me sinto bem fazendo, quando ouço o barulho da platéia chegando, os holofótes se acendendo algo dentro de mim começa "a entra em erupção" e aí tenho a certeza de que estou fazendo a coisa certa.
2- A quanto tempo voce trabalha nesta profissão?
Trabalho como ator a cinco anos, mas parece que fiz isso a vida toda, acho até que só comecei a viver de verdade quando conheci o teatro, ou pelo menos comecei a viver melhor. Já fiz mais de quinze espetáculos, já fiz, comédias, dramas, tragédias, clássicos, de tudo um pouco.
3- Qual o nome do grupo em que voce trabalha? Conte um pouco da historia do mesmo.
Trabalho no GRUPO MÁSCHARA, grupo que tem dezoito anos de história, com mais de cem premiações em variados Festivais de Teatro, e desde 2008 integra o circuito do "Projeto Emancipar" projeto do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e também recebeu em 2005 o Prêmio Cultura Gaúcha.
4- Em que tipo de peça voce gosta de atuar?
Alguns atores, não gostam ou acham que não há mérito em fazer peças infantis, mas eu não, gosto da peças infantis , gosto de retorno imediato da falta de inibição que as crianças tem ao invés dos adultos, elas sim são verdadeiras.
5- Que papel voce prefere representar nas peças?
Gosto de tudo e de todos, o teatro quando bem feito se torna tão maravilhosos, que se pode fazer qualquer coisa, rir, chorar, tanto faz tudo está acontecendo no palco, tudo não palco é melhor e muito maior do que todo o resto.
6- Que tipo de peça o grupo apresenta com mais freqüência?
Olha só, não sei dizer exatamente apresentamos muitos espetáculos em várias cidades, cada cidade quer um espetáculo diferente, então acaba sendo difícil saber.
7- Como você se descobriu um ator?
Isso é difícil de explicar, mas desde criança gostava de brincar de fazer teatro juntava os amigos, primas e primos e iamos todos para área de minha avó encenar histórias, depois na escola foi da mesma forma ia eu juntar os colegas para fazer os casamentos caipiras e outras coisas, aí entrei no Grupo Máschara, onde encontrei a base teórica do teatro e pude lapidar e desenvolver aquilo que desde criança eu sem perceber estava buscando.
8- Para voce, quais as principais caracteristicas de um bom ator?
Poderia falar em presença, em habilidade corpórea, potência de voz , tudo isto é importante sim, e compõem um bom ator, mas tudo isso não passa de obrigação, para mim um bom ator tem que estar vivo naquilo que faz, tornar único e impossível de se reproduzir. Tem que buscar ser o melhor e o mais verdadeiro possível.
9- Na sua opiniao, o tetro envolvendo jovens, ajuda a incentivá-los a seguirem um caminho correto?
Com certeza, além de ator sou também professor de teatro, realizo aulas e oficinas com jovens e crianças de Cruz Alta e já trabalhei com oficinas em outras cidades. O teatro auxilia não apenas na desinibição , mas na compreensão de um todo, desde respeitar e entender diferenças, estimular a leitura e a vontade de aprender mais.
10- Para voce, a sociedade valoriza o teatro?
Viver de arte é muito difícil, ainda mais quando se está no interior, não temos um salário fixo, férias, 13º salário, plano de saúde, dentre outros. As pessoas demoram a desenvolver seu senso cultural, a tomar gosto pela arte, mas continuamos lutando, meu grupo como já disse tem 18 anos, é muito premiado e reconhecido em todo o estado e até fora, mas mesmo assim temos muitas dificuldades.
Cléber Lorenzoni empresta sua mente a Mario, seu personagem em Esconderijos do tempo e fala de sua amizade com a morte...
Você nunca teve medo da morte
Por que ter medo de uma amiga tão querida? De Infância? A minha morte é companheira de criança, brincou, dançou, me acenou logo cedo, e cresceu comigo... É uma musa, uma mulher encantadora, ela é fiel, leal e nunca se adianta em seu propósito. Ela sabe dançar valsa, penso mesmo que ela saiba dançar qualquer coisa, inclusive a sinfonia nº 5 de Gustav Mahler. A minha morte é como que eu quiser, pois ela nasceu comigo... E a sua?
Você brincava com a morte por que sua mãe não deixava vc sair muito, já que vc era um menino frágil, sempre doente... Um menino de aquário...?
Eu tinha irmãos, e brincávamos muito, brincava sim com outras crianças, e até com o anjinho Malaquías que as vezes aparecia lá em casa...
Seu amiguinho imaginário?
Malaquìas nada tem de imaginário, Malaquìas é muito real, ta!
Você sempre gostou muito de crianças, e elas sempre gostaram de vc, vc pode se julgar o poeta das crianças...?
Todo poeta tem uma criança dentro de si, pois é preciso ver o mundo com os olhos de uma criança. Acreditar, sonhar, ter esperança. Um dia vc acorda e passaram-se 60 anos, e incrivelmente aquele menino continua dentro de vc, cheio de vida, sorrindo, esperando... Eu penso que a minha vida passou tão depressa, esse que vc vê está meio enrugadinho, mas não se iluda, embora idade e senso eu aparente, ainda sou o menino que um dia o titio levou ao circo para ver as equilibristas...
Você se enamorou, apaixonou-se algumas vezes?
A sim, pelas ruas, pelas igrejas, pelas pracinhas, pelos poeminhas, pelos casais apaixonados, pelas minhas musas... Vocês não acham a Bruna Lombardi uma gracinha...?
O que vc espera? O que mais ainda falta nessa vida?
Poder estar deitadinho de sapatos... Ah e rever o cometa Harley, tão lindo com sua ondulante crina de cavalo celeste...Fazer mais poeminhas e quem sabeto mar um café num dos barzinhos o mercado... me acompanha?
Onde assistir Mario Quintana interpretado por Cléber Lorenzoni? No Espetáculo Esconderijos do Tempo, confira na agenda.
Por que ter medo de uma amiga tão querida? De Infância? A minha morte é companheira de criança, brincou, dançou, me acenou logo cedo, e cresceu comigo... É uma musa, uma mulher encantadora, ela é fiel, leal e nunca se adianta em seu propósito. Ela sabe dançar valsa, penso mesmo que ela saiba dançar qualquer coisa, inclusive a sinfonia nº 5 de Gustav Mahler. A minha morte é como que eu quiser, pois ela nasceu comigo... E a sua?
Você brincava com a morte por que sua mãe não deixava vc sair muito, já que vc era um menino frágil, sempre doente... Um menino de aquário...?
Eu tinha irmãos, e brincávamos muito, brincava sim com outras crianças, e até com o anjinho Malaquías que as vezes aparecia lá em casa...
Seu amiguinho imaginário?
Malaquìas nada tem de imaginário, Malaquìas é muito real, ta!
Você sempre gostou muito de crianças, e elas sempre gostaram de vc, vc pode se julgar o poeta das crianças...?
Todo poeta tem uma criança dentro de si, pois é preciso ver o mundo com os olhos de uma criança. Acreditar, sonhar, ter esperança. Um dia vc acorda e passaram-se 60 anos, e incrivelmente aquele menino continua dentro de vc, cheio de vida, sorrindo, esperando... Eu penso que a minha vida passou tão depressa, esse que vc vê está meio enrugadinho, mas não se iluda, embora idade e senso eu aparente, ainda sou o menino que um dia o titio levou ao circo para ver as equilibristas...
Você se enamorou, apaixonou-se algumas vezes?
A sim, pelas ruas, pelas igrejas, pelas pracinhas, pelos poeminhas, pelos casais apaixonados, pelas minhas musas... Vocês não acham a Bruna Lombardi uma gracinha...?
O que vc espera? O que mais ainda falta nessa vida?
Poder estar deitadinho de sapatos... Ah e rever o cometa Harley, tão lindo com sua ondulante crina de cavalo celeste...Fazer mais poeminhas e quem sabeto mar um café num dos barzinhos o mercado... me acompanha?
Onde assistir Mario Quintana interpretado por Cléber Lorenzoni? No Espetáculo Esconderijos do Tempo, confira na agenda.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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